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	<title>Arquivos Opinião - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Corporativismo: explorando novos caminhos para a diversidade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/corporativismo-explorando-novos-caminhos-para-a-diversidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 15:22:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Rachel Maia As estat&#237;sticas evidenciam um cen&#225;rio nada favor&#225;vel para pessoas negras. As de pele retinta, ent&#227;o, s&#227;o as mais afetadas quando tratamos de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho e bens de consumo. Entender como a m&#225;quina gira &#233; algo que n&#227;o nos &#233; ensinado a priori, mas, hoje, podemos contar com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://mundonegro.inf.br/rachel-maia-e-a-primeira-mulher-negra-a-assumir-a-presidencia-do-conselho-do-pacto-global-da-onu-no-brasil/"><strong><em>Texto: Rachel Maia</em></strong></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As estatísticas evidenciam um cenário nada favorável para pessoas negras. As de pele retinta, então, são as mais afetadas quando tratamos de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho e bens de consumo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender como a máquina gira é algo que não nos é ensinado </span><i><span style="font-weight: 400;">a priori</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, hoje, podemos contar com ferramentas para equilibrar e desconstruir o imaginário social que ainda é excludente e afeta a todos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo realizado em 2021 por<strong> Carlos Portugal Gouvêa</strong>, professor de direito comercial, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Governança corporativa e diversidade racial no Brasil: um retrato das companhias abertas</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">ressalta que o cenário é desfavorável para profissionais pretos e pardos, pois, diante dos dados obtidos, identificou-se que pessoas pretas representavam 0,00% dos cargos dos conselhos de administração, enquanto pessoas pardas apenas 1,05%. Sendo assim, o percentual para pessoas brancas em comparação às negras era 58% maior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa desenvolvida na <strong>Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo</strong> (USP) destaca a discrepância que existe no meio corporativo quando se trata de raça. O que mais quero, porém, dividir aqui com vocês é a importância de olharmos para esse cenário e avançar rumo a contextos em que a cor da nossa pele não seja um fator relevante nos processos de ascensão. </span></p>
<p><b>Quem somos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando validamos nossa existência e conseguimos nos mostrar para o mundo, nada mais deveria importar, no entanto a realidade é outra. Por isso, ter segurança e perpetuar a força dos nossos ancestrais nos torna ainda mais potentes e únicos. Podemos pensar que, para vencermos as barreiras do preconceito, é necessário fazer uso das ferramentas corretas para seguirmos sem sermos interrompidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender quem somos e o que queremos torna tudo mais fluido. Com isso, os entraves do dia a dia serão apenas mais um obstáculo a ser vencido. Percebam: o lugar que ocupamos hoje é resultado de muita luta. Cada conquista remete a um período da nossa história e do nosso povo, gerações que galgaram um espaço que é nosso direito. </span></p>
<p><b>Não se distraia </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos diante de uma mudança significativa na maneira como enxergamos uns aos outros e também as oportunidades. Por isso, a importância de estabelecermos parcerias para a construção de novas maneiras de existir e gerar oportunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retomando a pesquisa realizada por Gouvêa, que traz empresas como a Nike, marca estadunidense que, após implementar a diversidade étnico-racial no seu quadro de funcionários, investir em produtos voltados para pessoas negras e ter como referência comercial ídolos negros (como o jogador de basquete<strong> Michael Jordan</strong>), cresceu exponencialmente, gerando mais lucro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nossas referências são muitas. A exemplo de <strong>Luiz Gama</strong> (1830–1882), advogado brasileiro, que também foi jornalista, escritor e orador, conhecido como patrono da <strong>Abolição da Escravatura do Brasil</strong>. Ele é, sem dúvidas, alguém para nos espelharmos, homem que, até os 17 anos, era analfabeto e, aos 29, já era consagrado como o maior abolicionista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estar preparado para atuar ativamente e, desse modo, conquistar um lugar de pertencimento é algo possível para todos nós. “<em>Crie a melhor e a mais grandiosa visão possível para a sua vida, porque você se torna aquilo que você acredita</em>”. <strong>Oprah Winfrey</strong></span></p>
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		<title>A camisa da seleção brasileira</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-camisa-da-selecao-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Débora Simões]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 18:23:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo Religioso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Melhor que despolitizar seria, talvez, politizar pela liberdade religiosa, pela diversidade, contra o racismo, contra o machismo, pela prote&#231;&#227;o das matas de Ox&#243;ssi e dos povos que nelas habitam Um poss&#237;vel erro no sistema operacional no site da empresa Nike proibia a personaliza&#231;&#227;o da nova camisa da sele&#231;&#227;o brasileira com palavras ligadas &#224;s religi&#245;es de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Melhor que despolitizar seria, talvez, politizar pela liberdade religiosa, pela diversidade, contra o racismo, contra o machismo, pela proteção das matas de Oxóssi e dos povos que nelas habitam</em></p>



<p>Um possível erro no sistema operacional no site da empresa Nike proibia a personalização da nova camisa da seleção brasileira com palavras ligadas às religiões de matrizes africanas e liberava referências do cristianismo. Mas como o grande público ficou sabendo disso? Como este assunto ganhou destaque nas redes sociais? No dia 15 de agosto, ao vivo no podcast <em>Com Todo Respeito</em> os apresentadores estavam conversando sobre o impedimento de personalizar a camisa da seleção brasileira lançada para a Copa do Mundo de 2022 com expressões de cunho religioso, político e de palavras ofensivas. Os apresentadores do citado <em>podcast</em> fizeram uma sequência de testes na aba de customização e naquele momento expressões como “Jesus” e “Cristo” eram permitidas enquanto “Exu” e “Ogum” eram proibidas.&nbsp;</p>



<p>As restrições já haviam causado debate bem no lançamento. A empresa, em nota, se pronunciou, como se pode ler no portal <em>Terra</em>: “A Nike, como descrito na própria página, não permite customizações com palavras que possam conter qualquer cunho religioso, político, racista ou mesmo palavrões. Este sistema é atualizado periodicamente visando cobrir o maior número de palavras possíveis que se encaixem nesta regra”. “Lula”, “Bolsonaro”, “comunismo” entre outras palavras também estão indisponíveis. Após a repercussão do <em>podcast </em>e das manifestações nas redes sociais a marca se pronunciou novamente e explicou que ocorreu uma falha no site “que permitiu a customização de algumas palavras de cunho religioso” e que ela “está sendo corrigida”, como consta na página eletrônica da empresa <em>O Globo</em>.&nbsp;</p>



<p>Tudo devidamente explicado e confirmado. Hoje o sistema não permite mais a personalização com palavras anteriormente autorizadas, como “Jesus” e “Cristo”. Porém, todo esse possível erro operacional nos leva a outras complexidades que envolvem política, religião e futebol. Aprendemos, desde a infância, que esses três temas não se discutem. Mas serei desobediente. No “país do futebol”, onde muitos e os mais famosos jogadores são declaradamente evangélicos e onde o cristianismo na sua versão evangélica pentecostal mais cresce, esses temas são quase incontornáveis. No último censo do IBGE, em 2010, a população evangélica era de 22% do total de cristãos. O mapa religioso do Brasil mudou nos últimos anos. Segundo dados de pesquisa promovida pelo Datafolha em 2019, publicados na Folha de São Paulo, em 2020, 50% dos brasileiros eram católicos e 31%, evangélicos. Conforme apontam alguns pesquisadores da religião no Brasil, é possível que num futuro não muito distante o número de evangélicos ultrapasse o de católicos. No site <em>Religião e Poder</em> do Instituto dos Estudos de Religião (o ISER) é possível consultar dados e análises da relação entre crescimento de evangélicos e política institucional. Da religião à política, da política à religião, agora voltemos para o futebol e a religião.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Na seleção e nos clubes brasileiros, na maioria das comemorações de gol, os jogadores levantam as mãos ao céu numa nítida alusão à fé em Deus. Na multidão de preces ao Deus cristão, uma exceção, Paulinho. No ano passado, na partida do Brasil contra a Alemanha nos Jogos de Tóquio, Paulinho, após o gol da vitória de 4 a 2, saudou Oxóssi com um gesto que fazia alusão à flecha do orixá guerreiro e dono da mata. Da exceção lembramos da importância da luta pela representatividade, tão importante para a população negra.&nbsp;</p>



<p>Num país em que religião e política se misturam. Um exemplo, relativamente recente, foi a votação pelo <em>impeachment</em> da presidenta Dilma Rousseff em 2016, quando os parlamentares acionaram discursos de Deus e Família para justificar esse processo político. De acordo com o ISER, Eduardo Cunha, na ocasião presidente da Câmara dos Deputados, coordenou a votação e ao abrir a sessão disse a seguinte frase: “Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus”. Além disso, conforme analisou o <em>Huffpost Brasil</em>, “a menção aos crimes de responsabilidade fiscal foi citada apenas 18 vezes na Câmara dos Deputados, enquanto os termos como ‘Família’ e Filhos’ e ‘Deus’ foram citadas 250 e 75 vezes, respectivamente”. Evidenciando o conservadorismo e a religião entre os valores anunciados pelos parlamentares.&nbsp;</p>



<p>O ano de 2022 é de Copa (no Catar) e eleições presidenciais no Brasil, o país do futebol anunciado pelo atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro como uma nação de Deus. E como vivemos em disputa, Bolsonaro, no último sábado, na cidade do Rio de Janeiro, na Marcha para Jesus, mais uma vez afirmou a posse do Brasil por Deus. Os inúmeros fiéis vestiam a camisa do Brasil e carregavam bandeiras do país. Essa mesma camisa que a Nike tenta, deseja despolitizar até novembro, mês previsto para o início da Copa do Mundo. Melhor que despolitizar seria, talvez, politizar pela liberdade religiosa, pela diversidade, contra o racismo, contra o machismo, pela proteção das matas de Oxóssi e dos povos que nelas habitam. &nbsp;</p>
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