Erika Januza refletiu sobre autoculpa e diferentes tipos de luto no Saia Justa, dias após o fim de um relacionamento marcado pela quebra de confiança.
A atriz e apresentadora Erika Januza usou o programa Saia Justa, exibido pela GNT na noite de quarta-feira (29), para refletir sobre os diferentes tipos de luto que uma pessoa pode enfrentar ao longo da vida, entre eles o fim de uma relação amorosa marcada pela quebra de confiança. A fala aconteceu dias depois do término do namoro com o cantor Arlindinho e concentrou o discurso na própria experiência emocional, sem se estender sobre os detalhes da separação.
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Durante o quadro, Erika listou situações que considera formas de luto, como mudar de cidade, mudar de país, terminar um relacionamento, perder uma pessoa sem possibilidade de reencontro e sofrer uma traição. Segundo ela, cada uma dessas experiências atinge escalas diferentes, mas todas mexem com o emocional a partir do mesmo ponto, o momento em que “algo que estava existindo deixou de existir”. A apresentadora completou que esse tipo de perda também pode se transformar, já que o fim de uma relação costuma vir acompanhado da possibilidade de reatar.
Erika relatou que a semana havia sido marcada pelo caos em sua vida pessoal e atribuiu o momento à própria disposição para acreditar no amor, não a um erro cometido por ela. A apresentadora afirmou que entregou o que tinha para entregar na relação e recebeu o que a outra parte teve a oferecer, reforçando que cada pessoa contribui dentro do que consegue oferecer emocionalmente. Ela disse ainda não se arrepender de ter compartilhado momentos felizes nem de ter amado, argumentando que um sentimento verdadeiro em um momento não deixa de ter existido quando a relação termina.
A apresentadora também abordou o padrão de autoculpa que costuma atingir mulheres depois de uma decepção amorosa. Segundo ela, é comum surgir o questionamento sobre o que teria sido feito de errado, uma reação que atribuiu à tendência feminina de assumir a responsabilidade por conflitos que não criaram sozinhas. Erika defendeu que, nesses episódios, é necessário parar e processar o que aconteceu antes de repetir para si mesma que a experiência foi um livramento. Para ela, essa compreensão não chega de imediato, e o período entre a dor inicial e o entendimento de que a separação representa uma proteção costuma ser doloroso.
Ela encerrou a fala pedindo que outras mulheres em situação semelhante não abram mão de si mesmas ao perdoar rupturas de limites que consideravam inegociáveis. A apresentadora associou essa postura à trajetória profissional que construiu ao longo dos anos, marcada por esforço e noites de trabalho, e afirmou que não permitiria que aquilo fosse apagado por uma atitude alheia. A fala reforça um ponto central do desabafo, o de que a responsabilidade pela dor não recai sobre quem foi ferida, e sim sobre quem rompeu o combinado da relação.
O Saia Justa está no ar desde 2002 e reúne apresentadoras para discutir temas como relacionamentos, saúde, maternidade, trabalho e comportamento, sempre a partir de repertórios pessoais. Erika Januza integra o time fixo do programa desde 2025, ano em que também passou a apresentar a atração ao lado de outras colegas na grade da GNT.
Vídeos do momento em que a apresentadora discorre sobre os tipos de luto foram compartilhados por perfis do próprio Saia Justa e reproduzidos por páginas de entretenimento em diferentes plataformas, acumulando comentários de apoio à atriz. A repercussão levou o tema da autoestima após uma traição a ganhar espaço em debates paralelos nas redes, com internautas relacionando a fala de Erika a experiências pessoais semelhantes.
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