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	<title>Arquivos Violência Contra Mulher - Mundo Negro</title>
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	<title>Arquivos Violência Contra Mulher - Mundo Negro</title>
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		<title>Marina Silva critica violência política de gênero após fala sobre &#8216;enforcá-la&#8217;: &#8220;psicopatas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 13:00:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A ministra do Meio Ambiente e Mudan&#231;a do Clima, Marina Silva, reagiu nesta quarta-feira (19) &#224;s declara&#231;&#245;es do senador Pl&#237;nio Val&#233;rio (PSDB-AM), que, durante um evento no Amazonas na &#250;ltima sexta-feira (14), disse: &#8220;Imagine o que &#233; tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforc&#225;-la&#8221;. A fala do parlamentar gerou rep&#250;dio e foi [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, <strong>Marina Silva</strong>, reagiu nesta quarta-feira (19) às declarações do senador <strong>Plínio Valério</strong> (PSDB-AM), que, durante um evento no Amazonas na última sexta-feira (14), disse: &#8220;Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la&#8221;. A fala do parlamentar gerou repúdio e foi classificada pela ministra como uma incitação à violência contra mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com a vida dos outros não se brinca. Quem brinca com a vida dos outros ou faz ameaça aos outros de brincadeira e rindo, só os psicopatas são capazes de fazer isso&#8221;, afirmou <strong>Marina Silva</strong> durante participação no programa <em>Bom Dia, Ministra</em>, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ela ressaltou que a divergência política não pode se transformar em incentivo à violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra também associou a declaração do senador a uma postura misógina. &#8220;Dificilmente isso seria dito se o debate fosse com um homem. É dito porque é com uma mulher preta, de origem humilde e uma mulher que tem uma agenda que, em muitos momentos, confronta os interesses de alguns&#8221;, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marina Silva</strong> destacou que a violência política de gênero é uma realidade constante, mesmo para mulheres em posições de destaque. &#8220;Se uma mulher que consegue se tornar governadora, prefeita, deputada, senadora ou ministra sofre violência política de gênero; [sofrem ainda] mais as mulheres de um modo geral, aquelas que não estão em posição muitas vezes de visibilidade&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio ocorreu durante um evento em que<strong> Plínio Valério</strong> criticava a participação de <strong>Marina Silva</strong> em uma audiência da CPI das ONGs. A fala do senador gerou reações também no Senado. Nesta quarta, o presidente da Casa, <strong>Davi Alcolumbre</strong>, usou a sessão plenária para repreender Valério, sugerindo que ele reconsiderasse suas palavras. &#8220;Fazer uma referência a essa fala, até mesmo justificar se foi uma fala equivocada&#8221;, disse Alcolumbre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o senador amazonense manteve sua posição. &#8220;Se você perguntar: ‘você faria de novo?’. Não. ‘Mas está arrependido?’. Não, porque eu não ofendi&#8221;, declarou Valério.</p>
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		<title>Relatório aponta aumento de 12,4% na violência contra mulheres em 2024 e expõe impacto desproporcional sobre mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 13:37:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um relat&#243;rio divulgado pela Rede de Observat&#243;rios da Seguran&#231;a revelou um aumento de 12,4% nos casos de viol&#234;ncia contra mulheres em 2024, nos estados monitorados, em compara&#231;&#227;o com o ano anterior. Foram registrados 4.181 eventos de viol&#234;ncia, sendo que o dado inclui o estado do Amazonas, que passou a integrar a rede em 2024. Quando [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um relatório divulgado pela <strong>Rede de Observatórios da Segurança</strong> revelou um aumento de 12,4% nos casos de violência contra mulheres em 2024, nos estados monitorados, em comparação com o ano anterior. Foram registrados 4.181 eventos de violência, sendo que o dado inclui o estado do Amazonas, que passou a integrar a rede em 2024. Quando considerados apenas os estados que já faziam parte da rede em 2023, o número de casos chegou a 3.577, mantendo a mesma taxa de crescimento de 12,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também destacou que a violência de gênero atinge de forma mais severa as mulheres negras, evidenciando a interseccionalidade entre machismo e racismo. Segundo o relatório, mulheres negras sofrem uma violência &#8220;duplicada ou triplicada&#8221; devido às múltiplas discriminações que enfrentam, o que as coloca em uma posição de extrema vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados por estado e desigualdades raciais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Bahia, apesar de uma redução geral nos casos de violência contra mulheres, 19,6% das vítimas com raça/cor identificada eram negras, o que reforça o papel do racismo na perpetuação da violência. No Pará, as mulheres negras foram as mais afetadas pelos feminicídios, representando 12 dos 41 casos registrados em 2024. No entanto, a falta de dados raciais consistentes em vários estados dificulta uma análise completa do problema. No Amazonas, por exemplo, 97,5% dos casos não tinham informação sobre raça/cor da vítima, enquanto na Bahia esse índice foi de 73,9%, no Maranhão de 93,7% e no Piauí de 97,2%. No Rio de Janeiro, 33 das 63 vítimas de feminicídio não tiveram sua raça/cor registrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fatores estruturais e desafios</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório apontou diversos fatores que contribuem para a violência contra mulheres, como a persistência de uma sociedade machista, a centralidade da figura masculina como agente das violências e a interseccionalidade com outras formas de opressão, como racismo, homofobia e transfobia. Mulheres trans, indígenas e com deficiência também foram destacadas como grupos especialmente vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estado de Pernambuco, o relatório destaca que, entre os nove estados monitorados, é a região do país que registrou mais casos de transfeminicídio entre todos os estados – seis do total de 12. O relatório também aponta que mulheres trans são especialmente vulnerabilizadas pelas violências institucionais, que dificultam a denúncia e o acesso à rede de proteção e até mesmo à coleta de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados gerais</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Aumento geral da violência:</strong> Houve um aumento geral de 12,4% nos eventos de violência contra mulheres nos estados monitorados em 2024, excluindo o Amazonas que não fazia parte da rede em 2023.</li>



<li><strong>São Paulo</strong> registrou o maior número absoluto de eventos de violência contra mulheres, com 1.177 casos, um aumento de 12,4% em relação a 2023.</li>



<li>O <strong>Rio de Janeiro</strong> teve 633 casos, um aumento de 12 em relação ao ano anterior.</li>



<li>Os maiores aumentos percentuais foram observados no <strong>Maranhão</strong> (87,2%) e no <strong>Pará</strong> (73,2%). O <strong>Ceará</strong> também apresentou um aumento significativo de 21,1%, sendo o período mais violento nos últimos sete anos. O <strong>Piauí</strong> registrou um aumento de 17,8%.</li>



<li>A <strong>Bahia</strong> e <strong>Pernambuco</strong> apresentaram redução nos números de violência contra mulheres. A Bahia teve uma redução de 30,2%, e Pernambuco, de 2,2%. Apesar da redução, Pernambuco foi o segundo estado com mais mortes de mulheres (feminicídio, transfeminicídio e homicídio).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Feminicídio e Transfeminicídio:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Foram registrados 531 casos de feminicídio nos estados monitorados em 2024.</li>



<li><strong>São Paulo</strong> teve o maior número de feminicídios monitorados entre os nove estados.</li>



<li>O <strong>Maranhão</strong> teve 54 vítimas de feminicídio, com 85,2% dos casos sendo cometidos por parceiros e ex-parceiros.</li>



<li>No <strong>Pará</strong>, 39,0% dos 41 feminicídios vitimaram mulheres de 18 a 39 anos, e parceiros ou ex-parceiros foram responsáveis por 26 desses casos.</li>



<li>Em <strong>Pernambuco</strong>, parceiros e ex-parceiros foram os autores de 35 dos 69 feminicídios. O estado também registrou seis transfeminicídios, o maior número entre os estados monitorados.</li>



<li>No <strong>Piauí</strong>, foram registrados 36 feminicídios e 57 tentativas.</li>



<li>Na <strong>Bahia</strong>, 34 dos 46 feminicídios não tiveram identificação de raça/cor.</li>



<li>No <strong>Ceará</strong>, houve 45 casos de feminicídio em 2024.</li>



<li>O <strong>Amazonas</strong> registrou 33 feminicídios em 2024.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Violência Sexual e Estupro:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Houve um aumento de 70,5% nos crimes de violência sexual e estupro nos estados monitorados.</li>



<li>No <strong>Amazonas</strong>, dos 604 eventos de violência registrados, 229 envolveram violência sexual. Alarmantemente, 84,2% das vítimas de violência sexual no Amazonas tinham de 0 a 17 anos.</li>



<li>O <strong>Rio de Janeiro</strong> registrou 103 eventos de violência sexual.</li>



<li>Em <strong>São Paulo</strong>, a violência sexual representou uma parcela significativa das qualificadoras, com 213 casos.</li>



<li>O <strong>Maranhão</strong> teve 61 casos de violência sexual.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Outras formas de violência:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Houve um incremento de 22,1% nos homicídios e 3,1% nas tentativas de feminicídio e agressões físicas nos estados monitorados.</li>



<li>Em <strong>Pernambuco</strong>, foram registradas 87 tentativas de feminicídio e agressões físicas, além de 92 homicídios. 129 eventos de violência no estado envolveram arma de fogo.</li>



<li>O <strong>Ceará</strong> teve 80 casos de homicídio e de tentativa.</li>



<li>No <strong>Pará</strong>, foram registrados 96 casos de agressão com arma de fogo e 95 com facas e objetos cortantes. O estado também teve 69 homicídios de mulheres.</li>



<li>Em <strong>São Paulo</strong>, os crimes com intenção letal (feminicídios, homicídios e tentativas) totalizaram 69,6% dos casos. 53 feminicídios em São Paulo foram cometidos com objetos cortantes.</li>



<li>O <strong>Rio de Janeiro</strong> apresentou a particularidade de ter 20,3% dos eventos violentos cometidos por agentes da segurança pública.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dificuldade de acolhimento institucional às vítimas de violência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de políticas públicas eficazes e a dificuldade de acesso a serviços de denúncia, como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), foram apontadas como barreiras significativas. Além disso, a morosidade do sistema judiciário, a impunidade dos agressores e a falta de treinamento adequado para profissionais da segurança pública e saúde contribuem para a subnotificação e a perpetuação do ciclo de violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório reforça a necessidade de políticas públicas que considerem as especificidades das diferentes formas de violência, especialmente aquelas que afetam mulheres negras e outros grupos vulneráveis. A falta de dados raciais consistentes e a subnotificação de casos são desafios que precisam ser superados para que haja uma resposta mais eficaz do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Rede de Observatórios da Segurança destacou ainda a importância da luta feminista na visibilização das violências e na conquista de direitos, mas alertou para a necessidade de maior investimento em serviços de apoio às vítimas e em ações de conscientização masculina. &#8220;A violência de gênero é um fenômeno complexo que exige respostas igualmente complexas e intersetoriais&#8221;, concluiu o relatório.</p>
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