Pesquisa da Cia de Talentos aponta que reputação atrai, mas desenvolvimento e confiança é que fazem os jovens ficar
O Google continua em primeiro lugar no ranking “Empresas dos Sonhos” 2026, seguido por Itaú Unibanco e Vale. A L’Oréal aparece pela primeira vez entre as dez empresas mais citadas, em oitavo lugar, e a Bayer volta à lista, na nona posição. A Nestlé segue sendo a única empresa presente em todas as 25 edições do estudo.
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O ranking faz parte da 25ª edição da Pesquisa Carreira dos Sonhos, da Cia de Talentos, que ouviu mais de 71 mil jovens, profissionais de média gestão e de alta liderança no Brasil. Em 25 anos, o estudo já reuniu mais de 1,8 milhão de respondentes em 13 países.
O que mudou no que os jovens procuram
Segundo a consultoria, esta é a maior mudança nos critérios de escolha em 15 anos. Entre os jovens, o principal motivo para escolher onde trabalhar agora é a reputação e o reconhecimento da empresa no mercado (22%). Em seguida vêm inovação e tecnologia (21%) e desenvolvimento (19%).
Como os três fatores aparecem muito próximos, a pesquisa entende que o desenvolvimento continua importante, mas cumpre outro papel. A reputação e a inovação pesam na decisão de entrar em uma empresa. O desenvolvimento pesa na decisão de continuar nela.
Promessa versus prática
A reputação atrai, mas não basta. Só 56% dos jovens dizem que a empresa onde trabalham entrega o que promete. A diferença entre o que a empresa diz e o que ela faz aparece em todos os modelos de trabalho: é citada por 30% de quem trabalha presencialmente, 23% no híbrido e 25% no remoto.
A pesquisa também mostra que os jovens valorizam a estabilidade um pouco mais do que a flexibilidade: 39% priorizam estabilidade e 35% preferem autonomia e flexibilidade. Ou seja, a empresa desejada precisa dar segurança para planejar o futuro e, ao mesmo tempo, liberdade para escolher como trabalhar.
Confiança na liderança protege a saúde mental
Um dos dados que mais chamam atenção é a relação entre confiança nos líderes e saúde mental. Entre os jovens que não se sentem sob pressão excessiva, 14% dos que confiam muito na liderança relatam impacto negativo na saúde mental. Entre os que confiam pouco, esse número sobe para 52%. Já entre os que se sentem sob pressão excessiva, o impacto negativo atinge 33% dos que confiam muito na liderança e 76% dos que confiam pouco.
“A reputação ajuda a perceber onde vale a pena trabalhar. O desenvolvimento mostra o que é possível aprender, como crescer e que caminhos construir ali. E a liderança tem um papel importante nessa experiência”, afirma Danilca Galdini, sócia-diretora de Insights e Pessoas & Cultura da Cia de Talentos. Para ela, clareza, apoio e confiança são o que tornam o trabalho sustentável.
Ranking Empresas dos Sonhos 2026
- Itaú Unibanco
- Vale
- Grupo Globo
- Ambev
- Nestlé
- Petrobras
- L’Oréal
- Bayer
- Microsoft
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