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	<title>Arquivos representatividade negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Fri, 21 Aug 2026 11:12:31 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos representatividade negra - Mundo Negro</title>
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		<title>Yahya Abdul-Mateen II critica Marvel por cancelar produções com protagonistas negros</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/yahya-abdul-mateen-ii-critica-marvel-cancelar-magnum/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:57:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ator Yahya Abdul-Mateen II, protagonista de Magnum (Wonder Man), criticou a decis&#227;o da Marvel de cancelar a s&#233;rie antes de uma segunda temporada e afirmou que a interrup&#231;&#227;o de produ&#231;&#245;es protagonizadas por atores negros produz uma percep&#231;&#227;o negativa sobre o est&#250;dio. Em entrevista &#224; Vanity Fair, o ator declarou: &#8220;Se eu fosse a Disney, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ator Yahya Abdul-Mateen II, protagonista de <em>Magnum</em> (<em>Wonder Man</em>), criticou a decisão da Marvel de cancelar a série antes de uma segunda temporada e afirmou que a interrupção de produções protagonizadas por atores negros produz uma percepção negativa sobre o estúdio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à <em>Vanity Fair</em>, o ator declarou: “Se eu fosse a Disney, se eu fosse a Marvel, eu não gostaria de estar associado a essa imagem”. Para Abdul-Mateen II, a resposta para mudar essa percepção passa pelo investimento em produções com boas histórias e recursos de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não tenha mencionado <em>Blade</em> diretamente, o comentário acontece em meio a outros projetos da Marvel com protagonismo negro que enfrentaram mudanças ou interrupções. O filme <em>Blade</em>, estrelado por Mahershala Ali, também passou por um longo processo de desenvolvimento e alterações antes de sua produção.</p>



<h2 id="h-yahya-defende-continuidade-de-magnum" class="wp-block-heading"><strong>Yahya defende continuidade de “Magnum”</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cancelada pela Marvel antes de ganhar uma segunda temporada, <em>Magnum</em> acompanha Simon Williams, personagem conhecido nos quadrinhos como Wonder Man. Na série, ele é apresentado como um ator que busca oportunidades em Hollywood enquanto tenta lidar com poderes que ainda não consegue controlar completamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Yahya, a produção tinha elementos suficientes para continuar. O ator destacou a qualidade da história, dos recursos e do elenco, além da recepção do público e do reconhecimento obtido pela série.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nossa série merece ser estudada, com informações reais e concretas sobre por que uma série como essa não continuou”, afirmou em entrevista à Vanity Fair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica de Abdul-Mateen II questiona o espaço destinado a personagens negros dentro de grandes franquias de entretenimento e as decisões de investimento que determinam quais histórias chegam a ganhar continuidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Presença de pessoas negras sofre retrocesso histórico em campanhas de grandes marcas nas redes sociais</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/presenca-negra-retrocesso-comunicacao-marcas-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presença negra na publicidade cai para 32,5% e atinge o pior nível desde 2018. Entenda o retrocesso histórico e a falta de diversidade nas marcas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A diversidade na comunicação das marcas atingiu seu pior nível no Brasil desde 2018, ano em que foi lançada a primeira edição do levantamento<strong> “Diversidade na Comunicação de Marcas em Redes Sociais”</strong>. A conclusão é do 8º ciclo da pesquisa realizada pelo Buzzmonitor em parceria com a SA365 e a Elife, que analisou 10.299 postagens publicadas por 261 perfis dos 20 maiores anunciantes do país. Os dados revelam um retrocesso histórico na representatividade e expõem o avanço do branqueamento nas peças publicitárias digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, conteúdos que retratam recortes diversos registram, em mídia orgânica, um engajamento médio quase 30% superior em relação àqueles que exibem exclusivamente grupos hegemônicos. Mesmo com a resposta positiva do público, o levantamento aponta uma distância gritante entre o desempenho observado nas plataformas e as escolhas de representação feitas pelas marcas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito racial, a disparidade é alarmante. Pessoas brancas figuraram em 63,8% das publicações analisadas, subindo de posição em relação ao ciclo anterior. Já a <strong>participação de pessoas negras caiu para 32,5%</strong>, registrando índice inferior ao de 2025 e ficando muito aquém da composição populacional do país, onde pretos e pardos somam 55,5% dos habitantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Outros grupos étnico-raciais mantêm dinâmicas distintas: a presença asiática subiu para 12,1%, impulsionada por conteúdos de entretenimento importado como K-dramas e doramas, enquanto indígenas permanecem invisibilizados, presentes em apenas 0,2% das postagens e retratados quase que obrigatoriamente sob estereótipos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também expõe a baixa autonomia e o isolamento dos grupos minoritários nas peças. Pessoas brancas aparecem exclusivamente entre si em 70,3% das imagens em que estão presentes. <strong>Quando pessoas negras figuram nos anúncios, em 49,5% das vezes surgem acompanhadas por pessoas brancas, sinalizando uma constante necessidade de validação por parte dos grupos hegemônicos. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a análise qualitativa revela a repetição de papéis limitantes para a população negra: homens negros são frequentemente confinados ao universo esportivo ou a anúncios de telecomunicações, enquanto mulheres negras aparecem predominantemente associadas a programas sociais de jovem aprendiz ou a produtos específicos de beleza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse encolhimento da representatividade ignora o impacto da economia no país. A população negra brasileira movimenta cerca de R$ 1,9 trilhão por ano em bens e serviços, contudo 32% desses consumidores declaram não se sentir representados pela publicidade. Os desdobramentos comerciais desse desalinhamento são diretos: 59% dos negros afirmam já ter deixado de comprar produtos por conta de anúncios inadequados, 46% apontam que boicotariam marcas desrespeitosas à causa e 60% declaram disposição para pagar mais por marcas que apoiem a equidade racial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A retração observada nas campanhas corporativas repercute diretamente na visibilidade do mercado digital. Em uma divulgação recente que mapeou os <strong>20 criadores de conteúdo brasileiros com o maior engajamento acumulado no Instagram em 2026</strong>, a Tia Milena figura como a única pessoa negra na lista, ocupando a última posição da sequência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário digital reforça que, mesmo em um ecossistema impulsionado pelo consumo e engajamento popular, as barreiras do mercado publicitário continuam a privar influenciadores e profissionais negros do devido reconhecimento e dos investimentos centrais da comunicação brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Vini Jr. renova contrato com o Real Madrid até 2032 </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/vini-jr-renova-contrato-real-madrid-2032/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 16:54:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O clube espanhol anunciou nesta quinta-feira (6) a renova&#231;&#227;o do contrato do atacante brasileiro Vin&#237;cius J&#250;nior por mais seis temporadas, at&#233; 30 de junho de 2032, encerrando as especula&#231;&#245;es sobre seu futuro. Vini Jr. chegou ao Real Madrid em julho de 2018, aos 18 anos, ap&#243;s deixar o Flamengo. Desde ent&#227;o, consolidou sua trajet&#243;ria como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O clube espanhol anunciou nesta quinta-feira (6) a renovação do contrato do atacante brasileiro Vinícius Júnior por mais seis temporadas, até 30 de junho de 2032, encerrando as especulações sobre seu futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vini Jr. chegou ao Real Madrid em julho de 2018, aos 18 anos, após deixar o Flamengo. Desde então, consolidou sua trajetória como um dos principais nomes da equipe ao longo de oito temporadas, onde disputou 375 partidas, marcando o total de 128 gols e conquistando 14 títulos pelo clube.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre eles estão duas edições da Liga dos Campeões da UEFA, nas quais balançou as redes nas finais vencidas pelo Real Madrid, em Paris (2022) e Londres (2024).</p>



<h2 id="h-protagonismo-dentro-e-fora-de-campo" class="wp-block-heading"><strong>Protagonismo dentro e fora de campo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vini Jr. também acumulou importantes reconhecimentos individuais em 2024, quando recebeu o prêmio de Melhor Jogador do Mundo da FIFA (The Best) e foi eleito o melhor jogador da Copa Intercontinental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A renovação reforça a confiança do Real Madrid no atleta que se tornou peça central do elenco, e o novo vínculo amplia a permanência do jogador brasileiro no clube por mais cinco anos em relação ao contrato anterior, que era válido até 2027. Caso cumpra o acordo até o fim, o atacante completará 14 temporadas defendendo a equipe espanhola.</p>



<h2 id="h-renovacao-inclui-valorizacao-salarial-e-bonus-por-desempenho" class="wp-block-heading"><strong>Renovação inclui valorização salarial e bônus por desempenho</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A renovação do contrato também representa uma valorização financeira para o atacante. Segundo informações divulgadas pelo Globo Esporte, as negociações envolveram não apenas a extensão do vínculo, mas também um reajuste salarial e bônus relacionados ao novo acordo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a apuração, o atacante defendia uma remuneração compatível com sua importância no elenco e com a proximidade do encerramento do contrato anterior, que era válido até junho de 2027.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o novo vínculo, Vini Jr. passará a receber 20 milhões de euros por temporada, cerca de R$118,7 milhões por ano, valor que corresponde ao teto salarial estabelecido pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, para o elenco principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contrato também prevê bonificações relacionadas à assinatura do novo vínculo, metas individuais e cláusulas de permanência, o que pode elevar o valor total recebido pelo camisa 7 ao longo dos próximos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Thelma Assis entra no radar da Globo como grande aposta para substituir Ana Maria e Patrícia Poeta </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/thelma-assis-ganha-espaco-globo-apresentadora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 16:47:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A campe&#227; do BBB 20, m&#233;dica e comunicadora, Thelma Assis, est&#225; participando de um processo de prepara&#231;&#227;o da TV Globo para ampliar sua atua&#231;&#227;o como apresentadora. Segundo informa&#231;&#245;es divulgadas pela jornalista Carla Bittencourt, do portal L&#233;o Dias, a emissora vem desenvolvendo Thelma para integrar a escala de apresentadores das chamadas &#8220;super manh&#227;s&#8221;, faixa que re&#250;ne [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A<strong> </strong>campeã do BBB 20, médica e comunicadora, Thelma Assis, está participando de um processo de preparação da TV Globo para ampliar sua atuação como apresentadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações divulgadas pela jornalista Carla Bittencourt, do portal Léo Dias, a emissora vem desenvolvendo Thelma para integrar a escala de apresentadores das chamadas &#8220;super manhãs&#8221;, faixa que reúne atrações como Mais Você e Encontro. A ideia, de acordo com a apuração, é que ela esteja preparada para assumir os programas em períodos de férias, folgas ou ausências das apresentadoras titulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento acontece dentro de uma estratégia da Globo de ampliar seu grupo de comunicadores e preparar novos nomes para diferentes formatos da televisão. Atualmente, ela faz parte do elenco da emissora e integra o Bem Estar, espaço em que une sua formação na medicina com a comunicação.</p>



<h2 id="h-formacao-e-novos-caminhos-na-comunicacao" class="wp-block-heading"><strong>Formação e novos caminhos na comunicação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte desse processo de desenvolvimento profissional, a ex-BBB participou recentemente da Oficina Cria Globo, treinamento interno voltado para a preparação de apresentadores da emissora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa reúne profissionais da casa para aprimorar habilidades relacionadas a formatos ao vivo, interação com o público e diferentes linguagens da televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Carla Bittencourt, a Globo avalia Thelma como um nome com potencial de crescimento por sua comunicação espontânea, carisma e conexão construída com o público desde sua participação no reality show.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica-comunicadora se tornou uma das figuras de maior projeção da televisão brasileira nos últimos anos. Após vencer o BBB 20, construiu uma carreira que combina entretenimento, saúde e informação, ocupando novos espaços na comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A assessoria da artista informou que não tinha novidades sobre possíveis mudanças na carreira da apresentadora e destacou que ela segue atuando no Bem Estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Powerlist Mundo Negro 2026 chega a sua 5ª edição celebrando o talento das mulheres negras brasileiras  </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/powerlist-mundo-negro-2026-celebra-talento-mulheres-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 17:13:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[A Nobreza do Amor]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[julho das pretas]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Hoje foi dia de celebração, encontros potentes e afirmação do protagonismo de mulheres negras que estão transformando o Brasil. No ano em que completa sua quinta edição, a <strong>Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias</strong> voltou ao Rio de Janeiro, local onde a primeira edição do prêmio foi realizada. O encontro reuniu homenageadas, executivas, artistas e lideranças em um brunch especial na sede da L’Oréal Brasil, como parte das celebrações do Julho das Pretas, Latino-Americanas e Caribenhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que me move é exaltar o talento de outras mulheres. Mulheres que, como eu, trabalham não pela egotrip de aparecer, mas para impactar a comunidade e o mundo. De 2022 até aqui, já homenageamos 40 mulheres de diversas áreas, incluindo medicina e ciência. No ano passado, somamos ao júri técnico o voto popular, para receber indicações de mulheres incríveis de todo o país que mudam histórias dentro e fora da nossa comunidade.&#8221;, celebrou Silvia Nascimento, fundadora e Head de Conteúdo do Mundo Negro e anfitriã da premiação.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="707" data-id="97585" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-1024x707.jpeg" alt="" class="wp-image-97585" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-1024x707.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-300x207.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-150x104.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-768x530.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-1536x1060.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-609x420.jpeg 609w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-218x150.jpeg 218w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-696x480.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-1068x737.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56-100x70.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/52ee1810-d5ba-4032-8580-433434a24f56.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>





<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" data-id="97582" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2820-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-97582" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2820-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2820-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2820-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2820-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" data-id="97574" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2459-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-97574" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2459-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2459-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2459-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2459-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">O evento contou com o patrocínio do <strong>Grupo L&#8217;Oréal e da TV Globo </strong>— representada pela parceria com a novela das seis <em>A Nobreza do Amor</em>.</p>



<h2 id="h-homenagem-as-vencedoras-da-premiacao" class="wp-block-heading"><strong>Homenagem às vencedoras da premiação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com a marca histórica de quase 20 mil votos computados ao longo de suas fases e 854 indicações, a premiação reforçou o papel de dar visibilidade a trajetórias de excelência de mulheres negras. A entrega dos troféus promoveu momentos de intensa emoção. Conduzidas por Silvia Nascimento e pelo trio de entregas no palco — composto pela Dra. Katleen Conceição, pela executiva Aline Lima, por Livia (Diretora de Marketing Digital da L&#8217;Oréal) e pela atriz Duda Santos —, as premiadas compartilharam mensagens marcantes ao receberem seus reconhecimentos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2453-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-97575" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2453-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2453-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2453-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2453-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Representando a categoria Ciência, Tecnologia e Inovação, a cientista da computação Nina da Hora foi aplaudida por sua atuação na democratização da tecnologia e no combate a viéses algorítmicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A gente trabalha tanto que não vê onde está chegando. A gente só vê quando acontece um problema ou uma homenagem como essa” , declarou Nina da Hora.</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/Dbej9CUxlCw/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/Dbej9CUxlCw/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<p class="wp-block-paragraph">Outras homenageadas do júri técnico incluíram a escritora Conceição Evaristo (Trajetória Transformadora) e a cantora Urias (Cultura, Artes e Entretenimento), que enviaram mensagens especiais em vídeo, além da empresária Val Benvindo (Diversidade e Impacto Social) e Eduarda Vieira (Liderança Corporativa).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas categorias decididas pelo público, o afroempreendedorismo mostrou sua força de mobilização. Celebrada como Empreendedora do Ano, Fany Miranda subiu ao palco para receber o troféu entregue pela atriz Duda Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu fui uma pessoa em situação de rua. Não tive essas mulheres comigo na época e hoje é um privilégio estar aqui. [&#8230;] Sou muito honrada pelas mulheres que vieram antes de mim e abriram as portas. A gente tem a obrigação de deixar essa porta aberta para que outras venham e passem.&#8221; ressaltou Fany Miranda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A votação popular também consagrou Cicih Lima (Criadora Digital), Letícia Maria (Profissional da Beleza), Saint Clair Cezar (Destaque em Gastronomia) e Madá Negrif (Profissional da Moda).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-97562" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar-1920x1280.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2504-Editar.jpg 2040w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Cultne</figcaption></figure>



<h2 id="h-o-poder-da-autoconfianca" class="wp-block-heading"><strong>O poder da autoconfiança</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A programação de talks foi aberta com o painel Power Talks Kérastase, mediado por Silvia Nascimento, trazendo reflexões sobre como a autoconfiança impacta a presença e o crescimento de mulheres negras no mercado e na sociedade. O diálogo contou com a participação da escritora Luanda Vieira e de Eduarda Vieira, Head de Comunicação na L&#8217;Oréal no Brasil e uma das homenageadas do dia na categoria Liderança Corporativa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2362-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-97573" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2362-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2362-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2362-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2362-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Eduarda Vieira, Silvia Nascimento e Luanda Viera &#8211; Fotos: Cultne </figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o papo, as convidadas abordaram como a construção de redes de apoio e mentoria fortalecem a caminhada profissional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Representatividade nada mais é do que a gente se sentir possível, [&#8230;] e quando a gente se sente possível ninguém para a gente de fato, quando a gente entende que existem outras pessoas em lugares que a gente gostaria de chegar, a gente realmente entende que também fomos feitos para estar lá”, afirmou Luanda Vieira.&nbsp;</p>



<h2 id="h-mulheres-negras-na-teledramaturgia-nbsp" class="wp-block-heading"><strong>Mulheres negras na teledramaturgia&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Encerrando a sequência de painéis, o segundo talk do dia foi mediado pela jornalista Laís Gomes e trouxe ao palco a atriz Duda Santos, protagonista da novela <em>A Nobreza do Amor</em>, e Larissa Régia, gerente de Marketing da TV Globo. Elas destacaram a importância do protagonismo negro em histórias exibidas em horário nobre e a presença de lideranças negras na construção das narrativas nos bastidores da mídia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2859-1024x684.jpg" alt=" Duda Santos, Laís Gomes e Larissa Regis - Fotos Cultne " class="wp-image-97569" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2859-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2859-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2859-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/DSC_2859-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Duda Santos, Laís Gomes e Larissa Regis &#8211; Fotos Cultne</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando uma criança me vê na rua, não vê apenas uma atriz ou uma princesa. Acho que vê possibilidade e esperança também. [&#8230;] Entrar na casa das pessoas todos os dias e mostrar para as crianças que muita coisa é possível é muito potente. A gente tem um poder imenso nas mãos. A gente colabora para um futuro melhor.”, concluiu Duda Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Lizzo celebra estreia na capa da Sports Illustrated Swimsuit: “Sexy, gorda e fabulosa” </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/lizzo-capa-sports-illustrated-swimsuit/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:56:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade corporal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cantora celebra conquista, relembra a falta de diversidade corporal em sua inf&#226;ncia e responde a quem se incomoda com sua presen&#231;a na publica&#231;&#227;o. Lizzo &#233; a estrela da capa digital de julho de 2026 da Sports Illustrated Swimsuit. Fotografada por Robin Harper em Miami, nos Estados Unidos, a cantora e empres&#225;ria aparece pela primeira vez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Cantora celebra conquista, relembra a falta de diversidade corporal em sua infância e responde a quem se incomoda com sua presença na publicação.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lizzo é a estrela da capa digital de julho de 2026 da <em>Sports Illustrated Swimsuit</em>. Fotografada por Robin Harper em Miami, nos Estados Unidos, a cantora e empresária aparece pela primeira vez na capa da publicação usando peças de diferentes marcas, incluindo sua linha Yitty Swim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista de capa conduzida por Mickey Boardman, diretor editorial da <em>Paper Magazine</em>, Lizzo contou que acompanhava a edição de moda praia desde a infância, mas não imaginava que uma pessoa com seu tipo de corpo pudesse ocupar aquele espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção da cantora está ligada à história da publicação, marcada durante décadas pelo protagonismo de mulheres brancas e magras. Pessoas negras e gordas chegaram às capas de forma tardia e ainda pouco frequente: Tyra Banks se tornou a primeira mulher negra a aparecer na capa em 1996 e, no ano seguinte, protagonizou a primeira capa solo de uma modelo negra. Já Ashley Graham foi a primeira modelo plus size a conquistar a edição, em 2016. Os marcos são reconhecidos pela própria Sports Illustrated Swimsuit em sua retrospectiva sobre diversidade corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 38 anos, Lizzo faz história ao ser a primeira mulher negra e gorda na capa. Para ela, a imagem mostra como as referências ligadas à beleza, à confiança e ao conceito de “corpo de moda praia” se transformaram desde sua infância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A artista também destacou a diversidade apresentada no desfile da revista durante a Swim Week, em maio. A programação reuniu pessoas com diferentes corpos, incluindo grávidas, e contou com uma apresentação musical de Lizzo, que também exibiu peças da Yitty Swim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a cantora, a capa representa o encontro de dois projetos que ela já imaginava próximos. Ao desenvolver a Yitty Swim, Lizzo acreditava que a linguagem da marca poderia dialogar com a <em>Sports Illustrated Swimsuit</em> e afirmou ter, de certa forma, “manifestado” essa conquista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comentar as possíveis reações à imagem, Lizzo descreveu a própria presença na capa como “sexy, gorda e fabulosa”. Em vez de reduzir sua expressão diante das críticas, deixou uma resposta direta para quem se sentir incomodado:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uau&#8230; ver essa capa, com meu visual sexy, gordo e fabuloso usando meu traje de banho da Yitty, pode incomodar algumas pessoas. Mas, sabe&#8230; que continuem incomodadas.&#8221;, afirmou a Paper Magazine.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a artista, a confiança não depende de um modelo específico de corpo ou traje de banho, mas da liberdade de cada pessoa para se sentir bem com suas escolhas. Depois de alcançar diferentes objetivos profissionais, Lizzo afirmou que agora busca sonhos mais pessoais, ligados ao bem-estar, à alegria e ao direito de aproveitar a vida no próprio corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Modelos negras nordestinas que conquistam as passarelas globais</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/modelos-negras-nordestinas-passarelas-globais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:17:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Julho das Pretas]]></category>
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		<category><![CDATA[representatividade negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Monique Lemos, Amira Pinheiro e Iasmin Reis deixaram Salvador e S&#227;o Lu&#237;s para construir trajet&#243;rias no Brasil e no exterior. Em entrevistas exclusivas ao Mundo Negro, elas refletem sobre ra&#237;zes, representatividade e os caminhos abertos para outras meninas negras nordestinas. De Salvador e S&#227;o Lu&#237;s, para campanhas, editoriais e passarelas de diferentes pa&#237;ses. As trajet&#243;rias [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Monique Lemos, Amira Pinheiro e Iasmin Reis deixaram Salvador e São Luís para construir trajetórias no Brasil e no exterior. Em entrevistas exclusivas ao Mundo Negro, elas refletem sobre raízes, representatividade e os caminhos abertos para outras meninas negras nordestinas.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">De Salvador e São Luís, para campanhas, editoriais e passarelas de diferentes países. As trajetórias de Monique Lemos, Amira Pinheiro e Iasmin Reis mostram uma nova geração de modelos negras nordestinas que tem ampliado sua presença na moda brasileira e internacional sem deixar para trás os territórios, as referências familiares e as experiências que formaram suas identidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenham histórias distintas, as três compartilham uma história semelhante: deixaram suas cidades ainda jovens, enfrentaram a distância da família e precisaram se adaptar a novos idiomas, culturas e dinâmicas profissionais. Ao mesmo tempo, transformaram suas origens em parte fundamental da maneira como se apresentam ao mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevistas exclusivas ao Mundo Negro, Monique e Amira falaram sobre o início da carreira, os desafios da atuação internacional e a importância de suas conquistas para o imaginário de meninas negras do Nordeste. A reportagem também apresenta a trajetória de Iasmin, modelo baiana radicada em Nova York que já trabalhou com algumas das maiores grifes do mundo.</p>



<h2 id="h-da-venda-de-peixes-fritos-a-moda-internacional" class="wp-block-heading"><strong>Da venda de peixes fritos à moda internacional</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de ingressar na moda, Monique Lemos vendia peixe frito nas praias de Salvador. Aos 13 anos, carregava bandejas sob o sol durante uma jornada que começava pela manhã e terminava no início da noite. Parte do dinheiro era usado para ajudar a família. Foi com o valor recebido naquele trabalho que também comprou seu primeiro salto alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moradora de Mirantes de Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, Monique foi descoberta por Vivaldo Marques e teve uma das primeiras oportunidades no Afro Fashion Day, iniciativa do jornal Correio, dedicada à valorização da estética e dos talentos negros na moda. Posteriormente, mudou-se para São Paulo para investir na carreira, conciliando a preparação profissional com os estudos de inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A modelo também integrou o elenco do videoclipe de “Me Gusta”, de Anitta, gravado em Salvador, e passou a construir uma trajetória que a levou a diferentes mercados da moda. Para ela, a percepção de que o sonho estava se tornando realidade surgiu quando começou a ocupar espaços que antes pareciam distantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando percebi que estava saindo do lugar onde tão poucas pessoas têm oportunidade, quando passei a andar em ambientes que nunca imaginei conhecer e comecei a ver o sucesso do meu trabalho, percebi que estava no caminho certo”, contou ao Mundo Negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conquista dessas oportunidades, no entanto, também exigiu aprender a viver longe de casa. Monique aponta a distância da família como um dos aspectos mais difíceis da carreira internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu senti e ainda sinto muita falta deles, mas sempre penso: é pela minha família. Também enfrentei o desafio do dia a dia, da língua, de aprender outros idiomas, conhecer novos costumes, lugares e culturas diferentes. Tudo isso é muito novo. Conhecer pessoas e precisar me adaptar não é fácil, mas eu sempre penso: é pelo meu trabalho”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família esteve presente desde os primeiros passos. Quando Monique viajou para São Paulo no início da carreira, levou parte do dinheiro que havia conseguido trabalhando na praia e recebeu do pai metade do salário dele para completar os custos da viagem. Hoje, a modelo busca retribuir esse apoio e proporcionar melhores condições de vida aos pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua relação com o Subúrbio Ferroviário também permanece como parte de sua identidade, como lembrança do ponto de partida, e referência afetiva e formadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É algo interno, que vem de dentro de mim. Nunca vou me esquecer de onde eu vim, das coisas que passei e das bandejas de peixe que carreguei debaixo do sol quente. Acho que a nossa origem vive dentro de nós. Sair da Suburbana é motivo de muito orgulho para mim. Tenho orgulho de ter vindo de lá e sinto falta do lugar que me ensinou a ser quem eu sou”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Monique, a presença crescente de modelos negras nordestinas rompe padrões historicamente restritivos e amplia as possibilidades imaginadas por outras jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa mudança quebra os padrões antigos da moda e abre espaço para novos ideais e novos talentos. Para todas nós, mulheres negras e nordestinas que nunca imaginamos ocupar um espaço como este, ela mostra que podemos ser muito mais, que podemos ir longe, que somos fortes e que, sim, podemos vencer”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se pudesse conversar com a menina que ainda buscava uma oportunidade na moda, Monique escolheria reconhecer a coragem que a trouxe até aqui:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Você é forte, sim. Você consegue, sim. Você tem potencial e pode chegar a lugares que jamais imaginou. Eu te parabenizo pela sua força, por quem você é e pela mulher que deseja se tornar. Você é muito maior do que imagina, Monique. Parabéns por toda a sua força e por nunca ter desistido de si mesma.”</p>



<h2 id="h-representatividade-negra-e-baiana-nas-grifes" class="wp-block-heading"><strong>Representatividade negra e baiana nas grifes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como Monique, Iasmin Reis também iniciou sua trajetória em Salvador. A modelo saiu do bairro de Pirajá para morar em Nova York e, antes mesmo dos 20 anos, acumulou trabalhos com grifes como Dolce &amp; Gabbana, Ralph Lauren, Marc Jacobs e Chanel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início, Iasmin procurou escolas de modelos na capital baiana, mas não encontrou imediatamente as oportunidades que esperava. Mesmo diante da frustração, manteve o objetivo. O caminho começou a mudar quando uma agência encontrou seu perfil nas redes sociais e a convidou para uma avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de viajar para o exterior, Iasmin também participou da moda produzida em seu próprio estado. Um dos trabalhos importantes dessa fase foi o desfile para a marca baiana Dendezeiro, conhecida por desenvolver peças para diferentes corpos e questionar padrões tradicionais da indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência ajudou a modelo a reconhecer a importância de trabalhar com profissionais que compartilhavam referências culturais próximas das suas. Pouco tempo depois, ela começou a circular por mercados internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Me sinto muito privilegiada e abençoada por estar fazendo tantas coisas grandes com tão pouca idade”, afirmou ao g1 Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com trabalhos para marcas mundialmente conhecidas, Iasmin entende a moda como um processo contínuo de aprendizado. “Todo dia você recomeça, todo dia você aprende um pouco mais”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança para Nova York trouxe desafios como a distância da família, as diferenças culturais e a necessidade de trabalhar em outro idioma. Para preservar os vínculos, Iasmin mantém contato diário com familiares e amigos por meio de mensagens e videochamadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A modelo também encontrou na terapia e em atividades como leitura, violão e ukulele formas de cuidar da saúde mental diante da inconstância da profissão. Antes de sua primeira viagem internacional, aos 15 anos, sua mãe fez questão de que ela conversasse com uma psicóloga, assegurando que estivesse emocionalmente preparada para aquela nova etapa.</p>



<h2 id="h-a-maranhense-que-conquistou-a-marca-da-selena-gomez-nbsp" class="wp-block-heading"><strong>A maranhense que conquistou a marca da Selena Gomez&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Já Amira Pinheiro, nasceu em São Luís, no Maranhão, e trabalhou como recepcionista e vendedora de chips telefônicos antes de construir uma carreira na moda. Seu nome ganhou projeção nacional durante a edição N47 da São Paulo Fashion Week, quando participou de 22 desfiles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, a maranhense passou a reunir no currículo trabalhos para marcas como Balmain, Tom Ford, Tiffany &amp; Co., Issey Miyake, Armani e Max Mara. Mais recentemente, foi a única brasileira escolhida para uma campanha global da Rare Beauty, marca fundada por Selena Gomez. O projeto foi fotografado em Los Angeles e reuniu mulheres de diferentes origens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da empresa permaneceu em segredo durante o processo de seleção. Amira enviou fotos, um vídeo de apresentação e informações pessoais, como acontece em outros castings. Somente depois de ser confirmada soube que trabalharia para a Rare Beauty.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi somente no set que entendi a dimensão daquela campanha. A equipe explicou a proposta do trabalho e contou que fotografaríamos ao lado da Selena Gomez. Descobrir que eu era a única brasileira naquele projeto foi uma alegria imensa e, acima de tudo, uma grande responsabilidade. Representar o Brasil em uma campanha global é uma lembrança de que nossos talentos podem ocupar qualquer espaço”, disse ao Mundo Negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentemente de muitas profissionais que alimentam o sonho da passarela desde a infância, Amira não planejava inicialmente ser modelo. Seu desejo era encontrar um trabalho que lhe permitisse conhecer outros países, estudar idiomas e conviver com diferentes culturas. A moda acabou reunindo essas possibilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O incentivo de pessoas próximas e o acompanhamento da família foram fundamentais para que ela conhecesse melhor a profissão e começasse a participar de seleções. Naquele momento, porém, Amira ainda encontrava poucas modelos negras que parecessem próximas de sua realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Naomi Campbell era um nome que eu conhecia, mas ainda distante da minha realidade. Com o tempo, compreendi o quanto é importante termos referências que se pareçam conosco, especialmente no mercado brasileiro. Hoje, sinto orgulho ao perceber que muitas mulheres negras estão ocupando esses espaços e inspirando uma nova geração a acreditar que também pertence a eles”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amira ressalta que sua primeira mudança teve como objetivo construir uma carreira nacional. A projeção internacional surgiu posteriormente, como consequência do trabalho desenvolvido no Brasil. Foi em São Paulo, ao conviver com pessoas de diferentes regiões que ela passou a reconhecer a origem maranhense como uma força também dentro da profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com o tempo, trabalhando em diferentes países, minha identidade afro-latina passou a fazer ainda mais sentido para mim”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A modelo conta que muitas pessoas demonstram surpresa ao descobrirem que ela é brasileira e, especialmente, maranhense. Em vez de apagar essas referências para se adaptar aos mercados internacionais, ela faz questão de apresentar sua origem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Carregar minhas raízes é uma forma de honrar quem abriu caminho antes de mim e de lembrar que o talento floresce em todos os territórios. Carregar minhas raízes é também uma forma de representar tantas histórias que ainda precisam ser vistas e valorizadas”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Amira, as conquistas individuais precisam contribuir para uma transformação mais ampla no mercado. A presença de modelos negras nordestinas em grandes campanhas não encerra o debate sobre representatividade, mas ajuda a expandir o que outras jovens conseguem imaginar para o próprio futuro. Ao olhar para a própria trajetória, Amira destaca os valores familiares e o respeito ao tempo de cada conquista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que é seu encontra você, mas é preciso coragem para fazer a própria parte”, afirmou. “Siga em frente, mantenha seus valores e aproveite a jornada. Ela será muito maior e mais bonita do que você consegue imaginar.”</p>



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		<title>Octavia Spencer defende representatividade negra além do trauma: “Ampliar o que as pessoas acham que sabem sobre nós”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 21:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
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		<category><![CDATA[representatividade negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Octavia Spencer fala sobre representatividade negra além do trauma e destaca a importância de ampliar as histórias e oportunidades para pessoas negras.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A atriz premiada <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/octavia-spencer-ganha-estrela-na-calcada-da-fama-trabalho-duro-recompensado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Octavia Spencer</a></strong>, voz ativa nas discussões sobre representatividade racial e de gênero em Hollywood, destacou a importância da presença de pessoas negras nas telas além de narrativas centradas no sofrimento. “<em>Acho importante que os jovens negros vejam mulheres e homens negros sob todas as perspectivas possíveis, especialmente aqueles que não têm nada a ver com o trauma negro</em>”, declarou em entrevista recente à revista Essence.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Spencer estreou hoje a nova série de ação e comédia do Prime Video,<strong> Parcerias no Crime</strong>. Ao longo de quase 30 anos de carreira, a atriz já interpretou diversos tipos de personagens. Entre os mais marcantes que ela relembra na entrevista estão o papel que lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em <strong>Histórias Cruzadas</strong> (2012) e<strong> Estrelas Além do Tempo</strong> (2017), filme que, embora não tenha levado o prêmio, foi amplamente aclamado pela crítica e pelo público. “<em>Tem sido ótima interpretação de empregadas e cientistas; acho importante ampliar o que as pessoas acham que sabem sobre nós</em>”, comenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Octavia, a transformação do setor passa também pelo papel de quem produz. “<em>O papel que mudou minha trajetória foi o de produtora. Ele me permite criar oportunidades não apenas para mim, mas para pessoas marginalizadas que não têm acesso</em>”, disse. A atriz também já trabalhou como produtora executiva em outras produções de sucesso, como <strong>A Vida e a História de Madam CJ Walker</strong> (2020) e <strong>Fruitvale Station: A Última Parada</strong> (2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração de Spencer ganha força para uma artista cuja trajetória mistura papéis de destaque e experiências de resistência. Ela relembrou um momento de exclusão em uma escola de artes cênicas que a deixou arrasada, mas também a estimulou. &#8220;<em>Às vezes, alguns &#8216;não&#8217; servem para moldar você. Se eu não tive recebido aquele primeiro &#8216;não&#8217;, não sei se teria lutado tanto para conquistar todos os &#8216;pecados&#8217; que vieram depois</em>&#8220;, afirmou.</p>
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		<title>Wesley Barbosa estreia na literatura infantil com &#8220;Os barraquinhos da favela&#8221; na FLIP 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 19:52:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Wesley Barbosa estreia na literatura infantil com "Os barraquinhos da favela" na FLIP 2026. Conheça a obra e a trajetória do autor.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O escritor <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/ela-rompe-o-apagamento-autores-explicam-literatura-marginal-apos-fala-preconceituosa-na-flipocos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wesley Barbosa</a></strong> se prepara para um marco importante em sua carreira na <strong>Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) de 2026</strong>. No dia 23 de julho, às 10h, o autor lança seu primeiro livro voltado ao público infantil, <strong>Os barraquinhos da favela</strong> (Editora Moderna), durante uma roda de conversa na Casa da Favela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra propõe uma imersão poética e afetiva nas memórias da infância na periferia, reconstruindo o cotidiano sob o olhar de quem viveu essa realidade de perto. Ilustrado por <strong>Tainan Rocha</strong>, o livro equilibra as duras lembranças das casas de madeira vulneráveis ao vento com o afeto das refeições em família e o horizonte visto de janelas quebradas — metáforas de sonhos que resistem ao tempo e à escassez. A leitura é recomendada para crianças a partir de 6 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>A mensagem que quero passar com Os Barraquinhos da Favela é que, mesmo em meio às adversidades de um lugar abandonado pelo Estado, é possível escrever, é possível atravessar a ponte, se inspirar nos livros e fazer a diferença por meio dos estudos</em>&#8220;, disse Wesley ao Mundo Negro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de Wesley Barbosa na FLIP deste ano carrega também um forte simbolismo de resistência. Durante o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços), em Minas Gerais, Barbosa discursava no estande do Coletivo Neomarginal — grupo que reúne autores da literatura periférica — quando foi interrompido pela escritora Camila Panizzi Luz. Em tom irônico, ela declarou: &#8220;Eu quero ser uma neomarginal, gente, olha que tudo. Camila Luz, neomarginal, nunca fui presa&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala, que associou diretamente a literatura de periferia à criminalidade e ao encarceramento, foi repudiada pelo público e nas redes sociais, levantando debates urgentes sobre o preconceito estrutural enfrentado por autores negros e periféricos nos espaços literários tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido em Itapecerica da Serra (SP) em 1990, Barbosa possui cinco livros publicados e consolida sua trajetória ao trazer a oralidade e a vivência urbana para o centro da literatura brasileira, agora inspirando as novas gerações a reescreverem seus próprios destinos.</p>



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		<title>Zezé Motta celebra 50 anos de &#8216;Xica da Silva&#8217;: &#8220;Mulheres negras passaram a se enxergar de outra forma&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:44:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Zezé Motta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Quando uma obra permanece viva por tanto tempo, &#233; porque ela continua dialogando com a sociedade.&#8221; H&#225; 50 anos, Zez&#233; Motta revolucionava o cinema brasileiro com o lan&#231;amento de &#8216;Xica da Silva&#8217;, reafirmando a beleza e o poder de uma mulher negra. Em entrevista ao Mundo Negro no especial de Julho das Pretas, a atriz [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Quando uma obra permanece viva por tanto tempo, é porque ela continua dialogando com a sociedade.&#8221;</em> Há 50 anos, <strong>Zezé Motta</strong> revolucionava o cinema brasileiro com o lançamento de <strong>&#8216;Xica da Silva&#8217;</strong>, reafirmando a beleza e o poder de uma mulher negra. Em <strong>entrevista ao Mundo Negro </strong>no especial de <strong>Julho das Pretas</strong>, a atriz celebra o relançamento do longa-metragem em cópia restaurada em 4K pela Sessão Vitrine Petrobras, no dia 16 de julho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido por <strong>Cacá Diegues </strong>e adaptado da literatura, o filme reconta a história da ex-escravizada Chica da Silva, mulher que conquistou sua alforria e desafiou os padrões coloniais do século XVIII ao manter uma relação pública com um contratador de diamantes. O sucesso estrondoso de bilheteria levou mais de 3,1 milhões de espectadores aos cinemas, revolucionando a maneira de representar corpos negros no Brasil ao unir humor, erotismo e linguagem popular para combater a invisibilidade racial. Na época, o filme atraiu mais de 3,1 milhões de espectadores e conquistou os prêmios de Melhor Filme, Direção e Atriz no Festival de Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Acho que a Xica da Silva teve um impacto que ultrapassou o cinema. Ela ajudou a colocar uma mulher negra no centro da narrativa, como protagonista da própria história, em uma época em que isso era muito raro. Isso teve um peso político e social enorme, mesmo que muitas pessoas não percebessem naquele momento. Ao longo desses 50 anos, encontrei inúmeras mulheres negras que me disseram que passaram a se enxergar de outra forma depois de assistir ao filme&#8221;</em>, disse Zezé Motta à editora Halitane Rocha. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da entrevista, a atriz celebrou o impacto da obra em sua carreira, mas também relembrou os desafios de dar vida a uma personagem tão marcante em um período de censura e repressão, além de como as pessoas passaram a confundir a personagem com a mulher que ela realmente era, levando-a a situações embaraçosas e até a episódios de assédio sexual. A atriz ainda comentou sobre sua parceria brilhante com Cacá Diegues e refletiu sobre como o filme continua atual ao provocar novas gerações a pensar sobre protagonismo negro, liberdade e pertencimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="780" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-1024x780.jpeg" alt="" class="wp-image-96893" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-1024x780.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-300x228.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-150x114.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-768x585.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-552x420.jpeg 552w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-80x60.jpeg 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-696x530.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59-1068x813.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.40.59.jpeg 1182w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação/Vitrine Filmes</figcaption></figure>



<h2 id="h-leia-a-entrevista-completa-abaixo" class="wp-block-heading"><strong>Leia a entrevista completa abaixo:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1- Zezé, como você enxerga o impacto político e social da personagem Xica da Silva na história do cinema brasileiro e na autoestima das mulheres negras ao longo desses 50 anos?<br></strong><br>Acho que a Xica da Silva teve um impacto que ultrapassou o cinema. Ela ajudou a colocar uma mulher negra no centro da narrativa, como protagonista da própria história, em uma época em que isso era muito raro. Isso teve um peso político e social enorme, mesmo que muitas pessoas não percebessem naquele momento.<br><br>Ao longo desses 50 anos, encontrei inúmeras mulheres negras que me disseram que passaram a se enxergar de outra forma depois de assistir ao filme. Isso sempre me emocionou muito. A representatividade tem esse poder: ela fortalece a autoestima, amplia horizontes e faz com que as pessoas entendam que também pertencem a esses espaços.<br><br>É claro que ainda temos muitos desafios, mas fico feliz em saber que Xica da Silva continua despertando debates e inspirando novas gerações. Quando uma obra permanece viva por tanto tempo, é porque ela continua dialogando com a sociedade. E acredito que esse seja um dos maiores legados que um artista pode deixar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-96894" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-2048x1366.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/Zeze-Motta.-Credito-Gustavo-Arrais-1-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Gustavo Arrais</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2- Na época do lançamento, o Brasil vivia sob um regime autoritário. Qual era a sensação, como artista negra, de dar vida a uma Rainha que subverteu os padrões coloniais e de poder em um período de tanta repressão política no Brasil?<br></strong><br>Naquele momento, o Brasil vivia um período muito duro da sua história. A censura, a repressão e a falta de liberdade atingiam toda a sociedade, e, para nós, artistas negros, havia ainda o desafio de romper estereótipos e conquistar espaços que historicamente nos eram negados.<br><br>Dar vida à Xica foi muito especial porque ela era uma mulher que, com todas as suas contradições, desafiava as estruturas de poder do seu tempo. Interpretá-la foi também uma forma de afirmar que pessoas negras têm direito ao protagonismo, à complexidade e a ocupar o centro das suas próprias histórias.<br><br>Acho que, mesmo sem ser um filme de militância no sentido tradicional, Xica da Silva acabou se tornando um ato político. A arte tem essa força: ela provoca, questiona e faz as pessoas refletirem. Cinquenta anos depois, continuo acreditando que contar histórias sob diferentes perspectivas é uma das maneiras mais poderosas de combater preconceitos e ampliar o nosso olhar sobre o Brasil e sobre nós mesmos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="762" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-1024x762.jpeg" alt="" class="wp-image-96896" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-1024x762.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-300x223.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-150x112.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-768x572.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-564x420.jpeg 564w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-80x60.jpeg 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-485x360.jpeg 485w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-696x518.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-1068x795.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22-265x198.jpeg 265w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.43.22.jpeg 1209w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação/Vitrine Filmes</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3- Sua atuação em Xica da Silva foi um divisor de águas na sua carreira. Como foi gerenciar essa ascensão meteórica e as pressões que vieram com o fato de se tornar uma das maiores referências de protagonismo negro no país?<br></strong><br>A Xica da Silva me deu muito mais do que reconhecimento. Ela também trouxe desafios que eu jamais imaginei enfrentar. Durante muito tempo, as pessoas confundiram a personagem com a mulher que eu era. Precisei fazer análise para entender e lidar com isso.<br><br>O filme nasceu em uma época em que se falava muito de liberdade sexual, dos anos de &#8220;sexo, drogas e rock and roll&#8221;. A Xica despertava um imaginário muito forte. Ela era uma mulher livre, sensual, poderosa, que dançava nua e dominava os homens. E essa fantasia acabou sendo projetada sobre mim.<br><br>Eu estava solteira quando fiz o filme e, muitas vezes, os homens com quem me relacionava mencionavam a Xica antes, durante ou depois da relação. Havia uma expectativa de que eu fosse exatamente aquela mulher. Lembro de um deles dizer: &#8220;É como se o filme tivesse virado realidade&#8221;. Durante muito tempo, senti que precisava corresponder a essa fantasia. Me preocupava tanto em não decepcionar que, muitas vezes, esquecia de mim, do meu próprio prazer. Foi aí que percebi o quanto aquela personagem havia ultrapassado a tela e invadido a minha vida. A análise foi fundamental para que eu conseguisse separar a Zezé da Xica.<br><br>Também vivi situações muito difíceis por causa dessa confusão. Nunca esqueço de um episódio dentro de um táxi. O motorista reconheceu minha voz, confirmou que eu era a Zezé Motta e, de repente, passou a me tocar, acreditando que tinha esse direito. Fiquei completamente apavorada. Só consegui sair quando ele precisou parar em um sinal de trânsito, onde havia um guarda. Abri a porta e corri. Naquele momento, eu só queria escapar. Nem pensei em registrar ocorrência. Hoje entendo que aquilo foi uma violência.<br><br>Essas experiências me fizeram compreender que o sucesso também pode trazer um peso muito grande, especialmente para uma mulher negra que interpretou uma personagem tão marcante. Ao mesmo tempo, reforçaram em mim a importância de lembrar que nenhuma atriz se confunde com o papel que interpreta. A Xica mudou a minha carreira para sempre, mas eu precisei aprender, com o tempo, que ela não podia definir quem eu era como mulher.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-683x1024.png" alt="" class="wp-image-96900" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-683x1024.png 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-200x300.png 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-100x150.png 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-768x1152.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1024x1536.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-280x420.png 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-150x225.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-300x450.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-696x1044.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3.png 1067w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Juliano Simões</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4- O diretor Cacá Diegues foi um dos fundadores do Cinema Novo, mas na época de Xica da Silva, ele já buscava um caminho próprio no audiovisual. Como foi para você, junto a ele, construir essa Xica irreverente, sensual e humana que também rompeu com os padrões da época do cinema?<br></strong><br>Cacá era meu irmão, e eu dizia que eu era a musa dele, fiz 5 filmes do Cacá&#8230; Eu simplesmente era dirigida e levada por ele, não pensava muito em como criar aquela personagem, eu gosto de ser dirigida&#8230;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="755" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-1024x755.jpeg" alt="" class="wp-image-96902" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-1024x755.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-300x221.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-150x111.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-768x566.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-570x420.jpeg 570w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-80x60.jpeg 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-696x513.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51-1068x787.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-09-at-13.49.51.jpeg 1221w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação/Vitrine Filmes</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5- Pensando no público mais jovem que agora terá a chance de assistir à cópia restaurada de Xica da Silva nos cinemas a partir de 16 de julho, qual a mensagem principal que você espera que essa obra transmita para as novas gerações, em especial as mulheres negras?<br></strong><br>Espero que as novas gerações assistam a Xica da Silva entendendo que ela é fruto de um momento da história do Brasil, mas que continua dialogando com o presente. É um filme que provoca, desperta perguntas e nos faz refletir sobre poder, liberdade, racismo, desejo e desigualdade.<br><br>Para as jovens mulheres negras, desejo que a principal mensagem seja a de que elas pertencem a todos os espaços. Que nunca deixem que outras pessoas definam o tamanho dos seus sonhos ou o lugar que podem ocupar. Quando fiz Xica da Silva, era muito raro ver uma mulher negra protagonizando um filme dessa dimensão. Hoje avançamos, mas ainda temos muito caminho pela frente.<br><br>Espero também que elas olhem para essa trajetória e entendam que cada conquista abre portas para quem vem depois. Eu tive a felicidade de fazer parte dessa história, mas o mais importante é que outras histórias continuem sendo contadas, com cada vez mais diversidade, liberdade e verdade. Esse é o legado que mais me emociona.</p>



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