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A confeiteira de Bangu que entrou na UFRJ aos 51 anos e conquistou pódio nacional com um bolo de literatura de cordel

Foto: arquivo pessoal

Flávia Agripino, de Bangu, ingressou na UFRJ aos 51 anos e conquistou o 2º lugar na AbraChefs com um bolo inspirado na literatura de cordel. Conheça sua história.

É um bolo de verdade? Dá pra comer? Essas são as primeiras perguntas que nos vêm à cabeça quando nos deparamos com o trabalho da confeiteira Flávia Agripino, de Bangu, Zona Oeste Carioca. Um talento aprimorado na sua trajetória de 15 anos de confeitaria e que agora ganha dois capítulos especiais: o ingresso aos 51 anos para cursar o Bacharelado em Gastronomia da UFRJ e o reconhecimento técnico dos pares em um concurso nacional. Flávia é uma daquelas personagens que nos inspira.

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Quando entrei em sala de aula e a vi, rolou uma conexão que eu nem sei explicar – são coisas que a racionalidade não nos ajuda a desvendar. Madura, segura de si (sem ser arrogante) e com um propósito: fazer um curso superior em uma universidade pública federal. A motivação veio do filho Flávio, que a inscreveu no Enem e no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) – plataforma em que o pretendente à vaga no ensino superior federal concorrer às vagas nas instituições públicas. Ao lado dos filhos e da sobrinha (que também estudam na UFRJ) formam uma família que acessa a educação superior pública de qualidade. E posso dizer com conhecimento de causa que Flávia é uma aluna que vai continuar se destacando.

Foto: arquivo pesssoal

Nessa linda trajetória de uma empreendedora na confeitaria, suas vendas ajudam a complementar a renda de sua família com os doces e bolos. E, agora, em 2026, veio recentemente o reconhecimento técnico dos pares no concurso nacional da Associação Brasileira de Chefs de Cozinha e Bartenders AbraChefs, ficando em segundo lugar com o bolo “Brasilidades: Literatura de Cordel”. Delicado, cheio de detalhes, lindo e gostoso. Quem viu se encantou e tudo era comestível. De acordo com a confeiteira:

“Eu usei pasta americana como cobertura, e várias técnicas para os detalhes, tudo era comestível: como uma bandeira de tecido comestível, a “terra” era uma farofa de amêndoas, as pedras de noz pecã e os livretos de papel arroz. O recheio foi uma cocada com castanha do Brasil e uma ganache de maracujá com infusão de baunilha”.

Foto: arquivo pessoal

Credo, que delícia! Deu vontade em mim e em você? Se você está no Rio de Janeiro (RJ) ou na região metropolitana e quer um bolo que entrega beleza, história do cliente por meio de uma escuta ativa dos desejos do aniversariante e verdade gastronômica, a confeiteira Flávia Agripino te espera! Embora a gente coma também com os olhos, o sabor, estrutura e textura também importam.

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Empreendimento: @flaviaagripinodoceria

Preto Gourmet

Breno Cruz é o criador do Prêmio Gastronomia Preta, do Pretonomia e do Festival Gastronomia Preta. Pós-doutor, professor de Gestão na Gastronomia, Empreendedor Social e autor de 15 livros nas áreas de Administração e Gastronomia

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