Série baseada em caso real de revisão criminal estreou na Netflix com Any Gabrielly e Naruna Costa no elenco e se inspira no Innocence Project Brasil.
A Netflix lançou nesta quarta-feira (23) “Habeas Corpus”, primeiro drama jurídico brasileiro da plataforma, com Any Gabrielly e Marjorie Estiano nos papéis principais. Com oito episódios de cerca de uma hora, a série acompanha um grupo de estudantes de direito que tenta provar a inocência de um jovem condenado por um crime que afirma não ter cometido, enredo inspirado em casos reais e na atuação do Innocence Project Brasil, organização que investiga e reverte condenações injustas no país.
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Any Gabrielly interpreta Marina, aluna bolsista e a mais brilhante do grupo de revisão criminal liderado pela professora Inez Franco, vivida por Marjorie Estiano. Marina se aproxima de Inez com um objetivo que esconde da professora: reparar uma injustiça que atingiu a própria família no passado, segredo que conduz as reviravoltas da temporada. Segundo Any, Marina tenta sempre demonstrar segurança enquanto concilia os estudos com uma rotina cheia de responsabilidades. “A Marina dentro da sociedade é uma personagem vulnerável. E o sistema é tão cruel com essas pessoas que a gente não tem nem oportunidade de demonstrar essa vulnerabilidade”, afirmou.
A atriz relacionou essa condição ao ambiente onde a história se passa, uma faculdade de direito inspirada na USP. “Para navegar pelo mundo, pelo sistema, para chegar numa faculdade de direito como a USP, que é onde a gente faz a nossa série, e sobreviver nesses ambientes, a vulnerabilidade que existe não pode ser mostrada”, explicou. Any ficou conhecida como integrante brasileira do grupo pop Now United e também é a voz de Moana nas animações da Disney no Brasil.
Naruna Costa vive Eliane, mãe de Marina. A atriz ganhou projeção internacional como Cristina em “Irmandade”, série policial da Netflix, e esteve também em “Sintonia” e “Todxs Nós”. Fora das telas, Naruna atua como diretora de teatro premiada.
Hypólito interpreta Jonathan, o jovem cuja condenação movimenta a trama. O personagem foi sentenciado a 47 anos de prisão por latrocínio e já cumpriu seis anos quando o grupo de Inez decide reexaminar o processo. Ao assumir o caso, Inez e cinco alunos passam a incomodar gente poderosa e colocam antigos parceiros em lados opostos. A história dialoga com o trabalho do Innocence Project Brasil, que conseguiu inocentar dez pessoas desde 2018 e já recebeu mais de 9 mil pedidos de ajuda. Os fundadores da organização prestaram consultoria à produção.
Na cena que abre a série, divulgada pela Netflix antes da estreia, Inez aparece ainda como advogada criminalista defendendo um cliente diante do júri. “O tribunal é um circo romano das nossas paixões”, diz a personagem, que se inclui entre os gladiadores dispostos a vencer a qualquer custo, independentemente da verdade, e provoca os jurados: “Vocês vão ter que decidir em que mundo querem viver”. Anos depois, Inez abandona a advocacia após uma tragédia em pleno julgamento e passa a dar aulas. O elenco reúne ainda Vladimir Brichta, que vive Murilo Villar, ex-marido de Inez, e Marisa Orth, no papel da delegada-geral da Polícia Civil Cristina Ogino, conhecida como Tina, uma das figuras mais perigosas para quem tenta rever decisões do passado. Completam o elenco Danton Mello, Natália Lage, Renata Gaspar, Tato Gabus Mendes, Luiza Gabus, Pedro Roza, Felipe Ricca, Nicolas Lee e Vinicius Carvalho.
Criada por Luiz Villaça, Leonardo Moreira e Donna Oliveira, a série tem direção-geral de Villaça e Flávia Lacerda, roteiro final de Moreira e produção da Café Royal. Os oito episódios da primeira temporada já estão disponíveis na Netflix, e os três primeiros minutos da série podem ser vistos no Tudum, site oficial da plataforma.
Os dados vieram da checagem: Naruna Costa interpreta Eliane, mãe de Marina, e o personagem de Hypólito foi condenado a 47 anos de prisão por um latrocínio. Não achei fonte que confirme se Hypólito é um ator negro, então vale checar antes de publicar com ele no destaque.
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