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	<title>Arquivos veja - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Quem diria? Revista Veja é agora a favor das cotas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2017 06:23:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ações afirmativas]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
		<category><![CDATA[veja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Revista Veja atualiza seus conceitos sobre ações afirmativas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi em <a href="http://origin.veja.abril.com.br/060607/p_082.shtml">2007</a> a primeira vez que a revista Veja  deu destaque cotas raciais em universidades públicas, usando o caso dos irmão gêmeos onde um conseguiu uma vaga como cotista e o outro não, para defender a tese complicadíssima de que raça não existe. Essa corrente “somos todos humanos” de pensamento, vem sempre à tona no Brasil, quando um grupo tradicionalmente oprimido reivindica algum direto. Se cientificamente a raça é única, socialmente sabemos que é bem diferente.</p>
<p>Voltando ao semanário mais lido do Brasil, a<a href="http://veja.abril.com.br/revista-veja/cotas-melhor-te-las-2/"> capa dessa semana</a> fez qualquer um que conhece o histórico da revista da editora Abril arregalar os olhos. Se em edições passadas sobre ações afirmativas os destaques eram fotos como essa abaixo , onde ações afirmativas eram vistas como separatistas e não inclusivas, a edição de 16 de agosto prova com várias pesquisas e análise de desempenho de 300 diplomados, que as cotas  favorecem não só a comunidade negra.</p>
<figure style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full" src="https://sociologiapoliticaufpr.files.wordpress.com/2012/09/cotas-2-620.jpg" width="620" height="465" /><figcaption class="wp-caption-text">Imagem de: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/cotas/</figcaption></figure>
<p>A premissa da reportagem é que os mitos que ferveram durante a implementação das cotas na UERJ em 2002, foram somente isso, mitos. O texto assinado por Luisa Bustamente , Maria Clara Vieira e Rita Loiola revela uma pesquisa feita pelo Insper que mostrou que a nota dos aprovados sem cotas eram, em média apenas 5% maior, do que os não cotistas , isso inclui cursos de medicina em faculdades públicas. Todos os números da matéria mostram desvantagens quase irrisórias. No que diz respeito a desistência dos cursos, os cotistas são a maioria a concluir o curso.</p>
<p>Vale comprar, ler e guardar a revista que comprova algumas informações que a revista Istoé já trouxe em 2013, mas com dados mais consolidados e muitos personagens que só comprovam o que a maioria de nós negros já sabíamos. A cota pode não ser a melhor solução, porém sem ações afirmativas talvez os 430 mil negros que estudam em universidades públicas, não poderiam nem sonhar com a  vida acadêmica. Ganha a comunidade negra, mas sobretudo o pais.</p>
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