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	<title>Arquivos selo negro - Mundo Negro</title>
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		<title>Lançamento da biografia de Cruz e Sousa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 19:51:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Cruz e Sousa&#8221; &#233; oitavo volume da&#160; Cole&#231;&#227;o Retratos do Brasil Negro da editora Selo Negro (Summus). A obra, escrita pela jornalista Paola Prandini, celebra os 150 anos de nascimento de um dos maiores poetas brasileiros. De forma objetiva e envolvente, o livro detalha a vida e a obra do introdutor do simbolismo no pa&#237;s [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">&#8220;Cruz e Sousa” é oitavo volume da <strong style="color: #000000;"> </strong>Coleção Retratos do Brasil Negro da editora Selo Negro (Summus). A obra, escrita pela jornalista Paola Prandini,</span> celebra os 150 anos de nascimento de um dos maiores poetas brasileiros. De forma objetiva e envolvente, o livro detalha a vida e a obra do introdutor do simbolismo no país e relata as dificuldades que o artista enfrentou por causa do preconceito racial.</p>
<p>A noite de autógrafos será no dia 21 de novembro, segunda-feira, das 19h às 21h30 na Livraria Martins Fontes que fica na Av. Paulista, 509 (próxima à estação Brigadeiro do metrô).</p>
<h3><strong>Quem foi Cruz e Sousa?</strong></h3>
<p>Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861, em Desterro (atual Florianópolis) e teve uma infância pobre. O pai ainda era escravo quando ele veio ao mundo. A mãe, que fora libertada por volta de 1870, trabalhava como doméstica na casa de um importante militar da cidade. Esse vínculo permitiu a Cruz e Sousa ter uma educação razoável, e desde a adolescência ele sonhava e<a href="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/projeto-mn/wp-content/uploads/2011/11/40048-e1320522258274.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-209" title="40048" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/projeto-mn/wp-content/uploads/2011/11/40048.jpg" alt="" width="213" height="300" /></a>m ser poeta. Porém, concretizar tal sonho não seria nada fácil: a cor de sua pele acabou impedindo que ele ascendesse socialmente.</p>
<p>Depois de formado, Cruz e Sousa trabalhou como professor particular e vendedor, mas logo se aproximou do grupo literário Ideia Nova, que pretendia renovar as letras catarinenses. Nessa época, o poeta chegou a ser nomeado promotor público de Laguna, mas os poderosos da cidade impediram que ele assumisse o cargo – um negro nunca poderia exercer função tão importante.</p>
<p>Cruz e Sousa então se juntou à Companhia Dramática Julieta dos Santos, com a qual viajou por diversos estados brasileiros. Esse contato com os rincões do país influenciou sua produção literária e permitiu-lhe conhecer as mazelas do povo. Em 1885, foi efetivado como redator no jornal catarinense <em>O Moleque</em>. O foco do jornal era a crítica política, e mais uma vez Cruz e Sousa atraiu inimigos pelos comentários que fazia contra os medalhões da época. Depois da extinção de <em>O Moleque</em>, ele passou a trabalhar no <em>Abolicionista</em>, que, como o próprio nome diz, fazia campanha pela libertação dos escravos.</p>
<p>Nas décadas de 1950 e 1960, Cruz e Sousa sofreu perseguição inclemente de alguns críticos, que desqualificaram sua produção. Somente há alguns anos os especialistas resgataram as obras de Cruz e Sousa, conferindo-lhe o devido reconhecimento. “Foi principalmente póstuma a celebração do poeta, que deveria ter sido honrado ainda em vida, mas que, por ter nascido filho de escravos, ser negro e ter morrido na miséria, não obteve reconhecimento de sua grandeza em vida”, afirma Paola.</p>
<p>Ao resgatar a história de Cruz e Sousa, o livro faz um panorama histórico de sua época, reproduz o texto de cartas que ele enviou a amigos e compila toda a sua produção literária. Trata-se, portanto, de um retrato fiel de um dos nossos maiores escritores.</p>
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