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	<title>Arquivos PL 1904/24 - Mundo Negro</title>
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		<title>Anielle Franco critica PL que equipara aborto a homicídio e alerta para impacto sobre vítimas de violência sexual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 13:36:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">A ministra da Igualdade Racial, <strong>Anielle Franco</strong>, criticou, na manhã desta quinta-feira, 13, a aprovação do requerimento de urgência do <a href="https://mundonegro.inf.br/erika-hilton-faz-campanha-nas-redes-para-frear-projeto-de-lei-que-equipara-aborto-a-homicidio-nojento-absurdo-e-cruel/">Projeto de Lei 1904/24</a>, que equipara o aborto acima de 22 semanas ao crime de homicídio. O projeto, de autoria do deputado federal <strong>Sóstenes Cavalcante</strong> (PL-RJ), penaliza mulheres e meninas vítimas de violência sexual que interromperem a gestação, prevendo penas mais severas do que as aplicadas aos estupradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em publicação no X/Twitter, a ministra destacou que a aprovação do requerimento retrocede os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no Brasil. “A Câmara aprovou ontem o requerimento de urgência do PL 1904/24, que retrocede os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas no Brasil e concretamente agrava os casos de gravidez infantil, forçando crianças violentadas a serem mães”, afirmou a ministra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A urgência na tramitação do projeto implica que ele não passará por comissões e será encaminhado diretamente ao plenário. Para <strong>Anielle Franco</strong>, isso representa uma falta de espaço para discussão com a sociedade e especialistas sobre a proposta. “As discussões sobre essa proposta desastrosa para a vida de meninas e mulheres no país tramitam com velocidade e pouco espaço para discussão com a sociedade e especialistas”, criticou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto do PL 1904/24, mulheres adultas vítimas de estupro que realizarem o aborto após 22 semanas, bem como os profissionais que executarem o procedimento, podem ser condenadas por homicídio, com penas que chegam a até 20 anos de prisão. Franco sublinhou que essa pena é o dobro da aplicada aos agressores do estupro, cuja máxima é de 10 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra também ressaltou a gravidade da situação de violência sexual no país, citando dados de 2022 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Os dados são alarmantes: o Brasil registrou cerca de 75 mil casos de estupro – o maior da série histórica. Seis a cada dez vítimas eram crianças de até 13 anos, 57% eram negras e 68% dos estupros ocorreram na residência das vítimas. Outro dado revela a gravidade deste cenário: em 64% dos casos, os autores eram familiares das vítimas”, detalhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela concluiu a publicação alertando sobre os impactos do projeto. “Esse projeto representa retrocesso e desprezo pela vida das mulheres. Esse não é o Brasil que queremos”, escreveu.</p>



<blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">A Câmara aprovou ontem o requerimento de urgência do PL 1904/24, que retrocede os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas no Brasil e concretamente agrava os casos de gravidez infantil, forçando crianças violentadas a serem mães. Com a aprovação desse requerimento,…</p>&mdash; Anielle Franco (@aniellefranco) <a href="https://twitter.com/aniellefranco/status/1801227087635706192?ref_src=twsrc%5Etfw">June 13, 2024</a></blockquote> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de Cavalcante tem gerado controvérsia e reacendeu o debate sobre os direitos reprodutivos no país. Grupos de defesa dos direitos das mulheres e entidades de saúde se manifestaram contrários ao projeto, apontando para os riscos e impactos negativos sobre a saúde das mulheres, especialmente as que são vítimas de violência sexual.</p>
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