Evento híbrido acontece nos dias 17 e 18 de outubro, no Teatro Almadalma, e discute ancestralidade, identidade e o papel de pessoas negras dentro da prática oracular
O Grupo Mistérios da Luz promove, nos dias 17 e 18 de outubro, o 1º Simpósio Afro de Tarô – Pamela Colman Smith, evento voltado à discussão de ancestralidade, racismo, identidade e representatividade negra dentro do universo do tarô e das práticas oraculares. A programação reúne mais de 30 palestrantes ao longo dos dois dias, em formato híbrido, com transmissão online e atividades presenciais no Teatro Almadalma, em São Paulo.
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O nome do simpósio faz referência a Pamela Colman Smith, ilustradora responsável pelas imagens do baralho de tarô mais popular do mundo, o Rider-Waite-Smith, cuja contribuição histórica costuma ser apagada ou secundarizada nas narrativas tradicionais sobre a origem do tarô moderno. A identidade visual do evento, com elementos como raízes, a flor protea, um turbante e uma estrela de oito pontas, foi desenvolvida para representar ancestralidade, identidade negra e conexão com diferentes tradições espirituais e de conhecimento.
Serviço
Evento: 1º Simpósio Afro de Tarô – Pamela Colman Smith
Data: 17 e 18 de outubro de 2026
Local: Teatro Almadalma, São Paulo (SP)
Formato: híbrido, presencial e online
Realização: Grupo Mistérios da Luz
Programação – Sábado (17/10), manhã (9h às 14h30)
- 9h00 — Credenciamento, com entrega de pulseiras, crachás e café de boas-vindas
- 9h50 — Luana Gonçalves, boas-vindas
- 10h00 — Thays Camargo, abertura, “Bate Folhas”
- 11h00 — Mesa Magna: Simbologia do Simpósio, sobre atravessamentos do tarô quanto à decolonialidade, a obra de Pamela Colman Smith e questões raciais, de gênero e classe
- 12h00 — Vanessa Ribeiro, sobre a invisibilização e o reconhecimento das mulheres negras dentro da cartomancia
- 12h30 — Isabel Gomes, “O Perigo da História Única: Feminino, Invisibilização e Memória no Tarô”
- 13h00 — Alexsander Lepletier, sobre gênero, sexualidade e raça no tarô
- 13h30 às 14h30 — Almoço
Programação – Sábado (17/10), tarde (14h30 às 21h)
- 14h30 — Dr. Márcio Santos, sobre ferramentas legais de enfrentamento ao racismo e ao racismo religioso
- 15h00 — Daniela Torres, “Pardo é Negro? Uma conversa sobre identidade, raça e pertencimento no Brasil”
- 15h30 — Nei Naiff, sobre tarô em transformação e os novos caminhos da consciência oracular
- 16h00 — Kelma Mazziero, sobre o acesso aos estudos na prática oracular
- 16h30 — Eshe Orah, sobre grafologia
- 17h00 — Lu Zanetta, “Ativando Exu Ancestral”
- 18h00 — Rosana de Almeida, Prêmio Roberto Caldeira
- 18h30 — Marina Caldeira, sobre como cultivar ancestralidade através do tarô
- 19h às 21h — Mostra Cultural, com Sergio Moura e Fernando Picheli (“Carta de Amor ao Brasil”, às 19h) e Luter Nguzaule e Banda (“Meu Samba é Reza”, às 20h), além de entrevistas com Allice Nation ao longo do dia
Programação – Domingo (18/10), manhã (8h30 às 14h)
- 8h30 — Café de recepção
- 9h00 — Ana Rita, “Raízes nas Escolas: um oráculo sobre mulheres em sala de aula”
- 10h00 — Deia Filhad’Água, “Kaá Timbó: Feitiçaria Brasileira”
- 11h00 — Barbara Gregório, sobre ancestralidade e hoodoo nas Américas afrodiáspora
- 11h30 — Luiza Papaleo, sobre uma visão holística de saúde através do tarô
- 12h00 — Sabá Nefer, Kemetic Yoga
- 13h às 14h — Almoço
Programação – Domingo (18/10), tarde (14h às 19h30)
- 14h00 — Wagner Ribeiro, “Cantos, contos e cartas: encruzilhadas entre a musicovivência e o tarô”
- 15h00 — José Roberval, sobre a branquitude imposta pelos tarôs europeus
- 15h30 — Lolla Alonso, “Magia tem cor? Fortalecendo seu Ori”
- 16h30 — Douglas Santos, sobre tons de pele e aspectos corporais na astrologia
- 17h00 — Rafael Lima, sobre se toda expansão de consciência deve produzir realidade
- 17h30 — Ione Reis, “Entre Folhas e Bênçãos: Ancestralidade, Ervas e Benzimento”
- 18h30 — Jana Baps, reggae e desfile afro
- 19h30 — Elenildes Silva, encerramento e legado
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