Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, Orixás: O poder dos filhos do Tempo acompanha jovens descendentes de orixás em uma jornada que conecta ancestralidade, memória e futuro.
A ancestralidade também pode ser uma chave para imaginar o futuro. É a partir dessa perspectiva que o sociólogo e educador João Raphael Ramos estreia na literatura com Orixás: O poder dos filhos do Tempo, romance ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo que combina afrofuturismo, fantasia e referências às tradições afro-brasileiras.
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Na trama, sete jovens — Akin, Ayô, Mali, Jana, Raoni, João e Zian — descobrem que carregam uma herança que ultrapassa o presente. Eles são os Supraviventes, descendentes diretos dos orixás, marcados pelo axé e pela responsabilidade de preservar a conexão entre o mundo humano e o divino.
A jornada começa quando os personagens são convocados ao Tempo Espiralar, espaço em que memória, ancestralidade e destino se encontram. A partir dele, os jovens atravessam diferentes momentos da história, entre reinos, guerras, travessias forçadas e experiências de resistência.
Ao mesmo tempo em que enfrentam os ajoguns e buscam reequilibrar seus Oris, os personagens precisam lidar com conflitos próprios. Afetos, rivalidades, dúvidas e segredos marcam a relação entre eles e colocam à prova a capacidade de permanecerem unidos diante de uma ameaça maior.
Essa ameaça é a MAAFA, uma sombra ancestral alimentada pelas dores acumuladas ao longo da história humana. Na narrativa, sua aproximação coloca em risco tanto o mundo dos vivos quanto o espiritual, fazendo com que os Supraviventes precisem compreender a própria herança para decidir os caminhos do futuro.
Ancestralidade como possibilidade de futuro
A proposta de Ramos dialoga com o afrofuturismo, movimento estético e cultural que utiliza diferentes linguagens para imaginar futuros a partir de perspectivas negras, articulando identidade, tecnologia, ancestralidade e protagonismo.
O autor atua como educador, sociólogo e pensador afro-brasileiro, desenvolvendo pesquisas no campo da educação antirracista e das raízes africanas. Professor de sociologia e filosofia nas redes pública e particular do Rio de Janeiro, ele também produz conteúdo nas redes sociais e atua como colunista sobre África no Opera Mundi, além de apresentar o programa E, aí, professor?, no Canal Futura.
Em seu primeiro romance, esse repertório aparece na construção de uma narrativa que coloca personagens negros e referências afro-brasileiras no centro da aventura, sem separar ancestralidade e imaginação de futuro.
Serviço
Livro: Orixás: O poder dos filhos do Tempo
Autor: João Raphael Ramos
Valor: R$ 69,90 | 322 páginas
Editora Galera | Grupo Editorial Record
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