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	<title>Arquivos recife - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Caso Miguel Otávio segue sem desfecho 6 anos após sua morte </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 17:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (2), completam-se seis anos da morte de Miguel Ot&#225;vio Santana da Silva, que, aos 5 anos de idade, foi colocado sozinho em um elevador de um edif&#237;cio residencial no Recife (PE), em um caso que mobilizou o pa&#237;s e se tornou s&#237;mbolo do debate acerca da desigualdade racial no acesso &#224; justi&#231;a. Miguel [&#8230;]</p>
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<p>Nesta segunda-feira (2), completam-se seis anos da morte de Miguel Otávio Santana da Silva, que, aos 5 anos de idade, foi colocado sozinho em um elevador de um edifício residencial no Recife (PE), em um caso que mobilizou o país e se tornou símbolo do debate acerca da desigualdade racial no acesso à justiça.</p>



<p>Miguel estava sob os cuidados de Sarí Corte Real enquanto sua mãe, Mirtes Renata de Souza, trabalhava no local. Ao sair para passear com o cachorro da família, Mirtes deixou o filho no apartamento. Pouco depois, o menino foi colocado sozinho no elevador e acabou chegando a um andar superior do edifício, de onde caiu.</p>



<p>Em 2023, Sarí Corte Real foi condenada por abandono de incapaz com resultado morte. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve a pena de sete anos de prisão em regime inicialmente fechado. Apesar disso, ela continua respondendo ao processo em liberdade enquanto a defesa apresenta recursos.</p>



<p>Agora, o caso segue para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ), etapa que definirá os próximos desdobramentos do processo.</p>



<p>Nos últimos anos, Mirtes Renata tem mantido uma atuação pública em defesa da memória do filho, seguindo na luta pelo cumprimento da decisão judicial. Em diferentes manifestações, ela questiona a demora na execução da pena e denuncia o que considera privilégios concedidos à condenada, como a manutenção do passaporte, a possibilidade de viagens internacionais e a continuidade de atividades acadêmicas enquanto o processo aguarda decisão definitiva.</p>



<p>Em uma publicação compartilhada nesta segunda-feira (2), data que marca seis anos da morte de Miguel Otávio, Mirtes Renata voltou a expressar a sua&nbsp; indignação diante da espera por uma resposta definitiva da Justiça e cobra o cumprimento da condenação.&nbsp;</p>



<p>&#8220;A Justiça já levou mais tempo para responder do que o tempo que Miguel teve para viver. Eu tenho medo de que a lentidão vença. Tenho medo de que a demora se transforme em impunidade. Tenho medo de que, enquanto a condenada segue vivendo sua vida, viajando, sorrindo e construindo novas memórias, a história do meu filho continue presa em recursos sem fim.Não temos mais tempo.Junho não pode terminar sem uma resposta concreta para Miguel.Junho não pode terminar sem que a condenada seja presa. 2026 não pode ser mais um ano de espera.&#8221;, declarou.</p>
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		<title>Caso Miguel completa 5 anos e mãe ainda luta por justiça</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/caso-miguel-completa-5-anos-e-mae-ainda-luta-por-justica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 10:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, 2 de junho, completa-se cinco anos da morte de Miguel Ot&#225;vio Santana da Silva, 5, que caiu do 9&#186; andar de um pr&#233;dio de luxo no Recife (PE) ap&#243;s ser deixado sozinho em um elevador. O caso, ocorrido em 2020, teve grande repercuss&#227;o nacional e ainda aguarda um desfecho judicial definitivo. Para marcar a [&#8230;]</p>
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<p>Hoje, 2 de junho, completa-se cinco anos da morte de <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/stj-suspende-acao-que-condenou-sari-corte-real-e-sergio-hacker-a-pagar-indenizacao-de-r-1-mi-a-familia-de-miguel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Miguel Otávio Santana da Silva</a></strong>, 5, que caiu do 9º andar de um prédio de luxo no Recife (PE) após ser deixado sozinho em um elevador. O caso, ocorrido em 2020, teve grande repercussão nacional e ainda aguarda um desfecho judicial definitivo.</p>



<p>Para marcar a data e reforçar a cobrança por justiça, a<strong> mãe Mirtes Renata</strong>, junto a<strong> Articulação Negra de Pernambuco (Anepe)</strong>, e outros coletivos e movimentos sociais, organiza um ato a partir das 15h, em frente ao <strong>Edifício Maurício de Nassau</strong> — conhecido como Torres Gêmeas — no bairro do Cais de Santa Rita, área central da capital pernambucana. </p>



<p>A manifestação deve seguir em caminhada até o <strong>Tribunal de Justiça de Pernambuco</strong>, no bairro de Santo Antônio. A mobilização busca manter viva a memória do menino e denunciar o que movimentos sociais apontam como um caso emblemático de negligência, racismo estrutural e desigualdade social.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="984" height="774" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/image.png" alt="" class="wp-image-91126" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/image.png 984w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/image-300x236.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/image-150x118.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/image-768x604.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/image-534x420.png 534w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/06/image-696x547.png 696w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sari Corte Real e Sérgio Hacker, ex-patrões de Mirtes Renata. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>



<p>Nas redes sociais, Mirtes publicou um vídeo no domingo (1º), no qual relembra o dia da morte do filho e lamenta a lentidão da Justiça. Em desabafo, ela criticou a impunidade da<strong> ex-patroa Sari Corte Real</strong>, que deixou Miguel sozinho no elevador enquanto a mãe realizava tarefas domésticas. &#8220;Miguel não caiu. Miguel foi deixado cair&#8221;, afirmou.</p>



<p>“Quem cometeu esse crime, uma mulher branca, rica, que deveria ter a empatia de cuidar do meu filho, porque me obrigou a trabalhar, segue livre, estudando medicina, vivendo sua vida em paz, enquanto eu coleciono noites insones e passos firmes por justiça”, completou.</p>



<p>Sari Corte Real chegou a ser presa em flagrante por homicídio culposo — quando não há intenção de matar —, mas foi liberada no mesmo dia após pagar fiança de R$ 20 mil. Desde então, responde ao processo em liberdade. Ela é casada com <strong>Sérgio Hacker (PSB)</strong>, ex-prefeito de Tamandaré, em Pernambuco.</p>



<p>A história de Miguel também foi levada à televisão no especial <strong>&#8216;Falas Negras&#8217;</strong>, exibido pela TV Globo. No episódio de 2020, a atriz <strong>Tatiana Tiburcio </strong>viveu o papel da Mirtes Renata em um monólogo que emocionou o público e reforçou a denúncia sobre o racismo estrutural no Brasil. A performance evidenciou a dor de uma mãe e a força de sua luta por responsabilização.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="Wb1zIIarWJc"><iframe title="Tatiana Tibúrcio como Mirtes, a mãe do menino Miguel  FALAS NEGRAS ♥️" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Wb1zIIarWJc?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Exposição gratuita no Recife destaca papel das mulheres negras na luta por novos imaginários sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2025 08:50:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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<p>A partir do próximo dia 13 de março, o Museu da Abolição, no Recife, recebe a exposição <em>&#8220;Reflexos da Dignidade, Mulheres Negras e Bem Viver&#8221;</em>, uma iniciativa do <strong>Coletivo Blogueiras Negras</strong> em parceria com o Mandume Cultural. A mostra, que tem apoio do programa Aliança Negra Pelo Fim da Violência, do Fundo Elas+, reúne obras de cinco artistas brasileiras e propõe uma reflexão sobre a interseção entre arte, comunicação e movimentos sociais, com foco no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e a outras formas de opressão.</p>



<p>A exposição é resultado de três anos de trabalho no projeto <em>Aliança Negra: A Outra Face da Violência</em>, desenvolvido pelo coletivo. A iniciativa partiu de uma pesquisa com 10 organizações sociais e buscou fortalecer parcerias estratégicas para enfrentar a violência racial não apenas em suas expressões mais evidentes, mas também nos campos simbólico, imagético e discursivo.</p>



<p>A pesquisa que embasa a exposição, intitulada <em>&#8220;Imaginando o Futuro: Artes, Comunicação e Movimentos Sociais na Re-Criação de Imaginários&#8221;</em>, foi conduzida pela jornalista e pesquisadora pernambucana <strong>Mariana Reis</strong>. O estudo propõe uma reflexão sobre como transformar a estrutura social para que, em vez da violência racial, floresçam o cuidado e o bem viver para a população negra.</p>



<p>&#8220;Nessa exposição, uma cartografia se desenvolve a partir da arte e da identidade, que deságua no desejo pelo bem viver e reforça a relevância da arte na construção de novas percepções de memória, cuidado, dignidade e afeto para a população negra. Algo que jamais poderá ser realizado sem as mulheres negras&#8221;, destaca Wellington Silva, curador da mostra.</p>



<p>&#8220;Enfrentar a violência racial exige ir além de suas expressões mais evidentes. É preciso desafiá-la também nos campos simbólico, imagético e discursivo&#8221;, afirma <strong>Lays Araujo</strong>, Mobilizadora Estratégica do Blogueiras Negras.</p>



<p>Com curadoria de Wellington Silva, especialista em economia criativa e pesquisador de memória negra, e cocuradoria dos historiadores Isabelle Ferreira (UFPE/UFF), Samuel Santana (UFPE) e do diretor de arte Sandir Costa (UFRPE), a mostra apresenta 13 obras visuais de artistas como Maiana Oliveira (Bahia), Mavinus (Pernambuco), Priscila Ferraz (Pernambuco), Yane Mendes (Pernambuco) e a Coletiva Presentes Futuras (Brasil). Além das obras contemporâneas, a exposição inclui peças do Acervo de Cultura Material Africana do Museu da Abolição, instalações e outros conteúdos que ampliam o olhar do público sobre as temáticas apresentadas.</p>



<p>A exposição, que ficará em cartaz até 13 de maio, terá uma série de atividades paralelas ao longo do período. </p>



<p><strong>Serviço</strong><br><em>O quê</em>: Exposição &#8220;Reflexos da Dignidade, Mulheres Negras e Bem Viver&#8221;<br><em>Quando</em>: Abertura em 13 de março de 2025, às 19h<br><em>Onde</em>: Museu da Abolição &#8211; Rua Benfica, 1150, Madalena, Recife/PE<br><em>Entrada</em>: Gratuita</p>
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		<title>Pernambuco já contabiliza 87 mortes devido às fortes chuvas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/desastre-em-pernambuco-ja-contabiliza-87-mortes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 May 2022 13:05:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
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		<category><![CDATA[recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O &#250;ltimo final de semana em Pernambuco foi marcado pela trag&#233;dia causada pelas fortes chuvas e enchentes no estado. At&#233; o momento, foram contabilizadas 87 mortes e mais de 4 mil pessoas est&#227;o desabrigadas. Ao todo, 14 munic&#237;pios j&#225; decretaram situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia. 41 escolas e creches se tornaram abrigo para as fam&#237;lias que tiveram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O último final de semana em Pernambuco foi marcado pela tragédia causada pelas fortes chuvas e enchentes no estado. Até o momento, foram contabilizadas 87 mortes e mais de 4 mil pessoas estão desabrigadas. Ao todo, 14 municípios já decretaram situação de emergência. 41 escolas e creches se tornaram abrigo para as famílias que tiveram que sair de suas casas.</p>



<p>Nas redes sociais, famosos e pessoas da sociedade como um todo se mobilizam para conseguir doações. Gil do Vigor usou o twitter para compartilhar postagens que pedem doações e também para sensibilizar seus seguidores a contribuírem. &#8220;Minha gente, com essa chuva forte e deslizamentos, a região metropolitana do Recife está passando por um momento muito difícil. Já são 33 mortes e nós precisamos ajudar, seja doando (procure um local de doação mais próximo), orando ou compartilhando. Posso contar com vcs?&#8221;, disse Gil. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://twitter.com/GilDoVigor/status/1530601063186833410
</div></figure>



<p>A cantora e atriz <strong>Linn da Quebrada </strong>também mobilizou doações em sua conta no twitter. &#8220;Segue aqui um fio com algumas informações importantes e organizações que estão recebendo doações. Sabe de mais alguma organização? Comenta no fio!&#8221;7</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://twitter.com/linndaquebrada/status/1530961716057710594
</div><figcaption>O terreiro Xambá , Ilê Axé Oyá Meguê, que também foi atingido pelas enchentes, também pediu doações nas redes sociais pedindo alimentos não perecíveis, materiais de higiene pessoal e doméstica, roupas, lençóis e cobertores. O terreiro fica localizado no Quilombo Xambá, em Olinda. </figcaption></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CeJ_ikPrfeU/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/CeJ_ikPrfeU/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CeJ_ikPrfeU/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Terreiro Xambá (@terreiroxamba)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
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		<title>Modelo sofre ataque racista em publicação do shopping Rio Mar Recife</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/modelo-sofre-ataque-racista-em-publicacao-do-shopping-rio-mar-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2020 01:34:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[recife]]></category>
		<category><![CDATA[shopping Rio Mar Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta semana, o shopping Rio Mar Recife publicou a foto do modelo Dalligton Person divulgando pe&#231;as que est&#227;o &#224; venda em lojas do shopping. Desde ent&#227;o, a publica&#231;&#227;o vem sendo bombardeada por coment&#225;rios racistas. Um dos coment&#225;rios foi: &#8220;Ele est&#225; mais para modelo do An&#237;bal Bruno!&#8217;&#8217;, se referindo a um pres&#237;dio localizado na cidade do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nesta semana, o shopping <strong>Rio Mar Recife</strong> publicou a foto do modelo <strong>Dalligton Person</strong> divulgando peças que estão à venda em lojas do shopping. Desde então, a publicação vem sendo bombardeada por comentários racistas. Um dos comentários foi: &#8220;<em>Ele está mais para modelo do Aníbal Bruno</em>!’’, se referindo a um presídio localizado na cidade do Recife.  </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="540" height="241" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.02.jpeg" alt="" class="wp-image-25038" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.02.jpeg 540w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.02-300x134.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.02-150x67.jpeg 150w" sizes="(max-width: 540px) 100vw, 540px" /></figure>



<p>Outro comentário questionava quando o shopping colocaria um modelo &#8220;normal&#8221;. Os ataques tomaram uma proporção cada vez maior, e o shopping ao invés de se posicionar preferiu apagá-los. Com tal atitude, muitos seguidores estão cobrando, na publicação, um posicionamento da rede de lojas.</p>



<p>O ator Erico Brás chegou a marcar o Instagram da pessoa que escreveu vários dos comentários racistas &#8220;<em>Diante do comentário do Décio Nunes Filho, gostaria de saber a posição do Rio Mar Recife</em>&#8220;, em resposta o ator recebeu comentários como &#8220;<em>vai lá dá beijinhos no Pablo Vittar que é melhor</em>&#8220;. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="540" height="773" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.13.jpeg" alt="" class="wp-image-25039" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.13.jpeg 540w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.13-210x300.jpeg 210w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.13-105x150.jpeg 105w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-22.10.13-293x420.jpeg 293w" sizes="(max-width: 540px) 100vw, 540px" /></figure>



<p></p>



<p>Pessoas negras, antirracistas, amigas e seguidoras do modelo seguem pedindo um posicionamento do Rio Mar Recife, que por sua vez, continua ignorando todas as ofensas, ou melhor, continua deletando todas sem ao menos uma publicação de repudio por tal ação. </p>



<p>Até o momento desta publicação o shopping não se posicionou a respeito. </p>
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		<title>Décima edição do Animage traz mostra Africana de curtas-metragens</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/decima-edicao-do-animage-traz-mostra-africana-de-curtas-metragens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Oct 2019 03:01:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[áfrica]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A d&#233;cima edi&#231;&#227;o do Animage &#8211; Festival Internacional de Anima&#231;&#227;o de Pernambuco chega com os melhores curtas e longas-metragens lan&#231;ados no mundo a cada ano. Este ano as sess&#245;es est&#227;o distribu&#237;das pela CAIXA Cultural Recife (programa&#231;&#227;o gratuita), Cine S&#227;o Luiz e Cinema da Funda&#231;&#227;o &#8211; Derby (pre&#231;os populares), de 11 a 20 de outubro. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A décima edição do <strong>Animage &#8211; Festival Internacional de Animação de Pernambuco</strong> chega com os melhores curtas e longas-metragens lançados no mundo a cada ano. Este ano as sessões estão distribuídas pela <strong>CAIXA Cultural Recife</strong> (programação gratuita), Cine São Luiz e Cinema da Fundação &#8211; Derby (preços populares), de 11 a 20 de outubro.</p>
<p>A programação do festival reforça a produção autoral e consolida uma identidade própria com ênfase na originalidade que se evidencia na Mostra Competitiva de curtas-metragens e estende pelas Mostras e Sessões Especiais de curtas e longas.</p>
<p>Pelo segundo ano consecutivo, o Animage abre um canal com a arte do cinema de animação do continente africano. Realizadores e realizadoras trazem uma expressividade autêntica, sincera e mostram tradições e contextos socioculturais de suas nações milenares. A sessão da Mostra Africana acontece neste domingo, dia 20, na CAIXA Cultural Recife, com entrada gratuita.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14167" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6.jpeg" alt="" width="2870" height="1390" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6.jpeg 2870w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6-150x73.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6-300x145.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6-768x372.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6-1024x496.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6-696x337.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6-1068x517.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/ii_k1v4ivjn6-867x420.jpeg 867w" sizes="(max-width: 2870px) 100vw, 2870px" /></p>
<p>O Festival Animage é o único festival no Brasil que exibe mostra de filmes africanos de animação. A iniciativa em buscar a produção africana surgiu pois todos os anos a curadoria recebe muitas inscrições (este ano foram mais de 800) de filmes para participar da Mostra Competitiva.</p>
<p>&#8220;<em>A maioria dos filmes oferecidos na programação nunca chegaria à cidade se não fosse o festival, que oferece momentos de diversão e reflexão para plateias de todas as idades, além de promover intercâmbios artísticos com oficinas e atividades de formação. Artistas consagrados e revelações, que depois se tornaram grandes nomes, passaram pelo festival ao longo de uma década. O Animage sintoniza-se com a vanguarda artística e ao mesmo tempo resgata clássicos de riqueza inesgotável</em>&#8220;, comenta <strong>Júlio Cavani</strong>, curador do festival.</p>
<p>Uma das importantes características do Animage é a presença expressiva de longas-metragens inéditos no Brasil em sua programação. Este ano também compõe a lista o clássico Meu Amigo Totoro, que o festival resgata após 30 anos do seu lançamento no Brasil.</p>
<p>A programação do Animage traz mostras especiais de curtas que apontam para o rico mosaico de técnicas e temas proporcionado pelo cinema de animação. Nesse décimo ano de existência, o festival reúne em duas sessões os curtas &#8211; metragens premiados nas categorias de Melhor Filme – Grande Prêmio Animage e Melhor Filme Infantil nas edições anteriores. Já as oficinas, apresentam como temas ministrados neste ano são Desenho Gestual com Kiana Naghshineh (da Alemanha), Animação com Recortes com Chia Beloto e Marila Catuária e, para as crianças, Animação Experimental com Bruno Cabús.</p>
<p>O Animage é realizado pela Rec-Beat produções com apoio da Prefeitura do Recife, Consulado Geral da França para o Nordeste em Recife, Instituto Francês do Brasil, Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Recife, Cinema da Fundação e Cine São Luiz. Apoio Cultural CePE e patrocínio Caixa e Governo Federal.</p>
<p>Confira a programação completa <a href="https://docs.google.com/document/d/1Xr5xe9RymsqIl34uAX71GmD8ZqrimnSyLEIu393DQFM/edit">clicando aqui.</a></p>
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		<title>Aqualtune Produções  profissionaliza artistas independentes e de periferia</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/aqualtune-producoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 05:55:42 +0000</pubDate>
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<p>Criada por duas mulheres negras e periféricas, a <strong>Aqualtune Produções</strong> surge com o objetivo de conquistar cada vez mais espaço e profissionalizar artistas independentes e de periferia. <strong>Lenne Ferreira</strong> e <strong>Tássia Seabra</strong> se uniram inicialmente para priorizar as mulheres, mas entenderam que militância não é excludente e abrangeram o corre aos “manos”. Hoje trabalham com grandes artistas, como D<strong>i</strong>omedes <strong>Chinaski</strong>, <strong>Bivolt</strong>, <strong>8.0.8 Crew</strong>, <strong>MC Negrita</strong> e <strong>Bione</strong>, atual Campeã do <strong>Slam das Minas de Pernambuco</strong>.</p>



<p>“Historicamente, vivemos uma sociedade excludente. Ângela Davis já pontuou sobre como os homens negros continuam à margem do poder. Eles são a maioria nas prisões. Acreditamos que a nossa luta não pode excluí-los também. Rejeitar é mais fácil do que trazer pra junto e desconstruir. Mas o protagonismo sempre será das mulheres negras&#8221;, explica Lenne. </p>



<p>A falta de conhecimento em relação a questões profissionais ainda é algo comum e vivido por artistas periféricos. Muitos deles não têm noção do que é um release, midiakit ou o que pode fazer um assessor de imprensa ou produtor. Como exemplo, citado por Lenne, muitos ficam fora dos editais e de grandes eventos da prefeitura.<br /><br /> “<em>Existe um monopólio na produção cultural no estado e isso dificulta a escolha desses artistas periféricos. E sem o mínimo de conhecimento profissional é quase impossível que sejam selecionados. Nosso principal objetivo é fazer com que esses artistas possam compreender a importância da autogestão de carreira</em>”.</p>



<p>Para Tássia, é importante desenvolver esse trabalho porque, através dele, elas são capazes de acreditar em algo ao ver que é um trabalho coletivo, feito sem recursos, mas com muito amor, empenho e dedicação. Ela vê como um dom, já que consegue enxergar além do esperado.<br /><br />“<em>Sou empreendedora desde os 16 anos, já fiz de tudo, mas assim, sempre coletivo. Acho que a Aqualtune se fosse em São Paulo, como está sendo, não seria a mesma coisa. O objetivo dela é fortalecer não só Pernambuco, mas o Nordeste. Acho que o trabalho que faço é de articulação. Me sinto uma articuladora ao conectar essas redes, essas pessoas e trazer essas pessoas, mostrar a elas que existem outros espaços, que existem outras regiões, que existem outras pessoas lutando para sobreviver de música, da arte, da cultura. Então, vejo que meu trabalho tem grande importância porque eu quero direcionar esse olhar para o Nordeste</em>”.</p>



<p>A produtora leva esse nome em homenagem a avó de Zumbi dos Palmares, Aqualtune, grande guerreira que lutou pela liberdade do povo preto no Nordeste. O nome é uma forma de homenagear uma mulher negra que é símbolo de resistência.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1500" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42.jpg" alt="" class="wp-image-10017" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42.jpg 1000w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/11/Aqua-42-280x420.jpg 280w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Foto: Berna Silva</figcaption></figure>



<p>Conhecida por produzir festas com viés militante, o primeiro trabalho produzido pela Aqualtune foi o <strong>Baile Black</strong>, que levantou recursos para a produção de um filme periférico. Além disso, são responsáveis pelo<strong> Baile do</strong> “<strong>Proibinão</strong>”, realizado durante o aniversário da<strong> Rede Nacional de Mulheres Feministas e Antiproibicionist</strong>a (Renfa),<strong> Feira da Ancestralidade</strong> e a polêmica festa “<strong>Gera Buceta</strong>”, que leva esse nome por ser um bordão muito utilizado nos espaços de luta, em <strong>Recife</strong>.</p>



<p>“<em>Vivemos em uma sociedade falocêntrica. Queremos empoderar a palavra &#8220;buceta&#8221;, onde tudo é do caralho. A primeira edição ocorreu no dia 8 de março. A festa teve repercussão nacional devido as ameaças machistas. Os caras vivem falando das nossas bucetas nas suas músicas, da nossa bunda, mas nós não podemos falar? Eles cultuam nossa buceta, acham que pertence a eles, que o termo só pode sair da boca deles</em>”, diz Lenne.</p>



<p>Sem querer depender do eixo Rio-SP para desenvolver os artistas que trabalham, elas acreditam que as periferias estão cheias de diamantes brutos que precisam ser lapidados e entendem que, além da distância, existe também o preconceito em relação aos artistas nordestinos, ocasionando que eles deixem seus sonhos de lado. <br /><br />“<em>Muitos destes artistas acreditam que para fazer sucesso é preciso estar no eixo, o que de certa forma é verdade. As marcas estão concentradas lá, até mesmo para Diomedes, que tem certa visibilidade, não foi e não é fácil, foi preciso abrir mão de muitas coisas e mergulhar no desconhecido. Ficou melhor depois da mixtape <strong>Comunista Rico</strong>, estar em São Paulo foi necessário, tivemos a visão e acreditamos no potencial do artista, arriscamos tudo, literalmente</em>”.</p>



<p>Tássia, que já chegou a ser questionada sobre sua posição como produtora, conta que o que precisa mesmo é ter “cara de pau”. “<em>O não eu já tenho, nasci com ele. Para quem não tem um contato e nem cara de pau, aconselho que se prepare antes de arriscar, a concorrência é grande. Todo dia descubro um grupo de rap diferente, o preconceito e a xenofobia existe e é cruel, ainda está muito presente. Cada dia que passa entendemos mais a importância de “Sulicídio”. Precisávamos de um sulicídio na produção. É a produção que faz girar, que &#8220;ditam as regras&#8221;. E tudo muito amarradinho, fechadinho em uma panela de pressão, prestes a explodir porque não tem mais para onde irem. Todas as semanas os mesmos eventos, nos mesmos locais e para as mesmas pessoas. As marcas centralizam igual a nossa atual política de esquerda</em>”.</p>



<p>Com o tempo, Tássia e Lenne perceberam a importância do trabalho que desenvolviam. Além de dar motivos para os artistas acreditarem em si mesmos, elas se tornam símbolos de resistência a partir do momento em que ocupam um espaço que é majoritariamente masculino e que não aceita mulheres, principalmente mulheres negras.</p>



<p>“<em>Os contratantes e produtores resistem em negociar com uma mulher. Várias vezes aconteceu de descordarmos de algum ponto na negociação e eles falarem diretamente com Diomedes, pois, na cabeça deles, a palavra dele vale mais do que a nossa. É muita treta! Já deixamos de fechar um investimento bom devido a isso.  Mas João (Diomedes) sempre respeitou, ele entende essa posição e sabe o quanto é difícil sermos respeitadas. Ele sempre corta os caras e manda resolver conosco. Quando perdemos esse investimento, achei que ele ficaria chateado, pelo contrário, disse: Fodam-se eles</em>”.</p>



<p>O trabalho com Diomedes surgiu de forma natural, sem intenção por parte delas, já que sempre optaram por priorizar mulheres e não queriam que o primeiro “produto” a nível nacional fosse um homem, mas o artista estava dentro dos requisitos da Aqualtune. </p>



<p>“<em>Mesmo com um público consolidado, ele não tinha o suporte profissional que o seu talento precisava. Nossa parceria está abrindo portas para outros nomes da produtora. Começamos com a assessoria e produção executiva da mixtape. Colocamos na rua apenas com parcerias que fizemos através das nossas redes de produção. A produção independente é praticamente isso: planta aqui para colher lá, bem lá</em>”, pontua Lenne.</p>



<p>O que fortalece a produtora é o fato de conseguirem adentrar os mais diversos espaços. Atualmente, assumiram a produção artística de Bione, que foi para São Paulo, onde irá disputar o SLAM BR. “<em>São pequenas coisas que estamos comemorando. Eu boto a maior fé que ela está com toda a inspiração de tudo o que viveu recentemente e vai colocar isso nas linhas. Ela só tem 15 anos, estou bastante emocionada. Aqualtune é isso, se emocionar com os outros, arrombar a porta</em>”, finaliza Tássia.</p>



<p>Já Lenne, conta que sabe a importância de ocupar esse espaço. “<em>Quando desço do palco e sempre vem uma mina falar que achou foda ver uma mulher &#8220;comandando&#8221; um palco cheio de marmanjo, única mulher, isso vale todo o corre. Quero mais mulheres em cima do palco, por trás dele, fechando festivais, aprovando projetos, mulheres negras principalmente</em>”. </p>
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