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	<title>Arquivos violência digital - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos violência digital - Mundo Negro</title>
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		<title>Violência digital e mulheres negras: poderíamos falar mais sobre nós, mas temos medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres &#8212; especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vit&#243;ria profissional ou uma foto exaltando a pr&#243;pria beleza, surge o medo de que o pr&#243;ximo coment&#225;rio seja um julgamento, uma ofensa disfar&#231;ada de opini&#227;o ou, em casos mais graves, uma [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-148">A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres — especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vitória profissional ou uma foto exaltando a própria beleza, surge o medo de que o próximo comentário seja um julgamento, uma ofensa disfarçada de opinião ou, em casos mais graves, uma ameaça direta à integridade física. </p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-149">Os números são alarmantes. Segundo dados divulgados em 2022 pelo professor Dr. Luiz Valério Trindade, doutor pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, <strong>81% dos discursos de ódio online têm como alvo mulheres pretas e pardas</strong>, com idade entre 25 e 35 anos e em ascensão social.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-150">Não se trata apenas de haters aleatórios. As denúncias de misoginia na internet mais que triplicaram no último ano, crescendo 224,9%, segundo levantamento da SaferNet. Em 2024, foram registradas 2.686 denúncias de violência ou discriminação contra mulheres; já em 2025, foram 8.728 registros.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-151">Muitas ofensas podem parecer inofensivas, mas são a faísca que alimenta um ciclo de desrespeito que, muitas vezes, escala para a violência física no mundo real. Para mulheres negras, as &#8220;opiniões&#8221; ainda têm o agravante do racismo: <em>&#8220;Melhor você alisar o cabelo, é mais limpo e profissional&#8221;; &#8220;Só a promoveram para cumprir a cota&#8221;; e &#8220;Você é muito raivosa, ninguém pode falar nada&#8221;</em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Redesenhando o ambiente digital</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-152">Para enfrentar essa realidade, a <strong>SEPHORA Hearts Not Hate</strong> lançou sua campanha para o Brasil. A iniciativa, que chega ao país no Mês da Mulher, propõe uma reflexão profunda sobre como a misoginia tenta impedir a presença das mulheres nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-153">A proposta é transformar a realidade de forma coletiva. Ocupar as redes, mas preservando a saúde mental e a integridade física.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Estratégias de autodefesa e denúncia:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não hesite em filtrar:</strong> Bloquear e silenciar contas que drenam sua energia não é falta de diálogo, é preservação da integridade.</li>



<li><strong>Produza provas:</strong> Em casos de violência digital, reúna <em>prints</em>, links e URLs.</li>



<li><strong>Denuncie formalmente:</strong> Registre um Boletim de Ocorrência em delegacias especializadas (Delegacia da Mulher ou de Crimes Cibernéticos).</li>



<li><strong>Busque apoio:</strong> <mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Em casos de emergência, ligue <strong>190</strong>. Para acolhimento e orientações, ligue <strong>180</strong> para a Central de Atendimento à Mulher.</mark></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-158">Redesenhar o ambiente digital é uma escolha coletiva sobre quais vozes decidimos amplificar para garantir a nossa liberdade<sup></sup>.</p>
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		<title>&#8216;Se ponha no seu lugar’: Ministras negras enfrentam machismo e racismo no exercício do poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 13:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao racismo]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio nas redes]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As ministras <strong>Marina Silva</strong> (Meio Ambiente) e<strong> Macaé Evaristo </strong>(Direitos Humanos e Cidadania), duas mulheres negras em posições de destaque no governo <strong>Lula</strong>, são alvos de ataques machistas e racistas sofridos durante exercício de suas funções. Nesta terça-feira (27), Marina reagiu a ofensas em audiência no Senado, enquanto Macaé  contou em um evento que sofre ataques cotidianos nas redes sociais. Os casos, que não são uma novidade na política, mostram o desrespeito das instituições e do público com as mulheres e, sobretudo, com mulheres negras que estão na luta por causas fundamentais para a vida em sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se ponha no seu lugar&#8221;, disse o senador <strong>Marcos Rogério</strong> (PL-RO), à<strong> Marina Silva</strong> enquanto a ministra tentava defender seu ponto de vista durante a discussão na Comissão de Infraestrutura do Senado sobre pavimentação na Amazônia. Alvo de provocações e interrupções, ela também teve o microfone desligado pelo senador, que também era presidente do colegiado. Já <strong>Macaé Evaristo</strong> falou sobre violência online no Power Trip Summit, em Salvador: &#8220;Recebo xingamentos todos os dias, desde ‘é terrível olhar para mim’ até ofensas ao meu corpo, cabelo e sorriso&#8221;, disse. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recentes acontecimentos, que não são casos isolados, trazem de volta às reflexões de <strong>Lélia Gonzalez</strong> sobre como a mulher negra é vista na sociedade brasileira. No livro Por um <em>Feminismo Afro-Latino-Americano</em>, que reúne diálogos e reflexões da intelectual, ela lembra como a opressão racista confina mulheres negras a estereótipos degradantes, mostrando que o racismo e o sexismo as colocam no &#8220;nível mais alto de opressão&#8221;. À exemplo das violências que sofrem nossas ministras, quando são silenciadas e subestimadas, não por sua trajetória política, mas porque há um incômodo em ver suas imagens negras, politizadas e insubordinadas ocupando lugares de autoridade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A dimensão racial nos impõe uma inferiorização ainda maior&#8221;, diz Lélia no livro, mas aqui sabemos que é necessário resistir, como sempre resistimos em nome de nossa existência. Marina incomodou ao resistir: &#8220;Eles gostariam que eu fosse uma mulher submissa. E eu não sou&#8221;, disse ela em entrevista após o episódio da última terça-feira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto<strong> Macaé Evaristo</strong> destacou a resistência de mulheres negras no poder: &#8220;Nosso país é racista, machista e patriarcal. Precisamos construir uma irmandade para nos proteger&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro &#8220;Discursos de ódio contra negros nas redes sociais&#8221;, escrito pela jornalista<strong> Luciana Barreto</strong>, ela mostra que mulheres negras são as maiores vítimas dos discursos de ódio na internet. “Uso no livro uma pesquisa do <strong>professor Luiz Valério Trindade</strong> que mostra que 81% dos discursos de ódio racistas são direcionados às mulheres negras com características semelhantes a minha: profissional com curso superior, cabelo crespo etc”, afirmou em<a href="https://mundonegro.inf.br/em-livro-sobre-discurso-de-odio-na-internet-luciana-barreto-revela-que-mulheres-negras-sao-81-das-vitimas/"> entrevista</a> ao <strong>Mundo Negro</strong>. Ela ainda completa:&#8221; Tem uma intencionalidade muito evidente quando analisamos estes casos: o hater quer minar o emocional, quer atingir e distrair a vítima. De certa maneira, o hater quer “eliminar” a vítima daquele espaço, daquele local que ele julga não pertencer a ela. Brinco quando falo sobre isso: “não vou dar este gostinho ao hater”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós sabemos que resistir pode ser muito difícil, mas isso para nós, mulheres negras é a garantia da nossa sobrevivência. </p>
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