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	<title>Arquivos Patty Durães - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Gastronomia &#038; Ancestralidade: saberes que alimentam o presente e constroem o futuro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/gastronomia-ancestralidade-saberes-que-alimentam-o-presente-e-constroem-o-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 17:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para falar de comida e ancestralidade para um p&#250;blico de afroempreendedores, n&#227;o poderia deixar de voltar alguns anos na hist&#243;ria do Brasil, onde as ra&#237;zes desse nicho espec&#237;fico de empreendedorismo residem. Anos? N&#227;o, s&#233;culos. Precisamos falar das &#8220;escravas de ganho&#8221;, as &#8220;ganhadeiras&#8221; ou &#8220;negras de tabuleiro&#8221; dos s&#233;culos XVIII e XIX. Mulheres escravizadas, algumas libertas, [&#8230;]</p>
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<p>Para falar de comida e ancestralidade para um público de afroempreendedores, não poderia deixar de voltar alguns anos na história do Brasil, onde as raízes desse nicho específico de empreendedorismo residem. Anos? Não, séculos. Precisamos falar das “escravas de ganho”, as “ganhadeiras” ou “negras de tabuleiro” dos séculos XVIII e XIX. Mulheres escravizadas, algumas libertas, que saíam às ruas do Rio de Janeiro, Salvador, São Luís do Maranhão e outras cidades com seus cestos, balaios e tabuleiros vendendo toda sorte de quitutes. Para as que ainda não tinham sido alforriadas, parte do ganho de suas vendas era destinado aos seus senhores, que podiam viver do ócio graças à desenvoltura de suas serviçais. Já as libertas eram donas de seus ganhos e, com isso, garantiam o sustento de suas famílias, a compra de alforrias e de bens como joias e, futuramente, imóveis.</p>



<p>É praticamente impossível citar todos os seus nomes, mas uma delas é notável: <strong>Tia Ciata</strong>, Hilária Batista de Almeida. Uma mulher baiana que, perseguida por policiais, teve que se mudar para o Rio de Janeiro, onde, com seus quitutes, exerceu forte influência na sociedade negra, comprou um imóvel que era ponto de encontro do movimento político, porto seguro para encontros musicais e onde foi gravado o primeiro samba brasileiro. Você imaginava que vender manjares, cocadas, bolos e acarajés nas ruas, no período colonial, poderia gerar tamanha revolução num sistema escravista?</p>



<p>Essas histórias estão registradas em alguns livros e também podemos conhecer parte dessas mulheres no acervo permanente do <strong>Museu Afro Brasil Emanoel Araújo</strong>, localizado em São Paulo. Essa visita é obrigatória e fundamental para todos nós. Se hoje milhares de mulheres empreendem na área da alimentação, é porque somos herança direta dessa fonte. Trago esse fato histórico para que a gente não se esqueça e para que sintamos orgulho do que nos constitui e nos faz empresárias, confeiteiras, cozinheiras, chefs de cozinha, assistentes, merendeiras, padeiras, quituteiras…</p>



<p>Outra informação que não pode ser deixada de lado é a existência brilhante de<strong> Benê Ricardo</strong>, que, nos anos 1980, foi a primeira mulher (você leu bem: mulher, e não mulher negra) a se formar numa graduação em gastronomia e a primeira a chefiar uma cozinha profissional de hotel cinco estrelas. Ela foi pioneira de verdade e deixou para nós um legado sem precedentes!</p>



<p>Lá nos Estados Unidos, também temos dois exemplos importantes: <strong>Lena Richard</strong>, autora de livros de cozinha e chef que apresentou um programa de televisão em Nova Orleans nos idos de 1940. Sabe a famosa cozinheira <strong>Julia Child</strong>? Ela estreou seu programa vinte anos depois de Lena Richard. E o primeiro chef de cozinha norte-americano foi <strong>James Hemings</strong>, um negro nascido escravo em 1765 e que foi chef do terceiro presidente dos Estados Unidos, <strong>Thomas Jefferson</strong>.</p>



<p>Dito isso, a ancestralidade é uma riqueza e nós precisamos beber nessa fonte. Mas, para mim, ela não é algo que ficou preso lá no passado; é algo que nos permeia, que corre muito viva em nossas veias a todo momento. A nossa ancestralidade pulsa, como querendo dizer: estou aqui com você. Olha para mim, me reconhece, lembra de mim, deixa eu ir junto com você nesse caminho do empreendedorismo gastronômico.</p>



<p>Sabemos que os caminhos nem sempre são fáceis, muitas vezes são tortuosos. Mas a capacitação é ferramenta fundamental para que as pedras do caminho sejam retiradas uma a uma, para que a tal da luz surja no tal do fim do túnel e que nosso jeito único de empreender seja finalmente encontrado. Tem quem faz assim, tem quem faz assado e tem quem não faz. Então, se você segue trabalhando, acreditando nos seus sonhos, estudando, aprendendo novas tecnologias, aprimorando o seu negócio, você está de parabéns e tem o nosso apoio.</p>



<p>A comida brasileira é afroindígena e muito do que comemos hoje é herança direta dos nossos antepassados. Para te inspirar, te conto que alimentos como o quiabo, o feijão fradinho, a melancia, o café, o inhame, o dendê, a pimenta malagueta e outros são de origem africana e vieram para estas terras durante as rotas transatlânticas. A fermentação de grãos e frutas é uma descoberta egípcia e, se o mundo todo come pão, bebe cerveja e vinho, é graças aos nossos antepassados mais distantes.</p>



<p>Eu sou pesquisadora de culturas alimentares e encontrei um jeito todo meu de fazer da casa e dos hábitos das mesas brasileiras o meu delicioso objeto de estudo. Uso a comida como desculpa para falar de tantos outros assuntos. Porque comer é um ato biológico, mas a comida é muito mais. Ela é ferramenta de comunicação, ato político e instrumento de transformação social. Eu vejo essa transformação acontecendo a todo momento. E te convido a enxergar a revolução que a comida também fez, faz e fará na sua vida. Então, recupera o caderno de receitas da sua família, tira o pilão do fundo do armário, respira bem fundo, enche o seu peito de ar e de autoestima e mãos à obra. Tem muita gente lá fora querendo comprar a sua comida e os seus serviços, vende bem o seu peixe! Ou a sua moqueca, bolo ou geleia. Estamos aqui para te aplaudir.</p>



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<p><em><strong>Texto: Patty Durães</strong> [<a href="https://www.instagram.com/patty.duraes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@patty.duraes</a>]. Pesquisadora de culturas alimentares, especializada na influência das heranças afrodiaspóricas na culinária brasileira. Com experiência em instituições como SESC, MASP e SENAC e Sebrae, ela é autora do curso &#8220;Muito Além da Boca&#8221; na plataforma EAD da Fundação Itaú, foi curadora da primeira edição do Menu Cultural em 2024. TEDX speaker e professora convidada na Dillard University, em New Orleans, também em 2024. Patty pesquisa projetos editoriais para a Cia das Letras e assina a pesquisa de personagens da série Coisas Daqui, para a Globo Minas e GNT. É professora de Festas Tradicionais Populares, Hospitalidade e Turismo gastronômico na pós-graduação em comida brasileira da faculdade de gastronomia do SENAC Santo Amaro e no Instagram, compartilha suas experiências e pesquisas.</em></p>



<p>Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Feira Preta.</p>
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		<title>MST prepara jantar em apoio ao ministro Silvio Almeida assinado por Patty Durães</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mst-prepara-jantar-em-apoio-ao-ministro-silvio-almeida-assinado-por-patty-duraes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Michael Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Aug 2023 12:59:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mst]]></category>
		<category><![CDATA[Patty Durães]]></category>
		<category><![CDATA[Silvio Almeida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira (18), o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, ser&#225; homenageado em um jantar do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Armaz&#233;m do Campo, em S&#227;o Paulo. A pesquisadora de culturas alimentares Patty Dur&#227;es vai assinar o menu.&#160; Segundo os organizadores, o evento &#233; um &#8220;reconhecimento pela atua&#231;&#227;o de Silvio Almeida em [&#8230;]</p>
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<p>Nesta sexta-feira (18), o ministro dos Direitos Humanos, <strong>Silvio Almeida</strong>, será homenageado em um jantar do <strong>Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)</strong>, no Armazém do Campo, em São Paulo. A pesquisadora de culturas alimentares <strong>Patty Durães</strong> vai assinar o menu. </p>



<p>Segundo os organizadores, o evento é um &#8220;reconhecimento pela atuação de Silvio Almeida em defesa do povo brasileiro&#8221; e um sinal de apoio após Almeida ser ameaçado a deixar o cargo com a reforma ministerial. O evento será fechado para convidados.</p>



<p>Patty Durães reuniu para o menu um compilado de receitas de algumas das suas referências na gastronomia. Ela se inspirou nas chefs Benê Ricardo (<em>in memoriam</em>), Cidinha Santiago, Zora Tikar, Ieda de Mattos e Solange Borges.</p>



<p>De entrada, será servido vinagrete de chuchu. Os pratos principais serão cuscuz à paulista e galinhada e doce de banana prata de sobremesa.</p>



<p>Além do MST, o jantar foi organizado pelo grupo Prerrogativas, formado por advogados e profissionais de Direito, a Associação de Juízes pela Democracia (AJD) e a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).</p>
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		<title>&#8220;As primeiras empreendedoras do Brasil foram mulheres negras cozinheiras&#8221;, diz Patty Durães sobre valorização aos outros cargos da gastronomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2023 21:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Patty Durães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o assunto &#233; gastronomia, os chefs de cozinha t&#234;m um grande destaque na sociedade. Entretanto, apesar das cozinhas terem funcion&#225;rios negros, o mais alto cargo que leva o cr&#233;dito pelos pratos, s&#227;o ocupados majoritariamente por homens brancos.&#160; Esse &#233; um debate levantado pela Patty Dur&#227;es, pesquisadora de culturas alimentares, que cobra maior valoriza&#231;&#227;o para [&#8230;]</p>
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<p>Quando o assunto é gastronomia, os chefs de cozinha têm um grande destaque na sociedade. Entretanto, <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/mundo-negro-lanca-pesquisa-inedita-com-foco-na-presenca-negra-na-gastronomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apesar das cozinhas terem funcionários negros, o mais alto cargo que leva o crédito pelos pratos, são ocupados majoritariamente por homens brancos. </a></strong></p>



<p>Esse é um debate levantado pela<strong> Patty Durães, pesquisadora de culturas alimentares</strong>, que cobra maior valorização para os profissionais da gastronomia negra, além dos que se tornaram chefs, as quitandeiras, cozinheiras e merendeiras, por exemplo. </p>



<p>“Com a profissionalização do ato de cozinhar, viramos o nosso olhar, atenção e recursos (de mídia e financeiros) para as cozinhas de restaurantes. Nesse movimento, admiramos chefs e deixamos de enaltecer, divulgar e também estudar sobre o começo, a raiz da hospitalidade no Brasil”, explica a pesquisadora, <strong>em entrevista ao site Mundo Negro</strong>. “Escravizadas e libertas saíram às ruas com seus tabuleiros vendendo cocadas, acarajés, abarás e outras delícias. Desses rendimentos compraram alforrias, bens, jóias”, completa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-68424" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-1920x1280.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/07/pattyduraes_07082022_vitorialeona_69-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Patty Durães. (Foto: Vitória Leona)</figcaption></figure>



<p>“As primeiras empreendedoras do Brasil foram mulheres negras cozinheiras e não podemos nos esquecer disso”, destaca Patty Durães. “Na atualidade o mercado também é muito movimentado por famílias que vendem café e bolo na porta das estações de metrô (um saber absurdo pra ter sempre o café mais quente da vida), merendeiras, cozinheiras de botecos e quitandas”, conta.  </p>



<p>Apesar das pessoas pretas estarem historicamente ligadas às cozinhas do Brasil, a pesquisadora explica porque os cargos de chefs continuam pouco acessíveis. “Por centenas de anos fomos proibidos de estudar, empreender e nosso trabalho não foi remunerado. Nosso saber foi apropriado, nossas tecnologias roubadas e nossa cultura estigmatizada. Sendo assim, na corrida, não partimos do mesmo ponto”. E afirma: “razão pela qual precisamos nos unir, fortalecer negócios tocados por pessoas pretas, para que esses profissionais se multipliquem e não desistam de seus sonhos”.&nbsp;</p>



<p>Para Patty, chef de cozinha é um cargo. “Para além da hierarquia, temos infinitos profissionais nos alimentando todos os dias. A merendeira da escola faz milagres e cuida da alimentação da primeira infância, quer mais importância que isso? Todos temos lembranças incríveis de merenda escolar. Na cozinha profissional temos uma equipe que trabalha muito para que tudo saia delicioso e correto. Quem recebe, higieniza, pica, faz as bases, grelha, cozinha, lava a louça. Sem esquecer as equipes de bar, de salão, de limpeza”, celebra. “Então meu alerta é para que todos sejam lembrados, creditados e valorizados”, finaliza.&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/as-primeiras-empreendedoras-do-brasil-foram-mulheres-negras-cozinheiras-diz-patty-duraes-sobre-valorizacao-aos-outros-cargos-da-gastronomia/">&#8220;As primeiras empreendedoras do Brasil foram mulheres negras cozinheiras&#8221;, diz Patty Durães sobre valorização aos outros cargos da gastronomia</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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