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	<title>Arquivos Saberes ancestrais - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Curso forma doulas pretas, indígenas e afroindígenas com saberes técnicos e ancestrais</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/curso-forma-doulas-pretas-indigenas-e-afroindigenas-com-saberes-tecnicos-e-ancestrais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 08:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de enfrentar o racismo e a viol&#234;ncia obst&#233;trica nos servi&#231;os de sa&#250;de, a forma&#231;&#227;o &#8220;Doulas Ikunle &#8211; Acolhimento Ancestral&#8221; anuncia a sua primeira turma pensada por e para mulheres pretas, ind&#237;genas e afroind&#237;genas. O curso une ci&#234;ncia e tradi&#231;&#227;o para fortalecer o cuidado perinatal em territ&#243;rios urbanos, rurais e comunit&#225;rios. Idealizado pelas [&#8230;]</p>
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<p>Com o objetivo de enfrentar o racismo e a violência obstétrica nos serviços de saúde, a formação <strong>&#8220;Doulas Ikunle – Acolhimento Ancestral&#8221; </strong>anuncia a sua primeira turma pensada por e para mulheres pretas, indígenas e afroindígenas. O curso une ciência e tradição para fortalecer o cuidado perinatal em territórios urbanos, rurais e comunitários.</p>



<p>Idealizado pelas doulas<strong> Alice Vitória </strong>e <strong>Mariana Borges</strong>, a formação começa no dia 31 de julho, data em que se celebra o <strong>Dia Internacional da Mulher Africana</strong>. O Ikunle tem a proposta de formar mulheres racializadas que desejam atuar de forma ética, segura e conectada com seus saberes no acompanhamento de gestantes, partos e puerpérios.</p>



<p>A jornada formativa inclui certificação de até 280 horas. São 31 aulas online ao vivo, uma imersão presencial de 4 dias na <strong>Kasa de Maat (RJ) </strong>e mentoria com estágio supervisionado. As participantes aprendem com um corpo docente formado por parteiras tradicionais, enfermeiras obstetras, psicólogas, fisioterapeutas e lideranças espirituais — todas pretas e indígenas —, oferecendo uma experiência profunda de aprendizado, acolhimento e cura coletiva.</p>



<p>&#8220;Eu vejo o curso de formação para Doulas Negras como um território de partilha, cuidado e construção coletiva. Um espaço feito por nós e para as nossas, onde valorizamos os saberes ancestrais e as práticas baseadas em evidências científicas. Aqui, reafirmamos o poder da comunidade no acolhimento das nossas histórias, dos nossos corpos e dos nossos nascimentos&#8221;, destaca Mariana, doula, coordenadora, docente e mentora da formação.</p>



<p>A formação também abre espaço para práticas tradicionais como o uso de ervas, rebozo, massagens, ginecologia natural, medicina chinesa e rituais ancestrais. O objetivo é promover uma formação integral, que reconhece a sabedoria de quem historicamente sempre cuidou, mas nem sempre foi valorizada como profissional.</p>



<p>Além de combater o racismo estrutural na saúde, o Ikunle atua na redução da mortalidade materna e infantil e fortalece redes comunitárias de cuidado. Para ampliar o acesso, a organização ofereceu bolsas para mulheres quilombolas, indígenas, periféricas e assentadas.</p>



<p>“O Curso de Formação de Doulas Ikunle é uma iniciativa revolucionária, concebida por e para mulheres negras e indígenas — aquelas que mais sofrem com a violência obstétrica e lideram as estatísticas de mortalidade materna no Brasil. Para além desse gesto curador de transformar nossos maiores desafios em fonte de potência, o curso coloca os saberes ancestrais do partejar africano como parte fundamental do conhecimento, promovendo um encontro entre tradição e ciência. Assim, fortalece-se a união entre o conhecimento científico atualizado e o resgate da subjetividade feminina como um elemento essencial no ciclo gravídico-puerperal”, afirma Laís, aluna afroindígena, mãe e assentada do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).</p>



<p>Houve uma seleção de bolsas para mulheres quilombolas, indígenas, periféricas e assentadas, garantindo acesso à formação e ampliando o impacto nas comunidades, mas já foi encerrada.&nbsp;</p>



<p><strong>As inscrições estão abertas pelo <a href="https://www.sympla.com.br/evento-online/formacao-de-doulas-ikunle-acolhimento-ankcestral/2920820?referrer=www.google.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sympla</a></strong>, com valores a partir de R$65. </p>
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		<title>Racismo prejudica metabolismo e dificulta perda de peso de mulheres negras, aponta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2025 08:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde emocional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Principais v&#237;timas de casos de racismo, mulheres negras sentem no corpo, na mente e no metabolismo as consequ&#234;ncias dessa viol&#234;ncia. Segundo o nutricionista Rafael Bastos, mestre em Cr&#237;tica Cultural e pesquisador em Sa&#250;de Coletiva pela UFBA, o estresse cr&#244;nico provocado pela discrimina&#231;&#227;o racial desencadeia uma s&#233;rie de altera&#231;&#245;es hormonais e metab&#243;licas que dificultam o emagrecimento [&#8230;]</p>
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<p>Principais vítimas de casos de racismo, mulheres negras sentem no corpo, na mente e no metabolismo as consequências dessa violência. Segundo o nutricionista <strong>Rafael Bastos</strong>, mestre em Crítica Cultural e pesquisador em Saúde Coletiva pela UFBA, o estresse crônico provocado pela discriminação racial desencadeia uma série de alterações hormonais e metabólicas que dificultam o emagrecimento e aumentam o risco de doenças como diabetes, hipertensão e depressão.</p>



<p>O nutricionista critica a abordagem tradicional que reduz o emagrecimento a &#8220;fechar a boca e malhar&#8221;. &#8220;Essa conduta centrada no modelo ‘foco, força e fé’ não acolhe a realidade socioemocional das mulheres negras&#8221;, afirma. &#8220;Desconsidera que o organismo feminino é complexo, sobretudo das mulheres negras que carregam em si não só questões biológicas, mas também psicossociais, que precisam ser levadas em consideração em qualquer conduta da área de saúde&#8221;, explica em entrevista para o <strong>Mundo Negro</strong>.</p>



<p>&#8220;Situações de discriminação disparam o estresse físico e emocional, aumentando o cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal, resistência à insulina e desequilíbrio da glicose&#8221;, lembra o especialista. Esse descontrole metabólico, por sua vez, abre caminho para uma série de complicações. &#8220;São inúmeras as condições de saúde que estão ligadas a essa questão, entre elas os adoecimentos cardiovasculares: pressão alta (hipertensão), inflamação crônica silenciosa, risco aumentado de AVC e infarto. Adoecimentos psicoemocionais como ansiedade, insônia, depressão, cansaço crônico, sentimento de incapacidade ou culpa sobretudo ligados a baixa autoestima corporal. Além de alterações intestinais e imunológicos como a disbiose intestinal, imunidade baixa que podem vulnerabilizar as mulheres negras a doenças e infecções&#8221;, detalha.</p>



<p>Na saúde mental, as consequências incluem ansiedade, insônia, depressão e uma sensação constante de cansaço. &#8220;Muitas mulheres recorrem a alimentos ultraprocessados e doces como forma de compensação emocional&#8221;, diz Bastos. &#8220;Sabe aquela vontade louca de atacar o chocolate no final do dia? Não é fraqueza, é seu corpo tentando sobreviver num sistema que te adoece.&#8221;</p>



<p>Para ele, é essencial que os profissionais de saúde adotem uma visão mais ampla, indo além da contagem de calorias. &#8220;Atualizando-se! Buscando um olhar holístico em relação ao cuidado e saindo da lógica biomédica da nutrição. Aproximando- se cada vez mais das questões sócio raciais que afetam a a população negra, buscando formas acolhedoras de orientar e conduzir que não reproduzam o discurso tecnicista que tenta universalizar o cuidado. Alimentação e nutrição não são receitas prontas, e entender que calorias, embora sejam um conceito importante, não são a única variável quando se trata de conduta para emagrecimento&#8221;.</p>



<p><strong>Linhas de cuidado que incorporem saberes ancestrais</strong></p>



<p>Entre as políticas públicas necessárias, ele destaca a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e defende a criação de linhas de cuidado que incorporem saberes ancestrais, como o uso de ervas medicinais e uma alimentação mais consciente.</p>



<p>&#8220;Precisamos combater o ‘nutricídio’, que é o genocídio do povo negro pelo consumo excessivo da comida do colonizador, e incentivar que mais profissionais de saúde sejam verdadeiramente antirracistas&#8221;, conclui. Para Bastos, o emagrecimento da mulher negra não é uma questão apenas biológica, mas <strong>biopsicossocial</strong> — ou seja, envolve corpo, mente e sociedade.</p>



<p>Os dados mais recentes do IBGE mostram que, pela primeira vez desde 1991, a soma de pessoas que se declaram pretas (10,2%) e pardas (45,3%) superou a população branca (43,5%). No entanto, junto com esse fortalecimento identitário, os casos de denúncias por racismo aumentaram 67%, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. E esse cenário tem um impacto direto na saúde.</p>



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