Mundo Negro

Turistas simulam chicotadas em monumento onde escravizados eram açoitados em Mariana (MG)

Foto: Reprodução/Redes Sociais/G1

Um novo vídeo que circula nas redes sociais expõe um grupo de turistas no Pelourinho de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, simulando uma cena de tortura no monumento histórico.

No período colonial, a estrutura de pedra, localizada na Praça Minas Gerais, era utilizada para açoitar e humilhar pessoas negras escravizadas como forma de punição pública.

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No registro, é possível ver um grupo de mulheres diante do monumento. Em um momento de absoluto desrespeito, uma delas se pendura nas argolas de ferro e grita: “me bate”. Ao redor, outras pessoas observam a cena.

O caso foi criticado pelo vereador Pedro Sousa (PV). “Quem nasceu em Mariana já presenciou turistas que se sentem à vontade para ir até a Praça Minas Gerais e gravar vídeos ou tirar fotos imitando pessoas pretas escravizadas no Brasil e em nossa própria cidade”, escreveu nas redes sociais.

Para o vereador, a atitude é uma forma de violência simbólica que fere a dignidade da população negra. “Esse tipo de atitude, carregada de estereótipos, dor e desrespeito, fere a dignidade do povo preto, que foi sequestrado da África e, mesmo após tantas marcas da história, ainda precisa lidar com esse tipo de teatro barato. É preciso lembrar que a escravidão foi um dos maiores crimes contra a humanidade, e que Mariana foi construída com o sangue de pessoas negras”, reforçou.

O parlamentar reiterou que a postura dos visitantes é inaceitável. “Turistas que tratam esse sofrimento como entretenimento mostram que ainda precisam aprender muito sobre a história. Para mim, esse tipo de postura não é bem-vinda na nossa cidade.”

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