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	<title>Arquivos orixás - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Devotos: a banda punk hardcore que expande o conhecimento sobre personalidades negras e orixás</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 16:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mais do que letras de protestos, <strong>Devotos</strong>, a banda de punk hardcore pernambucana, também transforma seus shows em um culto aos orixás! Para o especial do <strong>Novembro Negro</strong>, eu entrevistei o vocalista <strong>Cannibal</strong>, após uma recente apresentação da banda na abertura do grupo <strong>Nação Zumbi</strong>, em São Paulo, celebrando 30 anos do álbum <strong>&#8216;Da Lama ao Caos&#8217;</strong>. Com o estilo , eu presenciei não apenas músicas contra a desigualdade social, mas a celebração às religiões de matriz africana e conheci a história do ex-escravizado e líder quilombola, <strong>Benedito Meia-Légua</strong>, que inspirou o single <strong>&#8216;Mas Será o Benedito?&#8217;</strong>.</p>



<p>&#8220;Trazer os orixás para dentro da nossa música punk não é fácil porque a gente é de outra época, de uma pós-ditadura, de punks muito &#8216;brabos&#8217;, muito revoltados. A religião, seja ela qual for, passava muito longe do movimento punk. Mas me reprimir do que eu estou sentindo e do que eu quero passar não era muito legal&#8221;, relatou o vocalista para o Mundo Negro. &#8220;Eu não sou de dentro da religião de matriz africana, eu não frequento, mas eu leio e tenho muito respeito. Eu cultuo Exu e eu sei a força que tem esse orixá. E uma das coisas que a gente reivindica dentro do punk é a liberdade de expressão&#8221;, afirmou.</p>



<p>Já a história que inspirou o single &#8216;Mas Será o Benedito?&#8217;, é sempre contada antes de tocar no show. A expressão popularmente conhecida no Brasil, é inspirada em Benedito Caravelas, mais conhecido como Benedito Meia Légua. O ex-escravizado e líder quilombola nascido em Espírito Santo, fazia constantes viagens a pé para o Nordeste e tinha como missão libertar pessoas escravizadas. Ele ficou famoso por invadir fazendas, quebrar senzalas e organizar fugas. &#8220;Mas Será o Benedito?&#8221;, seria uma expressão muito dita na época, destacando sua importância na luta contra a escravidão. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-94873" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-768x1024.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-113x150.jpeg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-1152x1536.jpeg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-696x928.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20-1068x1424.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-10.17.20.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cannibal (Foto: @Renata Victor)</figcaption></figure>



<p>&#8220;Quando eu descobri a história do Benedito, eu me encantei e vi como nós temos tantos protagonistas aqui dentro do Brasil que não são conhecidos. Uma frase tão impactante, existiu uma pessoa com esse nome e eu não sabia. É sempre bom a gente enaltecer essas pessoas que são protagonistas. Eu acho que uma das coisas que o fascismo fez, que a sociedade fez, foi esconder essas pessoas fortes da negritude, daquela época&#8221;, contou Cannibal, que cresceu ouvindo essa expressão de sua mãe.</p>



<p>Em agosto deste ano, Devotos foi reconhecida como <strong>Patrimônio Imaterial do Recife</strong>. A banda formada por <strong>Cannibal, Neilton e Celo Brown</strong>, surgiu da periferia de Alto do José do Pinho em 1988, mantendo a mesma formação do ano de surgimento ao longo dessas quase quatro décadas de carreira. Ao falar sobre a relação com a banda Nação Zumbi e o movimento manguebeat, que também surgiu no final dos anos 90, Cannibal destaca a força cultural de Recife que permanece até hoje.</p>



<p>&#8220;Devotos e Nação em cima de um palco é uma combinação muito perfeita da história pernambucana. Um é do mangue do asfalto e outro é do morro da periferia. E quando os dois se juntam, aquilo ali vira uma mágica. A gente não quer saber se um é punk, se o outro é do mangue, se o outro é do rap, se o outro é do samba. A gente quer estar junto porque a gente quer somar nossas músicas&#8221;. </p>



<p>Leia a entrevista completa abaixo!</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-94874" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-1024x683.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-1536x1024.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-2048x1365.jpeg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-630x420.jpeg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-696x464.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-1068x712.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-04-at-09.59.39-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: (@fraan_silvafotografia)</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. O single “Mas será o Benedito?” apresenta ao público a história de um ex-escravizado. Como nasceu essa música e o que ela representa dentro do momento atual da banda e do Brasil?</strong></h2>



<p>A música “Mas será o Benedito?” surge a partir do momento que eu descobri a história. Era uma frase que minha mãe falava muito quando a gente estava perreando dentro de casa. E a mãe dela também falava muito para ela. Era uma frase muito comum de se falar na nossa época de criança. Ouvia muito as mães dos meus amigos falarem quando estavam reclamando com eles: “Será o Benedito, que esse menino não fica quieto?”. E até então, eu não sabia da história. Quando a gente descobre a história, eu como músico, logicamente me inspira. Me inspira por duas coisas. Uma que é justamente o lado positivo dessa tecnologia que a gente tem agora, que tem muitas coisas que estão no livro, mas são livros muito escondidos da gente, população negra. Então você tem que tá praticamente dentro daquele círculo de pessoas que estão mais ligadas naquilo. Quando você não tá, aí a internet te ajuda a isso. Quando eu descobri a história do Benedito, de quem ele era, do que ele fez, eu me encantei e vi como nós temos tantos protagonistas aqui dentro do Brasil que não são nem conhecidos, nem reconhecidos e muito menos lembrados. Uma frase tão impactante, existiu uma pessoa com esse nome e eu não sabia. Poucas pessoas sabem. Até hoje, antes de cantar a música, eu sempre gosto de falar dela sobre porque eu fiz, como foi e quem é. Quando termina o show, eu gosto muito de ir na banquinha vender os produtos do Devotos e sempre chega alguém e diz: &#8220;Cara, não sabia da história do Benedito. Minha mãe sempre falava para mim também quando eu era criança, quando eu tava perreando”. É sempre bom a gente enaltecer essas pessoas que tem que ser e são protagonistas. Eu acho que uma das coisas que o fascismo fez, que a sociedade fez, foi justamente esconder essas pessoas fortes da negritude, daquela época. Luiza Mahin, Zumbi dos Palmares… Zumbi eu acho que é um dos mais conhecidos, mas a história dele, poucas pessoas falam, principalmente as pessoas que são do subúrbio, que não tão muito aí pra história, pra literatura. Então, essas coisas têm que ser faladas. Já que a gente consegue subir em cima de um palco, ter um microfone, consegue fazer música, das artes é a mais consumida, então a gente traz para dentro e começa a mostrar o povo da gente, começa a mostrar as pessoas que são parecidas com a gente e que são verdadeiros heróis. Foi por isso que eu fiz a música e a gente colocou no repertório com toda aquela vontade de mostrar uma pessoa que tem que ser falada. A gente tem que fazer isso com todo mundo que a gente conhece, que a gente sabe que teve uma importância muito grande para a mudança social da negritude dentro do Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="600" height="600" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-12.png" alt="" class="wp-image-94875" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-12.png 600w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-12-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-12-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-12-420x420.png 420w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption">Álbum &#8216;Punk Reggae&#8217; (2022).</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Em agosto deste ano, o Devotos foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Recife, um marco histórico para o punk. O que esse reconhecimento significa para vocês, vindos do Alto José do Pinho, e para a cena independente da periferia?</strong></h3>



<p>É um significado muito forte, porque é um título dado às artes de transformação, uma coisa que a Devotos sempre pregou. Devotos foi fundada em 1988 para mudar um quadro social através da música. Se ia mudar ou não, a gente não sabia, mas a gente queria falar desse nosso inconformismo perante a nossa comunidade: falta de saneamento, falta de segurança. Muitas coisas a gente conseguiu e muitas coisas a gente ainda vai conseguir. A gente tem um pé no chão que nem tudo tá resolvido e nem tudo vai se resolver de uma hora para outra, mas a gente tem que estar reivindicando e a gente tem que estar falando, principalmente através da arte. Esse título para nós é muito importante porque a gente sabe a transformação que a gente criou, que a gente conseguiu aqui dentro da comunidade e em várias outras comunidades, na sociedade em geral.</p>



<p>Devotos é uma banda que é lembrada, quase como uma ONG. A gente não tem uma bandeira, a gente milita em todas as bandeiras que a gente vê que podemos fortalecer. A gente fala de LGBTQIA+, de gordofobia, de racismo. A gente não fala sobre uma coisa ou ser ligado a uma coisa, a gente fala de tudo porque a gente sofre tudo isso dentro da nossa periferia. A gente tem amigos gordos, negros, gays, tem todo tipo de gente que tá aqui, que são pessoas de força, de pensamento, de atitude e são pessoas que são hostilizadas como a gente. Então, se a gente for querer resolver só os nossos problemas, os outros problemas vão nos afetar também. Se tá todo mundo brigando por todo mundo, acho que a gente consegue viver melhor. Nós por nós! O impacto do título pro outro do Alto do Pinho, pras periferias, pra cena underground alternativa daqui de Pernambuco, foi muito forte, porque é uma banda punk de periferia.&nbsp;</p>



<p>Esse título foi dado por Cida Pedrosa, uma vereadora daqui de Recife. E antes a gente já tinha feito um barulho quando a gente foi homenageado pelos 30 anos do Devotos, quando a gente foi homenageado pelo deputado José Isaltino Nascimento, e ele colocou a gente para se apresentar na Câmara Municipal do Recife. Foi uma loucura porque nunca tinha entrado uma banda ali dentro para tocar, principalmente uma banda punk. Aquilo ali foi um marco.&nbsp;</p>



<p>E aí eu já abro o leque para várias outras bandas importantes da cena. Ratos de Porão, Inocentes, Cólera, Flicts, Agrotóxico, Punho de Mahin, Black Pantera, Plugins, Saga HC, O Cão, essas bandas daqui do Alto do Pinho, Matalanamão, Nanica Papaya, Ostenta, Terceiro Mundo, O Verbo, Face do Subúrbio. É uma galera que é totalmente alternativa underground e que tem o discurso. Eu acho que isso é uma das coisas mais importantes quando você se propõe a fazer arte, é você fazer o que sente. E essa leque que eu te falei, eles falam o que sente. <strong>É muita coisa positiva que a gente tem através da música dentro do nosso país e que ainda não tá no mainstreams</strong>. Essas pessoas são importantes para mudar um quadro social, são importantes para as crianças e para os adolescentes. Um dia que a gente conseguir pensar a cultura dessa forma, a gente vai ter um Brasil melhor, porque o Brasil cultural ainda não é esse que tá no mainstream da televisão, das mídias, ela é um mecanismo muito grande para mudar e para conquistar isso. Eu acho que arte salva, como me salvou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="732" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-1024x732.jpg" alt="" class="wp-image-94876" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-1024x732.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-300x214.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-150x107.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-768x549.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-588x420.jpg 588w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-696x498.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-1068x763.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588-100x70.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/SnapInsta-Ai_3580317497401802588.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Recentemente, vocês abriram o show da Nação Zumbi na celebração dos 30 anos de “Da Lama ao Caos”, em São Paulo. Como foi esse encontro entre duas bandas que se tornaram símbolos de resistência e identidade cultural de Pernambuco?&nbsp;</strong></h3>



<p>Tocar com a Nação Zumbi nos 30 anos do “Da Lama ao Caos&#8221;, para nós é de uma alegria e uma satisfação muito grande. Devotos é de 1988 e o movimento mangue surgiu no final dos anos 90, a gente viu esse movimento surgir. Chico Science era amigo da gente. Nação Zumbi, quando surgiu, foi uma coisa fenomenal. Nação Zumbi e o manguebeat, quando surgem, as artes surgem junto com Recife, porque eles começam a mostrar tudo isso. Quando o movimento mangue acontece, quando o Chico começa a falar sobre Jorge Joel de Castro, começa a falar sobre a teoria do caos, aí vem tudo de vez também. Aparece as artes plásticas, a literatura, a dança, a fotografia, a moda. Toda essa movimentação cultural de Recife aparece junto com o movimento mangue. É o diferencial do movimento mangue para todos os movimentos do mundo, porque no mundo os movimentos são muitos, são todos cada um do seu quadrado. Movimento de música, como a Tropicália, rock, blues, jazz e tal. Mas com manguebeat não, a música é o carro chefe, mas alavanca tudo isso que tá junto. Eu vim bem antes disso. A gente tava naquele marasmo, não acontecia nada em Pernambuco, não acontecia nada em Recife, e de repente surge um movimento mangue que alavanca tanta coisa que leva uma banda punk junto que é o Devotos. A primeira vez que a gente apareceu dando uma entrevista na TV a nível nacional foi o Chico apresentando Devotos. Ele vem aqui em casa de surpresa, diz que tem uma TV que pediu para ele mostrar os grupos culturais de Recife e ele queria mostrar o Devotos. Foi quando a gente se reuniu e ele fez essa matéria com a gente. Tinha 10, 20 bandas de mangue em cada esquina, mas ele veio ao Alto para apresentar uma banda punk que ele sempre gostou. Então, quanto eu tô ali em cima daquele palco da Áudio abrindo o show, tocando com os caras, eu fico lembrando de tudo isso lá atrás. E como você falou, <strong>duas bandas muito emblemáticas, duas bandas que sonoricamente soa diferentes, mas tematicamente a gente é muito igual. </strong>A gente fala de problemas sociais. A gente não tem uma bandeira, a gente fala nos problemas de todos. E a coisa mais primordial, a gente se gosta, se considera, se respeita como pessoa, como amigo e fazemos questão de um tá junto com o outro. <strong>Devotos e Nação em cima de um palco é uma combinação muito perfeita da história pernambucana.</strong> <strong>Um é do mangue do asfalto e outro é do morro da periferia</strong>. E quando os dois se juntam, aquilo ali vira uma mágica. A gente não quer saber se um é punk, se o outro é do mangue, se o outro é do rap, se o outro é do samba. A gente quer estar junto porque a gente quer somar nossas músicas e também não quer ficar na mesmice de fazer um som tão igual a todo mundo. Então eu estou em roda de maracatu, tenho minha banda de reggae, Café Preto, que é outra história. Pernambuco é muito isso!</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DQTt3hJjkwd/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/DQTt3hJjkwd/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Como foi para a banda começar a trazer referências de religiões de matriz africana para as músicas? E como vocês veem a relação entre a ancestralidade dos orixás e outras entidades com o rolê punk?</strong></h3>



<p>Trazer os orixás para dentro da nossa música punk não é fácil porque a gente é de outra época, de uma pós-ditadura. Eu acho que até dentro mesmo da ditadura, a gente já estava fazendo som. É uma época de punks muito <em>brabos</em>, muito revoltados. A religião, seja ela qual for, passava muito longe do movimento punk. A maioria nem acredita, não está nem aí para isso. Então, para nós, era muito difícil falar sobre isso. Mas aí você que faz arte, mas já é uma coisa minha, eu faço arte primeiro para mim, para depois soltar pro público. Então, me reprimir do que eu estou sentindo e do que eu quero passar não era muito legal. Eu preferia ser hostilizado de alguma forma, mas eu passei minhas verdades. Eu não sou de dentro da religião de matriz africana, eu não frequento, mas eu leio e tenho muito respeito. Eu cultuo Exu e eu sei a força que tem esse orixá, que é um dos orixás que mais se parecem com o ser humano, porque Exú é de paz, Exú é de guerra, Exú é de sangue, é de luta, gosta de se divertir, gosta de brincar, e o ser humano é muito isso. Mas a igreja demonizou muito Exú, de uma forma que a desconstrução tá acontecendo, mas é muito lenta. <strong>É muito importante a gente falar sobre isso, sobre religiões de matriz africana que chegaram no Brasil e foram demonizadas.</strong> É importante a gente falar sobre isso nas nossas músicas. E também é importante a gente deixar que o povo decida o que é bom e o que é ruim para eles. E não alguém dizer que essa religião é boa, essa religião é ruim. Eu acho que o que é bom para você, é o que te faz feliz, é o que te traz paz, te traz felicidade.&nbsp;</p>



<p>Quando eu tô em cima do palco falando sobre aquilo, eu fecho o olho e sinto uma paz muito grande dentro de mim. Eu não sei se tô transmitindo pras pessoas, mas se elas sentirem o que eu tô sentindo ali dentro, com certeza elas vão sair do show uma pessoa melhor. E o propósito do Devotos é isso: fazer com que você pense e que saia do show uma pessoa melhor. É como o Chico falava: <em>‘o show do Devotos é uma diversão com responsabilidade</em>’.&nbsp;</p>



<p>E uma das coisas que a gente reivindica dentro do punk é a liberdade de expressão. Essa liberdade de expressão cabe dentro das nossas inspirações de se fazer arte, de se fazer música. Acho que cada vez mais eu vou cultuar.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="984" height="984" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-13.png" alt="" class="wp-image-94877" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-13.png 984w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-13-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-13-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-13-768x768.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-13-420x420.png 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/image-13-696x696.png 696w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">Capa do single &#8216;Orixás&#8217; (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Com 37 anos de estrada, o Devotos segue fiel às suas raízes e mensagens de luta, denunciando a desigualdade racial e social. Olhando para essa trajetória, o que vocês consideram a maior conquista da banda — e o que ainda sonham realizar?</strong></h3>



<p>Eu acho que a maior conquista da gente é permanecer na ativa e sem nunca ter mudado. A formação da gente tem a mesma idade da banda, 37 anos. O primeiro guitarrista saiu, e no mesmo ano Neilton entrou. 37 anos juntos: eu, Celo e Neilton. Acho que o maior legado de tudo isso, quando você faz arte, principalmente com banda &#8211; que é muito difícil a convivência, é chegar nessa longevidade com as mesmas pessoas. Eu sempre falo isso para todo mundo que quer fazer banda. Eu participo muito de roda de diálogo e sempre a gurizada, os adolescentes que estão fazendo banda, perguntam como é chegar a 37 anos de banda. Eu costumo dizer pra galera que seja em qualquer lugar que você for, que você for trabalhar em grupo, você não procurar só os melhores. Porque a gente às vezes vai fazer uma banda, procura o melhor guitarrista, melhor baixista, melhor baterista, melhor tecladista, melhor vocalista, sempre o melhor. A gente quer sempre ter o melhor em tudo quando a gente tá trabalhando em grupo. E a gente esquece de procurar os verdadeiros, porque os verdadeiros são os que somam. Os verdadeiros são os que sabem construir junto. Os verdadeiros querem sempre somar com o que você tem para apresentar e aí você cria uma identidade, porque quem faz música, quem faz arte, o importante de fazer tudo isso é ter uma identidade. Você ouvir um som e saber qual é a banda que tá tocando, sem precisar o vocal cantar. O Devotos conseguiu isso. Eu acho que o legado maior de você ter essa longevidade quando você faz arte é ter uma identidade.</p>



<p>Logicamente tem muita coisa. Olhar o Alto do Pinho com outros olhos. Ele era um bairro olhado muito pelo lado sensacionalista, mais policial, de violência. Tem muita coisa para se resolver, mas hoje em dia também é visto pelas bandas, pela sua cultura e o Devotos tem uma parcela muito grande nisso. Várias bandas inspiradas no Devotos, vários artistas que fala: &#8220;<em>Fiz uma banda por causa de vocês, sou inspirado em vocês, gosto de vocês</em>”. Essas homenagens que a gente tá recebendo é uma coisa muito gratificante e vigorosa, porque queira não queira, sempre que você é agraciado, sua autoestima cresce. E também estar aqui com vocês, numa página que luta pela negritude, conversando com a galera que reivindica deveres e direitos da população negra. Tudo isso para nós nesses 37 anos é muito satisfatório, muito vigoroso e a gente só cresce com isso, só dá mais vontade de tocar, fazer show, música, disco. E o futuro da gente é esse.&nbsp;</p>



<p>A gente tá com um disco para ser lançado pela Red Star, que é um selo de São Paulo do nosso amigo Jeferson, do Flicts. A ideia é que ele saia primeiro em vinil para depois de um ano ir pras plataformas musicais. Estamos fazendo músicas novas para o próximo disco do Devotos. Esse disco que vai sair agora é ao vivo de show. Mas já estamos planejando, compondo. Devotos é uma banda que sobrevive, vive do dia a dia, do cotidiano. A gente planeja logicamente o que quer fazer futuramente, mas a gente também vai fazendo. A gente dá um tempo, consegue fazer isso porque senão fica uma arte muito conturbada, para vender e a gente não é só para vender, a gente é para transformar. E para transformar você tem que estar bem, você tem que se policiar mentalmente e saudavelmente para poder passar sua boa energia para aquele público. Ninguém doente consegue passar uma boa energia para ninguém.</p>



<p>Há uns 10, 15 dias atrás, nós chegamos na nossa quarta turnê internacional. Fizemos Alemanha, França, Bélgica e Holanda. Foram 16 shows em 22 dias que nós passamos lá. Foi uma coisa muito pensada, sem edital, tirando do bolso, tirando de cachês que a gente faz e consegue tirar. E fizemos essa turnê já planejando a próxima. Então nosso “faça você mesmo”, tá 24 horas com a gente, desde o começo da banda, quando a gente não tinha instrumento e que Neilton fez a própria guitarra. Neilton hoje faz a guitarra, faz o próprio amplificador dele, agora a pouco montou um baixo para mim. O importante para nós é não parar de tocar e não parar de sonhar. E é isso que a gente sempre diz para todo mundo que tá começando: <strong>“Não pare de sonhar”</strong>.&nbsp;</p>



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<iframe title="Spotify Embed: Punk Reggae" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3hu6cBFrBuxhJnHpyxSiWf?si=FFJV4TYISLaHgtrpY995BQ&#038;utm_source=oembed"></iframe>
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			</item>
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		<title>EXCLUSIVO: Majur lança visualizers de “Gira Mundo” com traduções inéditas das cantigas em iorubá; Veja o teaser!</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/exclusivo-majur-lanca-visualizers-de-gira-mundo-com-traducoes-ineditas-das-cantigas-em-ioruba-veja-o-teaser/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[axé]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Gira Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atendendo a pedidos dos f&#227;s, cantora libera a partir deste domingo (7) uma s&#233;rie de audiovisuais em seu canal no YouTube e no Instagram; Confira na mat&#233;ria o teaser exclusivo. A partir deste domingo (7), Dia da Independ&#234;ncia do Brasil, Majur inicia o lan&#231;amento dos visualizers de &#8220;Gira Mundo&#8221;, seu terceiro &#225;lbum de est&#250;dio. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Atendendo a pedidos dos fãs, cantora libera a partir deste domingo (7) uma série de audiovisuais em seu canal no YouTube e no Instagram; Confira na matéria o teaser exclusivo.</em></p>



<p>A partir deste domingo (7), Dia da Independência do Brasil, <strong>Majur inicia o lançamento dos visualizers de “Gira Mundo”</strong>, seu terceiro álbum de estúdio. A obra celebra a ancestralidade afro-brasileira por meio de 16 cantigas dedicadas aos orixás e estará disponível no YouTube a partir do meio-dia. <strong>Pela primeira vez, as faixas cantadas em iorubá vêm acompanhadas de tradução para o português</strong> e ganham vida em visualizers que apresentam um balé afro, com danças que celebram a riqueza da cultura afro-brasileira. Os vídeos chegam cerca de quatro meses após o lançamento do álbum, atendendo a muitos pedidos dos fãs.</p>



<p>Os lançamentos serão divididos em duas etapas. A primeira começa no dia 7 de setembro, com a publicação de oito visualizers nas plataformas digitais. Já a segunda acontece em 21 de setembro, trazendo a sequência das músicas do disco. A ordem e a divisão das faixas seguem a tracklist do álbum (veja abaixo).</p>



<figure class="wp-block-video"><video height="480" style="aspect-ratio: 752 / 480;" width="752" controls src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Video-2025-09-05-at-08.39.25.mp4"></video></figure>



<p></p>



<p>Sobre a importância do projeto, Majur afirma: “O objetivo do meu álbum e da turnê é criar uma ponte de diálogo com toda a sociedade. Todos precisam conhecer a cultura afro-brasileira e assim desmistificar a intolerância e o racismo no discurso de representatividade da maldade, crueldade”, diz Majur. “O candomblé é cuidado e respeito à natureza e à nossa cabeça enquanto indivíduo. É família, resgate de cidadania, ancestralidade e cultura.”</p>



<p>Majur destaca ainda que a cultura afro se manifesta na beleza das roupas, na comida típica, na língua portuguesa, nos dialetos, na ciência e nos hábitos do nosso dia a dia. “O diálogo que proponho acontece por meio da nova sonoridade, que respeita as melodias originais, a pesquisa e escolha das cantigas em iorubá, com tradução para o nosso idioma. Com intervenções de beat e efeitos eletrônicos atuais, do underground ao streaming, junto ao disco. É também uma apresentação visual do corpo de balé, criando uma imersão experimental de conhecimento. <em>Gira Mundo</em> é um álbum patrimônio cultural do Brasil, feito para todo mundo.”</p>



<p><strong><em>Tracklist:</em></strong></p>



<p>1. &nbsp; Bará&nbsp;</p>



<p>2. &nbsp; Ogum</p>



<p>3. &nbsp; Odé&nbsp;</p>



<p>4. &nbsp; Ossain&nbsp;</p>



<p>5. &nbsp; Obaluayê</p>



<p>6. &nbsp; Oxumarê e Ewá&nbsp;</p>



<p>7. &nbsp; Xangô e Ayrá</p>



<p>8. &nbsp; Iroko</p>



<p>9. &nbsp; Logun Edé</p>



<p>10. Oxum</p>



<p>11. Oyá</p>



<p>12. Obá</p>



<p>13. Yemanjá</p>



<p>14. Nanã</p>



<p>15. Ibeji</p>



<p>16. Oxalá</p>
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		<item>
		<title>Paulo Vieira, Edvana Carvalho e Juan Paiva brilham no prêmio &#8216;Melhores do Ano&#8217;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/paulo-vieira-edvana-carvalho-e-juan-paiva-brilham-no-premio-melhores-do-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 13:58:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Edvana Carvalho]]></category>
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		<category><![CDATA[melhores do ano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O pr&#234;mio &#8216;Melhores do Ano&#8217; marcou a noite do &#250;ltimo domingo, 15, na televis&#227;o brasileira. Transmitida durante o programa &#8216;Doming&#227;o com Huck&#8217;, a cerim&#244;nia que reconhece o trabalho de profissionais da emissora, premiou, entre outros nomes os atores Paulo Vieira, Juan Paiva e a jornalista Karine Alves. Al&#233;m disso, a atriz Edvana Carvalho, foi um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O prêmio <strong>&#8216;Melhores do Ano&#8217; </strong>marcou a noite do último domingo, 15, na televisão brasileira. Transmitida durante o programa &#8216;Domingão com Huck&#8217;, a cerimônia que reconhece o trabalho de profissionais da emissora, premiou, entre outros nomes os atores <strong>Paulo Vieira</strong>,<strong> Juan Paiva</strong> e a jornalista <strong>Karine Alves</strong>. Além disso, a atriz <strong>Edvana Carvalho</strong>, foi um dos destaques comentados na internet ao agradecer aos Orixás pelo sucesso da novela &#8216;Renascer&#8217;, na qual atuou na pele da personagem<strong> &#8216;Inácia&#8217;</strong>.</p>



<p>&#8220;Queria muito ganhar esse ano porque é o segundo ano que estou ganhando esse troféu para pessoas como eu é muito difícil chegar, mas se manter é impossível. E se manter inteiro é um milagre. Fiz um pacto com a liberdade e não negocio&#8221;, declarou <strong>Paulo Vieira</strong> em discurso após ser nomeado vencedor da categoria &#8216;Humor&#8217;.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">&quot;Eu queria agradecer a Orixá, porque sem folha não tem vida e foi Orixá que levou essa novela do início ao fim!&quot; <br><br>Edvana Carvalho servindo 30kg de b*ceta na frente da Bispa e da Abravanel! GRANDONA SEM MEDO🗣️🗣️🗣️🤎 AXÉEE<a href="https://twitter.com/hashtag/MelhoresDoAno?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#MelhoresDoAno</a><a href="https://t.co/CMHS3DieCZ">pic.twitter.com/CMHS3DieCZ</a></p>&mdash; Will Lins (@will_lins) <a href="https://twitter.com/will_lins/status/1868435251145654411?ref_src=twsrc%5Etfw">December 15, 2024</a></blockquote> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p>Depois do anúncio de &#8216;Renascer&#8217; como novela do ano, a atriz <strong>Edvana Carvalho</strong>, que brilhou no papel de &#8216;Inácia&#8217; foi ao microfone e fez um agradecimento especial aos Orixás: Eu queria agradecer a Orixá, porque sem folha não tem vida. E foi orixá que levou essa novela do início ao fim. Axé a todas as religiões de matriz africana, a todas as formas de cultuar Deus, porque Deus é igualdade, é prosperidade e é agradecimento. Axé&#8221;, celebrou Edvana, que também concorria na categoria de &#8216;Atriz Coadjuvante&#8217;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="984" height="656" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/12/karine-alves-vence-a-categoria-profissional-do-esporte-1.avif" alt="" class="wp-image-86468" style="width:765px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Jornalista Karine Alves  &#8211; Foto: Globo/ Beatriz Damy</figcaption></figure>
</div>


<p>Destaque na cobertura dos Jogos Olímpicos de Paris, a jornalista <strong>Karine Alves</strong> conquistou o prêmio de &#8216;Profissional do Esporte&#8221;: Estou trazendo a verdade que tenho dentro de mim aqui, como eu sempre mostrei ao vivo pra todos vocês. E é tão especial estar nessa categoria junto com Luiz, com Everaldo, que são duas pessoas que eu admiro, são meus amigos pessoais também. Eu não sabia o peso disso aqui, né? O peso do processo a gente conhece bem. Não é fácil, não foi fácil&#8221;, afirmou em seu discurso.</p>



<p>Outro destaque na Globo em 2024, o ator<strong> Juan Paiva</strong> teve grandes momentos como o personagem <strong>João Pedro</strong> na segunda fase da novela Renascer.  Mas o prêmio veio para o artista por seu papel na série &#8216;Justiça 2&#8217;, na categoria &#8216;Melhor Ator de Série&#8217;: &#8220;Quero dizer pros pretinhos da favela iguais a mim que me acompanham: eu sou como você, você é igual a mim e precisa ter fé, acreditar nos seus sonhos, não desistir. Não é fácil, mas uma hora acontece&#8221;, afirmou.</p>
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		<title>Grupo Ofá anuncia novo projeto musical em homenagem aos orixás: &#8216;ÌYÁ ÀGBÀ ṢIRÉ: O Poder do Sagrado Feminino&#8217;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/grupo-ofa-anuncia-novo-projeto-musical-em-homenagem-aos-orixas-iya-agba-%e1%b9%a3ire-o-poder-do-sagrado-feminino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 15:17:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Ofá]]></category>
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		<category><![CDATA[orixás]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8216;&#204;Y&#193; &#192;GB&#192; &#7778;IR&#201;: O Poder do Sagrado Feminino&#8216;, o novo projeto musical do Grupo Of&#225;, formado Luciana Bara&#250;na, Yomar Asogba e Iuri Passos, integrantes do Terreiro do Gantois, traz a participa&#231;&#227;o de artistas consagrados da MPB em uma homenagem a essas divindades, representando a for&#231;a dos orix&#225;s e das m&#227;es ancestrais, em forma 16 can&#231;&#245;es/Orikis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8216;<strong>ÌYÁ ÀGBÀ ṢIRÉ: O Poder do Sagrado Feminino</strong>&#8216;, o novo projeto musical do <strong>Grupo Ofá</strong>, formado <strong>Luciana Baraúna, Yomar Asogba e Iuri Passos</strong>, integrantes do <strong>Terreiro do Gantois</strong>, traz a participação de artistas consagrados da MPB em uma homenagem a essas divindades, representando a força dos orixás e das mães ancestrais, em forma 16 canções/Orikis em formato de CD, Vinil e digital para acesso nas plataformas streaming de música. </p>



<p> O lançamento será para convidados no dia 15 de setembro, às 16h, no Centro Cultural Barroquinha, em Salvador. Com direção geral de<strong> Flora Gil</strong>, direção artística e musical de <strong>Yomar Asogbá </strong>e <strong>Iuri Passos</strong>, produção musical de <strong>Iuri Passos</strong> e <strong>Alê Siqueira </strong>e produção executiva de <strong>Eveline Alves </strong>e<strong> José Maurício Bittencourt</strong>, a concepção desse novo trabalho traz como referência principal a música de matriz africana com arranjos e elementos da música contemporânea.</p>



<p><strong>Margareth Menezes, <a href="https://mundonegro.inf.br/luedji-luna-anuncia-a-festa-manto-da-noite-evento-voltado-para-musica-negra-em-sao-paulo/">Luedji Luna</a>, Vanessa Moreno, Fabiana Cozza, Vovó Cici, Roberto Mendes, Irma Ferreira, Mãeana, Xênia França, Vanessa da Mata, Preta Gil, Milton Nascimento, Péricles e Baco Exu dos Blues</strong>, são os artistas que emprestam suas vozes para os Orikis, que em yorubá, significa: &#8220;louvar, saudar, evocar&#8221;. </p>



<p>Para Irma Ferreira, essa participação foi “um processo de reconexão, de conseguir entregar com minha arte tudo o que o Axé representa na minha vida, como cuidado, como cura, como segurança, esse trabalho para as Ìyá Àgbà é uma forma de entregar tudo isso”. A escolha do repertório, já que são cânticos sagrados, é uma decisão coletiva e passa pela liderança do Terreiro do Gantois. A partir daí, Iuri Passos, arranjador e diretor musical e artístico, faz as escolhas das canções já pensando nas vozes, nas energias que esses artistas vão trazer ao cantar. </p>



<p>Ao contrário de Obatalá, que foi construído em cima da energia equilibrada de Oxalá, essa nova obra é de múltiplas energias: Exú, Nanã, Oxum, Obá, Yemanjá, Ewá, Yansã, Iyá Mase Malê e Logún Edé trazendo uma sonoridade completamente diferente. Com isso, Iuri pensou um caminho com harmonias pentatônicas, harmonias que estão mais próximas da forma de cantar nos terreiros de candomblé, trazendo a textura e força dos atabaques misturada a música popular e erudita, tudo sempre com equilíbrio musical e sem perder a estrutura e forma rítmica dos terreiros de candomblé.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-82698" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-1024x1024.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-300x300.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-150x150.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-768x768.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-1536x1536.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-2048x2048.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-420x420.jpg 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-696x696.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-1068x1068.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/08/GRUPO_OFA3_Credito-Geovane-Peixoto-1920x1920.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Geovane Peixoto</figcaption></figure>



<p>Para Luciana Baraúna, cantora, pesquisadora e candomblecista, “é uma honra participar de um álbum com um repertório dedicado às orixás, representação das mães ancestrais e do feminino sagrado”. Para Asogbá, fundador e produtor artístico e musical, “Esse projeto musical é de suma importância para nossa comunidade de matriz africana, pois homenageamos nossas ancestrais, as Yabás, um legado deixado para nós e que estamos deixando para a posteridade, Adupè Iyamim Oxum”.</p>



<p>O Grupo Ofá lançou dois álbuns com sucesso de crítica e público, o Odum Orim (2000), referência da produção fonográfica sacra de matriz africana no Brasil, e o OBATALÁ, Uma Homenagem a Mãe Carmen (2019), indicado ao Grammy Latino 2020. Com 24 anos de carreira, o grupo ressalta a importância do registro e disseminação dos cânticos sagrados do candomblé para a preservação da memória da música sacro afro-brasileira. </p>



<p>Em sua trajetória, o grupo já tocou em Paris, Suíça e Londres, no Black to Black. No Brasil, tocou nos festejos do 2 de Julho, em Salvador, e, em São Paulo, no SESC de Mariana e de Registro. Após o lançamento 15 de setembro, em Salvador, o Ofá vai fazer shows pelos CCBBs de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.</p>



<p>A importância desse projeto para o povo de Axé é inquestionável. Para Pedro Tourinho, Secretário de Cultura e Turismo de Salvador e seguidor do candomblé, “Salvador é a terra de todos os santos, de todos os orixás. Saudar as Ìyá Àgbàs é parte do ser soteropolitano. apoiar o registro de cantos de tanto axé é dever, honra e privilégio de nossa cidade.” ÌYÁ ÀGBÀ ṢIRÉ: O Poder do Sagrado Feminino é uma produção da GEGE Produções Artísticas, com apoio da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Cultura e Turismo e da EMBASA.</p>
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		<title>Jantar dos Orixás: Chefs Carmem Virginia, Lili Almeida e Larissa Januario realizam experiência gastronômica em SP</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/jantar-dos-orixas-chefs-carmem-virginia-lili-almeida-e-larissa-januario-realizam-experiencia-gastronomica-em-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2024 12:34:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O renomado restaurante Altar Cozinha Ancestral de S&#227;o Paulo, comandado pela chef Carmem Virginia, realizar&#225; uma experi&#234;ncia gastron&#244;mica marcante, com o &#8220;Jantar dos Orix&#225;s: It&#227; de Amor&#8221;, junto com as chefs convidadas Lili Almeida e Larissa Januario, no dia 6 de junho, &#224;s 19h. Juntas, elas levar&#227;o o p&#250;blico para uma deliciosa viagem gastron&#244;mica atrav&#233;s [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O renomado restaurante <strong>Altar Cozinha Ancestral</strong> de São Paulo, comandado pela <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/potencia-do-sabor-chef-carmem-virginia-anuncia-nova-webserie-com-convidados-especiais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">chef Carmem Virginia</a></strong>, realizará uma experiência gastronômica marcante, com o “<strong>Jantar dos Orixás: Itã de Amor”</strong>, junto com as chefs convidadas <strong>Lili Almeida</strong> e<strong> Larissa Januario</strong>, no dia 6 de junho, às 19h. Juntas, elas levarão o público para uma deliciosa viagem gastronômica através da história de amor dos orixás.</p>



<p>Com reservas limitadas para apenas 30 lugares, o evento exclusivo contará com um jantar de múltiplas etapas, onde o público terá a opção de escolher o menu harmonizado e o não harmonizado.&nbsp;</p>



<p>No menu principal, inclui-se o prato “<strong>Ogum &amp; Oyá”</strong>: panceta de porco glaceada, abarém de milho verde dourado na manteiga e roti de rapadura; e o prato “<strong>Oxum e Xangô”</strong>: lagosta na manteiga de garrafa, perfume de leite de coco, açafrão da terra, erva doce, favas verdes e crocante de quiabo.&nbsp;</p>



<p>“Juntas criamos esse menu lindo, cheio de afeto, lembranças e desejo de um dia onde o amor possa ser celebrado por todos. Trago minhas meninas superpoderosas da gastronomia que eu gosto. Eu, Lari e Lili Vamos falar de comida e amor, amor entre Homens e Orixás… afinal de contas quem inventou o amor só pode ter sido uma força máxima da natureza”, declarou a chef Carmem Virginia nas redes sociais.&nbsp;</p>



<p>Os interessados devem comprar os ingressos no site ou aplicativo da Sympla. Os valores disponíveis para garantir a reserva variam entre R$ 350,00 a R$ 468,00.&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço:</strong></p>



<p><strong>Jantar dos Orixás: Itã de amor</strong></p>



<p><strong>Endereço:</strong> Rua Medeiros de Albuquerque, 270 Jardim das Bandeiras, São Paulo&nbsp;</p>



<p><strong>Ingressos:</strong> R$ 350,00 a R$ 468,00 <a href="https://www.sympla.com.br/evento/jantar-dos-orixas-ita-de-amor/2478947?_gl=1*1xy0jed*_gcl_aw*R0NMLjE3MTMyNzc2ODguQ2p3S0NBand3X2l3QmhBcEVpd0F1RzZjY0hJcWEyZEotVFltUnZTdV9DYjFvUjdTeTZ6TGh4S1ZDNWJVUURWcm1zZ0tfOE43ejBTQ3lCb0NtbFFRQXZEX0J3RQ..*_gcl_au*MTcwOTY2OTA5OS4xNzEyMjYxOTc3*_ga*NjE4Njc4MDc1LjE3MTIyNjE5Nzc.*_ga_KXH10SQTZF*MTcxNjMyNjMzNy4xNy4xLjE3MTYzMjgzOTMuNDcuMC45ODM3NjY0MDc"><strong>(Acesse aqui)</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Danças de seis orixás femininas e da Pombagira Colondina são retratadas em animações feitas em aquarela e em publicação</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/dancas-de-seis-orixas-femininas-e-da-pombagira-colondina-sao-retratadas-em-animacoes-feitas-em-aquarela-e-em-publicacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[aquarela]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[umbanda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 17 de setembro, a partir de 12h, a artista audiovisual Ilana Paterman Brasil lan&#231;a&#160;&#8216;&#193;gua de cor: as dan&#231;as das mulheres da Na&#231;&#227;o Ijex&#225;&#8216;,&#160;um projeto art&#237;stico-documental em anima&#231;&#227;o das dan&#231;as das Iab&#225;s &#8211; orix&#225;s femininas &#8211; e da Colondina. Contemplado pelo Rumos Ita&#250; Cultural 2019-2020, ele &#233; composto por anima&#231;&#245;es feitas em rotoscopia artesanal [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia 17 de setembro, a partir de 12h, a artista audiovisual<strong> Ilana Paterman Brasil </strong>lança &#8216;<strong>Água de cor: as danças das mulheres da Nação Ijexá</strong>&#8216;, um projeto artístico-documental em animação das danças das Iabás – orixás femininas – e da Colondina. Contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2019-2020, ele é composto por animações feitas em rotoscopia artesanal a partir de registros videográficos, utilizando a aquarela como ferramenta criativa, e uma publicação.</p>



<p>O evento, quando também será oferecida uma feijoada, acontece no próprio terreiro Corte Real da Nação Ijexá, liderado por Pai Zezito de Oxum e localizado em Belford Roxo, Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. As obras e curiosidades sobre o processo de criação do trabalho ficam acessíveis em <a href="https://www.ilanapatermanbrasil.com/aguadecor" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>https://www.ilanapatermanbrasil.com/aguadecor</strong></a>.</p>



<p><strong>O projeto</strong><strong></strong></p>



<p>&#8216;Água de cor: as danças das mulheres da Nação Ijexá&#8217; surge com o intuito de comunicar os saberes das danças femininas de terreiro, que traduzem em movimentos os mitos iorubás, atualizando-se nos corpos e seguindo de forma fluida os toques dos atabaques – mito, som e gesto tornam-se uma coisa só. O foco do projeto está nas mulheres. São seis as principais iabás: Oxum, Obá, Euá, Nanã, Iemanjá e Iansã. Soma-se a elas a Colondina – uma Pombagira, entidade que traz nos gestos inúmeras possibilidades de manifestação do feminino.</p>



<p>&#8220;São referências essenciais em um momento de transformação para as mulheres, que buscam saídas para desenvolver potências e desejos&#8221;, explica Ilana. &#8220;Os arquétipos femininos iorubás resistiram à barbárie civilizatória e ao domínio colonial, preservando outras formas de ser e de agir enquanto mulher na sociedade.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/Cia-Fi1u6Zy/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/Cia-Fi1u6Zy/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/Cia-Fi1u6Zy/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by ilana paterman brasil (@ilanapatermanbrasil)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
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<p><strong>Técnica de animação</strong><strong></strong></p>



<p>A rotoscopia permite que o movimento se revele ao transformar vídeo em desenho – o corpo dançante, em traços e cores, torna-se o único elemento na tela, direcionando a comunicação expressiva dos gestos. A utilização do processo artesanal, com aquarela, surge como consequência das vivências em terreiros: o fazer manual e o contato direto com materiais naturais inspiraram a escolha por essa linguagem. Além disso, a água – base da aquarela – é ritualmente associada às mulheres.</p>



<p>Cada animação é composta por centenas de desenhos que, quadro a quadro, recriam os gestos expressivos das filhas de Pai Zezito de Oxum, líder da Corte Real da Nação Ijexá. Silvia, Mara, Ângela, Rosani, Eunice, Solange e Solemar dançaram para duas câmeras, em uma manhã de agosto de 2021, e tornaram-se aquarelas. Estes desenhos foram fotografados em diferentes chãos e, assim, viraram movimento novamente.</p>



<p><strong>O livro</strong><strong></strong></p>



<p>A publicação apresenta uma seleção de desenhos de cada dança, permitindo a apreciação de aquarelas em diferentes escalas, o que inclui uma série de 36 desses desenhos lado a lado, a fim de visualizar os passos das animações. O livro também traz textos de Ilana, nos quais ela compartilha histórias e magias do processo de realização deste trabalho com Ricardo Alves, Ogan da Oxum de Pai Zezito, e o historiador Luiz Antonio Simas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/Cg5GWd7J0p4/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/Cg5GWd7J0p4/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/Cg5GWd7J0p4/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by ilana paterman brasil (@ilanapatermanbrasil)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
</div></figure>



<p><strong>Curiosidades</strong><strong></strong></p>



<p>Pai Zezito veio de Salvador, nos anos 1950, fundou o primeiro terreiro da nação Ijexá em solo fluminense. O termo &#8220;nação&#8221; está relacionado às origens das tradições de uma casa, remanescente de diferentes regiões africanas. Ijexá é o nome das terras onde corre o rio Oxum. Os Ijexás são intitulados de &#8220;Povo das Águas&#8221;.</p>



<p>Ilana Paterman Brasil é artista, pesquisadora e pertencente ao terreiro Corte Real da Nação Ijexá. Realizou projetos anteriores de forma similar, porém focados em retratar personalidades do Candomblé. <em>Água de Cor</em> é um projeto inédito de comunicação, documentação e preservação de danças e gestos das Iabás, cada uma carregando características de diferentes arquétipos femininos, presentificadas nos próprios movimentos.</p>



<p><strong>SERVIÇO:</strong><strong></strong></p>



<p><strong>Rumos Itaú Cultural 2019-2020</strong><strong></strong></p>



<p><strong><em>Água de cor: as danças das mulheres da Nação Ijexá</em></strong><strong></strong></p>



<p>Dia 17 de setembro, a partir de 12h</p>



<p>Exibição das animações, lançamento da publicação e feijoada</p>



<p>Local: Culto Afro Corte Real da Nação Ijexá</p>



<p>Rua Nossa Senhora do Líbano, 16, Parque Amorim</p>



<p>Belford Roxo (RJ)</p>



<p>Entrada gratuita</p>
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		<title>Livro infantil conta história da criação do mundo a partir de jornada dos orixás</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/livro-infantil-sobre-a-criacao-do-mundo-a-partir-das-historias-dos-orixas-entra-em-pre-venda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jul 2021 12:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças negras]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[livro infantil]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publica&#231;&#227;o adota linguagem l&#250;dica para refletir sobre a preserva&#231;&#227;o da cultura ancestral e a prote&#231;&#227;o da natureza, atendendo ao curr&#237;culo da educa&#231;&#227;o b&#225;sica sobre o ensino da cultura negra O livro infantil &#8220;&#210;run &#192;iy&#233;: A Cria&#231;&#227;o do Mundo&#8221;, escrito pela cineasta baiana&#160;Jamile Coelho, incorpora narrativa l&#250;dica da mitologia iorub&#225; sobre as origens humanas, a partir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Publicação adota linguagem lúdica para refletir sobre a preservação da cultura ancestral e a proteção da natureza, atendendo ao currículo da educação básica sobre o ensino da cultura negra</em></p>



<p>O livro infantil “<strong>Òrun Àiyé: A Criação do Mundo</strong>”, escrito pela cineasta baiana <strong>Jamile Coelho</strong>, incorpora narrativa lúdica da mitologia iorubá sobre as origens humanas, a partir da jornada dos Orixás. A narrativa transita pela preservação da cultura afro-brasileira e o respeito aos mais velhos e a natureza, atendendo à proposta curricular sobre o ensino da cultura negra na educação básica do país. A obra está em pré-venda na plataforma Catarse.</p>



<p>A história tem início no&nbsp;Òrun, plano espiritual onde vive&nbsp;Olorum, o senhor de todas as coisas. Ele confere ao filho&nbsp;Obatalá&nbsp;a missão de criar o mundo, o&nbsp;Àiyé.&nbsp;Mas é&nbsp;Odùdùa&nbsp;que espalha a magia do saco da criação, criando a terra, diante da desobediência do irmão. A história é contada a partir da interação dos irmãos&nbsp;Antônio e Beth&nbsp;com o&nbsp;Vovô Jaime, enaltecendo a tradição africanista do saber transmitido entre gerações pela oralidade. O livro de&nbsp;40 páginas&nbsp;tem ilustrações do artista visual&nbsp;Marcone Silva&nbsp;e contracapa do antropólogo baiano&nbsp;Vilson Caetano.</p>



<p>Na cultura africana, as pessoas mais velhas são elevadas a bibliotecas do pensamento ancestral. Quando um griô, o contador de histórias, parte para o mundo espiritual, essa memória é perdida. Mas quando homenageada, essa herança, que já virou anciã, vem à tona. Por isso, a publicação reverencia a importância de&nbsp;Jaime Sodré, professor e historiador baiano falecido em 2020, referência na preservação e na divulgação dos estudos africanos na Bahia.</p>



<p>O&nbsp;ebook, disponível para leitura em agosto, custa&nbsp;R$ 20&nbsp;e o&nbsp;exemplar físico, com entrega em setembro, é&nbsp;R$ 49&nbsp;mais frete. Há outros valores disponíveis, com opções de brindes. O livro é inspirado em&nbsp;animação homônima, codirigida por&nbsp;Jamile Coelho e Cintia Maria, pela&nbsp;Estandarte Produções. Recordista de visualizações da plataforma&nbsp;Itaú Cultural Play, o filme é narrado e tem trilha sonora do músico&nbsp;Carlinhos Brown, ganhou mais de&nbsp;25 prêmios&nbsp;erodou mais de&nbsp;100 festivais em 25 países e 22 estados brasileiros.</p>



<p>Veja o teaser: </p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/kitXIAf6Y3o" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



<p><strong>FICHA TÉCNICA:</strong></p>



<p><strong>Título</strong>:&nbsp;Òrun Àiyé</p>



<p><strong>Subtítulo</strong>: A Criação do Mundo</p>



<p><strong>Autora</strong>: Jamile Coelho</p>



<p><strong>Editora</strong>: Emôrio</p>



<p><strong>Tamanho</strong>: 23 x 19cm</p>



<p><strong>Páginas</strong>: 40</p>



<p><strong>Preço sugerido</strong>: R$ 20&nbsp;<em>(ebook)</em>&nbsp;e R$ 49&nbsp;<em>(livro físico)</em></p>



<p><strong>Compra:</strong>&nbsp;<a href="https://www.catarse.me/orunaiyelivro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">catarse.me/orunaiyelivro</a></p>



<p><strong>Classificação indicativa:</strong>&nbsp;6 anos&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Agência Iyabá promove curso gratuito de Planejamento Artístico para mulheres negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/projeto-reorientar-da-agencia-iyaba-promove-curso-gratuito-de-planejamento-artistico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2020 17:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[curso gratuito]]></category>
		<category><![CDATA[gestão cultural]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento artístico]]></category>
		<category><![CDATA[produção cultural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s a a&#231;&#227;o realizada nos dias 19 e 20 de novembro em que projetaram textos de mulheres negras brasileiras no centro de S&#227;o Paulo, a ag&#234;ncia Iyab&#225; promove novo curso gratuito. Ambas as a&#231;&#245;es fazem parte do Re(Or&#237;)entar &#8211; Novas imagin&#225;rios,&#160; projeto que prop&#245;e reposicionar o imagin&#225;rio da mulher negra, das mulheres n&#227;o-brancas, e das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após a ação realizada nos dias 19 e 20 de novembro em que projetaram textos de mulheres negras brasileiras no centro de São Paulo, a agência Iyabá promove novo curso gratuito. Ambas as ações fazem parte do Re(Orí)entar – Novas imaginários,&nbsp; projeto que propõe reposicionar o imaginário da mulher negra, das mulheres não-brancas, e das relações sociais que as perpassam através de um trabalho de repolitização da mulher não-branca através da cultura. Em outubro ocorreu o curso de Gestão e Produção Cultural, e para os dias 25, 26 e 27 ocorrerá o curso de Planejamento Artístico. As inscrições estão abertas e não possuem limite de vagas.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-21-at-13.05.47-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-27879" width="376" height="501" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-21-at-13.05.47-768x1024.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-21-at-13.05.47-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-21-at-13.05.47-113x150.jpeg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-21-at-13.05.47-696x928.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-21-at-13.05.47-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-21-at-13.05.47.jpeg 960w" sizes="(max-width: 376px) 100vw, 376px" /><figcaption>Créditos: Divulgação</figcaption></figure></div>



<p>O curso voltado para profissionais não-brancas do setor cultural e da economia criativa, ou quem deseja se profissionalizar, e será transmitido ao vivo pelo Youtube. A proposta é fomentar a reflexão sobre como organizar, estruturar e planejar uma carreira artístico-cultural, além de entender a importância do planejamento estratégico, posicionamento, valores e as possíveis formas de compartilhar subjetividades raciais para o público e clientes. </p>



<p>“Para reposicionar o imaginário das mulheres negras e das relações sociais que as perpassam, é imprescindível fazer um grande trabalho de repolitização dessas mulheres através da cultura afro-brasileira e do conceito do (Orí). Orí que diz respeito à essência divina de cada ser. Assim, essa mulher desperta a (Orí) potência dela, se torna dona da própria história e a conta. Ela desperta uma (Orí) presença e se posiciona como a Iyabá (Deusa) que ela é”, explica Raiany Fernandes, Diretora de Planejamento da agência Iyabá.</p>



<p><strong>Confira a programação completa do curso de Planejamento Artístico:</strong></p>



<p>Aula 1 &#8211; Novos imaginários: Raça, etnia e gênero no empreendedorismo<br>Profissionais: Marta Carvalho e Raiany Fernandes<br>Data: 25 de novembro<br>Horário: 19h às 20h<br>Carga Horária: 40 minutos</p>



<p>Aula 2 &#8211; Novas formas planejamento de carreira para artistas<br>Profissionais: Michelle Serra e Raiany Fernandes<br>Data: 26 de novembro<br>Horário: 19h às 20h<br>Carga Horária: 40 minutos</p>



<p>Aula 3 &#8211; Marketing digital para artistas<br>Profissionais: Raiany Fernandes<br>Data: 25 de novembro<br>Horário: 19h às 20h</p>



<p><strong>SERVIÇO</strong><br>Re(orí)entar &#8211; novos imaginários: Curso de Planejamento de Carreira para Artistas</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Data: 25, 26 e 27 de novembro</li><li>Horário: 19h às 20h</li><li>Inscrições: <a href="https://www.iyaba.com.br/reorientar">https://www.iyaba.com.br/reorientar</a></li><li>Valor: Gratuito</li><li>Mais informações: <a href="https://162.214.105.139:2096/cpsess3343539587/horde/imp/dynamic.php?page=mailbox&amp;login=1&amp;post_login=69606024519914#">contato.iyaba@gmail.com</a></li></ul>
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		<title>Curso online sobre Sociologia dos Orixás abre inscrições para turma de agosto</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/curso-online-sobre-sociologia-dos-orixas-abre-inscricoes-para-turma-de-agosto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rakeche Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2020 01:14:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cursos]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O professor, soci&#243;logo e mestre em educa&#231;&#227;o Ivan Poli, ministrar&#225; um curso online sobre a sociologia dos orix&#225;s, que come&#231;ar&#225; no dia 04 de agosto. O curso abordar&#225; a constitui&#231;&#227;o das Civiliza&#231;&#245;es da &#193;frica Ocidental a partir dos mitos da civiliza&#231;&#227;o Yorub&#225;, os Orix&#225;s, assim como sua influ&#234;ncia na di&#225;spora at&#233; os dias atuais. Ivan [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O professor, sociólogo e mestre em educação Ivan Poli, ministrará um curso online sobre a sociologia dos orixás, que começará no dia 04 de agosto. O curso abordará a constituição das Civilizações da África Ocidental a partir dos mitos da civilização Yorubá, os Orixás, assim como sua influência na diáspora até os dias atuais.</p>



<p>Ivan Poli estuda e defende <em>os Mitos Africanos na Educação. Professor da USP, ensina na </em>Escola de Comunicação e Artes (ECA) e dar aulas na pós-graduação em Relações Étnico-Raciais, Cultura e Educação na Universidade.</p>



<p>O curso falará sobre os valores civilizatórios e indenitários dos Orixás, percorrendo os Orikis – cantos sagrados – e contará com uma Literatura Oral.</p>



<p>Os encontros serão ao vivo pela plataforma Zoom, toda terça-feira às 19 horas. Gravações não serão disponibilizadas e os alunos terão que pagar uma taxa de 120 reais para ter disponibilidade dos quatro encontros. </p>



<p>As inscrições podem ser feitas pelo site da Diáspora Black no seguinte link: <a href="https://eventos.diaspora.black/produto/sociologia-dos-orixas-turma-ao-vivo/">https://eventos.diaspora.black/produto/sociologia-dos-orixas-turma-ao-vivo/</a></p>
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		<title>Exposição Ounje apresenta um panorama das comidas de Orixás e das influências africanas na arte brasileira</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/exposicao-ounje-apresenta-um-panorama-das-comidas-de-orixas-e-das-influencias-africanas-na-arte-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 19:47:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[áfrica]]></category>
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		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[sesc]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sesc Ipiranga recebe a Exposi&#231;&#227;o Ounje &#8211; Alimento dos Orix&#225;s, de 18 de junho a 25 de agosto. A mostra faz uma imers&#227;o art&#237;stica na cultura africana a partir da culin&#225;ria dos terreiros das religi&#245;es afro-brasileiras, em especial do candombl&#233;. A entrada &#233; gratuita. A curadoria foi realizada de forma coletiva por Adriana Arag&#227;o, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O<strong> Sesc Ipiranga</strong> recebe a <strong>Exposição Ounje – Alimento dos Orixás</strong>, de 18 de junho a 25 de agosto. A mostra faz uma imersão artística na cultura africana a partir da culinária dos terreiros das religiões afro-brasileiras, em especial do candomblé. A entrada é gratuita.</p>
<p>A curadoria foi realizada de forma coletiva por <strong>Adriana Aragão, Ana Celia Santos, Ayrson Heráclito, Beatriz Coelho, Bel Coelho, Maria Lago </strong>e <strong>Patrícia Durães</strong>, e propõe um percurso estético sensorial, elaborado a partir das comidas de orixás e do encontro de linguagens artísticas.</p>
<p>O espectador é convidado a conhecer e reconhecer memórias e ancestralidades inspiradas pelo Candomblé durante a visita. O percurso artístico é construído de forma simbólica a partir do alimento que integra a comunidade em torno do ato de comer e possibilita o movimento ritual.</p>
<p>Nas religiões de matriz africana, especificamente no candomblé, cada Orixá representa um fenômeno da natureza, refletindo assim um sistema cosmológico, que entende a existência das coisas e a integra à experiência humana, constituída de modo que as relações entre o homem e o meio ambiente encontre equilíbrio.</p>
<p><strong>Tudo come</strong></p>
<p>As instalações artísticas, estruturadas a partir da montagem cênica de uma cozinha de terreiro, trazem elementos de alguns dos Orixás e criam um percurso de visitação que integra diferentes linguagens artísticas &#8211; artes visuais, música, performance, dança e literatura à culinária.</p>
<p>Segundo Bia Coelho: &#8220;<em>Com a integralidade dos sentidos, Ounje abarca a influência do candomblé na arte afro-brasileira começando pelo alimento – envolvendo o corpo dançante, as visualidades dos adornos e as musicalidades constantes</em>&#8220;.</p>
<p><figure id="attachment_12423" aria-describedby="caption-attachment-12423" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12423" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/06/unnamed-1.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/06/unnamed-1.jpg 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/06/unnamed-1-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/06/unnamed-1-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/06/unnamed-1-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/06/unnamed-1-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/06/unnamed-1-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-12423" class="wp-caption-text">Foto: Beatriz Campos</figcaption></figure></p>
<p>A expografia</p>
<p>O projeto expositivo é dividido em três blocos: terreiro artístico, salas expositivas e área externa. O terreiro artístico, localizado no galpão, é formado pelas instalações dos artistas Rodrigo Bueno e Dalton Paula ao redor de uma cozinha. Bueno propõe a realização do Mural das Oferendas, no qual plantas, flores, sementes e frutos, pintura e raízes ficarão suspensos no forro do espaço junto a uma das paredes. Dalton Paula, artista que discute em seus trabalhos os problemas oriundos da escravidão, apresenta a obra Cozinha Sagrada.</p>
<p>As salas expositivas estão divididas em outros três espaços. O primeiro deles recebe a exibição de cinco vídeo instalações de Ayrson Heráclito e a obra Amalá: territórios de justiça, proteção e poesia, de Luiz Marcelo.</p>
<p>Com 1.400 quiabos em cerâmica e chamote, o trabalho de Luiz Marcelo forma um portal de proteção e ligação entre o sagrado e os deuses ancestrais. Um segundo espaço das galerias expõe a instalação Abre Caminhos da artista Nádia Taquary. A obra é composta por vídeo e um balangandã agigantado em cima de uma mesa.</p>
<p>O terceiro espaço é dividido em duas salas. A primeira exibe vídeos de Dalton Paula e Thiago Sant´Ana, cujos trabalhos imergem nas tensões e representações das identidades afro-brasileiras, a segunda traz o curta-metragem Ifá, de Léo França realizado com a comunidade Ilê Axé Opô Aganju em Salvador.</p>
<p>A área externa recebe as propostas dos artistas Davi Rodrigues, com o trabalho de folhas em xilogravura no piso como referência ao chão dos terreiros, e lambe-lambes de J. Cunha, no muro do deck da piscina, trabalho caracterizado pelo mergulho no imaginário da cultura afro-indígena e da cultura popular nordestina brasileira.</p>
<p><strong>Programação Integrada</strong></p>
<p>A exposição conta ainda com uma programação integrada que reúne cozinheiras, artistas visuais, atores, músicos e dançarinos. Apresentações de dança, música, teatro, performances, oficinas, bate-papos e atividades para o público infantil abordam as questões que atravessam a temática da exposição.</p>
<p>As propostas artísticas buscam apresentar ao público elementos da cultura e das religiões afro-brasileiras numa perspectiva contemporânea da arte, possibilitando a compreensão das influências culturais africanas na constituição da sociedade brasileira com objetivo de diminuir a intolerância e a violência contra essas manifestações.</p>
<p>O Sesc fica na Rua Bom Pastor, n° 822 – Ipiranga. Mais informações: (11) 3340-2000.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/exposicao-ounje-apresenta-um-panorama-das-comidas-de-orixas-e-das-influencias-africanas-na-arte-brasileira/">Exposição Ounje apresenta um panorama das comidas de Orixás e das influências africanas na arte brasileira</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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