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	<title>Arquivos saúde - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 23:47:26 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos saúde - Mundo Negro</title>
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	<item>
		<title>Milton Nascimento recebe alta após cinco dias internado para tratar pneumonia no Rio</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/milton-nascimento-alta-hospitalar-pneumonia-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 14:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[bituca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após cinco dias de internação, Milton Nascimento recebe alta do tratamento contra pneumonia no Rio.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O cantor <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/milton-nascimento-e-internado-com-pneumonia-equipe-diz-que-cantor-esta-estavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Milton Nascimento</a></strong> recebeu alta médica nesta terça-feira (21), após permanecer internado por cinco dias em um hospital no Rio de Janeiro para tratar um quadro de pneumonia. A informação foi confirmada por seu filho e empresário, Augusto Nascimento, nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vencemos mais uma! Voltando para casa, onde seguiremos com o tratamento e cuidados necessários”, comemorou Augusto, que também agradeceu as correntes orações e carinhos enviadas pelos amigos e fãs de todo o país. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Bituca deu entrada na unidade de saúde na última quinta-feira (16). Na ocasião, a equipe do cantor manteve o público informado e ressaltou que o quadro era estável, apresentando uma boa evolução clínica desde os primeiros atendimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Informamos que o artista Milton Nascimento encontra-se internado desde ontem (16/7), para tratar uma pneumonia, intercorrência comum em seu atual quadro de saúde”, explicou a nota divulgada pela equipe durante o período de hospitalização. A família optou por manter em sigilo o nome do hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 83 anos, o mestre da MPB está afastado dos palcos desde 2022, quando se despediu dos shows grandiosos com a histórica turnê &#8216;A Última Sessão de Música&#8217;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro do ano passado, Augusto Nascimento revelou publicamente que o pai lida com a demência por corpos de Lewy (DCL), uma condição neurodegenerativa progressiva. Desde então, a rotina do cantor é voltada ao bem-estar, com suporte médico contínuo e o carinho incondicional da família e de uma legião de fãs que celebram sua vida e obra diariamente.</p>
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		<title>Pela primeira vez, terapia genética cura anemia falciforme na Louisiana, um dos estados dos EUA com mais casos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/terapia-genetica-cura-anemia-falciforme-louisiana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 17:45:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[anemia falciforme]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia genetica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra como Daniel Cressy entrou para a história ao se tornar o primeiro paciente curado da anemia falciforme por terapia genética na Louisiana. Conheça sua trajetória emocionante!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Daniel Cressy</strong>, de 23 anos, entrou para a história ao se tornar <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/jovem-com-20-de-chance-de-sobreviver-a-anemia-falciforme-vai-estudar-medicina-em-harvard/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a primeira pessoa do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, a ser funcionalmente curada da anemia falciforme por meio de terapia genética</a></strong>. Na segunda-feira (22), ele tocou o sino cerimonial do Manning Family Children&#8217;s Hospital, em Nova Orleans, marcando o fim de uma batalha de dois anos contra a doença, que os médicos afirmam não estar mais ativa em seu organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Natural da região metropolitana de Nova Orleans, Cressy é o primeiro paciente de toda a Costa do Golfo dos Estados Unidos a passar com sucesso pela Casgevy, terapia de ponta que utiliza a tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9. O procedimento se vale das próprias células-tronco do paciente, que são editadas em laboratório para que deixem de produzir as células defeituosas causadoras da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornada foi longa e cara. As células-tronco de Cressy foram coletadas ao longo de três dias e enviadas para um laboratório na Escócia, onde uma enzima foi usada para editar a parte específica da célula responsável pelo afoiçamento, quando as hemácias endurecem e se deformam, bloqueando o fluxo sanguíneo e provocando dores intensas. As células modificadas retornaram à Louisiana no início deste ano, e Cressy passou por quimioterapia antes de recebê-las de volta. Só o medicamento custou 2,2 milhões de dólares. O tratamento chegou a ser adiado enquanto ele aguardava aprovação pelo programa Medicaid do estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A anemia falciforme afeta de forma desproporcional pessoas negras e pode causar dores severas, danos a órgãos, internações frequentes e redução da expectativa de vida. A Louisiana tem uma das maiores taxas da doença nos Estados Unidos. Cerca de 3 mil pessoas vivem com a condição no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cressy não é o primeiro do mundo nem do país a ser curado. Ele se junta a mais de 100 pacientes nos Estados Unidos tratados desde que as duas primeiras terapias genéticas para a doença, a Casgevy e a Lyfgenia, foram aprovadas pela agência reguladora americana no fim de 2023. O pioneirismo dele é geográfico, em um estado onde a doença é especialmente presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Cressy, a cura significou também a retomada de um sonho. Ele pretendia ser piloto, mas descobriu que a Administração Federal de Aviação não concederia sua licença enquanto ele convivesse com a doença, por causa dos riscos associados a voos em grandes altitudes. Agora, com o caminho livre, ele planeja seguir carreira na aviação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Determinado a transformar sua experiência em legado, Cressy fundou a organização sem fins lucrativos Privileged Pilots Project, voltada a derrubar barreiras médicas e sociais que impedem comunidades subatendidas de acessar curas genéticas milionárias. &#8220;A capacidade de alguém acessar tratamento e uma possível cura não deveria ser definida pelo seu CEP&#8221;, afirmou. &#8220;As pessoas que vivem com anemia falciforme estão aqui. São nossos vizinhos, nossos amigos, nossas famílias.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também escreve um livro sobre sua trajetória, intitulado &#8220;Blessing in the Skies&#8221; (Bênção nos Céus). &#8220;Enquanto muitos passam a vida procurando um propósito, o meu me encontrou&#8221;, disse. &#8220;Agora, em vez de buscar sentido, posso passar a vida realizando-o.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimônia em sua homenagem contou com a presença do governador Jeff Landry, do congressista Troy Carter e da prefeita Helena Moreno. No Brasil, país com a maior população com anemia falciforme das Américas, terapias como essa ainda não estão disponíveis no SUS, o que mantém a cura distante de quem mais precisa dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Com informações do The Guardian.</em></p>
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		<title>Saúde também tem cor: o acesso da população negra como médicos e pacientes</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/saude-tem-cor-acesso-populacao-negra-medicina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:28:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra os desafios e a importância da representatividade negra na medicina através da trajetória pioneira do Dr. Lucas Diniz. Leia mais sobre equidade!</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Rachel Maia</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é um país majoritariamente negro (56%), mas essa maioria ainda é minoria nos espaços de poder, prestígio e decisão — e isso inclui hospitais, cursos de medicina e consultórios. A população negra enfrenta os piores indicadores de acesso à saúde e segue sub-representada entre os profissionais que ocupam a linha de frente do cuidado: os médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas negras e indígenas vivem em maior vulnerabilidade social, enfrentam dificuldade de acesso a tratamentos, diagnósticos tardios e índices alarmantes de mortalidade materna e de doenças crônicas. E isso se deve ao fato de que a medicina ainda é um espaço historicamente elitizado, branco e distante da realidade da maioria da população brasileira, principalmente quando o assunto é prevenção e estética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estar nesses espaços e discutir o tema é um passo importante para compreender que a presença de médicos negros possui um significado que vai além da ocupação profissional. Ela ajuda a construir vínculos mais humanizados dentro do sistema de saúde, pois, para muitos pacientes, enxergar-se representado no atendimento gera acolhimento, confiança e pertencimento — algo fundamental em qualquer processo de cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doutor <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/reitor-jose-vicente-e-dr-lucas-diniz-anunciam-inauguracao-do-centro-de-referencia-de-saude-da-populacao-negra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lucas Diniz</a></strong> é cirurgião plástico facial e doutorando em Ciências Cirúrgicas pela USP, com experiência internacional em Stanford, na Weill Cornell University (EUA) e na Mannheim Universität (Alemanha). Atualmente atende em consultório particular e realiza cirurgias em hospitais de renome em São Paulo. É cirurgião voluntário em projeto social do Barco Papa Francisco, na Amazônia, e compreende as dores da limitação de acesso na pele. Ao comemorar sua aprovação em primeiro lugar para Membro Titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face, ele nos oportuniza, mais uma vez, sonhar e agir.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-682x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-96343" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-682x1024.jpeg 682w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-768x1152.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-280x420.jpeg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-150x225.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-300x450.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1-696x1044.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-22-at-14.41.59-1.jpeg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption class="wp-element-caption">Dr. Lucas Diniz (Foto: Alex Santana)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Minha trajetória foi lapidada em casa. Filho de um eletricista e de uma agente de saúde, aprendi cedo que a educação é a maior ferramenta de transformação. Foi com essa perseverança que cheguei em primeiro lugar no ingresso em Medicina, na residência e no fellowship de Cirurgia Plástica da Face da USP. Neste mês, recebi a notícia de que fui aprovado em primeiro lugar na prova para Membro Titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face. Sou o primeiro homem negro a conquistar esse título. Porém, a pergunta que faço é: por que demorou tanto e o que faremos para que não demore de novo?”, questiona o Dr. Diniz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ingresso nas faculdades de Medicina continua sendo uma das maiores expressões da desigualdade racial no Brasil. Cursos caros e obstáculos educacionais históricos afastaram gerações de jovens negros desse espaço. O avanço das políticas de cotas é notório e nos levará a novos índices, mas os desafios para estudantes negros são muitos, e é preciso olhar para esse ponto para que a equidade seja aplicada. Combater o racismo acadêmico, a pressão psicológica e as dificuldades financeiras — fatores que ampliam essa desigualdade — é fundamental para que os alunos permaneçam nos cursos e tenham a oportunidade de competir em igualdade de condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estudo é tão essencial quanto oportunidade; afinal, ninguém se lapida sozinho. O Dr. Carlos Caropreso, chefe do serviço da USP, me viu e me estimulou. No exterior, abriram-se portas: Stanford, pelas mãos dos Drs. Thomaz Fleury e Robson Capasso; a Weill Cornell, com o Dr. Michael Stewart. Vale registrar: todos que me formaram no Brasil, inclusive meu orientador de doutorado na USP, Dr. Nivaldo Alonso, são aliados não-negros. Sou profundamente grato a cada um deles”, enfatiza o médico.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-576x1024.png" alt="" class="wp-image-96348" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-576x1024.png 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-169x300.png 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-84x150.png 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-768x1365.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-864x1536.png 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-236x420.png 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-150x267.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-300x533.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57-696x1237.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-57.png 900w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Dr. Lucas Diniz (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Intencionalidade e políticas públicas são a soma do investimento inicial no combate à desigualdade social e racial na saúde. Contribuir para mudar culturas institucionais, ampliar perspectivas e humanizar o cuidado é uma responsabilidade que precisa fazer parte das decisões e das pautas institucionais. Sabemos que ampliar o número de médicos negros não resolve sozinho o problema do racismo estrutural na saúde, mas é mais uma ação de transformação fundamental para essa mudança que segue atrasada, mas em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em toda a trajetória escolar, tive um único professor negro, Estéfani Martins, que me deixou um ensinamento que carrego até hoje: ‘O que te define é como você se apresenta para o desafio no seu pior dia.’ Na faculdade, ouvia histórias do professor Odo Adão, primeiro cirurgião plástico negro do Brasil. Mas, em toda a minha formação médica, não tive um único professor negro. Precisei sair do país para ver cirurgiões negros em posição de destaque”, informa o doutor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de médicos negros tem contribuído para transformar a forma como pacientes negros se relacionam com o autocuidado, com os serviços de saúde e com a própria confiança nas instituições médicas. Essa representatividade amplia perspectivas, fortalece vínculos e traz para o centro do debate questões fundamentais para o aprimoramento das políticas públicas de saúde. A tecnologia e a produção de conhecimento baseada em dados são ferramentas indispensáveis para compreender desigualdades, desenvolver soluções e ampliar o acesso a cuidados mais equitativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Dr. Lucas, a experiência de mentoria com o Dr. Kofi Boahene, cirurgião plástico da Johns Hopkins, o fez refletir sobre outra perspectiva, mesmo quando as estatísticas diziam o contrário. Todo profissional precisa ter acesso ao conhecimento pleno para atender às demandas tecnológicas que estão em curso. Precisamos de mais mentores médicos negros e nos preparar para plantar as tamareiras para as próximas gerações colherem os frutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dominar a inteligência artificial é a tecnologia do agora. Um estudo da IDC com a Microsoft, apresentado pela presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham, mostra que 90% dos executivos C-level brasileiros veem a IA como diferencial-chave de competitividade em seus setores, e 88% a consideram o principal motor de competitividade até 2030. Se as portas do passado foram abertas por pessoas, as do futuro serão abertas por quem dominar as ferramentas”, ressalta o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Lucas faz uso de IA desde 2022&nbsp; e aprendeu diretamente na fonte, no Vale do Silício, a testar diversas ferramentas para aprimorar suas técnicas e conhecimentos. Ele afirma que existe um mundo além do ChatGPT e que as habilidades do futuro, como a IA agêntica, precisam ter a nossa cor. Ao propor que nossas instituições, ABCPF e ABORL-CCF, realizem o censo — quem somos, por raça e cor —, ele reafirma a urgência dos dados para que possamos corrigir as estruturas históricas que, consequentemente, atrasam nossa evolução social e econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quem chega primeiro deixa a porta aberta. Como nos mostrou a genial Rachel Maia em seu livro <em>Meu Caminho até a Cadeira Número 1</em>, levar a próxima geração mais longe é o meu, o seu, o nosso dever”, acrescenta o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca por uma sociedade mais inclusiva dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 3, voltado à saúde e ao bem-estar, e com as metas brasileiras de promoção da igualdade étnico-racial, ODS 18. Construir uma medicina mais diversa significa oportunizar esperança aos jovens estudantes negros que desejam seguir a carreira e aos pacientes negros que têm direito ao cuidado e a se verem representados.</p>
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		<title>Saúde dos homens negros será tema do evento Entre Vinhos &#038; Afetos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/saude-homens-negros-entre-vinhos-afetos-luis-eduardo-batista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[homens negros]]></category>
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		<category><![CDATA[Pacto pela Equidade Racial]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Soci&#243;logo e pesquisador refer&#234;ncia em equidade racial em sa&#250;de, Lu&#237;s Eduardo Batista participa do Entre Vinhos &#38; Afetos para discutir os desafios e as barreiras que impactam o acesso dos homens negros aos servi&#231;os de sa&#250;de. Quais barreiras dificultam o acesso dos homens negros aos servi&#231;os de sa&#250;de? Essa ser&#225; a pergunta que guiar&#225; a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Sociólogo e pesquisador referência em equidade racial em saúde, Luís Eduardo Batista participa do Entre Vinhos &amp; Afetos para discutir os desafios e as barreiras que impactam o acesso dos homens negros aos serviços de saúde.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais barreiras dificultam o acesso dos homens negros aos serviços de saúde?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa será a pergunta que guiará a próxima edição do encontro Entre Vinhos &amp; Afetos, marcada para o dia 20 de junho, com a participação do sociólogo e pesquisador Luís Eduardo Batista, uma das principais referências brasileiras nos estudos sobre saúde da população negra e equidade racial em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com trajetória dedicada à formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades raciais em saúde, Batista tem contribuído para o debate sobre os impactos do racismo estrutural no acesso a direitos e serviços de saúde no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de sua trajetória acadêmica e institucional, como mestre e doutor em Sociologia pela UNESP e pós-doutor pela Escola de Enfermagem da USP, seus estudos têm abordado temas como racismo e saúde, gênero, classe, envelhecimento, saúde mental e os efeitos das desigualdades estruturais sobre a qualidade de vida da população negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o encontro, o convidado compartilhará reflexões sobre os desafios enfrentados por homens negros no acesso aos serviços de saúde, discutindo caminhos para fortalecer práticas de autocuidado, prevenção, promoção da saúde e garantia de direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa busca ampliar o diálogo sobre saúde da população negra entre a comunidade masculina. Para mais informações sobre o evento, acesse o canal oficial do projeto no Instagram: @entre_vinhoseafetos.</p>
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		<item>
		<title>Novembro Azul: dados, riscos e como identificar precocemente o câncer de próstata</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/novembro-azul-dados-riscos-e-como-identificar-precocemente-o-cancer-de-prostata/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 08:41:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de próstata]]></category>
		<category><![CDATA[homens negros]]></category>
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		<category><![CDATA[Novembro Azul]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Dr. Sahna Wilbonh de Barros, M&#233;dico urologista e titular da Sociedade Brasileira de Urologia&#160;(CRM-SP 144.578 / RQE 65.633) A pr&#243;stata &#233; uma gl&#226;ndula que faz parte do sistema urogenital masculino, cuja secre&#231;&#227;o comp&#245;e parte do esperma, auxiliando na fecunda&#231;&#227;o. Este &#243;rg&#227;o se localiza na pelve, anteriormente ao reto e abaixo da bexiga, envolvendo a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Dr. Sahna Wilbonh de Barros, Médico urologista e titular da Sociedade Brasileira de Urologia (CRM-SP 144.578 / RQE 65.633)</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A próstata é uma glândula que faz parte do sistema urogenital masculino, cuja secreção compõe parte do esperma, auxiliando na fecundação. Este órgão se localiza na pelve, anteriormente ao reto e abaixo da bexiga, envolvendo a parte inicial da uretra. Estas relações permitem que a próstata seja examinada através do reto (por meio do toque ou por equipamentos) e explicam porquê afecções da próstata têm variadas repercussões nas funções reprodutiva e urinária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tumor maligno (câncer) da próstata é uma doença de grande relevância médica e socioeconômica. Trata-se da neoplasia mais prevalente no sexo masculino, quando excluímos os tumores de pele não-melanoma (que baixa repercussão clínica). Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) estimam que ocorreram cerca de 72.000 novos casos ao ano (cerca de 30% de todos os cânceres em homens no Brasil) e quase 70 novos casos para cada 100.000 homens no período de 2023 a 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo menos 1 em cada 9 homens será afetado em algum momento da vida, mas, além de sua frequência, também preocupa sua mortalidade, pois é o 2º câncer mais letal, com cerca de 16.000 óbitos anuais no país (aproximadamente 1 a cada 40 minutos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados trazem a importância da conscientização sobre o tema, visto que não há estratégias bem definidas de prevenção deste tumor, embora estilo de vida saudável possa reduzir o seu aparecimento (ter alimentação saudável, praticar atividade física e evitar obesidade). Focamos então no diagnóstico precoce, com objetivo de detecção da doença nas fases iniciais (quando os índices de cura são muito elevados), porém, nesta fase, a doença não apresenta sintomas, havendo necessidade de rastreamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é feito por meio da combinação do exame digital da próstata e da dosagem do PSA (antígeno prostático específico). O primeiro é feito através do toque retal, que pode indicar alterações sugestivas de câncer (como a presença de nódulos), sendo um exame rápido, acessível e indolor. O segundo é a quantificação da proteína produzida pela próstata, que pode estar elevada em casos de câncer. Deve ser ressaltado que ambos são importantes e complementares, então um não substitui o outro, visto que o PSA pode estar com dosagens normais em até 20% das vezes em que há câncer.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso haja alteração em um desses, é fundamental seguir com a investigação complementar, que normalmente é feita com biópsia de próstata, mas que pode ser precedida de ressonância magnética do órgão (exame não invasivo e que possibilita melhor seleção dos casos suspeitos, com redução do número de biópsias desnecessárias e melhor identificação focos suspeitos da doença). Somente a biópsia pode estabelecer o diagnóstico do câncer de próstata, além de informar características que determinam o potencial de agressividade da doença. Esta estratégia é extremamente eficaz e possibilitou a queda de mortalidade pela doença nas últimas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença avançada pode se manifestar com perda de peso, fraturas ósseas, retenção urinária, disfunção erétil e presença de sangue na urina ou no esperma, por exemplo, e, muitas vezes, a cura não é possível nesses estágios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Sociedade Brasileira de Urologia indica a realização de rastreamento a partir de 50 anos de idade na população masculina geral e a partir de 45 anos nos homens com fatores de risco (histórico familiar de câncer de próstata e/ou etnia negra).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que a evolução clínica do câncer de próstata pode ser bastante variável, com casos que variam de indolência (tumores de baixa agressividade e baixo risco progressão, logo com mínima interferência na morbimortalidade) até doenças de agressividade elevada (com altos riscos disseminação e de mortalidade).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, as condutas devem ser sempre avaliadas para cada caso e o paciente deve ser informado das possibilidades dentro do cenário da sua doença. O conjunto de avaliações clínicas, laboratoriais, de imagem e os achados da biópsia são essenciais na definição de conduta. Assim, tentamos direcionar tratamentos mais agressivos para casos de maior risco, que ainda que tenham maior risco de complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, favorecem a cura. Em casos de baixo impacto clínico, procuramos evitar o super tratamento, visto que tem maiores índices de complicação, sem necessariamente impactar na redução de mortalidade, que já seria baixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as diversas opções de manejo da doença destacamos: vigilância ativa, tratamento cirúrgico (denominado prostatectomia radical e que pode ser por vias aberta, videolaparoscópica ou robótica), radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia. Essas modalidades podem ser empregadas de maneira isolada ou combinada na busca do melhor tratamento para cada paciente, sempre visando maiores índices de cura e menores de complicações, com mais sobrevida e melhor qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Queen Latifah anuncia programa voltado ao acolhimento de mulheres na menopausa</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/queen-latifah-anuncia-programa-voltado-ao-acolhimento-de-mulheres-na-menopausa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 10:18:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das estrelas mais influentes de Hollywood, Queen Latifah est&#225; usando sua voz para ampliar o conhecimento sobre a menopausa, em parceria com a WeightWatchers, que acaba de lan&#231;ar o programa WeightWatchers for Menopause. Segundo a empresa, o programa &#233; hol&#237;stico e apoia mulheres em todas as fases da menopausa &#8212; pr&#233;, durante e p&#243;s [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma das estrelas mais influentes de Hollywood, <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/queen-latifah-e-missy-elliott-se-tornam-as-primeiras-rappers-a-receber-a-medalha-de-artes-pela-casa-branca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Queen Latifah</a> </strong>está usando sua voz para ampliar o conhecimento sobre a menopausa, em parceria com a WeightWatchers, que acaba de lançar o programa <strong>WeightWatchers for Menopause</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a empresa, o programa é holístico e apoia mulheres em todas as fases da menopausa — pré, durante e pós — acompanhamento médico, orientação nutricional e espaços de acolhimento para troca de experiências, para que nenhuma mulher se sinta sozinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à Essence, Latifah compartilhou como tem sido a sua jornada nesta fase com a menopausa. &#8220;Não posso dizer que tenha sido ruim. Para mim, é apenas mais um passo na minha jornada de saúde, cuidando de mim mesma, entendendo meu corpo e a vida. E é apenas mais um passo no caminho, na minha opinião&#8221;, relatou. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Infelizmente, a menopausa não foi estudada o suficiente. Não foi divulgada o suficiente. As pessoas não foram educadas o suficiente sobre ela. E é aí que entra um pouco do estigma. É aí que entra um pouco da preocupação, porque você está sentindo algo que não entende ou não sabe. Você nem percebe que está acontecendo com você. Seu corpo está apenas mudando e você pode nem perceber. Os médicos podem nem entender o que está acontecendo. E é por isso que essa parceria com a WeightWatchers é tão importante, porque está fornecendo informações para as mulheres, e todas nós precisamos disso&#8221;, destacou. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações em: <a href="https://menopause.weightwatchers.com/us"><strong>menopause.weightwatchers.com/us</strong></a></p>
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		<title>Nutricionista Saulo Gonçalves explica como nutrição comportamental contribui para &#8216;reconstruir a relação com a alimentação&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 18:45:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A discuss&#227;o sobre dist&#250;rbios alimentares e press&#227;o est&#233;tica tem ampliado a aten&#231;&#227;o para abordagens nutricionais menos r&#237;gidas e mais humanizadas. Dados apontam que mais de 80% das mulheres n&#227;o est&#227;o satisfeitas com o pr&#243;prio corpo, cen&#225;rio que nutricionistas como Saulo Gon&#231;alves atribuem a cobran&#231;as em ambientes de trabalho, familiares e redes sociais. &#201; nesse contexto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre distúrbios alimentares e pressão estética tem ampliado a atenção para abordagens nutricionais menos rígidas e mais humanizadas. Dados apontam que mais de 80% das mulheres não estão satisfeitas com o próprio corpo, cenário que nutricionistas como <strong>Saulo Gonçalves</strong> atribuem a cobranças em ambientes de trabalho, familiares e redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse contexto que a nutrição comportamental surge como alternativa, focada em reconstruir a relação com a alimentação sem culpa ou padrões irreais. &#8220;Ela não se limita a prescrever dietas, mas busca compreender a história alimentar, os gatilhos emocionais e as crenças que cada pessoa carrega sobre si mesma e sobre o próprio corpo. O foco deixa de ser &#8216;atingir um padrão&#8217; e passa a ser reconstruir a relação com a alimentação e o próprio corpo de forma saudável e duradoura&#8221;, explica Gonçalves em entrevista para a jornalista <strong>Silvia Nascimento</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista explica que &#8220;com uma abordagem humanizada, individualizada e livre de rótulos, é possível abandonar a lógica da punição e construir uma vida onde comer seja um ato de prazer e cuidado&#8221;, detalha o nutricionista, que busca com o método combater vieses em atendimentos a grupos como pessoas trans e negras, historicamente submetidas a preconceitos em consultórios. Na prática, a nutrição comportamental considera as características únicas de cada paciente, adaptando-se às suas necessidades e adotando mudanças graduais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Demonizar alimentos só gera frustração. É preciso trabalhar a autonomia, não o medo&#8221;, diz <strong>Saulo Gonçalves</strong>. &#8220;Traumas alimentares muitas vezes começam com abordagens agressivas no passado. A nutrição comportamental tenta reverter isso, mostrando que comer deve ser um ato de cuidado, não de controle&#8221;, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Venus Williams relata anos de dores causadas por miomas e negligência médica: “Disseram que era normal”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 08:52:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tenista Venus Williams, 45, afirmou que conviveu por anos com dores menstruais incapacitantes, sangramentos intensos e n&#225;useas severas sem que os sintomas fossem corretamente diagnosticados. Em entrevista ao Today, exibido nos Estados Unidos na quarta-feira (3), ela disse ter tido os sinais ignorados por m&#233;dicos, que classificavam a condi&#231;&#227;o como &#8220;normal&#8221;. Todos os meses, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A tenista <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/venus-williams-lanca-startup-de-design-de-interiores-baseado-em-inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Venus Williams</a></strong>, 45, afirmou que conviveu por anos com dores menstruais incapacitantes, sangramentos intensos e náuseas severas sem que os sintomas fossem corretamente diagnosticados. Em entrevista ao Today, exibido nos Estados Unidos na quarta-feira (3), ela disse ter tido os sinais ignorados por médicos, que classificavam a condição como &#8220;normal&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os meses, ela ficava &#8220;abraçada no vaso sanitário, esperando que aquilo passasse&#8221;. Ao longo da carreira, Williams sabia tinha miomas — tumores benignos que se formam no útero —, mas os profissionais de saúde nunca associaram as dores, náuseas e episódios de anemia grave à condição. Em alguns momentos, ela precisou de transfusões de ferro para repor os níveis baixos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A situação ficou muito ruim e eu não consegui lidar com isso&#8221;, disse. “Fiquei indignada por não saber que isso era possível. Ninguém nunca me disse que o que eu vivia não era normal”, relatou a<strong> sete vezes campeã do Grand Slam</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Venus, os primeiros sinais surgiram ainda na adolescência, com sangramentos menstruais intensos. “Meus médicos me disseram que era normal. Nunca percebi que (algo) estava errado”, relatou. Ao longo dos anos, os sintomas se intensificaram. Nos exames antidoping, era comum ser diagnosticada com anemia. Inicialmente, ela atribuiu o quadro à síndrome de Sjögren, uma doença autoimune, que ela foi diagnosticada em 2011. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde, descobriu que, além dos miomas, tinha adenomiose — quando o tecido semelhante ao endométrio invade a musculatura uterina, também provocando dor e sangramentos abundantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tenista contou que em Wimbledon, em 2016, a dor que a impediu de comer e jogar. “Tínhamos uma final de duplas para jogar em seguida, e eu estava deitada no chão do vestiário, tipo, &#8216;Vai passar. Vai passar&#8217;. Graças a Deus, a Serena conseguiu o médico… e eu consegui me levantar, comer e começar a jogar — azar para as adversárias.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com dores se intensificando, ela seguiu competindo. Aos 37 anos, ouviu de um médico que os sintomas eram “parte do envelhecimento”. Em outra ocasião, escutou que o que sentia funcionava como “um controle de natalidade natural”. “Eu não fazia ideia do que isso significava. Ninguém me explicou. Olhando para trás, não tem graça nenhuma tirar a oportunidade de alguém ter um filho ou constituir família, se quiser. Não é brincadeira.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Busca por tratamento e cirurgia</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No ano passado, ao ver uma publicação nas redes sociais que dizia “você não precisa viver assim”, Williams decidiu investigar melhor. Acabou encontrando o NYU Langone Health Center, especializado no tratamento de miomas, e se consultou com a ginecologista<strong> Taraneh Shirazian.</strong> Foi a primeira vez que ela se sentiu acolhida e percebeu que sua experiência não era normal para as mulheres. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Shirazian foi a primeira especialista que recomendou a Venus uma miomectomia, cirurgia que remove os miomas preservando o útero, mas ela hesitou de início. “Achei que talvez ela estivesse dizendo o que eu queria ouvir. Era mais invasivo do que imaginei. Fiquei assustada.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas após refletir, realizou a cirurgia e melhorou a sua qualidade de vida. “Espero que alguém veja esta entrevista e diga: &#8216;Posso obter ajuda. Não preciso viver assim&#8217;. Estou muito apaixonada por isso neste momento, porque sei que outras pessoas podem viver melhor do que eu vivi.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Miomas afetam mais mulheres negras</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os miomas afetam cerca de 70% das mulheres brancas e 80% das negras antes dos 50 anos. Mesmo assim, muitas não recebem diagnóstico ou tratamento adequado, segundo especialistas. Os sintomas incluem dores menstruais, sangramentos excessivos, inchaço abdominal e problemas gastrointestinais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As mulheres não recebem o tratamento necessário para a doença dos miomas. Para mim, essa é a parte em que todos deveríamos pensar. Atleta de classe mundial, superestrela. Tem acesso a todos os médicos, a todas as instalações, a todas as opções. Ela consultou muitas outras pessoas antes de receber tratamento”, disse Shirazian.</p>
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		<title>&#8220;Exercício físico muda vidas&#8221;: PH Côrtes celebra primeira medalha em corrida e lembra que fugia de aulas de educação física</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 13:53:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O influenciador PH C&#244;rtes publicou um v&#237;deo na &#250;ltima segunda-feira (16) celebrando a primeira vez em que participou de uma corrida e conquistou a primeira medalha de sua vida ap&#243;s percorrer&#160;5 km em 29 minutos sem parar. Durante seu relato, PH lembrou que na &#233;poca de escola n&#227;o gostava das aulas de educa&#231;&#227;o f&#237;sica e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O influenciador<strong> PH Côrtes </strong>publicou um vídeo na última segunda-feira (16) celebrando a primeira vez em que participou de uma corrida e conquistou a primeira medalha de sua vida após percorrer 5 km em 29 minutos sem parar. Durante seu relato,<strong> PH</strong> lembrou que na época de escola não gostava das aulas de educação física e comemorou como isso mudou na vida adulta: &#8220;sempre vi esse lugar da prática de exercícios físicos como um lugar que não pertencia&#8221;, contou ele que além de frequentar rotineiramente a academia, também faz acompanhamento nutricional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu participei da minha primeira corrida e ganhei a primeira medalha da minha vida. Fiz 5 km em 29 minutos sem parar e eu estou muito feliz com isso&#8221;, celebrou. &#8220;Começou a vir um filme na mente porque ao contrário de muitos, eu nunca gostei de educação física. Eu sempre vi esse lugar da prática de exercícios físicos como um lugar que não pertencia. Eu lembro que nas aulas de educação física eu só queria ficar sentado no banco conversando e torcia para não ser escolhido para nada porque educação física é algo que faz eu me sentir exposto, me sentir vulnerável por ter uma coordenação motora toda ruim, todo estabanado, até que quatro anos atrás eu tomei a decisão que ia mudar minha vida, ia começar a fazer musculação. Eu sempre falo que isso mudou minha vida porque mudou minha postura, mudou meu condicionamento físico, mudou esteticamente meu físico, mas principalmente a minha confiança&#8221;, destacou PH ao lembrar como a prática de atividade física tem lhe proporcionado bem-estar geral.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="512" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-1024x512.png" alt="" class="wp-image-91382" style="width:896px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-1024x512.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-300x150.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-150x75.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-768x384.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-1536x768.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-2048x1024.png 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-840x420.png 840w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-696x348.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-1068x534.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/Capa-MN-3-1920x960.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">PH compartilhou uma imagem de quatro anos, quando começou os treinamentos, comparando com seu porte físico atual. </figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">O influenciador também reforçou a necessidade de compreender os processos da atividade física ao recordar quando começou a treinar na academia e com o tempo percebeu que preferia correr na rua ou em parques. Emocionado, ele afirmou que continua praticando atividade física, fazendo musculação e reforçou a importância de dar o primeiro passo para uma vida mais saudável: &#8220;Exercício físico muda vidas, mano. E eu não acreditava nisso quando comecei a fazer. E não aderi isso para minha vida de um modo superficial, com fins estéticos, que a gente tem, eu não vou ser hipócrita, a gente tem motivos estéticos. Mas quando você entende que não se trata só de corpo, mas se trata principalmente, de mente, velho. Isso muda tudo. Tô feliz&#8221;, finalizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PH Cortes</strong> revelou que após um ano de treinos, iniciou o acompanhamento nutricional com profissional especializado, aliando a rotina de exercícios físicos a uma alimentação saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Mãe busca com urgência doador de fígado para filha de 3 anos que precisa de transplante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2025 18:32:01 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Thuanny Cruz</strong>, mãe de <strong>Maria Júlia</strong>, 3, moradora do bairro Miguel Badra, em Suzano, região metropolitana de São Paulo, enfrenta uma corrida contra o tempo para salvar a vida da filha. A criança, que passou por um transplante de fígado quando tinha 1 ano e 7 meses devido a uma rara doença chamada atresia de vias biliares (AVB), agora precisa de um novo doador para ter uma vida saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A AVB é uma condição em que os ductos biliares — responsáveis por transportar a bile do fígado para o intestino — ficam obstruídos, impedindo o fluxo adequado. Após o primeiro transplante, <strong>Maria Júlia</strong> sofreu complicações, incluindo uma infecção crônica no órgão transplantado e uma intervenção intestinal que exigiu nova cirurgia. O tratamento com imunossupressores, necessários para evitar a rejeição do fígado, trouxe outro desafio: a criança desenvolveu PTLD (doença linfoproliferativa pós-transplante), um tipo de câncer associado ao uso prolongado do medicamento tacrolimus. Maria Júlia passou por oito sessões de quimioterapia e, segundo a mãe, foi curada. No entanto, os médicos afirmam que apenas um segundo transplante pode garantir sua sobrevivência a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thuanny não pode doar parte do próprio fígado por ser hipertensa e fazer uso de medicamentos e agora busca a solidariedade de voluntários compatíveis. Os requisitos para doação são: sangue O+, idade entre 18 e 50 anos, ausência de doenças crônicas e peso de até 75 kg.  Doadores compatíveis pode entrar em contato por telefone (Número na matéria do site).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família aguarda por um gesto que pode mudar o destino da pequena Maria Júlia. Enquanto isso, campanhas nas redes sociais seguem na tentativa de ampliar a busca por um doador compatível. Quem for compatível pode entrar em contato através do telefone: (11) 97328-7717.</p>
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