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	<title>Arquivos Toninho Geraes - Mundo Negro</title>
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		<title>Justiça proíbe reprodução de &#8216;Million Years Ago&#8217;, de Adele, por semelhança com música &#8216;Mulheres&#8217;, composta por Toninho Geraes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 17:46:08 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a música <em>Million Years Ago</em>, da cantora britânica<strong> Adele</strong>, não poderá ser reproduzida ou comercializada no Brasil ou no exterior sem a autorização do compositor brasileiro <strong>Toninho Geraes</strong> que acusa a cantora de plagiar a canção <em>Mulheres,</em> composta por Geraes e que ficou conhecida na voz de <strong>Martinho da Vila</strong>. A decisão, que ainda cabe recurso, estipula multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A canção foi popularizada por <strong>Martinho da Vila</strong> em 1996, e aponta semelhanças entre sua obra e a faixa de <strong>Adele</strong>, lançada em 2015. Segundo a sentença do juiz <strong>Victor Agustin Cunha</strong>, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, há &#8220;quase integral consonância melódica&#8221; entre as composições. A análise foi embasada por especialistas e comparações técnicas que identificaram o que o magistrado chamou de “indisfarçável simetria”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão judicial determina ainda que plataformas digitais removam a faixa de seus catálogos, mas essa medida só será efetivada após a notificação oficial dos serviços, cuja data ainda não foi definida. Até o momento, a gravadora <em>Sony Music</em>, responsável por <strong>Adele</strong>, não se manifestou. Em entrevista para o portal <em>Splash Uol</em>, o advogado de Geraes, <strong>Fredímio Trotta</strong>, reforçou que trata-se de &#8220;uma vitória histórica não só para o caso, como para a música brasileira&#8221;. &#8220;A decisão é histórica, dado o seu alcance, porque foi tomada no início do processo&#8221;, afirma o advogado. &#8220;Ela foi fundamentada, em grande parte, na prova que produzimos [em vídeo que compara as músicas; veja abaixo], citada pela decisão do juiz.&#8221;, contou ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Toninho Geraes</strong> tornou o caso público em 2020, mas só em fevereiro de 2024 a denúncia chegou à justiça do Rio de Janeiro. O compositor pediu indenização de R$ 1 milhão e o reconhecimento de seus direitos autorais sobre a música. O cálculo dos valores a serem pagos ao compositor depende de dados confidenciais sobre vendas e audiência, que poderão ser obtidos mediante autorização judicial. <strong>Adele</strong>, o produtor Greg Kurstin e as empresas Sony, Universal e Beggars Group, que registraram a música da cantora podem recorrer da decisão que impede reprodução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao jornal O Globo, o advogado de Toninho, afirmou que buscou um acordo extrajudicial antes de acionar a Justiça, mas não obteve retorno de Adele. As gravadoras envolvidas argumentaram que apenas distribuem as obras e não têm responsabilidade sobre sua composição. Trotta contesta, afirmando que essas empresas lucraram com o suposto plágio e, portanto, devem ser responsabilizadas.</p>
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