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	<title>Arquivos negros na TV - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Sep 2021 12:42:33 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“Na hora de cobrar diversidade temos que olhar para além da Globo”, diz Maria Gal durante o Afro Presença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2021 12:16:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Afropresença]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A representatividade negra e aus&#234;ncia de talentos negros TV foi tema de uns dos pain&#233;is do primeiro dia do Afro Presen&#231;a, evento promovido pelo Minist&#233;rio P&#250;blico do Trabalho e pela Rede Brasil do Pacto Global (ONU) que visa encorajar o di&#225;logo e a&#231;&#245;es afirmativas para a inclus&#227;o de universit&#225;rios e universit&#225;rias negros e negras no [&#8230;]</p>
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<p>A representatividade negra e ausência de talentos negros TV foi tema de uns dos painéis do primeiro dia do <strong>Afro Presença</strong>, evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho e pela Rede Brasil do Pacto Global (ONU) que visa encorajar o diálogo e ações afirmativas para a inclusão de universitários e universitárias negros e negras no mercado de trabalho. A mesa mediada pelo jornalista da UOL Maurício Stycer, teve a participação das atrizes <strong>Maria Gal</strong> e <strong>Lica Oliveira</strong>. (João Bispo foi convidado, mas problemas técnicos o impediram de participar). </p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="602" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-1024x602.png" alt="" class="wp-image-39866" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-1024x602.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-300x176.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-150x88.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-768x451.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-1536x902.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-696x409.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-1068x627.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1-715x420.png 715w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/09/Captura-de-Tela-2021-09-08-às-16.19.22-1.png 1818w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A reflexão do tema vem em um momento em que, mesmo com avanço do número de pessoas que se autodeclaram negras pelo IBGE, ainda somos sub-representados seja na TV aberta, via cabo ou streaming. E mesmo quando há a presença de pessoas negras, elas está restrita aos mesmos tipos de papéis ligados à pobreza, criminalidade ou escravidão.</p>



<p>“A falta de representatividade vem de uma forma que às vezes é como se a gente não tivesse nome. A gente não sabe os nomes dos atores negros e essa falta de referência começa por aí”, comentou Lica, atriz que também foi atleta olímpica é formada em jornalismo. Ela ainda citou uma reflexão da atriz americana Viola Davis sobre oportunidade. “Se você dá oportunidade você vai ser capaz de analisar e de uma certa quantidade você extrai a qualidade. &nbsp;Então, se nós temos um pouco mais de dificuldade de frequentarmos grandes cursos, fazer grandes escolas, eu acho que as grandes empresas podem investir no nossos talentos”, reflete a ex-jogadora de vôlei.</p>



<p>Maria Gal, que conquistou o Brasil como a Gleyce das Aventuras de Poliana, compartilhou algumas experiências em que o racismo a impediu de conquistar papéis que seriam importantes para sua carreira. Durante o painel ela trouxe uma reflexão sobre a maior emissora do país.</p>



<p>“A gente fica muito no pé da Globo e a gente esquece todos os outros canais de TV aberta e TV fechada que são obrigados a ter uma porcentagem de produções nacionais. A gente esquece todos esses streamings que estão chegando no Brasil. A gente precisa ver a questão de ver tudo de forma mais ampla, de ver todas essas plataformas”.</p>



<p>O <a href="https://afropresenca.com.br/">Afropresença</a> continua nessa quinta e encerra na sexta-feira, dia 10. A programação tem cerca de 180 horas de conteúdo, 3 aulas magnas, 3 performances artísticas e mais de 70 mesas de debates. Tudo 100% online e gratuito. Mais informações no afropresenca.com.br.</p>
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		<title>André e Drika Marinho disputam Power Couple Brasil e podem levar até R$ 1 milhão</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/andre-e-drika-marinho-disputam-power-couple-brasil-e-podem-levar-ate-r-1-milhao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 20:44:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua quarta edi&#231;&#227;o, o Power Couple Brasil, da Rede Record,&#160;13 casais disputam um pr&#234;mio que pode superar o valor de R$ 1 milh&#227;o. &#201; necess&#225;rio que marido e esposa confiem um no outro, pois devem realizar apostas de at&#233; R$ 40 mil e caso tudo seja cumprido de forma correta, ficam com esse dinheiro, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua quarta edição, o <strong>Power Couple Brasil</strong>, da <strong>Rede Record</strong>, 13 casais disputam um prêmio que pode superar o valor de R$ 1 milhão. É necessário que marido e esposa confiem um no outro, pois devem realizar apostas de até R$ 40 mil e caso tudo seja cumprido de forma correta, ficam com esse dinheiro, que será acumulado até a final da temporada e o valor total será o prêmio do casal vencedor. Entre eles, está o <strong>André Marinho</strong> e <strong>Adriana Marinho</strong>.</p>
<p>André é cantor, compositor e apresentador, ficou bastante conhecido após fazer parte do grupo <strong>Br&#8217;oz</strong>. Ao longo dos seus quase 41 anos coleciona diversas participações na TV e atualmente segue com o programa<em> Acesso Livre</em>, que apresenta desde 2012 e é exibido online. Casado com Adriana, também conhecida como Drika, possuem dois filhos, <strong>Lucas</strong> e <strong>Luna</strong>.</p>
<p>Drika é atriz, bailarina e fotografa. Carioca, ela cresceu no mundo artístico e trabalhou com vários artistas viajando, fazendo o que mais gosta, segundo ela, dançar! Após o nascimento do seu primeiro filho, o gosto pela fotografia infantil aumentou e ela decidiu tratar isso como trabalho. Em seu site, ela conta que já atua na área há seis anos.</p>
<p>&#8220;<em>A criança tem um olhar puro, natural, espontâneo e é isso que define meu trabalho: a espontaneidade! Minha especialidade são os ensaios temáticos e lúdicos com os bebês. A fotografia é uma lembrança que ficará para vida toda, o bebê irá crescer e essa recordação ficará para sempre</em>&#8220;.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-11805" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/05/power-1.jpg" alt="" width="374" height="560" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/05/power-1.jpg 854w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/05/power-1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/05/power-1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/05/power-1-768x1151.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/05/power-1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/05/power-1-696x1043.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/05/power-1-280x420.jpg 280w" sizes="(max-width: 374px) 100vw, 374px" /></p>
<p>Na disputa, quem acumular o pior saldo financeiro do período, vai para a DR da semana e corre o risco de sair da competição e também quem perder a prova dos casais. Segundo o diretor do programa, Rodrigo Carelli, as tarefas são surpreendentes. “<em>Elas serão maiores. E os desafios envolvendo os casais serão sempre gravados fora do campo de provas, em locações externas</em>”.</p>
<p>Acompanhe a rotina do casal na disputa através das redes sociais: https://www.facebook.com/drikadior e https://www.facebook.com/andremarinhooficial2.</p>
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		<title>Globo erra ao usar o sofrimento de crianças negras para falar sobre racismo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/globo-erra-ao-usar-o-sofrimento-de-criancas-negras-para-falar-sobre-racismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2016 20:13:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Criança esperança]]></category>
		<category><![CDATA[lázaro ramos]]></category>
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		<category><![CDATA[racismo na infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Racismo &#233; viol&#234;ncia. &#201; crime.&#160;Entender isso &#233; fundamental para percebemos que crian&#231;as n&#227;o deveriam ser expostas a isso, apesar de ser imposs&#237;vel quando se nasce negro. A Globo produziu um v&#237;deo para o projeto Crian&#231;a Esperan&#231;a, onde crian&#231;as teriam que ler frases racistas para uma atriz negra, cara a cara, olho no olho. Nada de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Racismo é violência. É crime. Entender isso é fundamental para percebemos que crianças não deveriam ser expostas a isso, apesar de ser impossível quando se nasce negro.</p>
<p>A Globo produziu um vídeo para o projeto Criança Esperança, onde crianças teriam que ler frases racistas para uma atriz negra, cara a cara, olho no olho. Nada de muito original, porque um projeto semelhante foi feito nos EUA, só que homens adultos, diziam textos de conteúdo misógino e obsceno para mulheres também adultas.</p>
<p><iframe title="Ninguém Nasce Racista - CRIANÇA ESPERANÇA (vídeo emocionante)" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/kaWUyiMSrV0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Como na experiência americana, muitas dessas crianças não conseguiram dizer as frases e foram tomadas pela tristeza, vergonha e revolta. Algumas delas inclusive, citou outras frases racistas que ela ouviu de outras crianças, o que definiram como bullying, que é diferente de racismo. Cabia a Globo fazer essa correção, ou alerta, mas o objetivo era emocionar.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Eu não gosto da sua cor&#8221;</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Seu cabelo é horrível&#8221;</strong></p>
<p>Essas foram as frases que as crianças, em sua maioria negras, tiveram que dizer a uma atriz de cabelo crespo e pele bem escura, que também demonstrou estar emocionada em alguns momentos do vídeo.</p>
<p>Eu duvido que a Globo usaria crianças brancas para reproduzir discursos de violência, de frases de pedófilos por exemplo, para conscientizar sobre abusos na infância. Ou fazer algum menor de idade recitar frases daquelas funks proibidos, para falar sobre sexualização das crianças.</p>
<p>Por isso me choca e revolta, fazer com que essas crianças negras que passaram e passarão por situações de racismo ao longo da vida, tenham suas emoções expostas em rede nacional, nesse “simulado”. Ficou claro pelas lágrimas, pausas e suspiros, que o cérebro delas, leu o experimento como uma experiência real. Elas foram expostas ao racismo e não sairão mais fortes por isso.</p>
<p><figure id="attachment_4678" aria-describedby="caption-attachment-4678" style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4678" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2016/07/globoracista.png" alt="Garota se emociona ao repetir frases racistas dirigidas à ela." width="684" height="393" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/globoracista.png 684w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/globoracista-150x86.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/globoracista-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /><figcaption id="caption-attachment-4678" class="wp-caption-text">Garota se emociona ao repetir frases racistas dirigidas à ela.</figcaption></figure></p>
<p>Rede Globo, que tal falarmos de racismo expondo o agressor? Questionado a justiça e a constituição que lê racismo como injuria racial e não manda ninguém para cadeia? Fazer programas que dê visibilidade a projetos de combate racismo, fora da campanha Criança Esperança? Ter mais negros na programação, talvez?</p>
<p>A exposição  Exhibit-B &#8211; repleta de reproduções do zoológico humano, onde negros eram expostos como animais – foi proibida em vários países, inclusive no Brasil, por querer falar sobre racismo expondo as dores dos negros escravizados por meio de atores negros que ficavam expostos dentro de jaulas ou usando correntes, “ao vivo”. Foi ponto pacífico em muitos lugares, que o fardo dos atores do projeto, estava além da arte. É o produtor branco mais uma vez, transformando a nossa dor em espetáculo.</p>
<p><figure id="attachment_4679" aria-describedby="caption-attachment-4679" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-4679" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2016/07/uncompromising-an-artis-012.jpg" alt="Exhibit-B: Para fazer refletir sobre zoológicos humanos, produtores usa atores negros que ficam expostos exatamente como no passado. " width="620" height="372" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/uncompromising-an-artis-012.jpg 620w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/uncompromising-an-artis-012-150x90.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/uncompromising-an-artis-012-300x180.jpg 300w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><figcaption id="caption-attachment-4679" class="wp-caption-text">Exhibit-B: Para fazer refletir sobre zoológicos humanos, produtores usam atores negros que ficam expostos exatamente como no passado.</figcaption></figure></p>
<p>Eu acho que até há uma boa fé e sinceridade em ações como essas, mas se os envolvidos chamassem a comunidade negra para participar do processo de criação de projetos como esses, seria diferente.</p>
<p>Até quando temos que expor as nossas feridas (e das nossas crianças) para ensinar racismo para brancos? Quais as mudanças concretas que essa exposição toda nos traz, além de traumatizar ainda mais nossos pequenos?</p>
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		<item>
		<title>Enegrecendo o YouTube: fazendo o que a TV nunca fez</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/enegrecendo-o-youtube-fazendo-o-que-a-tv-nunca-fez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2016 01:40:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[negros na TV]]></category>
		<category><![CDATA[produtores negros]]></category>
		<category><![CDATA[rede globo]]></category>
		<category><![CDATA[youtube]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A televis&#227;o est&#225; perdendo cada vez mais espa&#231;o para Internet e para n&#243;s negros isso pode ser uma grande oportunidade de reverter a aus&#234;ncia da diversidade em ve&#237;culos de comunica&#231;&#227;o que ainda persiste em pleno s&#233;culo XXI. Vivemos num pais negro, e apesar dos desinformados de plant&#227;o insistirem, n&#227;o somos a minoria. A m&#237;dia nacional [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A televisão está perdendo cada vez mais espaço para Internet e para nós negros isso pode ser uma grande oportunidade de reverter a ausência da diversidade em veículos de comunicação que ainda persiste em pleno século XXI. Vivemos num pais negro, e apesar dos desinformados de plantão insistirem, não somos a minoria. A mídia nacional &#8211; e tradicional &#8211; está concentrada nas mãos (alvas) de pessoas que construíram a imagem do Brasil como o que eles gostariam que fossem, se inspirando em países de maioria branca, por racismo ou complexo de inferioridade ou os dois. Com 65 anos, a TV brasileira ainda não reflete a sua população e seus maiores consumidores.</p>
<p><figure style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/image256.jpg" alt="" width="500" height="375" /><figcaption class="wp-caption-text">Globo ironizando as críticas à sua programação excessivamente branca</figcaption></figure></p>
<p>A preguiça intelectual e limitação cultural (daqueles grupo que acha que somos minorias), não vê o enegrecimento da mídia, como bonito. Associa a negritude à pobreza, violência e hipersexualidade. Ninguém melhor que os próprios negros para reconstruir a representatividade negra e mostrar os talentos que o racismo impediu de florear. E a Internet é o caminho.</p>
<p>Com custo relativamente baixo, dependendo do tipo de produção, mas munido de criatividade e dedicação, qualquer um pode usar sua câmera do celular e criar um canal no YouTube, plataforma que permite o compartilhamento de vídeos, gratuitamente.</p>
<p>O Mundo Negro recentemente publicou <a href="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/beleza-revolucionaria-a-utilidade-publica-das-vlogueiras-negras/">um texto sobre as vlogueiras negras</a>, que são as meninas que usam o YouTube para compartilhar seus conhecimentos sobre beleza negra. Assunto que merece destaque vez ou outra na TV, mas que interessa a pelo menos 51% da população. O canal de <a href="https://www.google.com.br/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiG9Oyy15bLAhVKEZAKHQDPB0UQFggdMAA&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fuser%2FPhcortesmotta1&amp;usg=AFQjCNHxqya_PQgJwRHmlTcAcj3W1eH3Gw">vlogger PH Côrtes</a> que fala sobre história negra de uma forma muito original virou notícia em dezenas de veículos de comunicação no Brasil. Há demanda.</p>
<p>Apresentadores, jornalistas, mãe, crianças, comediantes, atrizes, produtores, historiadores e músicos negros. Timidamente, mas de forma crescente, pessoas negras estão fazendo sua própria revolução por meio do maior site de vídeos do planeta.</p>
<p><strong>Qualidade técnica, conteúdo nerd e criatividade da periferia </strong></p>
<p>Apesar da maior parte dos produtores de conteúdo do YouTube, não somente os negros, mas em geral, sofrerem com limitações técnicas, que resultam em problemas de iluminação e som, a gente pode encontrar vídeos dignos de horário nobre na TV, como é o caso do canal recém lançado <a href="https://www.youtube.com/channel/UCPL7SRcgQNXFWUrHdEMKvug">Bola 8oito</a>.</p>
<p>“Lazaro Gianecchini e Tais Dieckmann, estão fazendo um trabalho até que bonito para sua raça”. Essa é a fala de Paulo Lumumba, celebridade fictícia representada pelo ator Eduardo Silva no vídeo “O que não vi da Vida”, uma versão sarcástica e de forte crítica racial com o formato visual semelhante ao quadro do Fantástico <a href="https://www.youtube.com/watch?v=eyTYu_JvHxo">“O que vi da vida”</a> . Esse é o primeiro trabalho do canal.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="JVZBF6Fzj60"><iframe title="O que não vi da vida | Paulo Lumumba" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/JVZBF6Fzj60?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>”A exigência é em primeiro lugar é pela qualidade audiovisual. A referência de ficção em YouTube hoje é Porta dos fundos. É ali que devemos nortear nossa qualidade. A ideia de compor a equipe de cada vídeo com profissionais negros da área audiovisual é mostrar que estamos aí e temos outras competências além de carregar a van”, explica Newman Costa, 30, Diretor Audiovisual de São Paulo e responsável pela direção e fotografia do canal. O roteiro do primeiro filme é de Rogerio Ba-Senga, a produção de Issis Valenzuela. Thiago Domingos é responsável pelo som e edição e arte é de Sil Elis .</p>
<p>Para Costa o corpo negro não é ”senso comum” e até o YouTube acaba sendo um dos desafios para produtores negros. “. É aquele racismo que já impregnou no DNA por conta da defasagem de referências de negros sendo representados como pessoas normais ”, explica o diretor, em relação as dificuldades em emplacar projetos protagonizados para afro-brasileiros na plataforma.</p>
<p>“Esse universo da cultura pop ou nerd como alguns chamam, é pouco acolhedor as minorias. Há poucos negros, poucas mulheres falando sobre o assunto. Eu, por exemplo, não conheço nenhum YouTuber negro que fale sobre cinema, quadrinhos e games”, alerta Betina Costa, 22, estagiária em TI em Porto Alegre (RS) e apresentadora do canal <a href="http://www.youtube.com/user/Claquete16" target="_blank">Claquete 16</a>, que fala sobre filmes, seriados e cultura pop. O canal está no ar desde de 2013, feito inicialmente em parceria com um amigo. Depois de uma pausa, ela retomou o canal sozinha no final do ano passado.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="8YuKyC_e4EQ"><iframe title="#OscarsSoWhite" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/8YuKyC_e4EQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Betina posta novos vídeos toda a primeira terça-feira do mês. O longo intervalo entre as publicações, vale a pena, pois todos os vídeos mostram a pesquisa tanto de texto como de imagens da jovem gaúcha que tenta conciliar o trabalho do canal com outras atividades.</p>
<p>“Normalmente eu escolho um tema e pesquiso sobre ele, às vezes é algo &#8220;aleatório&#8221; como o vídeo sobre traduções e em outras um tema muito falado no momento, como por exemplo, o Oscar. Depois eu faço um roteiro combinando o conteúdo com um pouco de humor, gravo (com a ajuda de um amigo para facilitar, quando possível), realizo a edição e público no Canal”, relata Betina sobre o processo de produção.</p>
<p>O Esquenta da Globo pode se proclamar o programa das periferias, mas quem faz vídeos divertidos e gravados direto da laje é Valtinho Rege, do canal <a href="http://youtube.com/energiapositiva2015" target="_blank">Energia Positiva</a>. O nome do canal mostra como o jovem paulistano superou as agressões sofridas por ser negro, gay e pobre (ele relata em um dos vídeos que perdeu os dentes de leite, aos seis anos, apanhando de colegas que o achavam muito afeminado) em vídeos divertidos e muito bem editados. O espaço além de ser usado pelo vlogger para emitir sua opinião sobre diversos assuntos, ainda inclui entrevistas com artistas e pessoas da comunidade. No vídeo abaixo ele viajou para o Rio de Janeiro para mostrar como o funk contribui para a autoestima dos moradores das favelas no RJ.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="bwZO8YCahSU"><iframe title="A Batalha do Passinho _ Funk" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/bwZO8YCahSU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Prestigie as produções negras no YouTube:</p>
<p><strong>Bola Oito</strong><br />
YouTube:<a href="https://www.youtube.com/channel/UCPL7SRcgQNXFWUrHdEMKvug">https://www.youtube.com/channel/UCPL7SRcgQNXFWUrHdEMKvug</a><br />
Facebook:<a href="https://www.facebook.com/bola8ito/?">https://www.facebook.com/bola8ito/?</a></p>
<p><strong>Claquete 16</strong><br />
YouTube: <a href="http://www.youtube.com/user/Claquete16">http://www.youtube.com/user/Claquete16</a><br />
Facebook: <a href="https://www.facebook.com/Claquete16" target="_blank">https://www.facebook.com/Claquete16</a></p>
<p><strong>Energia Positiva</strong>:<br />
YouTube:<a href="http://youtube.com/energiapositiva2015" target="_blank">http://youtube.com/energiapositiva2015</a><br />
Facebook:<a href="https://www.facebook.com/canalenergiapositiva/" target="_blank">https://www.facebook.com/canalenergiapositiva/</a></p>
<p><em>O Mundo Negro quer ajudar a divulgar o talento de produtores de conteúdo no YouTube. Mande informações sobre seu canal pelo e-mail: <a href="mailto:sitemundonegro@gmail.com">sitemundonegro@gmail.com</a> com o assunto &#8220;Negros no YouTube&#8221;.</em></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/enegrecendo-o-youtube-fazendo-o-que-a-tv-nunca-fez/">Enegrecendo o YouTube: fazendo o que a TV nunca fez</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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