“Candaces das Artes” propõe refletir sobre a trajetória, a produção e a presença de mulheres negras na história da arte
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) promove, em setembro, o curso “Candaces das Artes: o legado de artistas negras no Brasil”, que propõe uma reflexão sobre a participação e a contribuição de mulheres negras para as artes visuais brasileiras. A formação será conduzida pela artista visual, pesquisadora e professora Renata Felinto.
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Realizado de forma on-line e ao vivo, o curso terá cinco encontros, às segundas e quartas, nos dias 16, 21, 23, 28 e 30 de setembro, das 19h às 21h. A programação parte da história da arte e da crítica para discutir a atuação de artistas negras, além de temas como racismo institucional, apagamentos históricos, curadoria e construção de contra-arquivos.
O nome da formação faz referência às candaces, título atribuído às soberanas do antigo Reino de Kush, na região da Núbia, território correspondente principalmente ao atual Sudão. A partir dessa referência histórica, o curso utiliza a ideia de soberania feminina negra para discutir autoria, memória, produção de conhecimento e permanência de mulheres negras no campo das artes.
Entre os nomes que integram as discussões estão artistas e pesquisadoras como Rosana Paulino, Lidia Lisboa, Maria Lídia Magliani, Diane Lima, Amanda Carneiro, Lorraine Mendes e Thayná Trindade. A proposta é ampliar o olhar sobre a história da arte no Brasil e destacar produções que, por diferentes processos de apagamento e exclusão, nem sempre ocuparam espaço nos principais registros e instituições do setor.
A formação é voltada ao público geral e oferece certificado. O investimento informado pelo MAM é de R$ 400 e as inscrições são feitas por meio do site.
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