Caracterizador Auri Motta e figurinista Luiza Romar revelam as referências do visual da rainha de Zinga, que estreia neste sábado (3) na novela da Globo
Taís Araujo estreia neste sábado (3) em “A Nobreza do Amor”, novela das seis da TV Globo, como Menemi, rainha do Reino de Zinga, em uma participação especial que já movimentava o público antes mesmo de ir ao ar. Desde que a emissora divulgou a primeira imagem da atriz caracterizada, em 18 de setembro, o visual da personagem passou a circular nas redes com comentários sobre a beleza e os detalhes da produção, do moicano às escarificações no corpo. Na trama, Menemi chega à reta final para se unir à resistência contra Jendal, vilão vivido por Lázaro Ramos, marido de Taís fora da ficção, e ajudar a princesa Alika, personagem de Duda Santos, a recuperar o trono de Batanga.
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Admirada por seu povo, Menemi é uma líder reconhecida pela sabedoria com que governa e pelo senso de justiça que orienta suas decisões. Ela era amiga e aliada do rei Cayman II (Welket Bungué), morto durante a fuga da família real, e da rainha Niara (Erika Januza), mãe de Alika. Taís descreve a personagem com bom humor. “A rainha Menemi é a rainha do Reino de Zinga, um dos reinos que fazem fronteira com Batanga. Ela é uma rainha muito justa, poucas ideias. Sabe a pessoa que é poucas? Ela é poucas”, diz a atriz. “Ela era muito amiga do rei Cayman II, da rainha Niara, eles eram aliados. Então ela tem pavor do Jendal e de todas as atrocidades que ele comete. E ela está disposta, se oferece, não só pessoalmente, mas com todo o seu exército, para se juntar aos resistentes de Batanga, derrubar o governo de Jendal e entregar Batanga de volta para quem é de direito, que é a princesa Alika.”
Auri Motta e Luiza Romar assinam a caracterização e o figurino da rainha Menemi
O visual que repercutiu nas redes foi construído pelo caracterizador Auri Motta e pela figurinista Luiza Romar a partir de uma proposta clara, a de apresentar uma rainha guerreira que se impõe pela presença. Para Auri, o maior desafio foi criar uma beleza fora do padrão que o público está acostumado a ver e convencer a direção e a própria Taís de uma ideia que ele mesmo define como ousada. “Esta é uma personagem forte, guerreira. A principal busca era apresentar uma rainha que mantinha sua coroa e era respeitada pelos outros povos. Então, a maquiagem surge com a cor fria do preto, assim como o metal e o azul. Os queloides que ela tem no corpo são marcas de algumas batalhas ou iniciações em alguns povos. O moicano superlongo e as garras transformam seu corpo em uma arma”, explica.
A frieza chega também ao olhar, com lentes de contato verdes. A pesquisa reúne referências do Sahel, da África do Sul, de Ruanda, do Sudão e da Etiópia nas tranças, no moicano e nas escarificações, além dos olhos inspirados no Benim e de uma fonte que pouca gente imaginaria, as guerreiras de videogame. A preparação de Taís leva cerca de 1h20 antes de cada gravação, e um detalhe passa quase despercebido em cena: os punhais que Menemi carrega camuflados. Perguntado sobre o que a equipe quis transmitir logo na primeira aparição da personagem, Auri é direto. “Que Menemi é uma fortaleza e uma arma.”
Luiza Romar conta que Menemi abriu espaço para um universo diferente de tudo o que a novela havia mostrado até agora, com a responsabilidade de vestir Taís Araujo. Ela enxerga a personagem como uma líder que conduz suas atitudes a partir de uma consciência social, humana e democrática, e que precisava, ao mesmo tempo, transmitir elegância e a posição de poder de quem governa um reino. “Essa personagem conta a sua história através da força, autenticidade, coragem e inteligência, usando tudo isso a favor do povo. Uma grande revolucionária”, afirma.
Como a novela é uma fábula, o figurino tem liberdade para misturar povos e épocas. A roupa usada na batalha traz referências da ourivesaria Baule e das mulheres Dinka, e o adereço fixo de cabeça, em formato de moicano, foi inspirado em um ensaio da artista senegalesa Delphine Diallo, de tom afrofuturista. As peças de macramê reforçam essa mistura de décadas, e os acessórios de mão foram pensados para carregar a sensação de proteção, urgência e embate. Os furos que Taís já tinha na orelha permitiram incluir elementos do povo Fulani, somados à joia de nariz e ao piercing na boca. Luiza atribui o resultado aos aderecistas que concretizaram o conceito. “Assim como Menemi, eu como figurinista também acredito que é de forma coletiva que alcançamos grandes resultados.”
Rainha de Zinga reforça a resistência enquanto Jendal desembarca no Brasil
A entrada de Menemi acontece em um momento decisivo da novela. Até aqui, a luta para libertar Batanga dependia da articulação clandestina de Dumi (Licínio Januário), Chinua (Hilton Cobra), Akin (André Luiz Miranda) e Ladisa (Rita Batista), que atuam dentro do reino enquanto Alika vive exilada em Barro Preto, no interior do Rio Grande do Norte, sob a identidade de Lúcia. Agora, José/Zambi (Bukassa Kabengele), tio da princesa, voltou a Batanga para participar dos planos de libertar Dumi e Kênia (Nikolly Fernandes), filha de Jendal, e é ele quem se encontra com a rainha de Zinga no capítulo deste sábado. Com o apoio de Menemi, a disputa deixa de ser apenas interna e passa a contar com a força política e militar de outro reino.
Enquanto isso, Jendal está no Brasil. O vilão desembarcou em Recife, tirou do caminho Malungo, antigo aliado de Alika, e planeja chegar a Barro Preto com a ajuda de Virgínia (Theresa Fonseca), que quer a princesa longe de Mirinho (Nicolas Prattes). Nos próximos capítulos, o tirano aparece na cidade e anuncia diante de todos que Alika é sua esposa legítima, o que obriga a princesa e Niara a fugirem com a ajuda de Tonho (Ronald Sotto) e Omar (Rodrigo Simas), enquanto os rebeldes, liderados por José, Akin e Ladisa, avançam em Batanga.
Criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández, “A Nobreza do Amor” estreou em março e acompanha a trajetória de Alika entre Batanga e Barro Preto, em uma fábula ambientada nos anos 1920 que conecta a África ao Nordeste brasileiro. A novela vai ao ar de segunda a sábado, no horário das seis, na TV Globo.
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