Economia criativa: será que os afro-empreendedores estão aproveitando este mercado bilionário?

Pharrell Williams na moda, Issa Rae no cinema, Oprah em comunicação, Stephanie Ribeiro em arquitetura, Guilherme Soares na mídia. Sabe o que todos esses profissionais têm em comum? Eles são empreendedores negros que fazem parte da economia criativa, indústria que arrecada bilhões pelo mundo.

No Brasil, milhares de empreendedores negros trabalham nessa área sem saber que fazem parte de uma indústria com diversas oportunidades de crescimento. Pensando nesse público, a Preta Hub lançou o “Prêmio Pretas Potências”, edital que vai distribuir R$ 1 milhão para profissionais e coletivos negros ligados à indústria criativa.

Foto: Reprodução

O Prêmio “Pretas Potências” vai contemplar 150 iniciativas criativas pretas. Serão 100 projetos realizados por artistas individuais e 50 por grupos ou coletivos artísticos nas categorias de: Música instrumental, Artes Cênicas, Artes visuais, Literatura, Audiovisual e Patrimônio imaterial. 

Na categoria individual, os premiados vão receber R$ 5.000,00. Já na categoria coletivos, os premiados vão ganhar R$ 10.000,00. Uma comissão curatorial irá avaliar as propostas enviadas pelos inscritos.

Para participar do edital é preciso se autodeclarar preto ou pardo e ter estreado ou lançado um trabalho exclusivamente no início do período pandêmico, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020. Podem se inscrever pessoas físicas e jurídicas.

As inscrições vão até o dia 26 de junho pelo site do edital (clique aqui para se inscrever). A lista dos selecionados será publicada no dia 20 de agosto.

O “Prêmio Pretas Potências” conta com a parceria do Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o apoio das empresas Mercado Livre, Banco BV, Basf e Ernst Young.

Sobre a Economia Criativa

A economia criativa abrange setores como artes, design, moda, música, cinema, teatro, gastronomia, turismo cultural, entre outros. Segundo mapeamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a participação da indústria criativa no PIB brasileiro em 2020 foi de 2,91%, movimentando R$ 217,4 bilhões. 

A Firjan divide a Economia Criativa em 13 segmentos, divididos em quatro áreas: Consumo, Tecnologia, Mídia e Cultura. 

Atualmente o Consumo é a maior área da indústria, gerando 47% dos empregos, seguido por Tecnologia,  com 37,5% do setor. Já a área de Mídia e Cultura tiveram uma queda, causada pelo Covid-19.

De forma mais clara, trabalhar na indústria criativa é a oportunidade de trabalhar em diferentes setores e empreendimentos. Como exemplo, podemos dizer que trabalhar como estilista de moda, trabalhar com programação de softwares, como jornalista ou publicitário, produtor cultural, músico ou artista em geral é trabalhar dentro da economia criativa.

“Então Taís Araújo faz parte da indústria criativa?” Sim! “Então Stephanie Ribeiro, que trabalha com arquitetura, também é? Sim! “Então a designer de unha, o cara que vende canecas personalizadas ou a menina do seu bairro que faz teatro são da indústria criativa?” Sim.

Um dos grandes problemas da economia criativa é a falta de conhecimento dos próprios trabalhadores da área que não se identificam com a área, às vezes se resumindo a apenas influenciadores. Mas a Economia Criativa é mais que isso, ela é para todos.

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