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	<title>Arquivos psicologia - Mundo Negro</title>
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	<lastBuildDate>Mon, 19 May 2025 20:26:38 +0000</lastBuildDate>
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		<title>&#8220;A psicologia é uma aliada fundamental para cuidar dos efeitos do racismo&#8221;, afirma especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Psic&#243;loga orienta sobre medidas que ajudam nos cuidados com a sa&#250;de mental, em especial de pessoas negras Quantas vezes voc&#234; priorizou sua sa&#250;de mental? Muitas pessoas, em especial &#224;quelas que est&#227;o mais acostumadas a cuidar, possuem dificuldades de se colocar no centro dos cuidados, principalmente quando esses s&#227;o relativos &#224; sa&#250;de mental. A rotina atribulada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Psicóloga orienta sobre medidas que ajudam nos cuidados com a saúde mental, em especial de pessoas negras</em></p>



<p>Quantas vezes você priorizou sua saúde mental? Muitas pessoas, em especial àquelas que estão mais acostumadas a cuidar, possuem dificuldades de se colocar no centro dos cuidados, principalmente quando esses são relativos à saúde mental. A rotina atribulada pode fazer com que deixemos de lado o assunto, chegando a momentos extremos para dar a devida atenção a ele.</p>



<p>Mas com tantas campanhas importantes sobre o tema, em especial o Setembro Amarelo, podemos jogar luz às informações que ajudam não só a apagar incêndios, mas que possam colaborar para que tenhamos mais saúde mental dentro da nossa rotina.</p>



<p>Em conversa com <strong>Marleide Soares</strong>, psicoterapeuta, supervisora clínica e institucional, com enfoque antirracista, falamos sobre como é fundamental que pessoas negras olhem para suas questões emocionais e que consigam cuidar da saúde mental. </p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-709x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-53714" width="712" height="1029" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-709x1024.jpeg 709w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-208x300.jpeg 208w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-104x150.jpeg 104w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-768x1110.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-150x217.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-300x433.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-696x1006.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59-291x420.jpeg 291w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-16.27.59.jpeg 886w" sizes="(max-width: 712px) 100vw, 712px" /><figcaption>Foto: arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p><strong>Quais medidas podemos adotar na nossa rotina que ajudam a manter a mente saudável? Isso é possível?</strong></p>



<p>Eu poderia listar aquilo que é básico para uma vida adequada: alimentação, cuidados com a saúde global, lazer ou consumo de cultura e arte. Mas, isso não é o suficiente para evitar o adoecimento emocional e mental.</p>



<p>Para isso, também se faz necessário sempre atentar-se aos próprios sentimentos e as emoções cotidianas, pois são elas que afetam positiva ou negativamente a nossa saúde mental. Entender como determinada pessoa ou situação interfere no bem estar emocional e a forma como se absorve isso é o que determina o equilíbrio e previne uma sobrecarga emocional. Isso é possível? É sim. Olhe e respeite o que sente, dialogue e encaminhe no objetivo de que aconteçam as mudanças daquilo que desequilibra, ainda que a mudança não seja de imediato como gostaria.</p>



<p><strong>Pensando na maioria da população, que acorda cedo e tem pouco tempo ou dinheiro, como cuidar da saúde mental mesmo com limitações? </strong></p>



<p>O cuidado com a saúde mental começa com a identificação dos fatores que desencadeiam o desequilíbrio emocional e que tiram a pessoa do seu eixo de bem-estar, para que possa seguir no dia a dia sem grandes impactos no seu estado psicológico. A identificação pode ser feita no momento da locomoção para os compromissos diários ou na hora banho, por exemplo, se o fator for o tempo escasso. Se não possuir recursos financeiros para cuidar da saúde mental e, considerando que saúde é um direito de todas as pessoas, e que o Estado tem por dever a promoção do acesso, busque as Unidades de Saúde e já tenha consigo a compreensão de que cuidar da saúde mental é igual a cuidar de outras áreas de sua saúde, para tanto, recorra a esse direito. Mas, se nos referimos à prevenção de doenças mentais, procure espaços públicos de convivência social que promovam lazer, arte, cultura e sobretudo o importante sentimento de ser pertencente a um grupo e que sua vida faz mais sentido junto as outras pessoas. </p>



<p><strong>Sabemos que o racismo afeta a saúde mental. Mas existe uma forma de estarmos psicologicamente preparados para lidar com possíveis situações racistas? Como é possível trabalhar essa questão do ponto de vista da psicologia?</strong></p>



<p>Sim, já está amplamente divulgado para a sociedade o quanto o racismo adoece as pessoas atingidas por esta violência, seja de maneira direta ou indireta como nos casos das pessoas inseridas em relações interraciais e que tenham consciência e letramento racial. Há ainda uma grande parcela da população que nega a existência do racismo e das consequências deste, porém ainda assim existem prejuízos nas relações sociais que desembocam em consequências psicológicas ruins.&nbsp;</p>



<p>Dizer-se preparado psicologicamente para o enfrentamento de agressões e situações do racismo é uma resposta bastante relativa que depende do nível e do ineditismo da agressão. Sendo algo acima do esperado ou previsto e que não se tenha estrutura emocional para suportar, estamos diante de um fator traumático, me oriento pela teoria psicanalítica de Masud Khan e faço um paralelo de que as pequenas agressões do cotidiano, são como <em>microtraumas cumulativos</em>. Sendo assim, podemos nos preparar para as situações previstas no contexto do racismo estrutural, e esse preparo vem da autoconsciência racial, com um letramento racial sempre em construção e sobretudo com o autoconhecimento, fator este do qual a psicoterapia pode auxiliar muito. Com relação aos casos inesperados, não há controle, porém toda base já construída fornece um subsídio psicológico e principalmente político para lidar com a situação. Ressalto que consciência política e letramento racial não são adquiridos apenas e exclusivamente nos espaços acadêmicos. Não me refiro à letra que vem só por meio dos livros, e sim à que vem principalmente por meio de discussões em qualquer lugar em que duas ou mais pessoas estejam reunidas para falar sobre racismo, seja na escola das nossas crianças, no trabalho de nossas filhas, filhos e <em>filhes</em> jovens, no nosso trabalho ou na comunidade em que vivemos! </p>



<p>A psicologia é uma aliada fundamental para cuidar dos efeitos altamente nocivos do racismo na vida das pessoas, uma vez que afeta primeiramente a subjetividade e o sentimento existencial, que imprime na pessoa atingida o sentimento do não-ser existencial, do não se sentir pessoa como são todas as outras. Por ser a psicologia uma ciência que tem como premissa básica o entendimento da mente e comportamento humano e a relação destes com o ambiente externo no âmbito físico e emocional, é um dever profissional atentar-se às consequências do racismo e trabalhar considerando este importante fator. No Código de Ética do profissional de psicologia, consta como princípio básico que “<em>O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão</em>”. Mais uma vez é reforçado o quanto todas/os/es profissionais da psicologia precisam trabalhar estas questões, tendo como principal ferramenta o conhecimento sobre o racismo na vida das pessoas e, ao prestar serviço a uma pessoa, sendo ela de um grupo racial ou étnico vulnerável ao racismo, atente-se ao quanto ela é afetada, ainda que nem mesmo essa pessoa tenha consciência disto.</p>



<p><strong>A terapia pode ser adotada como um cuidado preventivo para o desenvolvimento de doenças que afetam a saúde mental, como a depressão?</strong></p>



<p>Sim, a psicoterapia é um excelente recurso preventivo a qualquer doença mental incluindo a depressão, que uma vez diagnosticada deve ser tratada com medicamentos e tendo a psicoterapia como forte aliada. É na psicoterapia que as pessoas têm a preciosa oportunidade de ter a consciência dos fatores, lugares e pessoas que afetam sua saúde mental, e também de se perceberem como sujeito de sua própria história, assim como a forma como deve lidar nas relações sociais e intrapessoais (relação consigo mesma).</p>



<p></p>
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		<title>Racismo, gênero e trauma: A Madalena em todos nós</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/racismo-genero-e-trauma-a-madalena-em-todos-nos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 18:49:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Grada Kilomba]]></category>
		<category><![CDATA[madalena da silva]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Vanessa Rodrigues Me reconhe&#231;o muito em Madalena. Assim como ela, aos nove anos comecei a trabalhar em &#8220;casa de fam&#237;lia&#8221;. Me lembro da minha &#8220;patroa&#8221; dizendo para a vizinha, que era melhor ter uma menina &#8220;novinha para fazer os trabalhos de casa, porque conseguia abaixar para ver a sujeira&#8221;. Em uma outra ocasi&#227;o, fui [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por Vanessa Rodrigues</em></p>



<p>Me reconheço muito em Madalena. Assim como ela, aos nove anos comecei a trabalhar em “casa de família”. Me lembro da minha “patroa” dizendo para a vizinha, que era melhor ter uma menina “novinha para fazer os trabalhos de casa, porque conseguia abaixar para ver a sujeira”. </p>



<p>Em uma outra ocasião, fui defender o&nbsp; garoto que eu cuidava, enfrentando o tio que queria espancá-lo. Ele me bateu com o cinto nas costas. Ainda posso sentir a marca na pele.&nbsp; Nessa mesma família, ganhei uma joia da avó da minha “patroa”. Eu era muito solícita e sempre a ajudava dando banho, carinho e afeto à velhinha. A filha da dona da casa, me tomou a joia, dizendo que eu não a usaria e, me deu em troca uma tornozeleira de latão, quebrada. </p>



<p>Um pouco mais velha, acredito que com uns 12 anos, comecei a trabalhar na casa da professora branca do meu irmão. O marido dela era um jornalista e comentarista político de esquerda bastante conhecido na cidade. Ela me recebeu dizendo que eu seria como filha na casa. Mas com pouco tempo, começou a dizer que eu não era limpa, jogar as panelas que eu lavava no quintal e me obrigar a limpar o coco do cachorro dela e dividindo com ele também o arroz amanhecido e o resto de caldo de carne. </p>



<p>Uma vez, sem conseguir dormir, fui à biblioteca da casa e me servi de alguns livros. Fiquei lendo quase a noite toda, porque não conseguia descansar. Era difícil em um chão forrado apenas com um acolchoado fino. Sempre fui muito magra, sinto muito frio. Acabei perdendo a hora de chamar o garoto, filho da “patroa” pela manhã. Ela gritou comigo por ter pego os livros, perdido a hora. Disse que não me pagava para ler. Eu ganhava algo como um terço de salário por mês.&nbsp;</p>



<p>Ah, antes que eu me esqueça, eu não fui abandonada com nenhuma dessas famílias. Não fui privada de ir à escola. Mas mesmo contando esses episódios abusivos à minha família, eles não me davam crédito. O resultado disso é que fui cada vez mais normalizando os maus tratos. Os abusos de todas as maneiras, internalizando meu lugar de subalterna. Foram mais de vinte anos de vida e quinze de terapia, para que eu entendesse o tamanho da negligência, do que sofri, simplesmente porque era garota negra, mesmo sendo excepcionalmente inteligente.&nbsp;</p>



<p>Eu me reconheço em Grada. Assim como ela, fui convidada inúmeras vezes a fazer parte de passeios com pessoas brancas, para que eu pudesse conhecer a praia e “ajudá-las um pouco” com o cuidado da casa e das crianças. Um certo dia, quando eu estava no mestrado voltando para casa e andando pelas ruas da Unicamp, fui abordada por uma moça branca. Ela me indagou sobre uma oferta de trabalho doméstico. Primeiro, se eu conhecia alguém. Depois, se eu mesma não queria me encarregar das tarefas. Quando eu disse que não, ela não se conteve e precisou me perguntar, porque eu não queria a vaga: “Trabalho está difícil, moça”. Eu respondi que tinha bolsa de mestrado. E que neste momento estava dedicada a minha pesquisa. </p>



<p>Percebem? Existe um pressuposto onde todas as meninas pretas se vinculam com o lugar do servir. Madalena em Salvador, eu em Campinas e Grada na Europa. Sobre nós recai o pressuposto do “racismo genderizado” (Kilomba, 2020) onde é perversamente óbvio entender que uma garota negra, naturalmente trabalha para uma família branca. Madalena foi escravizada, eu trabalhei e sofri abusos na infância por parte de um salário e Grada recebeu uma proposta, a qual ela pode negar. O tamanho da irracionalidade dos agentes nestas ações é diretamente proporcional, tanto à intensidade da cor da pele, quanto ao grau de reparação das políticas públicas, tempo em que ocorrem e as relações étnicas.&nbsp;</p>



<p>É sobre isso também que se trata. Mesmo com todo o contato com o mundo externo, com os livros, televisão e alguns professores salvadores, minha vida até bem pouco tempo beirava a ideia de inferno. Minha auto-estima foi estraçalhada e aceitei parceiros abusivos por toda a minha adolescência. Tinha vergonha de sair na rua e imaginava que o mundo era mais bonito quando eu ficava em casa, porque na minha fantasia, eu destoava de tudo que era belo. Desta maneira, era um grande favor quando eu me mantinha trancada em casa. Minha sorte foram os livros, minha amiga Dedé, e depois a terapia. </p>



<p>Acredito que eu entenda verdadeiramente o que sentiu e sente Madalena. O racismo nos faz sentir indignos. Menos humanos, deslegitimados e invisíveis. Diminui nossa potência, racha com a nossa inteligência e te faz sentir menor o tempo todo. Abrão Slavutzky, na apresentação do livro de Isildinha B. Nogueira &#8211; “ A Cor do Inconsciente” &#8211; consegue resumir bravamente como a branquitude nos vê:<br><br>&#8220;Ser negro não é uma condição genérica, é uma condição específica, é um elemento marcado, não neutro. O &#8216;ser negro&#8217; corresponde a uma categoria incluída no código social que expressa dentro de um campo étnico-semântico onde o significante &#8216;cor negra&#8217; encerra vários significados. O signo &#8216;negro&#8217; remete não só a posições sociais inferiores mas também a características biológicas supostamente aquém do valor daquelas propriedades atribuídas aos brancos.&#8221; (Slavutzky, 2021)</p>



<p>O racismo é uma espécie de trauma, que abala a pessoa em seu equilíbrio narcísico. E é certo dizer que, quando tratamos de narcisismo, estamos dizendo do individual. Mas como uma espécie de paradoxo, essa ruptura é parte de um efeito patológico geral, instaurado no inconsciente coletivo da sociedade, impedindo uma integração das pessoas negras e brancas em um mesmo humano enquanto sujeito universal.&nbsp; Por isso que dizer que ser negro é estar mais longe do que é humano, se conecta com um pressuposto de que a universalidade e pureza é vinculado a bancura, e consequentemente à branquitude.</p>



<p>Grada Kilomba se torna uma artista, psicanalista reconhecida depois dos abusos que viveu. Eu, provavelmente, se tivesse nascido na mesma época de Madalena, teria o mesmo fim. Como ela, existem muitas. O mito da Democracia Racial, nos obriga a lidar com os racismos cotidianos no âmbito individual, ao mesmo tempo que somos silenciados no coletivo, rotulados como vitimistas ou vitimizados. </p>



<p>A aparente equidade nas relações raciais acabam por criar uma ruptura psíquica que sobrepõe a nossa capacidade de abstração e simbolização no mundo. Isso ocorre porque não existe tal equidade, sobretudo nas camadas sociais vinculadas a um poder. Em sendo o racismo uma maneira de violência, quando uma pessoa negra é atravessada por essa energia, nem sempre é possível elaborar abstrata e simbolicamente essa violência. Toda a vez que a ação racista é repetida,&nbsp; o conceito toma cada vez mais contornos traumáticos, de maneira cumulativa, agindo em nível de emergência traumática de raça.&nbsp; </p>



<p>Me recordo ao terminar “Memórias da Plantação” e conhecer todos os relatos de Grada na escola, na universidade, com os amigos e na rua, o sentimento de identificação. Do outro lado do mundo uma menina sofreu racismos parecidos com os meus. Estou aqui escrevendo. Luto contra este fato. Madalena não pode. Ela está inserida com maior profundidade nesse fenômeno&nbsp; desencadeado pela desumanização, o descaso e o sofrimento psíquico fomentado pela escravização, privação, maus-tratos e o racismo.&nbsp;</p>



<p>Madalena sofre uma angústia que é da ordem do medo, da aniquilação.&nbsp; Essa angústia tem a ver com os ataques que nós, enquanto pessoas negras, sofremos repetidas vezes, de maneiras cada vez mais sofisticadas e atualizadas. Esses ataques se referem, no limite, à destruição da nossa existência. Para ela, materializou-se no terror de tocar as pessoas brancas. Ao mesmo tempo, ela não quer&nbsp; “contaminá-las”, com sua negritude,&nbsp; tem medo de ser aniquilada pela brancura . É uma ideia introjetada pelo sofrimento de que existe nela uma suposta inferioridade negra&nbsp; e uma superioridade branca.&nbsp; Nesse lugar são os brancos é que dizem que são os negros e não os negros que dizem quem são os brancos. O poder está centralizado na brancura. Essa montagem é perversa e está ancorada em uma aversão ao próprio ser humano pela racialização como um lugar de inferioridade.</p>



<p>Entendam: brancura não é uma categoria neutra. Negritude não é uma categoria menos humana. A diferença entre as duas se dá na dialética social do poder. Enquanto a branquitude ocupa lugares de controle e opressão, a negritude, em virtude da perversidade do racismo, precisa ainda se consolidar socialmente enquanto identidade do humano. Desta maneira, o racismo é patológico no branco, pois se configura como uma situação neurótica que contém um enigma perverso de uma situação pulsional. Percebem? </p>



<p>Quando o primeiro europeu nomeia de “negro” uma pessoa africana em condição de escravizado, ele delimita uma hierarquia que o marca como menos humano, menos evoluido. Essa categorização perversa se mantém até hoje, sobretudo no Brasil, escondido sob o véu da democracia racial um ideal de igualdade que na verdade serve apenas para silenciar abusos cometidos. Madalena se via inferior. Não porque deseja, mas sim, porque não pode desejar. Impossibilitada de gritar sua dor. Impedida de se expressar em toda a sua humanidade. Espero que assim como eu pude me reestruturar e entender que sou como sou: Mulher Negra, humana e capaz, Madalena possa se libertar como resistência de corpo, alma e espírito para o mundo que a feriu, introjetando-o como potência que ela certamente é! Somos juntas, somos força em nossas histórias. Somos Madalena. Somos Grada. Sou Vanessa.</p>



<p>Toda criança espera ser acolhida em suas necessidades, amada e integrada na sua familia como objeto de amor e cuidado. Quando isso não ocorre, acontece uma ruptura traumática que transforma o Ego &#8211; como projeção do Eu no mundo &#8211; em algo fragmentado, desumanizado, desmoronando o equilibrio narcísico</p>



<p>Costumo dizer, que quando um bebê nasce,esperamos que&nbsp; ele seja&nbsp; pura potência psíquica. Que ele possa ser vontade em direção a realidade, onde consiga realizar suas melhores fantasias e desejos. E é para isso que tentamos trabalhar: a plena realização das características especiais de cada um dentro dos contornos sociais que nos limitam. A psicanálise trata disso. Vou propor aqui um exercícios de entendimento para o conceito psicanalitico de ego. </p>



<p>Grosso modo, ele é como o Eu se representa na realidade/ materialidade. Então, quando nascemos, esse eu que ainda não sabemos que existe como parte, se comporta como um todo para se proteger. Isso significa que tudo se trata de mim: comer, dormir e ser acolhido são as grandes necessidades do bebê, esse pequeno narcísisico que só se interessa por si e pelo o que pode saciá-lo.&nbsp; Aos poucos, esse narcisismo vai se dissipando, no contato amoroso com os cuidadores e nas descobertas empíricas que vão sendo realizadas a partir da generosidade e do afeto dos que amam o bebê. Esse seria um processo normativo de desenvolvimento infantil. Mas nem sempre isso ocorre desta maneira.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em algums casos, o equilíbrio narcísico pode se romper a partir de um sentimento de desemparo ou angústia de aniquilação. Esse trauma abala a concepção do Ego, isto é, a maneira como o indivíduo se coloca no mundo é fragmentado, desconectado com o seu Eu e sem representação para si mesmo. O caso de Madalena da&nbsp; Silva ilustra esse fenomeno traumático&nbsp; desencadeado pela desumanização, o descaso e o sofrimento psiquico criado pela escravização e o racismo.&nbsp;Madalena não se entendia como humana e igual à repórter branca que a entrevistou. O racismo produz uma espécie de trauma que abala a pessoa em seu narcisismo.</p>



<p>Há de se considerar que essa subalternização da existência da pessoa negra pode causar como sintoma traumático uma espécie de recuo dos espaço públicos, um desejo de anonimato, uma vontade se desaparecer, por se sentir como uma emergência de diferença não aceita, menos humana e distante do ideário branco.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>&#8220;O racismo está em todos os lugares e não seria diferente em multinacionais&#8221;, diz Cíntia Aleixo, psicóloga antirracista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2022 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cíntia aleixo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mulher, m&#227;e, esposa, preta, psic&#243;loga, empreendedora, palestrante. Essa &#233; C&#237;ntia Aleixo, que vislumbra um mundo de possibilidades para conquistar objetivos e realizar sonhos. Sejam os seus, sejam os de seus pacientes. Especialista em Sa&#250;de Mental e mestranda em Psicologia Cl&#237;nica pela PUC- RJ, ela atua em v&#225;rias frentes: consultora terap&#234;utica antirracista em ambientes corporativos, educa&#231;&#227;o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mulher, mãe, esposa, preta, psicóloga, empreendedora, palestrante. Essa é <strong>Cíntia Aleixo</strong>, que vislumbra um mundo de possibilidades para conquistar objetivos e realizar sonhos. Sejam os seus, sejam os de seus pacientes. Especialista em Saúde Mental e mestranda em Psicologia Clínica pela PUC- RJ, ela atua em várias frentes: consultora terapêutica antirracista em ambientes corporativos, educação antirracista, equilíbrio e bem-estar emocional, comunicação não violenta, afetividade, empatia, ansiedade e emoções acometidas psiquicamente nas relações humanas institucionais, consultório particular online e palestras sobre comportamento, relações humanas, atitudes diante de vida e tendências atuais. Ela também criou o projeto <strong>Um Mundo de Possibilidades Maternas,</strong> focado na mulher e em todas as questões femininas.</p>



<p>Cíntia Aleixo é criadora e orientadora do projeto Rodas de Conversa para a População Preta em Empresas, e trabalha questões sobre a temática racial sob aspectos emocionais e estruturais, habilidades, valores, soluções, suporte e acolhimento.</p>



<p>“Enquanto mulher preta e profissional com 20 anos de experiência em psicologia, já passei por empresas e sei como funciona o racismo no mundo corporativo. O racismo está em todos os lugares e não seria diferente em multinacionais. As rodas consistem em ofertar, além de espaço de troca, o reconhecimento da própria raça e valores para profissionais pretos. Por meio de diálogos e reflexões fundamentadas na psicologia preta e psicanálise, as pessoas são acolhidas e podem cuidar de casos especiais e pessoas por meio dos encontros”, ressalta a terapeuta.</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CaA6slTvqQq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/CaA6slTvqQq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CaA6slTvqQq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Cíntia Aleixo (@psicologacintiaaleixo)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
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<p>A psicóloga observou que os colegas brancos não conseguem acolher os funcionários negros com a compreensão necessária porque o racismo não é uma dor que lhes atravessa. Cíntia conhece bem os desafios das pessoas pretas em ambientes corporativos e revela que a análise é interminável para ela e para seus pacientes.</p>



<p>“Há também o desafio positivo de me ver como prestadora de um serviço que é ligado a um referencial ancestral. Meus ancestrais não tiveram a oportunidade de falar sobre suas dores verdadeiras, sobre o enfrentamento que vivenciaram ao longo da escravidão e recentemente quando eram serviçais de pessoas brancas e viviam outro tipo de escravidão. Ou ainda quando eram maltratados em seus cargos ainda que tivessem estudado e conquistado cargos altos. É satisfatório, por esse lado, poder movimentar as estruturas raciais de dentro para fora e ver pessoas pretas chegando mínimas e saindo máximas, emocionalmente falando”, empolga-se a terapeuta.</p>



<p>Já o projeto <em>Um Mundo de Possibilidades Maternas</em> é um desdobramento de Cíntia Aleixo como psicóloga. O projeto procura desmistificar a busca pela terapia e ampliar o acesso a conteúdos de cunhos psicológicos atingindo o maior número de pessoas possível. A escolha do atendimento, que pode ser também online, e a geração de conteúdos sobre as questões femininas visam a tornar esses conhecimentos acessíveis a todas as mães, gestantes e tentantes. O conteúdo está disponível no canal “Um mundo de possibilidades maternas” Já os serviços oferecidos pelo projeto são: terapia individual, terapia online e grupos terapêuticos.</p>



<p>“A necessidade de criar o Possibilidades Maternas surgiu a partir da observação de que mulheres se tornavam mães e tinham de enfrentar o mito da mãe perfeita. A partir da minha maternagem e das sessões clínicas com outras mães, percebi que era necessário um espaço político e terapêutico para mulheres vivenciarem e construírem a maternidade para além do que é cultural e do senso comum. É possível não gostar da maternidade e ser mãe, ou saber o que gosta ou não na maternagem. e ainda assim amar o bebê”, explica Cíntia Aleixo.</p>



<p>O atendimento à mulher sempre foi um nicho de trabalho muito presente em sua carreira profissional desde a sua formação em Psicologia, no ano de 2004. Ela coleciona, no currículo, celebridades que ela atendeu ao longo da sua jornada profissional.</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/Cazoxr1OFZ6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/Cazoxr1OFZ6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/Cazoxr1OFZ6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Cíntia Aleixo (@psicologacintiaaleixo)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
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<p>Cíntia Aleixo também tem forte atuação nos meios de comunicação. Atualmente, a psicóloga é comentarista do noticiário Regional RJTV e do Programa Encontro com Fátima Bernardes. Durante dois anos, foi também comentarista sobre saúde mental do programa Papo de Almoço da Rádio Globo – Rio de Janeiro. Em todas essas participações, sempre ao vivo, Cíntia levantou reflexões sobre questões no âmbito psicológico de um modo geral, sendo ela uma referência em excelência clínica no Rio de Janeiro.</p>



<p>A pandemia fez com que pessoas e empresas passassem a dar mais valor aos cuidados com a saúde mental. “O avanço foi e é enorme. Para ser ótimo profissional, pai, mãe, amigo, cônjuge, é preciso possuir habilidades esquematizadas emocionalmente. Os casos de sucesso durante a pandemia devem-se à estrutura emocional que as pessoas tiveram. Oscilando, claro, mas mantendo minimamente o equilíbrio intelectual, social, religioso, por meio da terapia”, reconhece Cíntia.</p>



<p>Tudo o que Cíntia Aleixo almeja com seu trabalho, que perpassa por transformações sociais, é fortalecer pessoas psiquicamente. “O fortalecer é diretamente ligado à autoestima. Uma vez que aumenta, novas possibilidades serão encontradas e aproveitadas. É preciso mover estruturas sociais de dentro pra fora”, explica a psicóloga.</p>



<p>E será que está dando resultado? O mercado vem mudando? “Bastante. Recentemente, apliquei uma pesquisa de clima numa conta multinacional, e os resultados reforçaram a missão da consultoria nas empresas: promover segurança para liderança, conquistas, autopercepção e autovalor nos profissionais pretos entrevistados. É preciso continuar”, motiva-se a terapeuta.</p>



<p>Desafios e missões. Para uma mulher negra, psicóloga e empreendedora são muitos. “Eu sei onde estou. Sei meu potencial e sei que o valor de mercado não chega por ser uma mulher preta. Tenho muitas ideias brilhantes que não saem do papel, mas estão guardadas para que, no momento certo, eu possa colocar em prática. Meu salário e visibilidade são inferiores aos de pessoas brancas, muitas das quais andam sendo referência naquilo que não são, apenas por serem brancas. Fazem hoje o que faço há anos, ganham mais. Mas jamais vou deixar de trabalhar e fazer o que amo por esse motivo”, conclui altiva Cíntia Aleixo.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-racismo-esta-em-todos-os-lugares-e-nao-seria-diferente-em-multinacionais-diz-cintia-aleixo-psicologa-antirracista/">&#8220;O racismo está em todos os lugares e não seria diferente em multinacionais&#8221;, diz Cíntia Aleixo, psicóloga antirracista</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>Curso para psicanalistas busca sensibilizar profissionais sobre questões sociais e políticas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/curso-para-psicanalistas-busca-sensibilizar-profissionais-sobre-questoes-sociais-e-politicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 21:16:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser&#225; que as quest&#245;es levadas por pacientes para os consult&#243;rios de psicologia e psican&#225;lise t&#234;m correla&#231;&#227;o com as experi&#234;ncias de ra&#231;a, g&#234;nero e classe social dos pacientes? O Espa&#231;o Ori, criado por quatro psic&#243;logas e psicanalistas negras de Bras&#237;lia, acredita que sim. Por isso, est&#225; oferecendo o curso Racismo, Capitalismo e Psican&#225;lise voltado a profissionais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Será que as questões levadas por pacientes para os consultórios de psicologia e psicanálise têm correlação com as experiências de raça, gênero e classe social dos pacientes? O Espaço Ori, criado por quatro psicólogas e psicanalistas negras de Brasília, acredita que sim. Por isso, está oferecendo o curso <a href="https://docs.google.com/forms/u/3/d/e/1FAIpQLSfgNcjRB8I0lfwNeS1aE4Jhp_JzzUxtdhPUMYRgxImCXCHWHg/viewform?usp=send_form"><strong>Racismo, Capitalismo e Psicanálise</strong></a> voltado a profissionais da área. </p>



<p>“É uma tentativa de construir uma psicanálise que consiga dialogar com os aspectos sociais e políticos. Existe um debate corrente sobre a necessidade ou não de estabelecer pontes sólidas entre o sujeito da psicanálise e o sujeito como é conhecido nas ciências sociais. Nós nos posicionamos nisso afirmando esta necessidade, que tem aparecido como falta ou carência de gramática entre profissionais que escutam experiências racializadas na clínica”, explica Bianca Campos, que vai ministrar o curso, ao lado de Flávia Oliveira.</p>



<p>Bianca é psicanalista, psicóloga e pesquisadora de relações raciais na clínica. Flávia é psicóloga, mestre em psicologia clínica e cultura pela Universidade de Brasília, com foco em saúde mental e trabalho, raça e gênero.&nbsp;</p>



<p>PÚBLICO-ALVO — Pode se inscrever no curso qualquer profissional interessado na temática. “Convidamos pessoas que estudem, trabalhem ou se interessem de alguma forma pela psicanálise como ferramenta de compreensão desses complexos que são o racismo e o capitalismo. Existem leituras múltiplas sobre estes temas e aqui a ideia é produzir um olhar pro fenômeno a partir dessas lentes”, explica Flávia Oliveira. </p>



<p>O curso é dividido em três módulos ofertados em encontros semanais com duração de duas horas às quintas-feiras de 19h às 21h, iniciando na primeira semana de junho. A cada cinco pessoas inscritas, vai ser oferecida uma inscrição gratuita, para quem informar a necessidade no ato da inscrição.&nbsp;</p>



<p>ESPAÇO ORI — Ori significa cabeça no idioma yorubá. Mas se refere não apenas à cabeça física, como também aos aspectos emocionais e espirituais da consciência. Em Brasília, é um espaço criado a partir das potências de mulheres negras que entendem este lugar como espaço simbólico de acolhimento, trocas, afeto e revolução.</p>



<p>“Somos um consultório no meio da capital do Brasil, um lugar muito indigesto para a população negra e periférica do Distrito Federal, mas esperamos que nossa presença ativa ajude a humanizar este espaço. Somos um espaço de atendimento e formação conjunta entre nós profissionais e a partir desse encontro, desejamos ampliar a rede de profissionais da psicologia e psicanálise que pensam relações raciais em suas práticas”, explica Tayane Nunes.</p>
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		<title>Coletivo Di Jejê oferece  curso gratuito de Psicanálise e Racismo com certificado</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/coletivo-di-jeje-oferece-curso-gratuito-de-psicanalise-e-racismo-com-certificado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabrielly Ferraz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 14:54:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A institui&#231;&#227;o fundada por Jaqueline Concei&#231;&#227;o, doutoranda em antropologia pela UFSC, mestre em educa&#231;&#227;o pela PUC SP, psicanalista e consultora da ONU oferece durante todo o m&#234;s de novembro tr&#234;s cursos voltados para profissionais do campo da sa&#250;de mental. Al&#233;m do curso de Psican&#225;lise e Racismo a institui&#231;&#227;o tamb&#233;m conta com cursos focados nos estudos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A instituição fundada por Jaqueline Conceição, doutoranda em antropologia pela UFSC, mestre em educação pela PUC SP, psicanalista e consultora da ONU oferece durante todo o mês de novembro três cursos voltados para profissionais do campo da saúde mental. Além do curso de Psicanálise e Racismo a instituição também conta com cursos focados nos estudos de pensadores contemporâneos como Steve Biko e Lelia Gonzalez</p>



<p>Sobre os cursos gratuitos:</p>



<p>Psicanálise e Racismo: O que é psicanálise? Por que discutir racismo e Psicanálise? Racismo e dominação psíquica em Frantz Fanon; Da dor ao corpo: a violência do racismo; Narcisismo e o ideal do ego Virgínia Bicudo: uma história da psicanálise brasileira; Educação sanitária, estudos de atitudes raciais e psicanálise na trajetória de Virgínia Leone Bicudo; Considerações psicanalíticas sobre preconceito racial: um estudo de caso; racismo como meta enquadre; racismo e psicanálise em produções acadêmicas.</p>



<p>O pensamento de Steve Biko  </p>



<p>Você já ouviu falar sobre consciência negra?</p>



<p>Biko foi o percursor dela. Steve Biko é um dos principais nomes na história internacional do movimento negro e anticolonial. O ativista foi um dos principais nomes na luta contra o Apartheid e foi um mobilizador da juventude negra daquele país. O nome de Steve Biko é recordado e utilizado por organizações sociais em todo o mundo. Em Liverpool, Inglaterra, a Associação Steve Biko para Sem-Teto recebe grupos sociais marginalizados, e na África do Sul há a Fundação Steve Biko, que desenvolve programas de combate às desigualdades raciais.</p>



<p>O pensamento de Lélia Gonzalez:</p>



<p>Lélia Gonzalez, Mulher, negra, intelectual e ativista foi pioneira nas discussões sobre relação entre gênero e raça, ao propor uma visão afro-latino-americana do feminismo. A abrangência de seu pensamento, que atravessa filosofia, psicanálise e candomblé, pode ser vista em uma nova coletânea, a primeira em uma editora comercial.</p>



<p>Os cursos serão realizados pela plataforma online do Coletivo Di Jejê, a plataforma Ionene com foco em estudos psicanalíticos sobre raça e gênero. A plataforma conta com 24 cursos de formação, divididos em 10 meses e seis módulos, focados na discussão sobre psicanálise, racismo e gênero. </p>



<p>Os cursos acontecem virtualmente e os inscritos podem acessar o conteúdo dos encontros que são gravados por até 30 dias. A plataforma conta com apoio bibliográfico e uma equipe de docentes com solida experiência em formação e Psicanalise. Os módulos abordam a formação inicial do psicanalista e as implicações da escuta racial, mulher negra, homem negro, famílias negras e interraciais e o sujeito pardo.</p>



<p>*Programas:*</p>



<p>Módulo I &#8211; Pensando os estudos sobre psicanálise, raca e gênero no Brasil &#8211; uma introdução.</p>



<p>Módulo II &#8211; A formação do analista e a escuta racializada.</p>



<p>Módulo III &#8211; Mulher Negra</p>



<p>Módulo IV &#8211; Homem Negro</p>



<p>Módulo V &#8211; Sujeito/a pardo/a</p>



<p>Módulo VI &#8211; Famílias negras/ Famílias inter-raciais</p>



<p>Interessados podem realizar a inscrição <a href="https://coletivodijeje.com.br/curso.php?a=221" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>
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		<title>Escolher uma psicóloga negra foi o maior presente que dei a mim mesma</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/terapia-porque-prefiro-psicologos-negros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 23:41:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental população negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terapia entrou na minha vida pela primeira vez aos 20 anos, quando sa&#237; da casa dos meus pais no interior de SP para trabalhar na capital. Meu emprego era um ambiente t&#243;xico, eu era a &#250;nica negra, o que me fez sentir mais falta da minha fam&#237;lia. Um homem branco foi o primeiro psic&#243;logo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A terapia entrou na minha vida pela primeira vez aos 20 anos, quando saí da casa dos meus pais no interior de SP para trabalhar na capital. Meu emprego era um ambiente tóxico, eu era a única negra, o que me fez sentir mais falta da minha família.</p>



<p> Um homem branco foi o primeiro psicólogo que consultei. Era o que meu convênio cobria na época e ele nem era ruim. Eu falava, ele ouvia, dava sua opinião, muitas acertadas, mas acaba a sessão, eu já voltada para minhas atividades sem muitas inquietações ( que faz terapia sabe do que estou falando). </p>



<p>As outras terapeutas que escolhi depois foram duas mulheres brancas. Uma tinha uma insistência em falar das minhas fragilidades, mas por algum motivo isso me incomodava, talvez pelo fato de uma branca querer explorar as minhas dores, me fazia sentir como se por eu ser negra, ela achasse que minha vida tivesse sido pior do que realmente foi. Quando ela me “cutucava”, eu controlava meu choro. Saía do consultório com dores de cabeça e chorava em casa. Depois de poucas sessões, desisti.</p>



<p>Por conta de questões de ansiedade e distúrbios alimentares, tentei a terapia mais vez. A psicóloga era tipo uma coaching que me ajudaria a ter mais consciência da minha alimentação. Durante o tratamento, eu tive um problema grave de saúde e quase morri. Ao voltar à terapia, minha felicidade por ter sobrevivido foi tão grande que a terapeuta me deu alta. Simples assim. Ela não percebeu que minha euforia não significava que eu estava bem. O período de internação foi bem traumático, não só para mim, mas para minha família, incluindo minhas filhas, mas não cabia a mim insistir com quem achava que eu não precisava me curar. Eu provavelmente era a negra forte, com tudo sob controle na visão daquela psicóloga.</p>



<p>Cinco anos depois, senti novamente que precisava de ajuda. Dessa vez queria uma pessoa negra. Uma mulher de preferência. Quando eu era mais jovem eu não racializava as escolhas dos profissionais que cuidariam de mim. Bastava ser bom ou indicado por alguém.</p>



<p>Conheci a Camila por meio de um grupo de psicólogos negros do Facebook. O que me chamou a atenção foi o cartão dela, com várias referências africanas. Mesmo sendo antes da pandemia, escolhi o atendimento online que seria mais compatível com minha agenda corrida.</p>



<p>Ela poderia ser uma parente minha. Falar sobre mim para alguém parecido comigo foi algo incrível, &nbsp;mas também complexo. Voltando à minha versão vítima apontada por uma das psicólogas brancas que consultei, a Camila me trouxe para esse lugar novamente , mas não de uma forma que eu me sentisse desconfortável. Com ela me permiti ser frágil, abrir sobre minhas dores, medos e arrependimentos, porque as similaridades que mulheres negras têm, em suas vivências, me fez sentir nela, um terreno seguro para me despir emocionalmente.</p>



<p>A negritude, a ancestralidade, a feminilidade negra fazem parte das nossas sessões. As reflexões trazidas por ela me fizeram repensar a maneira que fui criada por uma mulher também negra e como quero educar minhas filhas, enquanto mulheres negras.</p>



<p>O nosso mental não pode fugir do contexto do que significa ser negro no mundo. Desassociar minha mente do que o meu corpo representa em uma sociedade racista, é apagar minha identidade. Um terapeuta branco, por mais esforçado que seja, não sabe o que é esse lugar. Não importa o quanto eu descreva como aquele olhar no restaurante chique me incomodou, é preciso ser negro para saber como olhares ferem a nossa humanidade, onde dói e o porquê. Um terapeuta negro sabe.</p>



<p>Como mãe, criando mulheres negras, a Camila me faz rever a minha infância e abre minha mente para que eu possa criá-las de maneira mais livre do que eu fui e desenvolver o potencial delas em um nível que é negado, para crianças e jovens negros, em espaços fora de casa.</p>



<p>Pensamentos da filosofia africana usados pela minha terapeuta, me ensinaram a rever a minha forma de racionalizar as relações. Muito do aprendo com ela sobre valores ancestrais, nunca me foi ensinado e ao mesmo tempo é o que faz mais sentido para alguém como eu.</p>



<p>Falar de situações racistas então, me traz muito alívio. Não preciso explicar por que foi racismo. Ela também sofre. Ela sabe.</p>



<p>Eu tive psicólogos brancos que não eram ruins, porém não posso fazer de conta que certos olhares deles quando eu descrevia situações relativas à minha negritude me incomodavam. Eles não sabiam fazer esse tipo de escuta. Tem sessões com a Camila que eu xingo pessoas brancas que me trataram mal. O racismo tem alto impacto da minha vida profissional. Acredito que com um terapeuta branco eu não falaria sobre isso, não por medo de ofender, mas pela sensação de que não haveria o entendimento.</p>



<p>Ser mulher negra no Brasil é ser muita coisa. Ter a mente livre em um ambiente que te subestima é quase enlouquecedor. Só um terapeuta negro pode lidar com a mente de quem vive nessa realidade, porque essa provavelmente é a vida dele também.</p>
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		<title>Criada em 2016, Redes vivas ganha novas funcionalidades e inicia parceria com ZenKlub</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2019 22:47:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[desabafo social]]></category>
		<category><![CDATA[lgbtq+]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criada em 2016, atrav&#233;s do&#160;Desabafo Social, a Redes Vivas &#8211; Sa&#250;de da Popula&#231;&#227;o NEGRA e LGBT, tem o proposito de promover a sa&#250;de das popula&#231;&#245;es negra e LGBTQI+ atrav&#233;s das tecnologias de sa&#250;de. Este ano, o projeto ganha outro formato, com base nos dados de desemprego no Brasil. A plataforma ser&#225; lan&#231;ada nesta sexta-feira (1). [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Criada em 2016, através do <strong>Desabafo Social</strong>, a <strong>Redes Vivas – Saúde da População NEGRA e LGBT</strong>, tem o proposito de promover a saúde das populações negra e LGBTQI+ através das tecnologias de saúde. Este ano, o projeto ganha outro formato, com base nos dados de desemprego no Brasil. A plataforma será lançada nesta sexta-feira (1).</p>
<p>55,8% da população brasileira é negra e, de acordo com o <strong>IBGE</strong>, 63,7% dos desempregados no Brasil são pretos ou pardos. Dos trabalhadores, os brancos recebem 75% a mais que pretos e pardos. Com essa observação, a instituição aposta na supervisão e atendimento psicológico online com profissionais negros e LGBQI+, gerando renda e democratizando o acesso a terapia.</p>
<p>&#8220;<em>A plataforma do Redes Vivas não foi criada apenas atendimento. Optamos também pela supervisão para os profissionais nos modelos multidisciplinar e psicológica, com o intuito de proporcionar o aprimoramento profissional e pessoal, experiência interdisciplinar e educação continuada. A proposta é ter algo que extrapole o que temos no mercado, o convencional. E escolhemos a ZenKlub como parceiro principal, porque eles nos disponibilizam uma tecnologia segura e é credenciado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) para atendimento online e juntos vamos disponibilizar para cada profissional negro e LGBTQI+, uma plataforma que potencialize o bem-estar por meio de conteúdos, palestras, ações que promovam a saúde mental e emocional</em>&#8221; , diz <strong>Gabriel Leal</strong>, fundador do Redes Vivas</p>
<p>A plataforma é bastante simples. Os clientes acessam o site, escolhem o psicólogo ou psicóloga e agenda a consulta. Todos psicólogos possuem descrição do currículo. Acesse: www.redesvivas.com.br.</p>
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		<title>Insegurança e inferioridade: Você consegue reconhecer suas potências?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/inseguranca-e-inferioridade-voce-consegue-reconhecer-suas-potencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jan 2019 07:24:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos em um novo ano e &#233; comum refletirmos sobre o que queremos para o ano e quais s&#227;o nossas metas e objetivos, mas o que quase nunca paramos para pensar &#233; sobre nossas pot&#234;ncias, ou aquilo que temos de melhor. Espinosa falava das pot&#234;ncias como sendo aquilo que nos move e nos afeta. Um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div dir="auto">
<p>Estamos em um novo ano e é comum refletirmos sobre o que queremos para o ano e quais são nossas metas e objetivos, mas o que quase nunca paramos para pensar é sobre nossas potências, ou aquilo que temos de melhor. Espinosa falava das potências como sendo aquilo que nos move e nos afeta.</p>
</div>
<div dir="auto">
<p>Um dos efeitos do racismo é o sentimento de inferioridade, algo que é muito comum no relato de pessoas negras. Esse sentimento de inferioridade faz com que não vejamos aquilo que temos de melhor e nossas qualidades. A comparação com o outro também é algo que pesa e nos faz questionar nossas fraquezas e potências. Como dizem, o endereço mais difícil do mundo é o lugar do outro.</p>
</div>
<div dir="auto">Geralmente costumamos olhar para nossas fraquezas ou aquilo que precisamos melhorar, mas não nos damos conta de que não olhamos para aquilo que temos de melhor.</div>
<div dir="auto">
<p>Conseguir identificar nossas potências não é algo fácil e muito menos rápido. É um processo longo de autodescoberta e muita reflexão, Sócrates dizia &#8220;Conhece-te a ti mesmo&#8221; e esse exercício de autoconhecimento nos faz ficar mais fortes e donos de nós mesmos.</p>
</div>
<div dir="auto">
<p>Nesse ano novo que se inicia é importante pararmos para refletir sobre aquilo que somos e aquilo que conseguimos fazer de melhor. Em que somos bons, no que nos destacamos e como podemos reconhecer e aperfeiçoar essas potências que temos. A psicoterapia é uma grande aliada nesse processo de autoconhecimento e reconhecimento das nossas potências.</p>
</div>
<div dir="auto">Você já se questionou sobre quais são suas potências?</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><strong>Sobre o autor:</strong>  Gabriel Basilio é negro, tem 21 anos, é morador da periferia do Grajaú em São Paulo,  estudante de psicologia na FMU/SP sendo bolsista pelo ProUni. Estuda as relações raciais e como o racismo afeta a população negra. É administrador da página  <a href="https://www.instagram.com/apsicologiacontraoracismo/">Psicologia Contra o Racismo</a>, no Instagram.  Participa das reuniões abertas do núcleo de psicologia e relações étnicorraciais do CRP-SP.</div>
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		<title>Felicidade por um fio: três gerações buscando aceitação</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/felicidade-por-um-fio-tres-geracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2018 02:49:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade por fio]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Podemos fazer diversas reflexões sobre o filme “Felicidade por um fio&#8221; lançado recentemente na Netflix. O filme nos mostra um encontro de gerações entre Violet (personagem principal), sua mãe e Zoe filha do cabeleireiro. E uma forma de racismo trans-geracional (passado de mãe para filha e assim sucessivamente) quando mostra a mãe de Violet a ensinando que cabelo bonito é cabelo liso e que ela deveria estar sempre perfeita, o que provavelmente aprendeu também com sua mãe e apenas transmitiu para sua filha. Por outro lado também mostra Zoe reproduzindo uma fala de seu pai de que ela deveria permanecer com seu cabelo natural, mesmo Zoe convivendo no salão de cabeleireiro e cercada de mulheres que alisam seus cabelos, dessa forma é construída uma contradição na psique de Zoe porque como é possível que seu cabelo natural seja bonito se a maioria das mulheres que vão ao salão alisam seus cabelos? E aqui podemos pensar no poder da mídia que construiu uma ideia de que o ideal de beleza é uma mulher loira do cabelo liso, como é formada a subjetividade das meninas negras, quando as referências não são parecidas com aquilo que elas são?</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube">
https://www.youtube.com/watch?v=EZOwfX3bmzQ
</figure>



<p>O que percebemos é que ambas as personagens vivem sob um ideal do embranquecimento, como explica a psicanalista Neusa Santos em seu livro “Tornar-se negro&#8221; vivem tentando se encaixar em um padrão estético que não é o de seu grupo étnico e sim do branco. A mãe de Violet seguia o padrão do cabelo alisado e buscava o ideal da perfeição e o mesmo acontece com Violet ao longo do seu desenvolvimento que tem sua autoestima moldada por esse ideal do embranquecimento. Ela é uma mulher bonita, bem-sucedida financeiramente, com o homem dos seus sonhos e de repente se vê perdida. Perdida de si mesma. Sem saber quem é a Violet que não é perfeita e nem será, mas que até então vivia como se fosse. É lindo ver ao longo do filme a personagem se libertando desse padrão e se empoderando para ser aquilo que ela realmente é. Encontrando-se com seu verdadeiro eu e sendo feliz. E a cena da piscina ,no final, ilustra perfeitamente isso.</p>



<p>Também podemos pensar em como será diferente com Zoe tendo seu pai lhe ensinando que ela é bonita do jeito que é, que seu cabelo natural é lindo, fortalecendo sua autoestima e quando chegar a hora de escolher Zoe terá consciência do que quer ser e se quiser seu cabelo cacheado ou liso ao menos saberá que não estará presa em um ou outro, mas que poderá ser várias em uma só.</p>



<p>O racismo cotidiano deixa marcas em nossa subjetividade. As ideias que são transmitidas para nós por nossos pais muitas vezes vêm carregadas por um racismo velado que está cristalizado em nossa sociedade e permanece dessa forma de geração à geração. Mas como Violet fez no filme é tempo de libertação. Se libertar dos padrões. Se libertar das imposições. Se libertar desse racismo que passa de geração em geração. É hora de se encontrar consigo mesma e ser você. Observe-se e veja a beleza que há dentro de você. Essa mesma beleza define quem você é. Uma pessoa linda e cheia de qualidades.</p>



<p><em><strong>Sobre autor do texto: Gabriel Basilio</strong> é negro, tem 21 anos, é morador da periferia do Grajaú em São Paulo, estudante de psicologia na FMU/SP sendo bolsista pelo ProUni. Estuda as relações raciais e como o racismo afeta a população negra. É administrador da página A Psicologia Contra o Racismo. Participa das reuniões abertas do núcleo de psicologia e relações étnicorraciais do CRP-SP.</em></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/felicidade-por-um-fio-tres-geracoes/">Felicidade por um fio: três gerações buscando aceitação</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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