Roc Nation oferece chance na Espanha a Nevada Pierre, de 3 anos

0
Roc Nation oferece chance na Espanha a Nevada Pierre, de 3 anos
Foto: reprodução redes sociais / Getty Images

Menino viralizou com dribles em crianças mais velhas e virou caso de polícia na Flórida; ex-jogador da seleção dos EUA também vai treiná-lo

PUBLICIDADE

A Roc Nation Sports, agência esportiva ligada a Jay-Z, deve levar Nevada Pierre, de 3 anos, para a Espanha em dezembro para uma experiência de desenvolvimento no futebol. A informação foi divulgada pela jornalista Loren LoRosa, do programa The Breakfast Club, e ainda não foi confirmada oficialmente pela empresa, que publicou nas redes uma mensagem de apoio ao menino. A oferta surgiu depois que a polícia foi chamada a uma partida de futebol infantil em que Nevada jogava, no último sábado (24), em Winter Park, na Flórida.

Notícias Relacionadas


Nevada disputava uma liga recreativa organizada pela i9 Sports no Martin Luther King Jr. Park, ao lado de crianças de até 5 anos. O menino tem mais de 625 mil seguidores no Instagram, onde os pais publicam vídeos dele driblando adversários e marcando gols.

Liga acusa menino de empurrar colegas, e família contesta

Durante a partida, o pai, Don Pierre, gravou a chegada dos policiais e afirmou no vídeo que a polícia tinha sido chamada porque o filho era bom demais. A mãe, Martasia Griffin, disse aos agentes que a liga estava contra o menino porque ele realmente sabe jogar futebol. A família sustenta que outros pais reclamavam porque nenhuma criança conseguia tirar a bola dele.

O diretor da liga, Thomas Hayes, apresentou outra versão. Nas imagens das câmeras corporais dos policiais, ele reconhece que Nevada é muito avançado para a idade e marca muitos gols, mas afirma que o menino empurrava as outras crianças. Segundo o registro policial, Hayes descreveu os pais como exaltados e incomodados com o tempo de jogo do filho. Na ligação para o 911, acusou Martasia de segui-lo pelo campo e xingá-lo diante de outras pessoas. Ele também contou que fazia rodízio entre as crianças nas partidas anteriores e que os pais de Nevada se opuseram à prática.

Na segunda-feira (26), Martasia publicou nas redes o vídeo completo da partida, sem cortes, e questionou em que momento o filho teria empurrado alguém. A i9 Sports informou à imprensa americana que leva as reclamações a sério, que procurou a família e que abriu uma revisão do caso com as pessoas envolvidas.

Polícia tratou caso como questão civil

O Departamento de Polícia de Winter Park divulgou as imagens das câmeras corporais e o áudio da ligação depois que o vídeo da família viralizou. Segundo a corporação, os agentes encontraram os pais quando eles já deixavam o parque por conta própria. A liga havia pedido que a família se retirasse e oferecido o reembolso da inscrição, e os pais foram informados de que Nevada não poderia mais jogar ali por questões de comportamento. A polícia classificou o episódio como uma questão civil entre as partes, sem crime, e informou que ninguém foi preso, impedido de entrar no local ou obrigado a sair.

O caso mobilizou nomes conhecidos nos Estados Unidos. A educadora infantil e youtuber Ms. Rachel chamou o episódio de racista e convidou Nevada para participar do programa dela. O advogado de direitos civis Ben Crump e o ex-quarterback da NFL Robert Griffin III também criticaram a liga. Uma vaquinha online criada pelos pais para custear inscrições, treinos, uniformes e viagens passou de 25 mil dólares, segundo a revista Newsweek.

Ex-jogador da seleção dos EUA oferece treinos em Orlando

Além da Roc Nation Sports, que representa jogadores como Vinícius Júnior, do Real Madrid, o ex-atacante da seleção dos Estados Unidos Eddie Johnson ofereceu uma vaga a Nevada na EJE7 Soccer Academy, academia que ele mantém em Orlando. O menino deve começar os treinos em janeiro. Johnson, que jogou na MLS e no Fulham, da Inglaterra, contou que a família já tinha procurado a academia quando Nevada tinha 2 anos, mas que naquele momento considerou o menino novo demais. Nas redes, o ex-jogador escreveu que estão tentando apagar o brilho do garoto.

Martasia disse ao HuffPost que o filho ficou traumatizado e que, embora continue querendo jogar futebol, não quer voltar ao mesmo lugar.

Notícias Recentes