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	<title>Arquivos Teatro Negro - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Vozes Negras – A excelência de quem canta e encarna a história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 10:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[espetáculo]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro Negro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Rodrigo Fran&#231;a H&#225; espet&#225;culos que atravessam o tempo e se tornam mais do que arte: tornam-se documento, rito, perman&#234;ncia. Vozes Negras &#8211; A For&#231;a do Canto Feminino &#233; um desses encontros raros em que o palco se transforma em territ&#243;rio de celebra&#231;&#227;o, cura e mem&#243;ria. A m&#250;sica, nesse caso, n&#227;o &#233; apenas canto; &#233; [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>Por: Rodrigo França</em></strong></p>



<p>Há espetáculos que atravessam o tempo e se tornam mais do que arte: tornam-se documento, rito, permanência. <strong>Vozes Negras – A Força do Canto Feminino</strong> é um desses encontros raros em que o palco se transforma em território de celebração, cura e memória. A música, nesse caso, não é apenas canto; é reza, é denúncia, é afirmação. Mas o que sustenta o poder dessa montagem, que volta a São Paulo no BTG Pactual Hall, é o brilho e a entrega de suas intérpretes. Atrizes-cantoras que não apenas revivem nomes fundamentais da música brasileira, mas os reconstroem com alma, afeto e rigor técnico.</p>



<p>Em cena, <strong>Maria Ceiça, Lu Vieira, Maria Rodrigues, Taty Aleixo, Vanessa Brown, Analu Pimenta, Chelle e Roberta Ribeiro</strong> emprestam corpo, voz e história para que as homenageadas, de <strong>Elizeth Cardoso a Elza Soares, de Clementina a Alcione, de Sandra de Sá a Iza</strong>, voltem a pulsar diante do público. Há uma força ancestral no gesto de cantar essas mulheres, uma linhagem que se perpetua no timbre, na respiração e no olhar que se acende quando o microfone se transforma em espelho. São atrizes que dominam o ofício com precisão e beleza, transitando entre o teatro e o canto com a naturalidade de quem compreende que interpretar é também escutar — escutar a canção, a ancestralidade e o tempo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-94747" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5009-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação</figcaption></figure>



<p>O espetáculo, idealizado e dirigido por <strong>Gustavo Gasparani</strong>, com dramaturgia assinada por ele e por mim, <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/rodrigo-franca-4-trabalhos-para-prestigiar-o-multiartista-que-esta-impactando-a-cultura-afro-brasileira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rodrigo França</a></strong>, é um mosaico de vozes femininas negras que moldaram a história do Brasil, e o elenco se revela como um dos seus maiores triunfos. Cada intérprete carrega a responsabilidade de reencarnar trajetórias que foram silenciadas ou subestimadas, e o faz com altivez e sensibilidade. É impressionante perceber como a cena se sustenta na potência delas, sem caricatura nem imitação: o que se vê é a alma daquelas mulheres traduzida em novas presenças.</p>



<p>Essas atrizes-cantoras são guardiãs de uma herança imaterial. Cantam como quem escreve o futuro. São artistas de técnica apurada e emoção incontornável, donas de uma entrega que emociona até o silêncio. Cada nota carrega uma história, cada gesto é um lembrete de que a arte negra brasileira é sinônimo de excelência, disciplina e invenção. Vozes Negras é, acima de tudo, uma celebração dessa excelência — e o elenco, seu coração pulsante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-94748" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/105A5236-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação</figcaption></figure>



<p>Em um país que tantas vezes tenta apagar a contribuição das mulheres negras na cultura, vê-las em protagonismo pleno é um ato político e poético. Elas não apenas homenageiam, elas continuam a história. Porque toda vez que uma mulher negra canta, o Brasil se refaz um pouco mais inteiro.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço</strong></p>



<p>De 4 de novembro a 11 de dezembro</p>



<p>Terças, quartas e quintas, às 20h.</p>



<p>BTG PACTUAL HALL</p>



<p>R. Bento Branco de Andrade Filho,722, São Paulo</p>
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		<title>Com entrada gratuita, Hamlet e Ofélia se confrontam na peça &#8216;Black Machine&#8217;, em uma reflexão sobre gênero e raça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 14:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do encontro entre o cl&#225;ssico de William Shakespeare e a provoca&#231;&#227;o da obra Hamlet Machine (1972), surge &#8216;BLACK MACHINE&#8217;, espet&#225;culo que coloca Hamlet e Of&#233;lia frente a frente em corpos negros. A pe&#231;a mistura tradi&#231;&#227;o e contemporaneidade para discutir g&#234;nero, ra&#231;a, necropol&#237;tica, masculinidade, dor e desejo. Em cartaz at&#233; 28 de setembro na Casa do [&#8230;]</p>
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<p>Do encontro entre o clássico de <strong>William <a href="https://mundonegro.inf.br/montagem-contemporanea-de-hamlet-com-rodrigo-franca-chega-a-sao-paulo-nesta-quinta-feira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Shakespeare </a></strong>e a provocação da obra <strong>Hamlet Machine</strong> (1972), surge <strong>&#8216;BLACK MACHINE&#8217;</strong>, espetáculo que coloca <strong>Hamlet e Ofélia</strong> frente a frente em corpos negros. A peça mistura tradição e contemporaneidade para discutir gênero, raça, necropolítica, masculinidade, dor e desejo. Em cartaz até 28 de setembro na<strong> Casa do Povo </strong>e depois segue com mais dez sessões na <strong>Casa Farofa</strong>, ambas em São Paulo.</p>



<p>Com dramaturgia de <strong>Dione Carlos</strong> e concepção de<strong> Fernando Lufer </strong>e<strong> Eugênio Lima</strong>, a montagem é dividida em duas partes e promove um embate radical entre dois grandes cânones do teatro ocidental. Hamlet dialoga com vozes como <strong>Frantz Fanon, Jean-Michel Basquiat, Aimé Césaire e Mano Brown</strong>, enquanto Ofélia se inspira em <strong>Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Erykah Badu</strong>.</p>



<p>“A grande brincadeira de Black Machine é que, na verdade, os personagens clássicos estão tentando ser atores. Só que eles &#8216;incorporam&#8217; em corpos negros em pleno século 21 e nós estamos investigando quais seriam as implicações disso”, comenta Eugênio Lima.</p>



<p>Segundo a sinopse oficial, em um embate radical com os cânones do teatro ocidental, Black Machine reinventa Hamlet e Ofélia numa peça pop. Ele é um Hamlet pós-colonial, atravessado por vozes de grandes pensadores negros. </p>



<p>Em um espaço entre o delírio, o manifesto e a performance, os dois personagens criam um “debate de gênero com pitadas de melodrama” confrontando, raça, necropolítica, masculinidade tóxica, dor e desejo — enquanto expõem as ruínas de um mundo reconstroem suas identidades em pleno palco.</p>



<p>Feita de estilhaços poéticos, provocações filosóficas e camadas de referências políticas, a peça é um experimento polifônico em que o clássico é atravessado pelo presente: da colonização à globalização, das dores íntimas à violência sistêmica. Hamlet e Ofélia se enfrentam, se provocam, se reinventam — e, ao fazer isso, expõem o mundo em que vivem.</p>



<p><strong>SERVIÇO</strong></p>



<p><strong>Black Machine</strong><strong><br></strong><strong>Duração: </strong>80 minutos | <strong>Classificação: </strong>12 anos&nbsp;</p>



<p><strong>CASA DO POVO</strong></p>



<p><strong>Data:</strong> até 28 de setembro; sábado 27/09, às 20h e domingo dia 28/09, às 18h.<br><strong>Endereço:</strong> R. Três Rios, 252 &#8211; 2º andar &#8211; Bom Retiro<br><strong>Ingresso: GRATUITO<br>Telefone:</strong> (11) 95309-4766<br><strong>Instagram:</strong> @_casadopovo</p>



<p><strong>Acessibilidade: </strong>Libras dias 19 e 26/09</p>



<p><strong>CASA FAROFA</strong><br><strong>Data:</strong> de 01 de outubro a 11 de outubro, de quinta a sábado, às 20h; domingos às 18h</p>



<p>* quarta dia 01 de outubro às 20h.</p>



<p>** sábados dia 04 e 11 de outubro sessões extras, às 18h</p>



<p><strong>Endereço:</strong> R. Treze de Maio, 240 &#8211; Bela Vista<br><strong>Ingresso: GRATUITO</strong><strong><br></strong><strong>Instagram: </strong>@farofasp<br><strong>Acessibilidade: </strong>Libras dias 03 e 10/10</p>
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		<item>
		<title>&#8216;Domingo no Parque&#8217;: Clássico de Gilberto Gil ganha musical e terá 90% dos artistas negros</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/domingo-no-parque-classico-de-gilberto-gil-ganha-musical-e-tera-90-dos-artistas-negros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 12:53:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[artistas negro]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo no Parque]]></category>
		<category><![CDATA[equipe negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A can&#231;&#227;o &#8220;Domingo no Parque&#8221;, de Gilberto Gil, vai ganhar uma adapta&#231;&#227;o especial para os palcos. O musical estreia em 3 de janeiro de 2026, no Teatro Claro Mais, em S&#227;o Paulo. O espet&#225;culo ser&#225; formado por 90% dos artistas negros. A informa&#231;&#227;o da coluna M&#244;nica Bergamo da Folha de S&#227;o Paulo. As audi&#231;&#245;es para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A canção <strong>“Domingo no Parque”</strong>, de<strong> <a href="https://mundonegro.inf.br/gilberto-gil-mostra-seu-refugio-criativo-no-rio-de-janeiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Gilberto Gil</a></strong>, vai ganhar uma adaptação especial para os palcos. O musical estreia em <strong>3 de janeiro de 2026</strong>, no Teatro Claro Mais, em São Paulo. O espetáculo será formado por <strong>90% dos artistas negros</strong>. A informação da coluna Mônica Bergamo da Folha de São Paulo. </p>



<p>As audições para o elenco acontecem em outubro deste ano. A produção tem texto e direção assinados por <strong>Alexandre Reinecke</strong>, enquanto a direção musical ficará a cargo de <strong>Bem Gil</strong>, filho de Gilberto Gil. A trilha sonora não se limitará às composições do baiano: o público poderá ouvir também músicas de <strong>Jorge Ben Jor</strong>, <strong>Chico Buarque, Caetano Veloso, e Peninha</strong>, além de <strong>seis faixas inéditas</strong> criadas especialmente para o espetáculo.</p>



<p>Em 1967, Gilberto Gil apresentou <strong>“Domingo no Parque” </strong>pela primeira vez ao público no<strong> III Festival de Música Popular Brasileira</strong> da TV Record, onde ficou em segundo lugar. Depois, a canção entrou no álbum<strong> “Gilberto Gil (Frevo Rasgado)”</strong>, lançado no ano seguinte. A música é um marco ao retrato das influências do <strong>Movimento Tropicalista</strong> da época. </p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="OztuGomczAo"><iframe title="Gilberto Gil - &quot;Domingo No Parque&quot; - Gilberto Gil (1968)" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/OztuGomczAo?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<item>
		<title>“Irê Ewá – A Caixa de Brinquedos” transforma moda e ancestralidade em espetáculo para crianças e adultos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ire-ewa-a-caixa-de-brinquedos-transforma-moda-e-ancestralidade-em-espetaculo-para-criancas-e-adultos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 14:44:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[espetáculo]]></category>
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		<category><![CDATA[Irê Ewá – A Caixa de Brinquedos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O coletivo Focus Arte Social e Sustent&#225;vel, refer&#234;ncia cultural na periferia de Salvador desde 2014, estreia neste final de semana o espet&#225;culo &#8220;Ir&#234; Ew&#225; &#8211; A Caixa de Brinquedos&#8221;, uma montagem que mistura poesia, m&#250;sica e imagina&#231;&#227;o para encantar crian&#231;as e adultos. A pe&#231;a ser&#225; realizada no Espa&#231;o Cultural SESI Casa Branca, em Salvador, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O coletivo <strong>Focus Arte Social e Sustentável</strong>, referência cultural na periferia de Salvador desde 2014, estreia neste final de semana o espetáculo <strong>“Irê Ewá – A Caixa de Brinquedos”</strong>, uma montagem que mistura poesia, música e imaginação para encantar crianças e adultos. A peça será realizada no Espaço Cultural SESI Casa Branca, em Salvador, no dias 30 e 31 de agosto, às 16h.</p>



<p>A peça se passa em um quarto cheio de brinquedos esquecidos e quebrados que, ao ganharem vida, revelam memórias, afetos e a força da ancestralidade africana. Mais do que uma história infantojuvenil, a produção se apresenta como uma experiência sensível que valoriza o protagonismo negro e o poder transformador da arte.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-93151" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-576x1024.jpeg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-169x300.jpeg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-84x150.jpeg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-236x420.jpeg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-150x267.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-300x533.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb-696x1237.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/5bfc28b9-fbbd-40e8-8aff-b749182536cb.jpeg 720w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação</figcaption></figure>
</div>


<p>Recentemente, o Projeto Focus teve acesso a <strong>uma tonelada de fardamentos de instituições</strong>, que está sendo transformada em roupas civis de patchwork e também em elementos de cenografia. A iniciativa é resultado da parceria com a marca de moda AXÓMI, conhecida por seu olhar inovador e engajado.</p>



<p>Jonas Bueno, fundador e diretor do Projeto Focus, é um multiartista, estilista e dramaturgo, com a trajetória marcada pela construção de uma moda engajada socialmente. Já levou sua arte para eventos como a <strong>São Paulo Fashion Week</strong> e o <strong>Afro Fashion Day</strong>, sempre apostando na valorização da identidade negra e no diálogo entre moda, cultura e ancestralidade.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-93152" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-576x1024.jpeg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-169x300.jpeg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-84x150.jpeg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-236x420.jpeg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-150x267.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-300x533.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255-696x1237.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/d9f6baea-bb89-488f-a284-aa8f80b6a255.jpeg 720w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação</figcaption></figure>
</div>


<p>Atualmente, o Focus funciona em espaços emprestados — no <strong>Pelourinho</strong> e em um terreiro de candomblé no subúrbio ferroviário de Salvador — mas segue firme em seu propósito de transformar vidas por meio da arte.</p>



<p><strong>Serviço<br></strong>Espetáculo Irê Ewá – A Caixa de Brinquedos: Bonecos Pretos<br>Local: Espaço Cultural SESI Casa Branca – Salvador/BA<br>Datas: 30 e 31 de agosto de 2025<br>Horário: 16h</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/ire-ewa-a-caixa-de-brinquedos-transforma-moda-e-ancestralidade-em-espetaculo-para-criancas-e-adultos/">“Irê Ewá – A Caixa de Brinquedos” transforma moda e ancestralidade em espetáculo para crianças e adultos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>Naruna Costa integra nova temporada do musical “Elza”, que volta ao Rio na semana dos 95 anos da cantora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 16:38:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A premiada diretora e atriz Naruna Costa faz sua estreia no elenco do musical &#8220;Elza&#8221;, que volta ao Rio de Janeiro em curta temporada a partir de 27 de junho, no Teatro Claro Mais. A remontagem celebra a mem&#243;ria de Elza Soares (1930-2022) na mesma semana em que a cantora completaria 95 anos. Criado em [&#8230;]</p>
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<p>A premiada diretora e atriz <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/naruna-costa-estrela-spin-off-de-irmandade-com-lancamento-em-2025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Naruna Costa</a> </strong>faz sua estreia no elenco do musical <strong>“Elza”,</strong> que volta ao Rio de Janeiro em curta temporada a partir de 27 de junho, no Teatro Claro Mais. A remontagem celebra a memória de<strong> Elza Soares </strong>(1930-2022) na mesma semana em que a cantora completaria 95 anos.</p>



<p>Criado em 2018, o espetáculo já passou por 15 cidades brasileiras e agora será apresentado pela primeira vez após a morte da homenageada. Além de Naruna, o elenco traz as atrizes<strong> Ágata Matos, Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba e Sara Hana</strong>. As sete atrizes negras se revezam para dar vida a Elza em diferentes fases da carreira e da vida pessoal. </p>



<p>Com texto de <strong>Vinicius Calderoni </strong>e direção de <strong>Duda Maia</strong>, o musical tem direção musical de<strong> Larissa Luz </strong>e arranjos de<strong> Letieres Leite </strong>(1959-2021), maestro da<strong> Orquestra Rumpilezz</strong>. O repertório mistura sucessos desde discos antigos aos últimos lançamentos da cantora, como “Se Acaso Você Chegasse”, “Lama”, “Cadeira Vazia”, “A Carne”, “Maria da Vila Matilde” e “A Mulher do Fim do Mundo”.</p>



<p>Além de Elza, o musical traz figuras importantes de sua história, como o compositor <strong>Ary Barroso</strong> (1903-1964), responsável por sua primeira aparição na rádio, e o jogador <strong>Garrincha </strong>(1933-1983), com quem teve um relacionamento marcado pela violência doméstica.</p>



<p>O espetáculo foi criado quando Elza vivia um momento de consagração, após o lançamento dos álbuns <strong>“A Mulher do Fim do Mundo” </strong>(2015) e <strong>“Deus é Mulher”</strong> (2018), que ampliaram seu público e lhe renderam reconhecimento internacional.</p>



<p>&#8220;A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada&#8221;, destacou Calderoni. </p>



<p>Durante os ensaios, o diretor também disse que abriu espaço para que as atrizes colaborassem com o texto, principalmente em temas ligados à experiência de mulheres negras. “Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço.”</p>



<p>A construção musical também seguiu o modelo colaborativo, com as atrizes participando ativamente dos ensaios ao lado da equipe de direção musical e do maestro Letieres Leite, que promoveu oficinas com o grupo. Duas canções inéditas foram compostas especialmente para a peça: “Ogum”, de Pedro Luís, e “Rap da Vila Vintém”, de Larissa Luz.</p>



<p><strong>SERVIÇO</strong></p>



<p><strong>Espetáculo &#8220;Elza&#8221;</strong></p>



<p>Quando: 27 de junho a 20 de julho<br>Local: Teatro Claro Mais RJ<br>Data: Quinta e Sexta 20h | Sábado 16h e 20h | Domingo 18h<br>Ingressos a partir de R$ 19,80 na Uhuu!</p>



<p></p>
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		<title>Aclamado, &#8220;Torto Arado – O Musical&#8221; retorna a São Paulo com sessões no Sesc Pinheiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 16:26:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s temporadas com sess&#245;es esgotadas em Salvador, Rio de Janeiro e S&#227;o Paulo, &#8220;Torto Arado &#8211; O Musical&#8221; retorna &#224; capital paulista a partir desta sexta-feira, 20 de junho, no Sesc Pinheiros, onde segue em cartaz at&#233; 6 de julho. A produ&#231;&#227;o ter&#225; 12 apresenta&#231;&#245;es, sempre de quinta a domingo. Os ingressos est&#227;o dispon&#237;veis no [&#8230;]</p>
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<p>Após temporadas com sessões esgotadas em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo,<a href="https://mundonegro.inf.br/torto-arado-o-musical-estreia-no-rio-com-elenco-premiado-e-tematica-social/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <strong>&#8220;Torto Arado – O Musical&#8221;</strong></a> retorna à capital paulista a partir desta sexta-feira, 20 de junho, no Sesc Pinheiros, onde segue em cartaz até 6 de julho. A produção terá 12 apresentações, sempre de quinta a domingo. Os ingressos estão disponíveis no site do Sesc e nas bilheterias.</p>



<p>Inspirado no romance homônimo de <strong>Itamar Vieira Junior</strong>, o espetáculo propõe uma leitura livre da obra que aborda temas como trabalho análogo à escravidão, racismo, disputa por terra e religiosidade popular no sertão da Bahia. A montagem busca traduzir para o palco o lirismo e a carga social presentes no livro.</p>



<p>Com texto de <strong>Elísio Lopes Júnior</strong>, <strong>Aldri Anunciação</strong> e <strong>Fábio Espírito Santo</strong>, a produção mistura teatro e música para contar a história das irmãs <strong>Bibiana</strong> e <strong>Belonísia</strong>, marcadas por um acidente na infância e pela vivência em condições precárias de trabalho na Chapada Diamantina. A adaptação inclui ainda uma nova personagem: a avó <strong>Donana</strong>, ausente na narrativa original.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="643" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-1024x643.jpeg" alt="" class="wp-image-91480" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-1024x643.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-300x188.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-150x94.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-768x482.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-1536x965.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-669x420.jpeg 669w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-696x437.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5-1068x671.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-5.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Caio Lírio</figcaption></figure>



<p>O elenco reúne <strong>22 artistas</strong>, entre músicos e atores. Os papéis principais são interpretados por <strong>Larissa Luz</strong> (Bibiana), <strong>Bárbara Sut</strong> (Belonísia) e <strong>Lilian Valeska</strong> (Donana). A direção musical e as composições inéditas são assinadas por <strong>Jarbas Bittencourt</strong>, com foco em ritmos nordestinos e sonoridades ligadas ao cancioneiro do sertão.</p>



<p>&#8220;Fazer música para um personagem é aquele momento em que você abre um espaço em você, assim como faz o ator, e se deixa ser outro; deixa que outra voz lhe cante a música que está criando&#8221;, afirma Bittencourt sobre o processo criativo das canções. O espetáculo tem duração de duas horas e vinte minutos.</p>



<p>Segundo Elísio Lopes Júnior, que também assina a direção geral, a temporada de dois meses na capital baiana foi decisiva para fortalecer a identidade do projeto. &#8220;A sensação de ter estreado Torto Arado em Salvador, na Bahia, perto do lugar onde essa história foi concebida e perto das pessoas que entendem esse universo, nos deu uma sensação de pertencimento. A entrada do público foi mais um elemento dentro dessa contação de história e a gente percebeu que Torto Arado tem humor, tem dor, tem poesia, e isso tudo extraído do livro a partir do convívio desses personagens em cena&#8221;, disse. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-91481" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1024x682.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1536x1023.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-630x420.jpeg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-696x464.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1068x712.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Caio Lírio</figcaption></figure>



<p>&#8220;Os personagens de Torto Arado nos ensinam e agora partimos para novos palcos, novas plateias, mantendo a nossa musicalidade, nosso sotaque e a nossa identidade, esperando que o olhar de quem é de fora também consiga captar a poesia dessa aridez, esse humor e essa dor que a narrativa de Itamar Vieira Júnior nos oferece e que conseguimos transpor para o palco com o desejo de mostrar um pouquinho mais para o Brasil quem é o Brasil&#8221;, completa.</p>



<p>A direção de movimento é do diretor e coreógrafo <strong>Zebrinha</strong>, que baseou sua pesquisa na estética do <strong>Jarê</strong>, religiosidade do povo que permeia toda a trama. &#8220;O que estou tentando fazer com a estética e o vocabulário do movimento no espetáculo é tornar contemporânea essa visão e apresentar o que há de mais bonito e mais plásticos dentro dos rituais do Jarê&#8221;, afirma.</p>



<p>O espetáculo tem cenografia de <strong>Renata Mota</strong>, figurinos de <strong>Bettine Silveira</strong> e coordenação geral de <strong>Fernanda Bezerra</strong>, também idealizadora do projeto. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-91482" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-1024x682.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-1536x1023.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-630x420.jpeg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-696x464.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1-1068x712.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Foto-Caio-Lirio-TortoArado-3-1.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Caio Lírio</figcaption></figure>



<p><strong>SERVIÇO:&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Torto Arado – O Musical</strong></p>



<p>De 20 de junho a 6 de julho | quinta a sábado às 20h, e domingos e feriados às 18h</p>



<p>Duração:&nbsp;150 minutos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Local: Teatro Paulo Autran (Sesc Pinheiros)</p>



<p>Classificação: 14 anos</p>



<p>Ingressos: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia) e R$ 15 (credencial plena)&nbsp;</p>



<p>Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Projeto &#8216;Retomada Teatros Negros&#8217; oferece ação formativa para artistas a partir de tecnologias do teatro negro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/projeto-retomada-teatros-negros-oferece-acao-formativa-para-artistas-a-partir-de-tecnologias-do-teatro-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 19:10:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Firjan Sesi e a Emu Produ&#231;&#245;es lan&#231;am nesta quarta-feira (21) o projeto&#160;Retomada Teatros Negros, no Teatro Sesi Firjan, &#224;s 18h, no Rio de Janeiro. O evento ter&#225; palestra da poeta, ensa&#237;sta e dramaturga&#160;Leda Maria Martins, autora cujos estudos inspiram a iniciativa, com o tema&#160;&#8220;Encruzilhadas da Cena Negra: Forma&#231;&#227;o como Caminho de Retomada&#8221;. As inscri&#231;&#245;es [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>Firjan Sesi</strong> e a <strong>Emu Produções</strong> lançam nesta quarta-feira (21) o projeto <strong>Retomada Teatros Negros</strong>, no Teatro Sesi Firjan, às 18h, no Rio de Janeiro. O evento terá palestra da poeta, ensaísta e dramaturga <strong>Leda Maria Martins</strong>, autora cujos estudos inspiram a iniciativa, com o tema &#8220;Encruzilhadas da Cena Negra: Formação como Caminho de Retomada&#8221;.</p>



<p>As inscrições para as qualificações, que ocorrem entre junho e julho, estão abertas. O objetivo é formar artistas a partir de tecnologias do teatro negro, integrando práticas corporais, vocais, teóricas e de gestão artística e financeira, todas fundamentadas em saberes afro-diaspóricos.</p>



<p>Com carga horária de 92 horas, as aulas ocorrerão às terças, quartas e quintas-feiras, das 9h às 13h15, e incluirão palestras e mesas de conversa. A grade curricular abrange disciplinas como Teatralidades, Treinamento do Ator (fisicalidade, voz, canto), História dos Teatros Negros, Gestão de Carreira e Direção de Arte.</p>



<p>Segundo <strong>Sol Miranda</strong>, atriz, roteirista e idealizadora do projeto, a proposta vai além de oficinas convencionais. “Cada encontro gera uma dinâmica única, onde memórias, práticas e experimentações se entrelaçam para criar conhecimento vivo, situado e comprometido com outras formas de existência e criação”, explica. “Promovemos uma verdadeira encruzilhada fértil de trocas, entre o passado e o presente e o que ainda vamos construir”.</p>



<p>O lançamento do Retomada Teatros Negros é gratuito e aberto ao público. Mais informações podem ser obtidas no site da Firjan Sesi.</p>
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		<title>“Pai contra mãe ou você está me ouvindo?”: uma peça inspirada em conto de Machado de Assis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivair Augusto Alves dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 20:39:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo negro]]></category>
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<p>Na noite da quinta-feira 24 de abril chovia em São Paulo, mas muitos negros e negras foram ao teatro do SESC da Consolação para assistir ao espetáculo<strong> “Pai contra mãe ou você está me ouvindo?”</strong>, com o <strong>Coletivo Negro</strong>. Foi uma grande noite, em que a plateia se emocionou e vibrou com a atuação de <strong>Aysha Nascimento</strong>, <strong>Flavio Rodrigues</strong> e <strong>Raphael Garcia</strong>. Excelentes atores que entregaram beleza, leveza e criatividade nesta bela homenagem a nosso grande escritor Machado de Assis.</p>



<p>A trama do espetáculo é construída com cenas belíssimas de um casal de negros que se apaixona nos vagões do metrô de São Paulo. Ver cenas de amor, com delicadeza e alegria nos leva a uma cumplicidade na interpretação da Aysha. Utilizando recursos de filmagens e um cenário bem cuidado, ela nos aproxima do amor de duas pessoas negras. Cenas do nosso quotidiano paulistano que, nas idas e vindas apressadas da rotina da cidade, deixamos passar sem nos darmos conta da beleza de um casal que se ama.</p>



<p>O Coletivo Negro é um grupo de teatro preocupado com a presença de pretos e pardos nos palcos e, com muita coragem, decidiu encenar de forma corajosa o livre diálogo com o conto de <a href="https://mundonegro.inf.br/o-alienista-classico-da-literatura-de-machado-de-assis-ganha-versao-em-audiolivro-na-voz-de-icaro-silva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Machado de Assis</strong>.</a> Entre as diferentes histórias contadas, uma tem um tom mais dramático, que deixa a respiração da plateia em silêncio em suspenso. É a de <strong>Zaíra da Conceição</strong>, mulher negra, grávida, que vai ao mercado com uma lista de compras para comparar preços e é perseguida por Oswaldo, homem negro que conseguiu emprego de segurança de supermercado. História que nos remete ao conto machadiano <strong>Pai contra Mãe.</strong> </p>



<p>No monumental conto de Machado de Assis “Pai contra Mãe”, que relata a história de Candinho, desempregado, endividado e recém-casado com Clara, sobrinha da Tia Mônica. O casal está grávido de oito meses, morando de favor na casa da tia. Candinho vive um drama da ameaça de ser despejado, pois deve alguns meses de aluguel. A tensão é intensa. Caso não consiga trabalho, deverá entregar seu filho à roda dos enjeitados, onde abandonavam-se crianças que ficariam sob os cuidados de instituições de caridade. Candinho, no papel de capitão do mato avulso, captura Arminda, que estava grávida, no texto de Machado de Assis:</p>



<p><em>“Arminda caiu no corredor. Ali mesmo o senhor da escrava abriu a carteira e tirou os cem mil-réis de gratificação. Cândido Neves guardou as duas notas de cinquenta mil réis, enquanto o senhor novamente dizia à escrava que entrasse. No chão, onde jazia, levada do medo e da dor, após algum tempo de luta a escrava abortou.”</em></p>



<p>Uma história semelhante à vida de tantas mulheres negras da periferia que não têm o direito de ter seu filho com dignidade; homens trabalhando como entregadores que entregam seus melhores anos de vida pedalando pelas ruas, vielas e avenidas de São Paulo, ou fiscalizando pobres criaturas nos supermercados. Todos lutando para se manterem vivos, e fazer a valer a primeira lei dos escravizados: manter-se vivos.</p>



<p>Machado de Assis inspirou esses jovens artistas, que com um grande trabalho de imaginação, com uma cenografia e músicas quentes que retratam a vida sofrida dos desempregados e precarizados.</p>



<p><em>“Escuta o que vou te dizer<br>Quem manda no mundo<br>não muda<br>Quem manda no mundo<br>Quem manda no mundo<br>Não muda”</em></p>



<p>Um espetáculo com músicos brilhantes que tornam o conjunto harmônico com uma experiência teatral que toca o coração de todos e leva ao palco uma das obras machadianas que consegue transpor o tempo e o espaço. Se você não assistiu, corra e vá assistir. Se já assistiu como eu, leve amigos, amigas e parentes para prestigiar o teatro negro paulistano.</p>



<p><strong><a href="https://www.sescsp.org.br/programacao/pai-contra-mae-ou-voce-esta-me-ouvindo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Veja aqui a programação e os ingressos disponíveis!</a></strong></p>
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		<title>&#8216;Kiwi&#8217;: peça dirigida por Luh Maza retorna aos palcos com atores negros pela primeira vez na história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2025 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Elenco Negro]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Kiwi]]></category>
		<category><![CDATA[Luh Maza]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro Negro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sob a dire&#231;&#227;o da premiada Luh Maza, a pe&#231;a &#8216;Kiwi&#8217; volta aos palcos em nova montagem com elenco negro, uma proposta in&#233;dita na hist&#243;ria da obra internacional. A produ&#231;&#227;o &#233; um dos destaques da programa&#231;&#227;o do SESC 24 de Maio, em S&#227;o Paulo, onde fica em cartaz em curta temporada &#8212; e chega junto com [&#8230;]</p>
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<p>Sob a direção da premiada <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/da-ponte-pra-la-luh-maza-estreia-como-diretora-na-nova-serie-da-max-com-protagonismo-negro-e-transmasculino/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luh Maza</a></strong>, a peça <strong>&#8216;Kiwi&#8217;</strong> volta aos palcos em nova montagem com elenco negro, uma proposta inédita na história da obra internacional. A produção é um dos destaques da programação do SESC 24 de Maio, em São Paulo, onde fica em cartaz em curta temporada — e chega junto com as celebrações dos 20 anos de carreira da diretora.</p>



<p>A montagem nacional estreou em 2016 e foi apresentado em São Paulo (capital e cidades do interior), Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. ecebeu os prêmios <em>Aplauso Brasil</em> e <em>SP de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem</em>, além de ser indicada ao prêmio <em>Cenym</em>. Em destaque, o conceito de <em>Coreografia Dramatúrgica,</em> criado pela diretora para definir seus desenhos cênicos marcados pela forte fisicalidade não-convencional, que faz os intérpretes dançarem suas marcas ao som do texto que falam.  </p>



<p><strong>Sol Menezzes </strong>(&#8216;Dois Tempos&#8217;) e<strong> Victor Liam</strong> (&#8216;Da Ponte Pra Lá&#8217;), foram os atores escolhidos para recontar essa história em uma nova montagem.</p>



<p>Baseado no texto do autor canadense <strong>Daniel Danis</strong>, &#8216;Kiwi&#8217; narra a história de uma órfã de 12 anos abandonada pelos tios em plena praça pública, enquanto a cidade em que vive passa por um processo brutal de gentrificação para receber os Jogos Olímpicos. Casas são demolidas, moradores expulsos e, nas sombras do evento global, os mais vulneráveis são varridos das ruas. É nesse cenário distópico, mas nem um pouco distante da realidade, que a protagonista é levada pela polícia a um abrigo-prisão e conhece um grupo de jovens em situação de rua. Para entrar no clã, ela recebe um novo nome: Kiwi.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-89227" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-768x513.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-1536x1025.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-2048x1367.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-629x420.jpg 629w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-696x465.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-1068x713.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_4-1920x1282.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Victom Liam e Sol Menezzes (Foto: Bob Sousa)</figcaption></figure>



<p>O público começa a acompanhar a transformação da menina, agora sob a proteção de <strong>Lichia</strong>, em sua luta diária por sobrevivência. Entre roubos, drogas e prostituição infantil, o grupo se sustenta com uma única regra: jamais matar. Mas quando a vida de Kiwi entra em risco, Lichia quebra o código e abre caminho para uma nova onda de tensão — e resistência.</p>



<p>Inspirado por casos reais de superlotação nas prisões infantis do Leste Europeu e pelos processos de “higienização” urbana ligados a grandes eventos internacionais, o texto original estreou em 2007 e ganhou prêmios importantes como o <strong>Louise LaHaye</strong>, o <strong>AbitibiBowater de Melhor Texto</strong> e, na Alemanha, o <strong>Deutscher Jugendtheaterpreis</strong>. Desde então, foi montado em países como França, Hungria e México — e na versão brasileira, traduzida e dirigida por <strong>Luh Maza</strong>.</p>



<p>Além de dirigir, Maza assina também o cenário e iluminação, construindo um tabuleiro metálico suspenso com pichações reais, onde os atores permanecem em cena o tempo inteiro, sob luzes frias que reforçam o clima opressor da história. A encenação ainda bebe das fontes do esporte — como xadrez e corrida — para criar uma<strong> coreografia dramatúrgica,</strong> conceito cunhado pela própria diretora, onde os corpos narram e dançam as palavras, numa fisicalidade marcante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-89228" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-768x513.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-1536x1025.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-2048x1367.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-629x420.jpg 629w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-696x465.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-1068x713.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/Kiwi_BobSousa_2-1920x1282.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Victom Liam e Sol Menezzes (Foto: Bob Sousa)</figcaption></figure>



<p>E tem mais: &#8216;Kiwi&#8217; é só uma parte da celebração de duas décadas de trajetória artística de Luh Maza, que também estreia no mesmo teatro o inédito <strong>&#8216;Carne Viva&#8217;</strong> (de quinta a domingo à noite) e participa do debate <strong>&#8216;O Corpo como Alimento no Teatro de Luh Maza&#8217;</strong>, no dia 16 de abril.</p>



<p><strong>Serviço:</strong></p>



<p><strong>Temporada</strong>:&nbsp;até 12/4, sextas e sábados, às 17h</p>



<p><strong>Local</strong>: &nbsp;Teatro do&nbsp;Sesc 24 de Maio. Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo (350 metros da estação República do metrô).&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Lotação</strong>: 249 lugares.</p>



<p><strong>Gênero</strong>: Drama&nbsp;</p>



<p><strong>Classificação</strong>:&nbsp;12 anos&nbsp;</p>



<p><strong>Duração</strong>:&nbsp;60 min&nbsp;</p>



<p><strong>Ingressos</strong>:&nbsp;no site&nbsp;<a href="http://sescsp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sescsp.org.br</a>&nbsp;ou através do aplicativo Credencial Sesc a partir do dia 18/3 e nas unidades do Sesc SP a partir do dia 19/3 &#8211; R$50 (inteira), R$25(meia) e R$15 (Credencial Sesc).&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço de Van</strong>:&nbsp;Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.&nbsp;</p>



<p><strong>Link do espetáculo</strong>:&nbsp;<a href="https://www.sescsp.org.br/programacao/kiwi/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.sescsp.org.br/programacao/kiwi/</a></p>
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		<title>Xirê de Rua: Um Ritual de Resistência e Celebração da Cultura Afro-Brasileira</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/xire-de-rua-um-ritual-de-resistencia-e-celebracao-da-cultura-afro-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 08:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Negro]]></category>
		<category><![CDATA[xirê de rua]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O espet&#225;culo da CIA de Dan&#231;a AfroOy&#225;, dirigido por Tainara Cerqueira, traduz em movimento a ancestralidade, a luta e a espiritualidade da negritude brasileira. Texto: Rodrigo Fran&#231;a O espet&#225;culo Xir&#234; de Rua, da CIA de Dan&#231;a AfroOy&#225;, &#233; um marco na cena cultural contempor&#226;nea, destacando-se pela maneira como celebra a ancestralidade africana enquanto reflete sobre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>O espetáculo da CIA de Dança AfroOyá, dirigido por Tainara Cerqueira, traduz em movimento a ancestralidade, a luta e a espiritualidade da negritude brasileira.</em></p>



<p><strong>Texto: Rodrigo França</strong></p>



<p>O espetáculo <strong>Xirê de Rua</strong>, da <strong>CIA de Dança AfroOyá</strong>, é um marco na cena cultural contemporânea, destacando-se pela maneira como celebra a ancestralidade africana enquanto reflete sobre a resistência negra e a luta pela liberdade. Sob a direção e coreografia de <strong>Tainara Cerqueira</strong>, a obra é uma experiência visual, sonora e emocional que resgata as raízes de um povo, traduzindo-as em linguagem artística vibrante e atual. Realizado em oito quadros, o espetáculo explora a força da coletividade, evocando a espiritualidade e a resiliência da negritude brasileira, especialmente nos contextos urbanos onde essas histórias de resistência continuam a pulsar.</p>



<p>O título do espetáculo, Xirê de Rua, remete ao termo iorubá “xirê”, que simboliza a roda de celebração e dança em homenagem aos orixás. É justamente essa circularidade — tanto nos movimentos quanto na narrativa — que dá vida à performance. Dividido em quadros como <strong>Cortejo</strong>, <strong>Ramunha dos Imigrantes</strong> e <strong>Resistir para Existir!</strong>, o espetáculo aborda temas que atravessam séculos: desde a migração forçada dos povos africanos até a adaptação às grandes metrópoles brasileiras, com destaque para a luta cotidiana por liberdade e dignidade. Tainara, ela própria uma migrante nordestina em São Paulo, utiliza sua experiência pessoal e coletiva como inspiração para construir uma narrativa política e artística que ressoa tanto nos palcos quanto na memória dos espectadores.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-85972" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-1024x768.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-300x225.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-150x112.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-768x576.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-1536x1152.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-2048x1536.jpeg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-560x420.jpeg 560w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-80x60.jpeg 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-696x522.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-1068x801.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-1920x1440.jpeg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202445-6O7A6488-Aprimorado-SR-265x198.jpeg 265w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Xirê de Rua (Foto: Sidney Reis)</figcaption></figure>



<p>Tainara Cerqueira tem se destacado como diretora de movimento em diversas produções teatrais, como <strong>“Pequeno Manual Antirracista”</strong>, o musical <strong>“Rita Lee”</strong> e espetáculos da cantora <strong>Larissa Luz</strong>. Sua atuação enriquece as montagens com uma linguagem corporal que dialoga profundamente com as temáticas abordadas. Em 2024, Tainara integrou o coletivo <strong>Aquilombamento Ficha Preta</strong>, contribuindo como diretora de movimento em peças como <strong>“JORGE pra sempre VERÃO”</strong> e <strong>“Angu”</strong>. Seu caminhar para a direção teatral, com projetos previstos para o próximo ano, representa um avanço significativo na representatividade de mulheres negras no teatro e no cinema brasileiro, fortalecendo a diversidade e a inclusão nessas artes.</p>



<p>Os bailarinos e bailarinas de Xirê de Rua merecem destaque pela entrega cênica e técnica impecável. <strong>David Sena, Bruno Conceição, Rafa Leal, Lisa Gouveia, Magnata, Maiwsi Ayana, Munique Costa, Victoria Fonseca, Drama Original, Safira Sacramento </strong>e <strong>Guinho Araújo </strong>formam um grupo diverso e coeso, que enriquece o espetáculo com suas singularidades. Cada artista imprime em cena a intensidade de suas vivências e o domínio dos variados estilos de dança apresentados — do samba reggae ao maculelê, passando pela capoeira e pela dança dos orixás. O elenco não apenas dança; eles contam histórias, evocam memórias e, sobretudo, criam um espaço de encontro entre o público e a essência da cultura afro-brasileira.</p>



<p>A coreógrafa Tainara Cerqueira é o coração pulsante deste trabalho. Sua abordagem vai além da técnica; é um ato de resistência cultural e uma ode à ancestralidade. Formada no <strong>Centro Cultural Quilombolas de Luz</strong>, Tainara tem uma conexão profunda com a dança afro-brasileira e sua capacidade de transformar vidas. Sua formação pelos renomados mestres como <strong>Zebrinha</strong>, <strong>Nildinha Fonseca </strong>e o capoeirista Contramestre <strong>Gugu Quilombola</strong> enriquece ainda mais sua prática artística, fazendo de Xirê de Rua um espetáculo carregado de autenticidade e sofisticação. É notável como sua visão dialoga com o passado sem perder de vista o presente e, principalmente, o futuro. Tainara demonstra que a dança é mais do que movimento; é uma forma de resistir, construir e curar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-85973" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-768x1024.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-113x150.jpeg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-1152x1536.jpeg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-1536x2048.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-696x928.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-1068x1424.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202462-6O7A6532-Aprimorado-SR-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Xirê de Rua (Foto: Sidney Reis)</figcaption></figure>



<p>A contribuição musical de Xirê de Rua é outro ponto alto. A percussão, comandada por Xorão Trinda, Priscila Borges, Gui Assis e Kidsan, dialoga perfeitamente com as vozes impactantes de Jéssica Américo e Theodoro Nago, criando uma atmosfera de celebração e reverência. Esses elementos, somados à cenografia de Ogbá e aos figurinos de Maiwsi Ayana, resultam em uma obra multidimensional que é ao mesmo tempo espetáculo e ritual. A iluminação assinada por Renato Banti valoriza cada quadro com maestria, transformando o palco em um espaço de transcendência.</p>



<p>Priscila Borges, mestra na dança afro-brasileira e cofundadora da CIA de Dança AfroOyá, é uma força criativa indispensável para o sucesso de Xirê de Rua. Sua atuação como assistente de coreografia e diretora de produção reflete sua profunda conexão com a ancestralidade africana e sua habilidade excepcional de transformar movimentos em narrativas poderosas. Com uma trajetória marcada por rigor técnico e sensibilidade artística, Priscila traz ao espetáculo uma energia vibrante e um olhar refinado, que ampliam a complexidade e a beleza da obra. Sua parceria com Tainara Cerqueira é a união perfeita de talentos complementares, resultando em um trabalho que é, ao mesmo tempo, uma celebração das raízes afro-brasileiras e uma afirmação de sua relevância contemporânea.</p>



<p>Xirê de Rua é mais do que uma peça de dança; é um manifesto. Com sua proposta de unir arte e política, o espetáculo reafirma a relevância das tradições afro-brasileiras em um mundo onde a luta pela igualdade ainda é urgente. A CIA AfroOyá, sob a liderança de Tainara Cerqueira, consolida-se como uma das mais importantes companhias de dança do país, abrindo caminho para novas narrativas e representações. Assistir a Xirê de Rua não é apenas apreciar um espetáculo excepcional; é também compreender que a arte pode ser um poderoso instrumento de transformação e resistência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-85974" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-768x1024.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-113x150.jpeg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-1152x1536.jpeg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-1536x2048.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-696x928.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-1068x1424.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/0410202490-6O7A6628-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Xirê de Rua (Foto: Sidney Reis)</figcaption></figure>



<p>Assisti ao espetáculo no <strong>Sesc Santana </strong>e foi uma experiência inesquecível. Recomendo que todos fiquem atentos, pois a CIA de Dança AfroOyá está sempre surpreendendo com novos trabalhos, e Xirê de Rua é uma joia em seu vasto repertório. Aproveito para enaltecer o <strong>Sesc São Paulo</strong>, que cumpre um papel fundamental ao valorizar e abraçar a dança brasileira em sua diversidade. Que em 2025 possamos ver a CIA AfroOyá em temporadas por todo o país, conquistando ainda mais palcos e, quem sabe, levando sua arte poderosa para o cenário internacional.</p>
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