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	<title>Arquivos periferia - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos periferia - Mundo Negro</title>
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		<title>“Enquanto a publicidade pinta de verde seus slogans, o colapso climático afoga a periferia”, diz Domitila Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 09:52:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto marcas se preparam para o marketing verde visando a COP30, Domitila Barros fala ao Mundo Negro sobre racismo ambiental e cobra rastreabilidade &#233;tica na publicidade brasileira&#160; A publicidade est&#225; preparando suas lonas verdes para a COP30, mas em muitos bairros do Brasil, o que se estende &#233; a lona do desespero. Enquanto marcas e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Enquanto marcas se preparam para o marketing verde visando a COP30, Domitila Barros fala ao </em><strong><em>Mundo Negro </em></strong><em>sobre racismo ambiental e cobra rastreabilidade ética na publicidade brasileira&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicidade está preparando suas lonas verdes para a <strong>COP30</strong>, mas em muitos bairros do Brasil, o que se estende é a lona do desespero. Enquanto marcas e agências se mobilizam para aparecer bem na foto da próxima<strong> Conferência do Clima da ONU</strong>, que será realizada em Belém (PA) em novembro, comunidades negras e periféricas já enfrentam, cotidianamente, os efeitos de um colapso climático silencioso, seletivo e perverso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É impossível falar em sustentabilidade sem falar em racismo. O colapso climático tem cor, território e histórico. E ele se agrava toda vez que a publicidade decide fingir que não vê”, dispara <strong>Domitila Barros</strong>, ativista, comunicadora e consultora internacional em sustentabilidade e marketing ético, em entrevista exclusiva ao <strong>Mundo Negro</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Natural da periferia do Recife, Domitila carrega no corpo e na fala o atravessamento de duas urgências: a da justiça social e a da justiça ambiental. Ela já palestrou em 12 países, foi reconhecida como Influenciadora do Ano em Sustentabilidade pelo WIBA Awards em Cannes, atua como embaixadora das Fronteiras Planetárias nos Jogos Mundiais Universitários FISU 2025 e colabora com o Greenpeace. Mas é a partir de sua vivência nos territórios racializados do Brasil que ela constrói sua crítica mais urgente: sustentabilidade sem compromisso com a equidade é só mais um privilégio pintado de verde.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A face racial do colapso</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, 85% das pessoas que vivem em áreas de risco ambiental são negras ou pardas, segundo o IBGE. A cada novo desastre, seja no litoral norte de São Paulo, nas encostas do Rio de Janeiro, nas enchentes do Rio Grande do Sul ou nos bairros baixos do Recife, o padrão se repete: as mortes não são apenas causadas pela chuva, mas pela negligência política, pelo racismo estrutural e pela lógica de um país que normaliza a exclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Domitila é direta: “Quem morre nas tragédias ambientais do Brasil é quem sempre foi empurrado para a margem. Não adianta encher os aeroportos de banners sobre biodiversidade se o povo preto continua sendo removido sem política de moradia, se os quilombolas são assassinados e os indígenas são silenciados. A publicidade precisa parar de posar de ambientalista enquanto lucra com o silêncio.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a proximidade da COP30, cresce a pressão para que o Brasil assuma protagonismo na agenda climática global. Mas, internamente, o país enfrenta retrocessos sérios, como a recente aprovação no Senado do PL 2159/2021, conhecido como PL da Devastação, que desmonta o licenciamento ambiental e abre caminho para obras e empreendimentos em áreas sensíveis sem avaliação adequada de impacto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ao mesmo tempo que diz liderar a pauta ambiental, o Brasil afrouxa leis que protegem biomas e ignora as vozes das comunidades tradicionais. Isso é greenwashing institucional. E muitas marcas embarcam nesse discurso superficial porque é mais fácil vender utopia do que encarar a verdade: não existe futuro possível sem reparação histórica e redistribuição de poder”, critica Domitila.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na visão da ativista, a publicidade brasileira, especialmente a de grandes marcas, tem sido covarde. “Estamos em 2025, às vésperas da COP30, e ainda vemos campanhas genéricas sobre sustentabilidade, com slogans recicláveis, mas práticas descartáveis. Onde estão os quilombolas nas campanhas? Onde estão os catadores? Onde estão os corpos reais que fazem a economia circular girar neste país?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela lembra que a publicidade ajudou a construir símbolos de consumo, beleza e pertencimento no Brasil e, por isso, tem o dever de desconstruí-los. “Não é sobre vender produtos ecológicos a quem pode pagar. É sobre devolver dignidade a quem sempre sustentou esse país com trabalho invisível. É sobre quem a marca escolhe colocar no centro da história ou deixar de fora dela.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Rastreabilidade é poder</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para Domitila, marcas que desejam ocupar espaço com coerência na COP30 precisam mais do que presença institucional. Precisam fazer autocrítica, rever cadeia de produção, abrir os bastidores e garantir rastreabilidade ética. “Não adianta estar na COP com tenda climatizada se não sabe dizer quem costurou seu uniforme, quem colheu o que você serve no coquetel, ou onde vai parar seu lixo. O consumidor negro e periférico está atento. A era da ingenuidade passou.” Ela afirma que regeneração é o novo prestígio. “Saber de onde vem, para onde vai, com que impacto&#8230; Tudo isso é status. E se a publicidade não entender isso agora, vai ficar obsoleta.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Domitila encerra com uma provocação direta ao mercado: “Não é mais tempo de influenciar sem responsabilidade. Celebridades, agências e empresas precisam decidir de que lado da história vão estar. O mundo está observando. E as periferias também”.</p>
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		<title>No Mano a Mano, Lula critica violência policial: ‘Não é ficar perseguindo a pessoa pela cor’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 16:07:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O presidente <strong>Luiz Inácio Lula da Silva</strong> (PT) foi o convidado do episódio mais recente do podcast Mano a Mano, apresentado por <strong>Mano Brown</strong> e <strong>Semayat Oliveira</strong>, que foi ao ar na última quinta-feira,19 d e junho. Em uma conversa gravada no Palácio da Alvorada, <strong>Lula</strong> falou sobre a realidade da juventude negra e periférica no Brasil, abordando especialmente a violência policial e as desigualdades que seguem matando os jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o episódio, <strong>Semayat Oliveira</strong> lembrou do Plano Juventude Negra Viva, lançado pelo governo federal, por meio do Ministério da Igualdade Racial, que busca a redução das vulnerabilidades que afetam a juventude negra brasileira e a violência letal alicerçada no racismo, questionando o presidente sobre ações para diminuir a violência: “Hoje, na periferia, a polícia age como se fosse inimigo. No bairro do pobre ela chega atirando, no bairro do rico ela chega perguntando. Porque nós estamos exigindo o uso da câmera? Porque ela vai tornar mais comedido o comportamento policial. Ele sabe que ele tá sendo vigiado, então ele tem que chegar e perguntar para as pessoas. Não é ficar perseguindo a pessoa pela cor, ou pelo bairro ou se a rua tem asfalto ou não. As pessoas têm que ter seriedade. É isso que nós queremos instruir”, disse Lula, ao defender a volta das câmeras corporais nos uniformes da polícia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A questão da segurança é um problema no Brasil desde que me conheço por gente. Hoje, o policial é mal remunerado, anda armado e, de preferência, ele não quer saber da violência que ele pratica. Por isso estamos exigindo a volta das câmeras para que a gente saiba o que vai fazer”, afirmou. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lembrar a demarcação de terras indígenas e de territórios quilombolas durante a conversa com Mano Brown, Lula afirmou: &#8220;Você sabe quantos territórios indígenas já liberamos? Quantos quilombolas estamos legalizando? Estamos dando cidadania a um povo que estava sem esperança nesse país. E isso é tudo muito complicado, porque você tem toda uma máquina estruturada criando dificuldade para fazer&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da segurança pública, <strong>Lula</strong> falou sobre o cenário político nacional e garantiu que será candidato à reeleição em 2026. “Se depender do meu esforço físico, da minha consciência política, a extrema direita não volta a governar esse país, pode ter certeza disso”, destacou. O presidente criticou a dificuldade em disputar espaço nas redes sociais diante das campanhas de desinformação. “Eu nunca vou esperar que um bolsonarista fale bem de uma política minha. Eu acho que ele vai sempre nos criticar, ele vai sempre dizer uma mentira, sempre vai contar uma inverdade. E nós temos que estar preparados para isso. Eu trato isso com muita tranquilidade. É um jogo que está sendo jogado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula também reforçou seu compromisso com uma campanha limpa: “Eu só posso te dizer uma coisa, eu não utilizarei as redes digitais para contar mentiras contra nenhum adversário. Não me peçam para fazer uma campanha mentirosa, que não faz parte da minha vida.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novas medidas sociais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente aproveitou o episódio para anunciar novas medidas sociais. Ele prometeu uma linha de crédito para entregadores de aplicativos comprarem motocicletas elétricas, além de lançar um programa para financiamento de reformas habitacionais. Lula também garantiu que pretende incluir o gás de cozinha na cesta básica, permitindo que cerca de 17 milhões de famílias tenham acesso gratuito ao botijão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ainda este mês tenho que anunciar um programa de crédito para reforma de casa. Porque às vezes você tem sua casinha e não quer uma casa nova, você quer fazer um quarto, quer fazer um banheiro novo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o preço do gás, o presidente criticou a diferença entre o valor de venda da Petrobras e o preço pago nas periferias: “Um gás de cozinha sai da Petrobras a R$ 37 o botijão de 13 quilos e chega às pessoas por R$ 140. Então, estamos encontrando um meio de fazer com que essas pessoas mais pobres recebam este gás de graça.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula também falou sobre a necessidade de dialogar com a juventude brasileira e reconheceu que este público é um dos mais impactados pela falta de acesso e pelas desigualdades. “Conversar com a juventude brasileira é uma coisa séria. A juventude é muito mais vulnerável, é muito mais ousada, é muito mais rebelde. E nós precisamos conversar muito com a juventude, porque é ela quem vai construir o futuro desse país.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resposta à jornalista <strong>Semayat Oliveira</strong> sobre a crise no INSS e o impacto nas pesquisas de opinião, Lula foi direto: “Quando sai uma denúncia de corrupção no meio do meu governo, é normal que no primeiro momento as pessoas pensem que foi no governo Lula, porque fomos nós que descobrimos. Eu tenho certeza que a gente vai melhorar na pesquisa, eu tenho certeza que o governo vai melhorar.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Entre becos e tribunais: o que a liberdade de Poze revela</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/entre-becos-e-tribunais-o-que-a-liberdade-de-poze-revela/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 12:28:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Luciano Ramos A como&#231;&#227;o popular em torno da pris&#227;o e posterior soltura de Poze do Rodo n&#227;o &#233; apenas sobre um artista, sua figura p&#250;blica ou sua inoc&#234;ncia ou culpa. &#201;, sobretudo, sobre o Brasil que se levanta quando a favela &#233; atacada, e sobre o outro Brasil &#8212; aquele das elites, das institui&#231;&#245;es, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Texto: Luciano Ramos</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comoção popular em torno da prisão e posterior soltura de<strong> <a href="https://mundonegro.inf.br/viviane-noronha-esposa-de-mc-poze-do-rodo-critica-acao-policial-e-relata-humilhacao-com-as-criancas-em-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Poze do Rodo</a></strong> não é apenas sobre um artista, sua figura pública ou sua inocência ou culpa. É, sobretudo, sobre o Brasil que se levanta quando a favela é atacada, e sobre o outro Brasil — aquele das elites, das instituições, do olhar viciado — que insiste em não ver, não ouvir e não aprender com aquilo que a periferia tem sido capaz de produzir: cultura, resistência, identidade e potência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prisão de Poze ativou algo que não pode ser ignorado: a mobilização de uma comunidade que se reconhece nele. Um Brasil negro, jovem, pobre e periférico que se vê diariamente atravessado por abordagens policiais, decisões judiciais e manchetes que criminalizam seus corpos antes mesmo que qualquer julgamento aconteça. Não é novidade para quem vive a realidade da favela que a justiça tarda — e quando chega, muitas vezes pesa de forma desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que Poze representa vai além do indivíduo. Sua trajetória é símbolo de uma geração que encontrou nas redes, na música, no funk, na rua, caminhos de afirmação e sobrevivência. A sua liberdade, celebrada com fervor nos becos e vielas, mostra que a favela tem voz, tem força, tem articulação. Mostra que ela se reconhece como sujeito coletivo, capaz de disputar narrativas e de exigir respeito.</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DKctaQFR895/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DKctaQFR895/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DKctaQFR895/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by MUNDO NEGRO (@sitemundonegro)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
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<p class="wp-block-paragraph">O que está em jogo, portanto, não é simplesmente a figura do artista, mas a cegueira persistente de um Brasil que há mais de 500 anos construiu muros — e não pontes — entre si. Um país que não se pergunta o suficiente sobre o que a sua desigualdade histórica gerou em termos de cultura, criatividade e resiliência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A favela brasileira é, ao mesmo tempo, ferida e resposta. Lugar de violência e de sonho, de ausência do Estado e de abundância de solidariedade. É ali que nasce o novo Brasil, o Brasil que canta, dança, debate, cria soluções. Mas esse Brasil continua sendo visto apenas pela lente da criminalização, da excepcionalidade, do susto que a mídia sente quando milhares vão às ruas por um funkeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o incômodo de alguns diante da mobilização pela liberdade de Poze seja, no fundo, medo do poder que a favela tem quando se reconhece e se organiza. Porque essa potência revela a falência de uma nação que insiste em não integrar, não investir, não dialogar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É hora de perguntar: o que esse Brasil periférico tem a ensinar ao país que o ignora? O que ele mostra sobre os fracassos das políticas públicas, sobre a seletividade da justiça, sobre a urgência de uma escuta real e de um reconhecimento concreto?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poze do Rodo, com todos os seus acertos e contradições, é também espelho. E o reflexo que ele devolve é o de um país que ainda não se decidiu se quer conviver com a favela ou continuar tentando apagá-la. Mas uma coisa é certa: a favela não será mais espectadora. Ela é autora. Ela é voz. Ela é Brasil.</p>
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		<title>&#8216;Cozinha Show&#8217; leva formação e visibilidade para cozinheiros periféricos no 2º Favela Gastronômica 2025 no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/cozinha-show-leva-formacao-e-visibilidade-para-cozinheiros-perifericos-no-2o-favela-gastronomica-2025-no-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 15:42:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Pra&#231;a de Inha&#250;ma, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ser&#225; palco do Favela Gastron&#244;mica 2025 nos dias 12 e 13 de abril. O evento, idealizado por&#160;Rene Silva, fundador do&#160;Voz das Comunidades, integra gastronomia, cultura e impacto social e ter&#225; como uma de suas principais atra&#231;&#245;es a Cozinha Show, espa&#231;o que une forma&#231;&#227;o e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Praça de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro, será palco do <strong>Favela Gastronômica 2025</strong> nos dias 12 e 13 de abril. O evento,  idealizado por <strong>Rene Silva</strong>, fundador do <strong>Voz das Comunidades</strong>, integra gastronomia, cultura e impacto social e terá como uma de suas principais atrações a Cozinha Show, espaço que une formação e visibilidade para cozinheiros(as) de favelas, sob curadoria de <strong>Breno Cruz</strong>, criador do projeto<strong> </strong>Pretonomia (UFRJ), com aulas imersivas comandadas por chefs de destaque nacional, como <strong>Kátia Barbosa</strong> (criadora do consagrado Bolinho de Feijoada) e <strong>Regina Tchelly</strong> (fundadora do Favela Orgânica e referência em sustentabilidade alimentar).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Barbosa e Tchelly, durante o Cozinha Show, o público poderá acompanhar, ao vivo, demonstrações com outros chefs experientes. Enquanto compartilham receitas e técnicas, seis ajudantes cozinham simultaneamente a preparação proposta, transformando a atividade em um verdadeiro espetáculo gastronômico. Ao todo, 40 pessoas por turma poderão aprender, provar e vivenciar a potência da cozinha como ferramenta de transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das 40 vagas por turma, 20 serão reservadas para moradores do Complexo do Alemão, indicados por organizações locais. A proposta, segundo Silva, é garantir que a favela seja protagonista do evento: &#8220;Mais do que uma aula de culinária, é um palco onde a favela é protagonista. A Cozinha Show chega como um espaço de aceleração, formação e visibilidade. Um marco para a gastronomia das periferias”, destaca <strong>Rene Silva</strong>, fundador do Voz das Comunidades e idealizador do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ano, o Favela Gastronômica conta com uma estrutura ampliada que terá feira de empreendedores, shows, oficinas e rodas de conversa. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SERVIÇO</strong><br>Favela Gastronômica 2025<br>Onde: Praça de Inhaúma (Inhaúma, Zona Norte &#8211; RJ)<br>Quando: 12 e 13/04/2025<br>Horário: 11h às 19h<br>Entrada gratuita<br>Instagram: @favelagastronomicarj</p>
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		<title>A Culpa é do Diabo: como Carolina Rocha desvela o racismo religioso nas periferias</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-culpa-e-do-diabo-livro-de-carolina-rocha-desvela-o-racismo-religioso-nas-periferias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2025 12:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Fran&#231;a Carolina Rocha, uma das maiores intelectuais da contemporaneidade, entrega em A Culpa &#233; do Diabo: o que li, vivi e senti nas encruzilhadas do racismo religioso um trabalho brilhante, que atravessa as fronteiras entre a pesquisa acad&#234;mica, a viv&#234;ncia etnogr&#225;fica e a pot&#234;ncia da literatura de terreiro. Doutora em sociologia e p&#243;s-doutoranda [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Rodrigo França</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carolina Rocha</strong>, uma das maiores intelectuais da contemporaneidade, entrega em <strong>A Culpa é do Diabo</strong>:<strong> o que li, vivi e senti nas encruzilhadas do racismo religioso</strong> um trabalho brilhante, que atravessa as fronteiras entre a pesquisa acadêmica, a vivência etnográfica e a potência da literatura de terreiro. Doutora em sociologia e pós-doutoranda em educação, Rocha – ou <strong>Dandara Suburbana</strong>, como também é conhecida – não apenas investiga, mas vivencia e sente as encruzilhadas que compõem a tessitura de sua obra. A partir de um olhar aguçado e comprometido com a descolonização do pensamento, ela ilumina as complexas relações entre religião, política e poder nas periferias brasileiras, desmascarando as engrenagens do racismo religioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o título, <strong>A Culpa é do Diabo</strong> já provoca. A expressão ecoa uma ironia afiada diante das acusações históricas que demonizam as religiões de matriz africana. O que a autora nos mostra, contudo, é que o verdadeiro “diabo” não está nos terreiros, mas no projeto colonial que segue operando na criminalização dessas tradições e na tentativa sistemática de apagamento das memórias e espiritualidades negras. Com uma escrita precisa e visceral, Rocha escancara como o racismo religioso se manifesta de forma brutal nas favelas do Rio de Janeiro, onde igrejas evangélicas, varejo de drogas e comunidades de axé se cruzam em um campo de disputa por espaço, poder e narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário das leituras simplistas que reduzem os conflitos nas periferias à presença dos chamados “traficantes evangélicos”, a autora aprofunda a análise e revela a complexidade das interações entre religião e política. O que se vê na mídia é apenas a “ponta do iceberg”, alerta Rocha, enquanto forças econômicas e interesses estatais moldam um cenário onde a violência contra os povos de terreiro não é um efeito colateral, mas parte estruturante de um projeto de controle social. Com extrema habilidade, a autora desmonta os discursos que colocam evangélicos e praticantes das religiões afro-brasileiras como inimigos naturais, demonstrando que essa cisão beneficia justamente aqueles que lucram com a fragmentação da luta negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande mérito de <strong>A Culpa é do Diabo</strong> está na sua capacidade de articular denúncia e celebração. Se por um lado a obra expõe as perseguições e as violências enfrentadas pelas comunidades de axé, por outro, nos oferece um testemunho poderoso sobre sua resistência, sua beleza e sua capacidade de reinvenção. Os terreiros, apresentados como territórios políticos, emergem como espaços de acolhimento, cura e articulação comunitária. Mais do que nunca, Rocha reafirma o papel das mulheres negras, especialmente das ialorixás, como guardiãs de saberes ancestrais e estrategistas incansáveis na defesa de seus territórios espirituais e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escrita de <strong>Carolina Rocha</strong> não se limita ao rigor acadêmico – embora ele esteja presente de forma indiscutível. O que diferencia sua abordagem é a força narrativa que confere ao texto um caráter vivo e pulsante. A autora escreve com o corpo, com a memória e com o axé de quem conhece as dores e as alegrias de pertencer a um povo cuja fé sempre foi uma ferramenta de luta e existência. A encruzilhada, metáfora central da obra, não é apenas o lugar de disputas, mas também de encontros, reinvenções e possibilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um livro necessário, <strong>A Culpa é do Diabo</strong> é uma oferenda. Uma oferenda para aqueles que lutam contra o racismo religioso, para os que resistem nos terreiros, para os que se recusam a aceitar as narrativas hegemônicas sobre suas próprias existências. <strong>Carolina Rocha</strong> reafirma sua posição como uma das mais importantes pensadoras de nosso tempo, trazendo uma contribuição incontornável para os debates sobre fé, política e identidade no Brasil. Sua obra nos convoca a olhar para as encruzilhadas não como locais de perdição, mas como territórios de potência, onde o passado e o futuro se encontram para transformar o presente.</p>
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		<title>Festival Colabora Moda Sustentável abre inscrições para criadores de moda autoral das periferias de São Paulo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/festival-colabora-moda-sustentavel-abre-inscricoes-para-criadores-de-moda-autoral-das-periferias-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2025 00:02:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
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		<category><![CDATA[Karol Conká]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Festival Colabora Moda Sustent&#225;vel est&#225; com inscri&#231;&#245;es abertas para a sele&#231;&#227;o de quatro criadores de moda autoral das periferias de S&#227;o Paulo. Cada um dos selecionados receber&#225; R$ 10 mil para desenvolver uma cole&#231;&#227;o com 10 looks sustent&#225;veis, que ser&#227;o exibidos em desfiles regionais e no palco principal do evento, nos dias 17 e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>F</strong><em><strong>e</strong></em><strong>stival Colabora Moda Sustentável</strong><em><strong> </strong></em>está com inscrições abertas para a seleção de quatro criadores de moda autoral das periferias de São Paulo. Cada um dos selecionados receberá R$ 10 mil para desenvolver uma coleção com 10 looks sustentáveis, que serão exibidos em desfiles regionais e no palco principal do evento, nos dias 17 e 18 de julho, no Espaço Unimed, na capital paulista, que também contará com show de <strong>Karol Conká</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições para a chamada pública vão até o dia 6 de abril e devem ser feitas através do site oficial do evento <a href="http://festivalcolaboramoda.com.br">(CLIQUE AQUI)</a>.  O  resultado será divulgado no dia 22 do mesmo mês. A iniciativa busca fomentar a moda sustentável e dar visibilidade a talentos independentes das zonas Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade. Os participantes vão receber mentorias técnicas e criativas entre abril e junho, com foco em inovação social, reaproveitamento de materiais e redução de impacto ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação do festival, organizado pela plataforma Colabora Moda Sustentável inclui mais de 24 horas de programação gratuita, incluindo desfiles, oficinas, experiências sensoriais, painéis com especialistas, rodas de conversa com influenciadores e shows com nomes como <strong>Karol Conká</strong> e <strong>Clarissa Müller</strong>. A expectativa é receber 15 mil pessoas durante os dois dias de evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mentorias serão realizadas por profissionais indicados por empresas como Instituto C&amp;A, Riachuelo, Farm e Pernambucanas, parceiras da iniciativa. As mentorias ocorrerão entre abril e junho, em encontros online e presenciais, e serão fundamentais para o desenvolvimento das coleções com foco em inovação social, reaproveitamento de materiais e impacto ambiental reduzido.</p>
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		<title>Empoderamento tecnológico na periferia</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/empoderamento-tecnologico-na-periferia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 20:57:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[periferia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como auxiliar os jovens ou grupos minorit&#225;rios em um pa&#237;s desigual? A lacuna entre o ensino digital e os nossos jovens ou grupos minorit&#225;rios mostra que no Brasil, o acesso &#224;s ferramentas tecnol&#243;gicas, como computadores, internet e outras plataformas, &#233; um grande desafio. Distanciando a digitaliza&#231;&#227;o e seu dom&#237;nio da maioria dos estudantes, principalmente nas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-auxiliar-os-jovens-ou-grupos-minorit-rios-em-um-pa-s-desigual"><a></a><em>Como auxiliar os jovens ou grupos minoritários em um país desigual?</em></h2>


<p>A lacuna entre o ensino digital e os nossos jovens ou grupos minoritários mostra que no Brasil, o acesso às ferramentas tecnológicas, como computadores, internet e outras plataformas, é um grande desafio. Distanciando a digitalização e seu domínio da maioria dos estudantes, principalmente nas periferias urbanas e rurais.<br /><br />Conforme dados da pesquisa TIC Domicílios (2019), quase 30% dos lares brasileiros não possuem acesso à internet, e apenas 39% têm computador. Nas classes sociais D e E, que são justamente as que já sofrem com outros tipos de exclusão social, o percentual de domicílios sem acesso à web é de nada menos do que 50%. No que diz respeito ao uso, 59% dizem não utilizar a internet para estudar e trabalhar. Apenas 31% das pessoas que usam computadores afirmam ter manipulado uma planilha de cálculo, por exemplo.<br /><br />Para além do ensino de tecnologia, é importante atentar para as desigualdades que cercam os grupos minorizados. Hoje, quando falamos e olhamos para o mercado de maneira geral, o subconsciente projeta um setor intelectualizado, embranquecido e machista, não enxergamos pessoas negras neste lugar exatamente pela falta de diversidade e representatividade. Isso faz com que, por exemplo, os algoritmos permaneçam sendo criados para classificar pessoas negras de forma negativa. As expressões são muitas, como “Cabelo ruim”, “Pessoa feia”, entre outros termos pejorativos. <br /><br />Na contramão de tudo isso, podemos citar iniciativas que estão mudando a realidade das periferias, como a Mais1Code, projeto que proporciona educação tecnológica de qualidade e acesso às trilhas formativas para o desenvolvimento social e econômico periférico, de forma gratuita e totalmente online.<br /><br />A ideia surgiu quando os amigos Tauan Matos, especialista em desenvolvimento de franquias de alto padrão, e Diogo Bezerra, membro do programa Jovens Líderes das Américas e fundador da escola de inglês 4Way, foram questionados por um adolescente da comunidade do Jardim Brasil, Zona Norte de São Paulo, onde poderia encontrar um projeto que ensinasse programação de forma gratuita e na mesma linguagem que a dele. Os sócios chegaram a investigar o mercado, mas não encontraram nenhuma iniciativa que tivesse conexão com a realidade daquele garoto, não demorou muito para o início do projeto, que já auxiliou mais de 140 alunos.<br /><br />Este é apenas um exemplo de como a tecnologia, alinhada com objetivo e propósito, pode apoiar a transformação social das periferias. Com a parceria de empresas investidoras, sociedade civil e setor público, a tecnologia pode ser uma solução para a igualdade social.<br />*Kelly Baptista é especialista em gestão de políticas públicas e coordenadora geral da Fundação 1Bi, apoiada pela Movile, membro da Rede de Líderes Fundação Lemann e Conselheira Fiscal do Instituto Djeanne Firmino</p><p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/empoderamento-tecnologico-na-periferia/">Empoderamento tecnológico na periferia</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>Plataforma investirá R$ 4,3 milhões em propostas que combatam o COVID-19 nas periferias</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/plataforma-investira-r-43-milhoes-em-propostas-que-combatam-o-covid-19-nas-periferias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thais Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 18:15:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[periferia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Funda&#231;&#227;o Tide Setubal remodelou seu Matchfunding Enfrente para destinar recursos a projetos perif&#233;ricos que combatam a propaga&#231;&#227;o e promovam o enfrentamento da pandemia Covid-19 nas periferias, regi&#245;es mais vulner&#225;veis &#224; conviv&#234;ncia com a doen&#231;a. Trata-se do maior aporte de recursos do pa&#237;s em mobiliza&#231;&#227;o com match. A plataforma de financiamento coletivo tem parceria com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Fundação Tide Setubal</strong> remodelou seu Matchfunding Enfrente para destinar recursos a projetos periféricos que combatam a propagação e promovam o enfrentamento da pandemia Covid-19 nas periferias, regiões mais vulneráveis à convivência com a doença. Trata-se do maior aporte de recursos do país em mobilização com match. A plataforma de financiamento coletivo tem parceria com a Benfeitoria e destinará R$ 4,3 milhões para que iniciativas periféricas brasileiras tirem do papel soluções para enfrentar o novo coronavírus nestes territórios.</p>
<p>A plataforma tem duas formas de doação. Uma diretamente para os projetos inscritos, onde acontece o match, ou seja, para cada real doado, a plataforma coloca mais R$ 2,00. Isso significa que cada iniciativa periférica que conseguir alcançar sua meta de R$ 10 mil pela mobilização de seus próprios parceiros e sociedade, leva mais R$ 20 mil de match, chegando a R$ 30 mil. A outra maneira de doar é para o fundo geral que somará mais recursos para que os apoios aos projetos sejam contínuos.</p>
<p>As <a href="https://benfeitoria.com/canal/enfrente"><strong>inscrições</strong></a> estarão abertas constantemente, e o período de curadoria foi encurtado para que esse dinheiro chegue mais rapidamente a esses projetos, que precisam de celeridade pela rápida disseminação da doença, com o primeiro caso no Brasil registrado há mais de um mês e a ampliação diária da contaminação comunitária. Valem iniciativas de conscientização, cuidados com a saúde (física e emocional), distribuição de donativos e suporte a micro e pequenos empreendedores. Os projetos serão selecionados semanalmente.</p>
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		<title>Carnaval social: Influenciadora do meme dos R$ 3 lança ação para customização de abadás feito por artesãs de favelas do Rio</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/carnaval-social-influenciadora-do-meme-dos-r-3-lanca-acao-para-customizacao-de-abadas-feito-por-artesas-de-favelas-do-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tassia di Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2020 06:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[3 reais]]></category>
		<category><![CDATA[abadas]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[favelas]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Musiva]]></category>
		<category><![CDATA[periferia]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel 3 reais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Carnaval est&#225; chegando e muita gente s&#243; pensando na Sapuca&#237;, em camarotes e nos bloquinhos e para n&#227;o ficar de fora da folia, o Instituto Musiva resolveu inovar: Junto com a blogueira e empreendedora Raquel Motta, que ficou conhecida nacionalmente pelo meme dos 3 Reais, criou um servi&#231;o de customiza&#231;&#227;o de abadas, fantasias e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Carnaval está chegando e muita gente só pensando na Sapucaí, em camarotes e nos bloquinhos e para não ficar de fora da folia, o Instituto Musiva resolveu inovar: Junto com a blogueira e empreendedora Raquel Motta, que ficou conhecida nacionalmente pelo meme dos 3 Reais, criou um serviço de customização de abadas, fantasias e produção de acessórios carnavalescos. A produção será feita por artesãs de favelas do Rio.</p>
<p>https://www.instagram.com/p/B8Efr7cAKyO/</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O interessado entra em contato com o Musiva, que cria uma proposta personalizada para atender ao evento ou festa do cliente, e no dia e local combinado uma equipe de artesãs, junto com a influenciadora digital mais conhecida como Raquel 3Reais vai até o evento e trabalha customizando camisas ou criando brincos, arcos e adereços carnavalescos. “No pacote de serviços temos brincos com preço a partir de R$ 3, e os convidados do parceiro ainda terão de brinde uma notinha de R$ 3 autografada por mim, com direito à foto, olha que chique Gente!”, aponta Raquel Motta.</p>
<p>https://www.instagram.com/p/B7wP_H6gxq7/</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O organizador do evento, além de enriquecer sua festa, ainda tem a presença de Raquel e contribui para a geração de renda de artesãos dos projetos sociais realizados pelo Instituto Musiva como o Tecendo Arte, patrocinado pela Prefeitura do Rio, e que promove cursos de capacitação em artesanato sustentável e o Negócio Sustentável que realiza aceleração e mentoria para projetos de base comunitária.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Núcleo de Culturas Negras e Periféricas convida para o evento &#8220;O que espanta a miséria é a festa&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/nucleo-de-culturas-negras-e-perifericas-convida-para-o-evento-o-que-espanta-a-miseria-e-a-festa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2019 08:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura preta]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[periferia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O N&#250;cleo de Culturas Negras e Perif&#233;ricas (N&#8217;KINPA), juntamente com artistas e coletivos parceirxs, realizar&#225; uma festa a partir da premissa de Beto Sem Bra&#231;o: &#8220;O que espanta a mis&#233;ria &#233; a festa&#8221;, no dia 27 de julho, &#224;s 16h, na Rua dos Aflitos, Liberdade, S&#227;o Paulo. O intuito do evento &#233; espantar e curar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Núcleo de Culturas Negras e Periféricas</strong> (N’KINPA), juntamente com artistas e coletivos parceirxs, realizará uma festa a partir da premissa de Beto Sem Braço: “<em>O que espanta a miséria é a festa</em>”, no dia 27 de julho, às 16h, na Rua dos Aflitos, Liberdade, São Paulo.</p>
<p>O intuito do evento é espantar e curar as doenças sociais que separam o povo preto das raízes ancestrais, que minorizam, folclorizam e marginalizam as ciências, despedaçando por meio de violências culturais e estruturais.</p>
<p>&#8220;<em>Como nos remontarmos numa sociedade que coopta almas/arte para servir interesses políticos e egocêntricos? Que caminhos podemos descobrir? Como incluirmos uns aos outros nas nossas co-existências, fortalecendo vínculos e recriando futuros?</em>&#8221; Esses são alguns questionamentos da organização.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12759" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/07/2211.jpg" alt="" width="1190" height="773" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211.jpg 1190w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211-150x97.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211-300x195.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211-768x499.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211-1024x665.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211-696x452.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211-1068x694.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/07/2211-647x420.jpg 647w" sizes="(max-width: 1190px) 100vw, 1190px" /></p>
<p>&#8220;<em>A festa, dentro de nossa cultura afro- indígena- brasileira, cura as mazelas geradas pelos carregos coloniais, que violentam nossos corpos e subjetividades</em>&#8220;, explicam. O intuito da N”KINPA é promover encontros, cruzamentos, encruzilhadas pedagógicas sobre as ciências de brincar.</p>
<p>&#8220;<em>A potência de cada criança em se descobrir, se entender a partir de seu passado, se fortalecendo para um futuro pleno de vínculos, para assim tomar seu lugar de protagonismo no mundo. Encantar sua própria história, porque educação deve gerar gente feliz, escrevendo, batendo tambor, dando pirueta, imitando bicho, fazendo ciência e gingando com gana de viver</em>”.</p>
<p>O evento será um encontro festivo, artístico e formativo. Na festa haverá samba, roda de conversa sobre infância, ancestralidade e cultura, empreendedorxs pretxs, apresentação de dança, comida e música!</p>
<p>Para mais informações: joicejaneteixeira@gmail.com ou sabiagem@gmail.com.</p>
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