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	<title>Arquivos Revolta dos Malês - Mundo Negro</title>
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	<title>Arquivos Revolta dos Malês - Mundo Negro</title>
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		<title>‘Malês’, filme de Antonio Pitanga sobre o levante contra a escravidão no Brasil, estreia hoje nos cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 09:25:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com dire&#231;&#227;o e atua&#231;&#227;o de Antonio Pitanga, o filme &#8216;Mal&#234;s&#8217;, estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas do Brasil. O longa transporta o p&#250;blico para a Salvador de 1835, palco da Revolta dos Mal&#234;s, quando africanos mu&#231;ulmanos organizaram o maior levante contra a escravid&#227;o no Brasil. De acordo com a sinopse, a produ&#231;&#227;o apresenta as dif&#237;ceis [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com direção e atuação de <strong>Antonio Pitanga</strong>, o filme <strong>&#8216;Malês&#8217;</strong>, estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas do Brasil. O longa transporta o público para a Salvador de 1835, palco da <a href="https://mundonegro.inf.br/cranio-de-lider-da-revolta-dos-males-exposto-em-museu-de-harvard-deve-ser-devolvido-ao-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Revolta dos Malês</strong>,</a> quando africanos muçulmanos organizaram o maior levante contra a escravidão no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a sinopse, a produção apresenta as difíceis condições de vida de homens e mulheres negros no século XIX. A revolta, que aconteceu no final do Ramadã, reuniu africanos escravizados e libertos em um levante histórico que, apesar da repressão violenta, permanece como símbolo da luta pela liberdade e pela dignidade da população negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa começa no Reino de Oyó, em 1830, quando <strong>Dassalu (Rocco Pitanga)</strong> e <strong>Abayome (Samira Carvalho)</strong> têm o casamento interrompido por uma invasão. Capturados e separados, os dois são levados ao Brasil pelo tráfico atlântico. Em Salvador, Dassalu é vendido para a cruel fazendeira <strong>Mamãe A (Patrícia Pillar) </strong>e encontra no líder <strong>Ahuna (Rodrigo de Odé)</strong> forças para resistir e tentar reencontrar sua noiva.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="tkJA-pN5eno"><iframe title="Malês | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/tkJA-pN5eno?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">Antonio Pitanga interpreta <strong>Pacífico Licutan</strong>, liderança real do movimento que reforçava a união de diferentes tribos e religiões contra a escravidão. Outros personagens históricos também estão presentes, como <strong>Sabina (Camila Pitanga), Manoel Calafate (Bukassa Kabengele), Vitório Sule (Heraldo de Deus) e Luís Sanim (Thiago Justino)</strong>. O elenco traz ainda <strong>Wilson Rabelo, Edvana Carvalho e Indira Nascimento</strong> em papéis que revelam diferentes visões da resistência e da vida negra naquele período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mostrar a crueldade e a violência da maneira que esses negros foram tratados é necessário. Não era uma violência gratuita, era parte do contexto e da narrativa que “Malês” está contando. A gente teve que ter cuidado, eu e a roteirista Manuela Dias, para mostrarmos a real situação dos anos do século XIX. São cenas necessárias de serem mostradas, não como um veículo de venda, de aproveitamento, de promoção. O filme é exatamente uma proposta narrativa de você descortinar e dar luz à escuridão, e revelar a realidade vivida no século XIX”, afirmou Antonio Pitanga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filmado em Salvador, Cachoeira (BA) e Maricá (RJ), o longa tem produção de Flávio Ramos Tambellini, fotografia de Pedro Farkas e produção associada de Cacá Diegues e Lázaro Ramos. A realização é da Tambellini Filmes, em parceria com Obá Cacauê Produções, Gangazumba Produções, RioFilme e Globo Filmes.</p>
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		<title>Busca em Salvador pode revelar cemitério com mais de 100 mil escravizados, o maior da América Latina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 12:37:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As buscas arqueol&#243;gicas iniciadas nesta quarta-feira (14) no estacionamento da Santa Casa Bahia, em Salvador, podem revelar o maior cemit&#233;rio de escravizados da Am&#233;rica Latina. Estima-se que at&#233; 150 mil corpos de pessoas escravizadas, pobres, suicidas e outros marginalizados tenham sido enterrados no local entre os s&#233;culos 18 e 19. De acordo com a pesquisadora&#160;Silvana [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As buscas arqueológicas iniciadas nesta quarta-feira (14) no estacionamento da <strong>Santa Casa Bahia</strong>, em Salvador, podem revelar o maior cemitério de escravizados da América Latina. Estima-se que até 150 mil corpos de pessoas escravizadas, pobres, suicidas e outros marginalizados tenham sido enterrados no local entre os séculos 18 e 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pesquisadora <strong>Silvana Oliveiri</strong>, responsável pela identificação do cemitério no terreno da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, estudos preliminares indicam a possibilidade de 80 mil a 150 mil corpos no local. A equipe arqueológica pretende encontrar pelo menos parte das ossadas nos próximos dez dias. A arqueóloga <strong>Jeanne Almeida</strong>, integrante do projeto, afirmou ao jornal Correio da Bahia que o cemitério pode ser o maior da América Latina e o mais antigo do Brasil, datando do século 18. &#8220;Já escolhemos locais pontuais com maior potencial arqueológico para as intervenções. Vamos trabalhar até localizar os indivíduos que buscamos&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se confirmada a existência do cemitério, outras áreas de Salvador poderão ser investigadas, como o <strong>Largo do Campo da Pólvora</strong>, onde escravizados muçulmanos foram assassinados durante a Revolta dos Malês (1835). A <strong>Conen</strong> (Coordenação Nacional de Entidades Negras) já pede a renomeação da estação de metrô local para <em>&#8220;Estação Campo da Pólvora Malês&#8221;</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã de quarta, líderes religiosos, pesquisadores e autoridades participaram de um ato inter-religioso no local. A promotora de Justiça <strong>Lívia Sant’Anna Vaz</strong> (MP-BA) destacou a importância simbólica da iniciativa: &#8220;Não temos notícia de nenhum achado como esse que tenha incluído um ato religioso para pedir licença e agô [permissão espiritual]. Essa é uma forma de resgatar nossa história. Hoje, 14 de maio, é considerado o dia que nunca acabou pelos movimentos negros, porque não houve libertação efetiva em termos de dignidade. Nossa libertação está por vir.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Samuel Vida</strong>, professor de Direito da UFBA, ressaltou a dimensão espiritual da descoberta: <em>&#8220;Essas pessoas foram enterradas sem ritos funerários ou dignidade. Entendemos que também nesse plano cabem reparações.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">As escavações ocorrerão de segunda a sábado, das 7h às 16h, com expectativa de resultados preliminares em até dez dias.</p>
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		<title>Crânio de líder da Revolta dos Malês exposto em museu de Harvard deve ser devolvido ao Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2025 16:50:03 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">O crânio de um dos líderes da <strong>Revolta dos Malês</strong>, levado ilegalmente para os Estados Unidos há 190 anos, pode ser repatriado ao Brasil ainda em 2025. O objeto, que integra a coleção do<em> Museu Peabody</em>, da Universidade de Harvard, é alvo de negociações entre o governo brasileiro, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Centro Cultural Islâmico da Bahia (CCIB). A devolução do crânio, considerado um patrimônio histórico e simbólico da luta negra e islâmica no país, ocorreria durante as celebrações dos 190 anos da revolta, um dos maiores levantes de pessoas escravizadas nas Américas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador (BA) nos dias 24 e 25 de janeiro de 1835, foi um movimento organizado majoritariamente por negros muçulmanos, muitos deles alfabetizados em árabe. O termo &#8220;malê&#8221; deriva da palavra iorubá &#8220;imalê&#8221;, que significa &#8220;muçulmano&#8221;. A revolta, inspirada na Revolução Haitiana, buscava a libertação do povo negro e a independência do jugo colonial. Apesar de reprimida violentamente, o levante deixou um legado de resistência e luta pela liberdade que ecoa até os dias atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crânio em questão pertenceu a um dos líderes da revolta, cuja identidade ainda não foi totalmente esclarecida. Ele foi roubado do Brasil por <strong>Gideon Theodore Snow</strong>, um diplomata americano que atuou como vice-cônsul em Alagoas e cônsul em Pernambuco na década de 1840. Snow entregou o crânio ao Museu Peabody, onde permanece exposto como parte de uma coleção que inclui restos mortais de cerca de 19 indivíduos escravizados no Brasil e no Caribe, além de milhares de nativos americanos, que foram utilizados como &#8216;objeto de pesquisa&#8217;  de eugenistas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A existência do crânio foi revelada em 2022, após a publicação do livro <em>Masters of the Health: Racial Science and Slavery in U.S. Medical Schools</em>, do historiador Christopher Willoughby. A descoberta mobilizou pesquisadores e lideranças religiosas, que passaram a exigir a repatriação do objeto. Em novembro de 2023, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) formalizou um grupo de trabalho, batizado de GT Arakunrin — termo iorubá que significa &#8220;irmão&#8221; ou &#8220;companheiro&#8221; —, para acelerar as negociações com Harvard.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Próximos passos</strong><br>Quando o crânio retornar ao Brasil, ele será submetido a estudos para determinar a idade aproximada do líder e realizar um teste de DNA, que pode revelar mais sobre a origem étnica dos participantes da revolta. Um escaneamento 3D também está planejado para reconstituir o rosto do Arakunrin, como é chamado o líder pelos membros do GT. Após os estudos, o crânio será enterrado de acordo com os rituais fúnebres islâmicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A repatriação do crânio se soma a outros recentes esforços do Brasil para resgatar seu patrimônio histórico, como a devolução do Manto Tupinambá, em 2023, após mais de 300 anos no Museu Nacional da Dinamarca, e do fóssil do dinossauro <em>Ubirajara jubatus</em>, restituído pela Alemanha no mesmo ano.</p>
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