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	<title>Arquivos Professoras negras - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>A luta pela educação e igualdade: o impacto de professores negros na trajetória dos jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Aug 2023 19:50:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Ivair Augusto Alves dos Santos Ter uma professora negra nas primeiras s&#233;ries do ensino fundamental faz muita diferen&#231;a no futuro de milh&#245;es de jovens. A Educa&#231;&#227;o foi e sempre ser&#225; o lugar desejado para a transforma&#231;&#227;o e as professoras negras, retratadas por diversas pesquisas &#8211; Nilma Lino Gomes escreveu sobre a tem&#225;tica &#8211; foram [&#8230;]</p>
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<p><em><strong>Texto: Ivair Augusto Alves dos Santos</strong></em></p>



<p>Ter uma professora negra nas primeiras séries do ensino fundamental faz muita diferença no futuro de milhões de jovens. A Educação foi e sempre será o lugar desejado para a transformação e as professoras negras, retratadas por diversas pesquisas &#8211; <strong>Nilma Lino Gomes</strong> escreveu sobre a temática &#8211; foram essenciais na trajetória de pessoas negras em todo território brasileiro.</p>



<p>Há certos espetáculos artísticos da telenovela brasileira que passam desapercebidos pela maioria da população, mas a produção de modelos de ser, de sentir e de pensar marcados por gênero e racismo é uma contribuição relevante no que tange à criação dos personagens da novela “Amor perfeito”.</p>



<p>Ver a professora Celeste, interpretada pela atriz <strong>Cyda Moreno</strong>, é um acontecimento gigantesco. Ela trata a educação como ação libertadora e criativa para as crianças. E a professora da novela existiu e existe! Representa a legião de professoras negras &#8211; conhecidas e anônimas- que sustentam a luta pela democratização da educação brasileira.</p>



<p>As crianças negras, no Brasil, sofrem, ainda, com a reprodução de um modelo eurocêntrico, enraizado a partir do processo histórico de escravidão. A naturalização da branquitude leva as crianças negras a negarem sua negritude.</p>



<p>A presença da professora Celeste resgata o respeito à mulher negra e rompe com a prática quotidiana da invisibilidade e combate à discriminação racial e de gênero. O tratamento estético da novela “Amor Perfeito” está nos detalhes das roupas da época, no cuidar do cabelo de pessoas negras, no reconhecimento do afeto nas famílias negras. É um processo de reparação e de revisão histórica dos anos das décadas de 1930/1940, principalmente no que diz respeito ao tratamento racial, como também uma novela de época sob o olhar atento da perspectiva do hoje.</p>



<p>Esse processo é de reparação e trouxe um frescor inédito e uma nova dimensão à narrativa nunca antes vista nas novelas de época do horário das 18h. A dramaturgia brasileira com personagens como Popó, interpretado pelo <strong>Mestre Ivamar</strong>, e atrizes negras como a <strong>Cyda Moreno</strong> ficarão eternamente em nosso imaginário.</p>



<p>A novela caminha para o desfecho final, mas a trama dos personagens coadjuvantes ganha o interesse maior. Todos nós esperamos o acerto de contas entre o bem e o mal, como todo encerramento de uma novela das 18 horas. Desta vez, está em jogo o debate sobre a solidão da mulher negra e do homem negro, o amor entre pessoas negras idosas e o papel que a educação tem nas vidas das pessoas jovens e adultas. Não fomos educados para ter o amor como um direito. Especialmente quando envelhecemos.</p>



<p>A educação é parte importante da novela e incentiva que jovens e adultos, que deixaram a escola no passado, retornem à sala de aula.<br>A inciativa de criação de cursos noturnos parte da mobilização de uma jovem negra: Tânia, interpretada de maneira brilhante pela atriz paraense Iza Moreira. Nos anos da década de 1930 e 1940, o movimento negro investiu em escolas para crianças, jovens e adultos negros, com experiências diversas no Brasil, como a da Frente Negra Brasileira, e o Teatro Experimental do Negro.</p>



<p>A professora <strong>Jeruse Romão</strong>, nascida na cidade de Florianópolis, que é uma referência nacional em educação e na luta por igualdade, diz o seguinte: “a resistência consciente não é confortável, porque existe muita violência e o movimento negro – que é plural e multifacetado – sabe que sempre haverá enfrentamentos, porque o racismo é estrutural.(…). Nossa educação teve uma expansão quantitativa, mas seu grande desafio é reeducar a sociedade. Ela escolariza, mas não educa, não descoloniza. Dá poucas habilidades para as relações sociais e o convívio com o diferente. Há barreiras estabelecidas pela linha da cor, com repercussões no acesso ao mercado de trabalho.”.</p>



<p>Jeruse Romão sintetiza os esforços do movimento negro em defesa da educação que durante mais de um século o negro vem lutando para sua transformação.</p>
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