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	<title>Arquivos Suprema Corte - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos Suprema Corte - Mundo Negro</title>
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		<title>Casal Obama se manifesta sobre a decisão da Suprema Corte contra as cotas raciais em universidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 22:02:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um texto emocionante, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, 59, se pronunciou sobre a decis&#227;o da Suprema Corte dos Estados Unidos, em derrubar os programas de a&#231;&#245;es afirmativas nas universidades, nesta quinta-feira (29), relembrando a sua jornada. &#8220;Na faculdade, eu era um dos poucos alunos negros em meu campus e tinha orgulho de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em um texto emocionante, a <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/barack-e-michelle-obama-participam-de-formatura-de-filha-cacula-em-los-angeles/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama</a></strong>, 59, se pronunciou sobre <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/suprema-corte-derruba-programa-de-cotas-raciais-nas-universidades-dos-estados-unidos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, em derrubar os programas de ações afirmativas nas universidades</a></strong>, nesta quinta-feira (29), relembrando a sua jornada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<strong>Na faculdade, eu era um dos poucos alunos negros em meu campus e tinha orgulho de entrar em uma escola tão respeitada</strong>. Eu sabia que tinha trabalhado duro para isso. Ainda assim, às vezes me pergunto se as pessoas pensam que cheguei lá por causa da ação afirmativa. Era uma sombra que alunos como eu não conseguiam afastar, quer essas dúvidas viessem de fora ou de dentro de nossas próprias mentes&#8221;, revelou a ex-primeira dama, que se formou em direito na Universidade de Harvard, mesma instituição e graduação que o marido e ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, 61.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não foi perfeito, mas não há dúvida de que ajudou a oferecer novas oportunidades para aqueles que, ao longo de nossa história, muitas vezes tiveram negada a chance de mostrar o quão rápido eles podem subir&#8221;, disse a advogada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campus em que estudou, Michelle Obama viu de perto quem realmente era considerado especial para admissão. &#8220;<strong>Muitas vezes, apenas aceitamos que dinheiro, poder e privilégio são formas perfeitamente justificáveis ​​de ação afirmativa</strong>, enquanto crianças crescendo como eu devem competir quando o terreno é tudo menos nivelado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Então, hoje, meu coração se parte por qualquer jovem que esteja se perguntando o que seu futuro reserva &#8211; e que tipo de oportunidades estarão abertas para eles. E embora eu conheça a força e a coragem que existem dentro das crianças que sempre tiveram que suar um pouco mais para subir as mesmas escadas, espero e rezo para que o resto de nós esteja disposto a suar um pouco também&#8221;, escreve ainda com esperança. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E finaliza: &#8220;Hoje é um lembrete de que temos que fazer o trabalho não apenas para promulgar políticas que reflitam nossos valores de equidade e justiça, mas para realmente tornar esses valores reais em todas as nossas escolas, locais de trabalho e bairros&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/nova-serie-documental-trabalho-narrada-por-barack-obama-explora-o-significado-do-trabalho-e-a-conexao-humana/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Barack Obama</a></strong> também se pronunciou, lamentando a decisão de hoje. &#8220;A ação afirmativa nunca foi uma resposta completa na busca por uma sociedade mais justa. Mas para gerações de alunos que foram sistematicamente excluídos da maioria das principais instituições da América, isso nos deu a chance de mostrar que mais do que merecíamos um lugar à mesa.<strong> Diante da recente decisão da Suprema Corte, é hora de redobrarmos nossos esforços</strong>&#8220;.</p>
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		<title>Suprema Corte derruba programa de cotas raciais nas universidades dos Estados Unidos </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/suprema-corte-derruba-programa-de-cotas-raciais-nas-universidades-dos-estados-unidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 16:07:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cotas raciais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Suprema Corte dos Estados derrubou o programa de a&#231;&#245;es afirmativas nas universidades, nesta quinta-feira (29). A decis&#227;o anula o direito de estudantes negros e latinos a ingressarem no ensino superior, levando a ra&#231;a em considera&#231;&#227;o como um fator expresso. Com maioria conservadora, seis ju&#237;zes votaram contra as cotas raciais, enquanto tr&#234;s votaram a favor. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/suprema-corte-dos-eua-derruba-direito-legal-ao-aborto-decisao-e-retrocesso-para-mulheres-negras-e-pobres/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Suprema Corte dos Estados</a></strong> derrubou o programa de ações afirmativas nas universidades, nesta quinta-feira (29). A decisão anula o direito de estudantes negros e latinos a ingressarem no ensino superior, levando a raça em consideração como um fator expresso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com maioria conservadora, <strong>seis juízes votaram contra as cotas raciais</strong>, enquanto três votaram a favor. “O aluno deve ser tratado com base em suas experiências como indivíduo, não com base em sua raça”, escreveu o <strong>relator e chefe de justiça John Roberts</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O resultado da decisão de hoje é que a cor da pele de uma pessoa pode desempenhar um papel na avaliação da suspeita individualizada, mas não pode desempenhar um papel na avaliação das contribuições individualizadas dessa pessoa para um ambiente de aprendizagem diversificado. Essa leitura indefensável da Constituição não é fundamentada na lei e subverte a garantia de igualdade de proteção da Décima Quarta Emenda”, diz o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a<strong> juíza liberal Sonia Sotomayor</strong>, a mudança irá resultar em um sistema educacional menos igualitário nos Estados Unidos. “Revertendo décadas de jurisprudência e imenso progresso [&#8230;] <strong>Enraizará a segregação racial no ensino superior porque a desigualdade racial persistirá enquanto for ignorada</strong>”, escreveu. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No final dos anos 1960, diversas universidades adotaram o critério de raça e etnia para corrigir as desigualdades no país, motivadas pela escravidão e posteriormente, a segregação racial. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As universidades norte-americanas estavam sendo acusadas de discriminar alunos que têm ascendência asiáticos e os alunos brancos, favorecendo negros, hispânicos e indígenas. Apesar de cotas raciais serem proibidas nos EUA, as instituições podiam desenvolver métodos para o ingresso de estudantes negros, indígenas e hispânicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com levantamento realizado pela Associação Nacional de Aconselhamento para Admissão em Faculdades em 2019, apenas 24,6% das universidades afirmaram que a raça influenciava considerável ou moderamente nos processos de admissão. </p>
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		<title>Suprema Corte dos EUA julga, neste mês, ação que pode proibir uso de raça como critério de admissão em universidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jun 2023 08:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[ações afirmativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Suprema Corte dos EUA vai julgar, neste m&#234;s, duas a&#231;&#245;es que pedem o fim do crit&#233;rio de ra&#231;a na admiss&#227;o de estudantes em universidades. Segundo informa&#231;&#245;es publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, analistas afirmam que a medida pode mudar substancialmente o panorama nas universidades norte-americanas. O pedido na justi&#231;a americana foi feito pela [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Suprema Corte dos EUA vai julgar, neste mês, duas ações que pedem o fim do critério de raça na admissão de estudantes em universidades. Segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, analistas afirmam que a medida pode mudar substancialmente o panorama nas universidades norte-americanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pedido na justiça americana foi feito pela SFFA (Estudantes Pela Admissão Justa, em tradução livre) contra as universidades de Harvard e da Carolina do Norte. A entidade que entrou com o pedido de proibição das ações afirmativas, diz representar 20 mil pais e estudantes e foi fundada por Edward Blum, um estrategista conservador conhecido por sua oposição declarada a esse tipo de medida desde os anos 90.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As universidades estão sendo acusadas de discriminar alunos que têm ascendência asiáticos e os alunos brancos, favorecendo negros, hispânicos e indígenas. As instituições negam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com a Folha, analistas acreditam que a Suprema Côrte deve decidir pela proibição das ações afirmativas dada a formação conservadora de seus integrantes atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de cotas raciais serem proibidas nos EUA, as universidades podem desenvolver métodos para o ingresso de estudantes negros e hispânicos.<br>Donald P. Harris, professor da Universidade Temple, na Pensilvânia, e reitor associado para assuntos de equidade, diversidade e inclusão na faculdade de direito da instituição afirmou que &#8221; A Suprema Corte deve considerar as ações afirmativas inconstitucionais&#8221;. Ele também explicou que as universidades terão que escolher outros critérios de seleção para aumentar a diversidade dos alunos. &#8220;Vão considerar fatores como contexto geográfico, status socioeconômico e outros indicadores para substituir critérios de raça, mas não vai ser fácil.&#8221;, pontuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem da Folha mostrou que ações afirmativas são ilegais em 9 Estados dos EUA, incluindo Michigan, Califórnia, Idaho, Oklahoma, Arizona, Flórida, Nebrasca, Washington e New Hampshare.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Michigan, onde 58% da população votou a favor da proibição de ações afirmativas por meio de um referendo que proibiu vagas com recorte de raça, gênero e religião até mesmo em oportunidades de emprego, em 2006, o impacto nas universidades foi imediato. Na Universidade de Michigan, o número de alunos negros caiu de 8% para 2,5% atualmente. Já o número de alunos hispânicos se manteve similar. A universidade então adotou classe social como critério para trabalhar políticas de diversidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Realizamos campanhas de recrutamento em locais com populações historicamente sub-representadas, focando alunos de baixa renda e cujos pais não têm graduação, mesmo sabendo que isso não necessariamente se sobrepõe a critérios de raça. Organizamos visitas ao campus para apresentá-los à comunidade universitária e mostrar os serviços que oferecemos&#8221;, contou Erica Sanders, vice-reitora assistente e diretora-executiva de admissão de graduandos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À exemplo do Michigan, a Universidade da Califórnia também passou por um processo de embranquecimento após o fim das ações afirmativas. Para Sara Kaplan, diretora do Centro de Pesquisa e Política Antirracista da American University, &#8220;substituir a questão da raça pela classe econômica não resolve o problema chave dos sistemas de racismo estrutural históricos e ainda existentes nos EUA&#8221;, destacou.<br>Ela acredita que proibir ações afirmativas pode impactar outros aspectos como na disparidade de renda e na produção acadêmica, que teria pesquisas científicas menos diversas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas contrárias às ações afirmativas nos EUA argumentam que, além da suporta discriminação contra alunos abraços, também falta uma perspectiva para o fim dessas ações, que acontecem no país desde 1960.<br>A oposição na justiça contra as ações afirmativas lembra o período em que a Suprema Corte proibiu as cotas para minorias raciais no curso de medicina da Universidade da Califórnia, onde 16 de 100 vagas eram voltadas para minorias, em 1978.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2003, outro caso na Universidade de Michigan também pedia a proibição das ações afirmativas, mas os membros da Suprema Corte da época mantiveram a decisão de continuar com as &#8220;cotas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, com apenas três progressistas dentre os nove magistrados, a mais alta instância da justiça americana pode decidir pelo fim das ações afirmativas, mesmo com 63% da população sendo a favor delas, segundo pesquisa da Associated Press e da Universo de Chicago. Mesmo assim,uitos americanos acreditam que outros critérios são mais relevantes que raça, entre eles histórico escolar, desempenho no vestibular, capacidade de pagar o curso e habilidades esportivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente do Brasil, que considera a nota do vestibular como critério para admissão na universidade, nos EUA, além do vestibular, o histórico escolar e cartas de apresentação também são determinantes para o ingresso no ensino superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de toda movimentação de conservados, apenas 24,6% das instituições afirmam que raça influencia considerável ou moderadamente os processos de admissão, segundo pesquisa da Associação Nacional de Aconselhamento para Admissão em Faculdades, realizada em 2019.</p>
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