Quantos “Amarildos” há no Brasil? Quantos negros morrem todos os dias pela mão da polícia sem virar manchete do jornal? O “genocídio negro”, institucionalizado pela truculenta polícia militar é uma realidade cruel para quem tem a pele escura no Brasil. É negro, jovem, voltou para casa? Considere-se um sobrevivente.
Segundo o Mapa da Violência, relatório feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e a Faculdade Latino-Americana de Ciências sociais a vitimização de jovens negros, que em 2002 era de 71,7%, no ano de 2010 pulou para 153,9%. Foram 160.00 mil jovens negros mortos um número assustadoramente maior aos 75 mil brancos que morreram no mesmo período.
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Somado a isto ainda há dezenas de mortes diárias, decorrente de sistema nacional de saúde ineficiente, que prejudica em sua maioria a população negra.
Para protestar contra estes e outros fatores que direta ou indiretamente dizimam jovens e mulheres negras, a Marcha Nacional contra o Genocídio do Povo Negro foi convocada para esta quinta-feira (dia 22 de agosto) em pelo menos três grandes capitais brasileiras: Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. O principal objetivo é cobrar políticas públicas diante dos últimos dados sobre a violência contra a população negra, pobre e periférica brasileira. Em São Paulo, a marcha acontece às 18h em frente ao Teatro Municipal de São Paulo.
Mais informações: https://www.facebook.com/events/499547090114102/
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