“Saber que as pessoas negras da XP direcionam a agenda racial da empresa é o que dá mais orgulho”, diz Ana K. Melo, sócia e head de Diversidade da XP Inc.

Empresa pretende ter 23% dos cargos de liderança ocupados por negros até 2025

Ter 32% de pessoas negras na empresa e 23% dos cargos de liderança ocupados por pessoas negras até 2025. Essa é uma das metas de diversidade e inclusão da XP Inc., empresa que lidera o ramo de serviços financeiros no Brasil.

A meta foi estabelecida por meio de estudos e avaliações do Blacks, coletivo de funcionários negros da empresa, e faz parte do compromisso público, assumido pela diretoria de ESG, criada em março de 2020, de impactar mais de 500 mil pessoas com R$35 milhões em iniciativas voltadas à diversidade e inclusão.

Na XP Inc., os coletivos – Blacks, o MLHR3 (coletivo de mulheres), o Incluir (pela inclusão de pessoas com deficiência e acessibilidade) e o Seja (por um ambiente mais seguro, respeitoso e diverso para pessoas LGBTI+ na XP) – são os protagonistas dos projetos e agendas de ações afirmativas realizadas pela empresa.

COLETIVOS EMPODERADOS

Para Ana K. Melo, sócia e head de Diversidade da XP Inc., ter coletivos empoderados dentro da empresa é motivo de muito orgulho porque é um diferencial no mercado, traz resultados efetivos para a conquista de um ambiente de trabalho diverso e seguro.

“Saber que as pessoas negras da XP Inc. estão direcionando para onde a agenda racial da XP está indo é o que nos dá mais orgulho e isso vale para as pessoas com deficiência, para as LGBTQIA +, para as mulheres”, destaca.

Para Ana, o setor de Diversidade da empresa funciona como uma conexão. “A gente vai conectar todo mundo que importa e fazer a engrenagem funcionar, mas quando a gente fala de lugar à mesa e poder de decisão, a gente tem conseguido trazer as pessoas para esse lugar de decisão e as conversas que importam”, explica ela, que destaca que os coletivos têm contato direto com os membros do conselho da empresa, no comitê de diversidade.

As transformações em diversidade, equidade e inclusão têm acontecido a passos largos na empresa. Em 2020, quando assumiu a meta de equidade de gênero em todos os níveis hierárquicos, ou seja, alcançar 50% de mulheres no quadro total de colaboradores, a XP contava com 22% de mulheres e hoje elas são 34%. As pessoas negras eram 8% dos cargos de liderança e hoje são 12%. “Essa evolução é muito significativa. Quando a gente fala de mulheres na liderança, mais que dobramos o número. Em janeiro de 2021, tínhamos 12%. Terminamos o ano com 26% e agora já estamos em 28%”, comemora Ana.

Apesar do protagonismo e ação predominante dos coletivos, Ana K. Melo destaca que a responsabilidade pelas tomadas de decisão e ações que combatem a discriminação e transformem positivamente o ambiente de trabalho é de quem ocupa cargos de chefia.

”Para falar de ambiente seguro, é preciso lembrar que se eu te falo alguma coisa que aconteceu comigo, talvez seja um gatilho para você, então, a gente busca dar ferramentas para que este coletivo possa receber e endereçar, mas não ficar com essa carga e conseguir mitigar essas situações”, detalha.

A meta realista e factível, embora de crescimento importante, demonstra que é possível e viável transformar a realidade das empresas valorizando a diversidade e reconhecendo pessoas negras por sua excelência nas diversas áreas de atuação. “Investir em diversidade, ter uma estrutura sólida, ampliar as nossas bases de diversidade e garantir que a nossa engrenagem esteja funcionando vai atrair mais pessoas diversas para a nossa companhia e deixar o nosso negócio mais forte”, conclui Ana.

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