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	<title>Arquivos vidas negras - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 06 Nov 2024 21:31:52 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Sobrinho negro do rapper Eduardo Taddeo é morto a 8 tiros por PM no OXXO e família crítica violência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariel Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2024 21:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Taddeo]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[OXXO]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um jovem negro foi morto a tiros por um policial militar de folga em frente a um mercado OXXO na zona sul de S&#227;o Paulo, no &#250;ltimo domingo (3). Gabriel Renan da Silva Soares, 26, sobrinho do rapper Eduardo Taddeo, ex-integrante do grupo Fac&#231;&#227;o Central, foi alvejado oito vezes ap&#243;s ser acusado de tentativa de [&#8230;]</p>
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<p>Um jovem negro foi morto a tiros por um policial militar de folga em frente a um mercado OXXO na zona sul de São Paulo, no último domingo (3). Gabriel Renan da Silva Soares, 26, sobrinho do rapper Eduardo Taddeo, ex-integrante do grupo Facção Central, foi alvejado oito vezes após ser acusado de tentativa de furto. O caso, registrado na Avenida Cupecê, Jardim Prudência, está sendo investigado pela Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).</p>



<p>A morte de Gabriel foi denunciada por Taddeo em um vídeo nas redes sociais, no qual o rapper criticou a ação policial e a violência direcionada a jovens negros e periféricos. Taddeo afirmou que o sobrinho foi morto de forma desproporcional e pediu que a comunidade periférica boicote estabelecimentos que, segundo ele, contribuem para a criminalização de suas comunidades.</p>



<p>A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou em nota que o caso está sob investigação do DHPP, que solicitou exames periciais e está realizando outras diligências para apurar as circunstâncias da ação. A SSP assegurou que todas as evidências serão analisadas para esclarecer os fatos.</p>



<p>Em entrevista à Ponte Jornalismo, Fátima Taddeo, tia de Gabriel, questionou a quantidade de disparos usados na abordagem, afirmando que o sobrinho estava desarmado e não tinha como reagir. “Eles precisaram de oito tiros para ver que o Gabriel não estava armado?”, declarou.</p>



<p>Segundo a família, Gabriel lutava contra o vício em uma droga conhecida como “K” e, sob efeito dela, estaria em condição vulnerável. A tia relatou que o sobrinho passava por um momento delicado e que a violência empregada no caso aumentou o sofrimento dos familiares.</p>



<p>Em nota ao Splash/UOL, o OXXO declarou que suas ações são pautadas pelo respeito às pessoas e lamentou profundamente o ocorrido. A rede informou que seus colaboradores acionaram as autoridades de imediato e que as imagens do sistema de segurança estão à disposição para auxiliar na investigação.<br><br>O corpo de Gabriel foi retirado do local na manhã de segunda-feira (4). A família aguarda o avanço das investigações e pede que o caso não seja tratado como legítima defesa, cobrando uma resposta firme sobre o padrão de violência policial enfrentado por jovens negros e periféricos.</p>
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		<title>A vida dos negros não se resume em sofrimento</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-vida-dos-negros-nao-se-resume-em-sofrimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2023 10:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[vidas negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>N&#227;o importa o qu&#227;o seja dif&#237;cil, coloque o seu peito para fora, mantenha a cabe&#231;a erguida. &#8211; Tupac Shakur Na semana passada encontrei com um amigo de &#8220;milianos&#8221; no &#244;nibus do bairro. Crescemos juntos na periferia da zona leste, e por conta da correria do dia a dia n&#227;o troc&#225;vamos umas ideias com calma. Marcio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Não importa o quão seja difícil, coloque o seu peito para fora, mantenha a cabeça erguida.</em></p>



<p><em>&#8211; Tupac Shakur</em></p>



<p>Na semana passada encontrei com um amigo de “milianos” no ônibus do bairro. Crescemos juntos na periferia da zona leste, e por conta da correria do dia a dia não trocávamos umas ideias com calma. Marcio era DJ quando mais jovem, hoje trabalha vendendo frutas nas ruas do centro da cidade. Nos anos 90, eu e dois dos seus irmãos – Marcão e Marcelo – tínhamos um grupo de samba que durou uns oito anos. Ambos morreram jovens, consequência do consumo excessivo de álcool e drogas. Não me recordo exatamente quais as idades da partida, mas com certeza não chegaram aos 30 anos. Sem dar muitos detalhes, Marcio disse que estava chateado, pois, a sua filha “entrou no caminho errado” e foi presa. Conversamos mais algumas coisas e na hora de cada um ir para o seu lado ele me disse “lembra do meu sobrinho, o filho da Ana?”, respondi “lembro!”, comentou “também está preso, faz uns dois anos”.</p>



<p>Após a nossa conversa fiquei bastante pensativo. Desde que acordei para a realidade do povo negro, a impressão é de que o sofrimento nunca terá ponto final. E não é para menos. Os testemunhos de amigos negros, as dificuldades na minha vida e da família, e o bombardeio de casos de racismo noticiados na imprensa e nas redes sociais, alimentam o pessimismo. Não à toa que os movimentos negros pontuam insistentemente que o racismo brasileiro é estrutural. Isso não significa surfar em um mero jogo de palavras, modismo ou uso irreflexivo do conceito, a despeito da banalização em curso. Afirmamos que esse racismo não é episódico, mas uma opressão arraigada nas relações sociais e em permanente reprodução e manutenção pelas instituições públicas e privadas, conformando a visão de mundo de brancos e negros. Com isso, o impacto direto na realidade concreta é proposital e inevitável diante da ordem estabelecida.</p>



<p>Durante a reflexão também rememorei o rolê no mês passado. Eu fui no samba da comunidade que acontece mensalmente no segundo sábado, pertinho da minha casa. O ambiente é de muita energia e descontração, a comunidade se diverte, troca ideia, dança, come e bebe, namora enquanto a roda de samba pega fogo ecoando clássicos de Candeia, Aniceto do Império, Jovelina, Clementina de Jesus e por aí vai. Fica lotado de pessoas. Sem confusão. Às vezes alguns se estranham, mas rapidinho o pessoal da organização desarticula a treta. Nesse dia encontrei com o Nego Beto, o homem estava emocionadíssimo e pagando cerveja para todo mundo. Camila, a sua filha mais velha, passou no vestibular da USP para cursar odontologia. Imagine a alegria dele “a brancaiada vai ter que engolir uma dentista preta” me disse.&nbsp; Eu rachei o bico e embarquei na mesma energia. Só quem é dos nossos sabe o sofrimento que antecede as conquistas.</p>



<p>Lembrar disso me trouxe certo conforto e deu um chega pra lá no pessimismo. Não que devamos negar a realidade dolorosa do racismo, mas é uma advertência para não esquecermos da existência de lutas individuais em paralelo às lutas coletivas. E conquistas acontecem aqui e acolá. Devemos celebrá-las mais e mais para inspirar outros negros que sentem a crueza do racismo e acham que a vida se encerra somente em dor e lágrimas. Tupac Shakur deu a ideia, ergamos a cabeça.</p>
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		<item>
		<title>Educadora social Bel Santos Mayer apresenta legado de “Vidas Negras&#8221; em exposição do Museu da Pessoa</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/educadora-social-bel-santos-mayer-apresenta-legado-de-vidas-negras-em-exposicao-do-museu-da-pessoa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2023 18:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[vidas negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em cartaz no Sesc Bom Retiro, a exposi&#231;&#227;o &#8220;Qual &#233; o seu legado? 30 anos de Museu da Pessoa no Brasil&#8221; traz como um dos eixos tem&#225;ticos o tema &#8220;Vidas Negras&#8221;, que tem como curadora a educadora social Bel Santos Mayer.&#160; O recorte feito por Bel apresenta as hist&#243;rias de pessoas negras em diferentes gera&#231;&#245;es. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em cartaz no Sesc Bom Retiro, a exposição “Qual é o seu legado? 30 anos de Museu da Pessoa no Brasil” traz como um dos eixos temáticos o tema “Vidas Negras”, que tem como curadora a educadora social <strong>Bel Santos Mayer</strong>. </p>



<p>O recorte feito por Bel apresenta as histórias de pessoas negras em diferentes gerações. Ela apresenta em igual importância pessoas conhecidas nacionalmente, como é o caso de Emanoel Araújo, falecido recentemente, artista plástico e fundador do Museu Afro Brasil, e outras conhecidas localmente, como é o caso de Dona Edith, da Cooperifa, cujo sarau de poesias já acontece há mais de 20 anos no Bar do Zé Batidão, no Jardim Guarujá, próximo ao Capão Redondo, em São Paulo. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-60919" width="537" height="805" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-186-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /><figcaption>Foto: Divulgação</figcaption></figure>
</div>


<p>Para o <strong>Mundo Negro</strong>, <strong>Bel Santos Mayer</strong> contou detalhes sobre a exposição, que tem como base sua pesquisa de campo e acadêmica, formada por três conceitos fundamentais de colo, casa e quilombo. </p>



<p><strong>Em seu trabalho de curadoria, você traz Emanoel Araújo como um dos homenageados. Fazendo um paralelo entre o papel de Emanoel na valorização da história e cultura negra e no conceito de colo paterno a que você se refere, esse lugar de aconchego. Qual a importância de ter o artista retratado na exposição?</strong></p>



<p>A escolha de Emanoel Araújo se dá tanto para trazer essa importância e referência que ele tem para nós negros e negras ao colocar o Museu Afro Brasil no centro, em um dos parques mais importantes da cidade e trazendo a nossa história, a nossa cultura e não apenas em um lugar de dor, mas um lugar de produção intelectual, de produção cultural. Ao escolhe-lo eu quis fazer uma homenagem a ele que nos deixou precocemente, repentinamente, e agradecer, trazer essa referência. Ele fala do pai, ele fala das mulheres importantes em sua vida. Então também reforçar essa importância que tem nós reverenciarmos quem veio antes de nós, os colos recebidos, os cuidados que nos foram dados. Emanuel Araújo é alguém que sintetiza na sua luta pra criação e manutenção do Museu Afro Brasil os três eixos da minha curadoria, ao mesmo tempo que ele cria para nós uma casa cultural, ele nos dá o colo, porque ali a gente encontra as nossas ancestralidades, os nossos referenciais artísticos, literários, culturais e históricos e também nos dá o quilombo, esse lugar da reivindicação, da busca de um lugar da construção de uma sociedade que não seja pautada, atravessada pela desigualdade imposta pelo racismo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-60918" width="524" height="785" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/Sesc_MDP-242-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /><figcaption>Foto: Exposição &#8220;Qual é o seu legado?&#8221; &#8211; Retrato de Emanoel Araújo, fundador do Museu Afro Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Por que é tão importante apresentar ao público as histórias e legados de diferentes pessoas negras?</strong></p>



<p>A importância de trazer as histórias e os legados de pessoas muito diversas. Desde pessoas que são referência, não só no Brasil, mas internacionalmente como Emanoel Araújo, Sueli Carneiro, Hélio Menezes, mas também trazer pessoas do cotidiano, pessoas as que estão lá na sua produção literária, que estão contando suas histórias de famílias, histórias dos seus territórios. Mais que garantir, propor que a gente olhe para as vidas pretas do nosso entorno, para esses lugares. Para os lugares em que estão as pessoas, em que estão os seus espaços, em que essas pessoas criam para as nossas existências e as manifestações culturais. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-60920" width="702" height="468" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-1920x1280.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/4581249_Sesc_Bom_Retiro_20221202_Exposicao_Qual_seu_Legado_FT_Alexandre_Nunis_29-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 702px) 100vw, 702px" /><figcaption>Foto: Exposição &#8220;Qual é o seu legado?&#8221;</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>O seu trabalho de promoção da leitura é um incentivo à educação e busca por conhecimento. Quais referências deixaram um legado que influenciou nesse trabalho?</strong></p>



<p>A<span style="font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, &quot;Segoe UI&quot;, Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, &quot;Open Sans&quot;, &quot;Helvetica Neue&quot;, sans-serif; color: initial;">s minhas referências literárias são muitas para o meu legado desse encontro com o colo, a casa e o quilombo. Desde Conceição Evaristo que vem valorizar as escrevivências. A escrita das nossas vivências, essas vivências que são marcadas por amor, por dor, por desejos. Então Conceição Evaristo, Edmilson de Almeida Pereira que vem trazer na sua poesia, na sua literatura para crianças, nos seus romances, as questões desse universo masculino, mas também esse universo religioso e esse <em>lexo</em>, as nossas palavras, o nosso universo semântico. Então esse é um outro lugar muito importante, é um outro legado. Carolina Maria de Jesus, sem dúvida, inclusive por todo o apagamento que tentaram fazer da sua produção literária, da construção da sua carreira como escritora e apagando mesmo toda essa história como se ser escritora fosse um acaso e não um projeto em sua vida e também, eu traria aqui Sueli Carneiro, sem dúvida alguém com uma escrita não ficcional, mas discutindo o epistemicídio negro, o quanto se que tentou apagar esse nosso lugar de construção de um pensamento, de uma produção, de um pensar negro, e as jovens autoras. Então tem aí as autoras contemporâneas como Cidinha da Silva, Anelis Assumpção e tantas outras jovens negras, como Jarid Arraes, que estão aí escrevendo, honrando as suas ancestrais, mas também colocando as suas novas palavras no mundo. Tem uma lista grande pra trazer. Oswaldo de Camargo, Ricardo Aleixo e suas palavras ao vento. Então tem uma lista aí que quem for visitar a exposição pode verificar na biblioteca. </span></p>



<p><strong>Serviço</strong><strong></strong></p>



<p>Exposição&nbsp;<strong>Qual é o seu legado? 30 anos de Museu da Pessoa no Brasil<em></em></strong></p>



<p><strong>Período expositivo:&nbsp;</strong>Até 02 de abril de 2023</p>



<p><strong>Visitação</strong>:&nbsp;terça a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 10h às 20h; domingo e feriado, das 10h às 18h&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/educadora-social-bel-santos-mayer-apresenta-legado-de-vidas-negras-em-exposicao-do-museu-da-pessoa/">Educadora social Bel Santos Mayer apresenta legado de “Vidas Negras&#8221; em exposição do Museu da Pessoa</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novo podcast original Spotify narra a história de personalidades negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/novo-podcast-original-spotify-narra-a-historia-de-personalidades-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thais Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 18:29:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[spotify]]></category>
		<category><![CDATA[vidas negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do dia 04 de novembro, todas as quartas-feiras, ser&#227;o disponibilizados na plataforma epis&#243;dios in&#233;ditos retratando a vida de homens e mulheres negros que fizeram sua contribui&#231;&#227;o &#224; comunica&#231;&#227;o, literatura, filosofia, m&#250;sica, ci&#234;ncia, pol&#237;tica, religiosidade e diversidade, entre outros temas. Dividido em 2 temporadas, o podcast Vidas Negras abordar&#225; um tema em cada epis&#243;dio [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir do dia 04 de novembro, todas as quartas-feiras, serão disponibilizados na plataforma episódios inéditos retratando a vida de homens e mulheres negros que fizeram sua contribuição à comunicação, literatura, filosofia, música, ciência, política, religiosidade e diversidade, entre outros temas. Dividido em 2 temporadas, o podcast <strong>Vidas Negras</strong> abordará um tema em cada episódio sempre com a premissa de entrelaçar as biografias das personalidades negras, sejam elas do passado ou da atualidade, como por exemplo: Grande Otelo, Mussum, Chica Xavier, Linn da Quebrada, Jorge Lafond, Rene Silva, Djamila Ribeiro, entre outros.</p>



<p>O novo podcast conta com apresentação do jornalista Tiago Rogero e será recheado de biografias para contar a história do negro. &#8220;<em>Buscamos um espaço que contasse e celebrasse a luta das pessoas em vida mas que também honrasse o legado de quem não está mais entre nós e o Spotify foi o melhor aliado para essa missão. Como narrador, entendo a importância de oferecer ao usuário a emoção e transmitir a luta que as personalidades enfrentaram e enfrentam até hoje</em>&#8220;, afirma Tiago Rogero.</p>



<p>Esse novo podcast original e pode ser acessado gratuitamente na plataforma do <strong>Spotify</strong>.</p>



<figure class="wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: Conheça o Vidas Negras, novo original do Spotify" width="100%" height="232" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed-podcast/episode/6yUEbN6U9IFRJqXDMosmCM"></iframe>
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		<title>#Negras Representam- Thaise Machado,  arquitetando vidas negras!</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/negras-representam-thaise-machado-arquitetando-vidas-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2017 11:14:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[#NegrasRepresentam]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[vidas negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por meio de perfis, a campanha #NegrasRepresentam tem o objetivo de apresentar os pensamentos de mulheres negras em diversas esferas sociais e como suas a&#231;&#245;es vem propondo mudan&#231;as na realidade racial do pa&#237;s. Dizem que a arquitetura &#233; o jogo s&#225;bio, magn&#237;fico e correto onde as fantasias e sonhos ganham vida. &#201; atrav&#233;s deste [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h5><strong><em>Por meio de perfis, a campanha #NegrasRepresentam tem o objetivo de apresentar os pensamentos de mulheres negras em diversas esferas sociais e como suas ações vem propondo mudanças na realidade racial do país.</em></strong></h5>
<p>Dizem que a arquitetura é o jogo sábio, magnífico e correto onde as fantasias e sonhos ganham vida. É através deste que se  engenha e arquiteta  futuros,  tendo como  base os sonhos e fantasias.  Esse é o desafio constante de Thaise Machado  Arquiteta Urbanista,  design de interiores e Criadora de  Projetos como  Negra Ativa, Coletivo Três Tons de Preto além de  Produtora Cultural.</p>
<p>Ativista desde período universitário, foi fundadora do Coletivo de Negritude da FeNEA (Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo).Desejando ampliar ainda mais sua voz e inquietudes  cria o seu blog pessoal  Negra  Ativa, onde pauta as demandas da população negra, indígenas e grupos marginalizados, tendo como foco  mulheres negras.<br />
<strong>Mundo Negro &#8211; Qual o seu olhar  sobre o  mercado e a carreira de produção cultural voltado para os segmentos negros no Brasil?</strong></p>
<p>Hoje o protagonismo de Produtores Culturais negros, vem crescendo cada vez mais. Não podemos deixar de atribuir esse crescimento, ao acesso a informação e as ferramentas de captação de recursos. Vivemos em um período de grande avanço,  já que  podemos desenvolver projetos de forma autônoma e sem auxílio externo. Antigamente artistas negros  não tinham muita autonomia na criação e gerencia para execução de suas obras/eventos, visto que esse conhecimento não chegava a nós. Hoje essa realidade mudou, felizmente!</p>
<p><strong>Mundo Negro-   Como está sendo produzir  campanhas com a temática Negra?</strong></p>
<p>Em um estado de colinização alemã e italiana, qualquer afirmação negra é uma conquista. Produzir conteúdo para a nossa população,  é transbordar a cada evento. Transbordar afeto, dores, alegrias, ritmos e sorrisos. É enriquecedor! A cada evento saio com um aprendizado novo. Fora a troca de vivências, que isso dinheiro nenhum pode comprar!</p>
<p><strong>Mundo Negro-     Você  atua com projetos bastante interessantes, quando começou esse amor pela área de produção cultural?</strong></p>
<p>Após concluir a graduação em Arquitetura e Urbanismo, começei a estudar sobre produção cultural. Acredito que o amor maior, tenha vindo do fato de sempre está inserida no meio artístico. Isso fez com que a paixão por produção cultural,  fosse aumentando e fazendo com que eu começasse a dar meus primeiros passos. Minha primeira produção foi  um ensaio fotográfico com mulheres negras,neste queria  enfatizar a existência de pessoas negras na região Sul do País. Essas mostraram uma beleza única que através da  página “ Negra Ativa”, ganhou proporção internacional. Enquanto  mentora da mesma, foi um momento de grande alegria.Ver mulheres negras estampadas com a dignidade que merecem.</p>
<p><strong>Mundo Negro-    O que te torna entusiasta de projetos tão diversos? Quais gostaria ainda de desenvolver?</strong></p>
<p>O que me estimula  a elaborar projetos  que tenha como base a população negra, é poder  quebras padrões impostos pela sociedade. Criar eventos com temáticas que contemplem a  todos, e não  uma pequena parcela é de uma riqueza que mostra o que o brasil tem de melhor, sua diversidade de possibilidades.</p>
<p>Eu gosto da diversidade, das várias formas de percepções. O senso comum me incomoda, é muito estático e sem cor. Quero poder trabalhar de forma afetiva,  com grupos que precisem de mais espaços. Colocar esses em primeiro plano, mostrar a especificidade de cada ser. Em 2018 isso irá acontecer, podem esperar!</p>
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		<title>Quem vai chorar pela Somália?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/quem-vai-chorar-pela-somalia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2017 23:28:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[atentado]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Somália]]></category>
		<category><![CDATA[vidas negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>S&#227;o mais de 300 mortos e outros milhares de feridos&#8230; S&#227;o hospitais abarrotados de gente, muitas sem atendimento adequado. Tudo isso em 2017, consequ&#234;ncia de um ataque terrorista &#8211; um dos maiores medos modernos da humanidade. Este atentado s&#243; n&#227;o &#233; maior&#160; e mais devastador que o ocorrido nos EUA, no fat&#237;dico dia 11 de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>São mais de 300 mortos e outros milhares de feridos&#8230; São hospitais abarrotados de gente, muitas sem atendimento adequado. Tudo isso em 2017, consequência de um ataque terrorista &#8211; um dos maiores medos modernos da humanidade. Este atentado só não é maior  e mais devastador que o ocorrido nos EUA, no fatídico dia 11 de setembro de 2001.</p>
<p><figure id="attachment_7086" aria-describedby="caption-attachment-7086" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-7086" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2017/10/11-de-setembro-300x200.jpg" alt="" width="571" height="380" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/11-de-setembro-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/11-de-setembro-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/11-de-setembro-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/11-de-setembro-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/11-de-setembro.jpg 750w" sizes="(max-width: 571px) 100vw, 571px" /><figcaption id="caption-attachment-7086" class="wp-caption-text">atentado nos EUA &#8211; 11 de Setembro de 2001</figcaption></figure></p>
<p>Você se lembra do “11 de setembro”? Eu lembro! Eu tinha 8 anos e consigo me lembrar bem daquela sensação de medo e revolta que tomou a todos. Só se falava disso nos telejornais, nos programas de variedades, revistas, no rádio, até no horário dedicado a publicidade. Nada nos deixava esquecer!</p>
<p>Mais recentemente, em 2015, tivemos o atentado à sede do jornal Charlie Hebdo, em Paris. Foram 12 mortos e 11 feridos. O ícone do YouTube mudou em solidariedade, no twitter a hastag que dava conta do atentado estava em alta. Nos telejornais, nos portais, não se falava de outra coisa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-7090 aligncenter" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2017/10/charlie-hebdo-300x95.png" alt="" width="582" height="184" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/charlie-hebdo-300x95.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/charlie-hebdo-150x48.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/charlie-hebdo.png 595w" sizes="(max-width: 582px) 100vw, 582px" /></p>
<p>Agora voltamos para este atentado, em pleno 2017, que deixou mais de 300 mortos. Você viu alguma comoção que se compare ao 11 de setembro, ou até mesmo ao atentado em Paris? Eu não vi! Eu gostaria muito de dizer que estou surpresa com isso, mas não estou!</p>
<p>Estamos tratando da Somália, país africano que vive em guerra civil por mais de 20 anos. Estamos falando de um país fora da Europa, fora da América do Norte, onde as vítimas são pretas! Então quem se importa? Porque os executivos do YouTube ou de qualquer outro grande site/rede social, se preocupariam em manifestar apoio à Somália? Porque os portais, os telejornais, os programas de variedades e todos os outros, perderiam tempo por essas vidas perdidas?</p>
<p><figure id="attachment_7089" aria-describedby="caption-attachment-7089" style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-7089" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2017/10/somalia3-300x200.jpg" alt="" width="595" height="396" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia3-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia3-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia3.jpg 495w" sizes="(max-width: 595px) 100vw, 595px" /><figcaption id="caption-attachment-7089" class="wp-caption-text">Imagem da Somália logo após o atentado</figcaption></figure></p>
<p><strong>“A carne mais barata do mercado é a carne negra”</strong> – infelizmente, isso faz tanto sentido, que dói! Pessoas brancas, vítimas de violência, mortas por atentados em qualquer lugar do mundo, comovem porque todos sentem que elas estão fora de lugar, que essas pessoas não mereciam isso, não viveram pra isso!</p>
<p>Pessoas negras nas mesmas condições, não comovem, porque a violência, a morte, a dor infligida à pessoas pretas é naturalizada. E como se tivéssemos nascido pra isso, pra viver sob a guerra, sob a violência, sob a dor. E esse silêncio, essa naturalização, também nos fere, e também nos mata, não só na Somália, mas no mundo todo.</p>
<p><figure id="attachment_7088" aria-describedby="caption-attachment-7088" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-7088" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2017/10/somalia2-300x200.jpg" alt="" width="563" height="375" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia2-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia2-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia2-768x511.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia2-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia2-631x420.jpg 631w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/10/somalia2.jpg 1000w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /><figcaption id="caption-attachment-7088" class="wp-caption-text">Imagem da Somália logo após o atentado</figcaption></figure></p>
<p>No Brasil mais de 70% dos jovens assassinados, são negros. A violência nos mata e ninguém se importa! Quanto potencial se perde com tanta morte de pessoas negras? Quantas famílias despedaçadas, quantos sonhos interrompidos?</p>
<p>Penso em tudo isso e um grito fica preso em minha garganta: <strong>NOSSAS VIDAS IMPORTAM!</strong> Nós não nascemos para a dor, para a violência! Não é normal, muito menos natural, ver pessoas negras sendo dizimadas, seja em um atentado terrorista, seja pela violência urbana. <strong>A Somália importa! Cada vida negra importa!</strong></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/quem-vai-chorar-pela-somalia/">Quem vai chorar pela Somália?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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