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	<title>Arquivos negócios - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 23:46:56 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos negócios - Mundo Negro</title>
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		<title>Pretos em Movimento reúne empreendedores negros em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 18:13:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Alê Garcia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontro ser&#225; realizado em 5 de agosto, na Ful&#244; &#8211; Casa de Eventos, e ter&#225; participa&#231;&#227;o do empres&#225;rio e comunicador Al&#234; Garcia Empreendedores, executivos, profissionais liberais e lideran&#231;as negras se re&#250;nem no dia 5 de agosto para a 27&#170; edi&#231;&#227;o do Pretos em Movimento, em S&#227;o Paulo. Com o tema &#8220;Conex&#245;es que Geram Neg&#243;cios&#8221;, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Encontro será realizado em 5 de agosto, na Fulô – Casa de Eventos, e terá participação do empresário e comunicador Alê Garcia</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Empreendedores, executivos, profissionais liberais e lideranças negras se reúnem no dia 5 de agosto para a 27ª edição do Pretos em Movimento, em São Paulo. Com o tema “Conexões que Geram Negócios”, o PEM27 será realizado às 19h, na Fulô – Casa de Eventos, espaço idealizado pela chef Dani Pimenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro propõe aproximar profissionais interessados na criação de parcerias comerciais, no compartilhamento de experiências e no desenvolvimento de novos negócios. A programação terá como convidado o empresário e comunicador Alê Garcia, que abordará temas como liderança, inovação, diversidade no ambiente corporativo e construção de marca pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2022, o Pretos em Movimento atua na formação de uma rede de empreendedores, executivos e profissionais negros em São Paulo. Ao longo de 26 edições, o coletivo promoveu encontros voltados à circulação de conhecimento, à ampliação de redes profissionais e à criação de oportunidades comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a organização, a proposta é fazer com que os contatos estabelecidos durante os eventos ultrapassem as trocas pontuais e possam resultar em relações profissionais duradouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O PEM nasceu para provar que conexões genuínas transformam trajetórias e geram resultados concretos. Nosso objetivo é aproximar pessoas que desejam crescer juntas, fortalecer negócios e criar um ambiente onde oportunidades acontecem de forma natural”, afirma Ronaldo Martins, diretor de Eventos do Pretos em Movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições estão abertas e os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Sympla. Outras informações também estão disponíveis na página do Pretos em Movimento no Instagram (@somospem) ou no site oficial do coletivo: https://somospem.com.br/sobre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong> <br>Evento: <br>PEM27 – Conexões que Geram Negócios Data: 05 de agosto de 2026 <br>Horário: 19:00 <br>Local: Fulô – Casa de Eventos – <br>São Paulo Ingressos: <a href="https://www.sympla.com.br/evento/pem27--conexoes-que-geram-negocios-presenca-ale-garcia/3483512">https://www.sympla.com.br/evento/pem27&#8211;conexoes-que-geram-negocios-presenca-ale-garcia/3483512</a> </p>
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		<item>
		<title>Mais de 8 mil indicações: campanha do Mundo Negro valoriza mulheres negras em 13 profissões durante o Julho das Pretas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mais-de-8-mil-indicacoes-campanha-do-mundo-negro-valoriza-mulheres-negras-em-13-profissoes-durante-o-julho-das-pretas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 12:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o Julho das Pretas, o Mundo Negro realizou uma campanha especial no Instagram convidando seguidores a indicar mulheres negras em diferentes &#225;reas profissionais. A iniciativa, que fez parte das a&#231;&#245;es comemorativas do m&#234;s, movimentou o perfil da plataforma e se tornou uma das mais engajadas de sua hist&#243;ria. Ao todo, foram mais de&#160;8.800 coment&#225;rios [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante o Julho das Pretas, o Mundo Negro realizou uma campanha especial no Instagram convidando seguidores a indicar mulheres negras em diferentes áreas profissionais. A iniciativa, que fez parte das ações comemorativas do mês, movimentou o perfil da plataforma e se tornou uma das mais engajadas de sua história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, foram mais de&nbsp;<strong>8.800 comentários com indicações reais</strong>, contendo nome, arroba e cidade de mulheres negras que atuam nas áreas de saúde, beleza, moda, tecnologia, comunicação, direito, gastronomia e educação. A ação gerou uma grande rede de visibilidade espontânea, formada a partir das recomendações da própria comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As categorias com maior número de indicações foram psicólogas (1.911 comentários), profissionais de cabelo (1.827), maquiadoras (1.321), advogadas (732) e influenciadoras (579). Já as postagens com menor volume foram engenheiras (54) e profissionais de TI (86), o que evidencia a importância de ampliar a presença negra em setores historicamente invisibilizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A gente sabia que seria uma ação potente, mas ver esse nível de mobilização e afeto confirma o que o Mundo Negro constrói há anos. Esses comentários não são só engajamento: são milhares de indicações que geram oportunidades reais para mulheres negras em todas as áreas”, afirma Silvia Nascimento, head de conteúdo do Mundo Negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha de indicações foi uma das frentes do Julho das Pretas no Mundo Negro, que também contou com o evento Talk das Pretas, realizado em São Paulo com apoio da Vichy e da Heineken. O encontro reuniu mulheres negras para debater beleza, carreira e bem-estar. O site também publicou entrevistas com executivas negras que compartilham suas trajetórias de liderança, além de ampliar a cobertura do Guia Black Chefs, com destaque para chefs e empreendedoras negras de diversas regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As postagens da campanha estão disponíveis no destaque “Julho das Pretas”, no Instagram do Mundo Negro. Para ver todos os cards e conhecer as indicações feitas pela comunidade, acesse:&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/stories/highlights/17996372672802988/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.instagram.com/stories/highlights/17996372672802988/</a></p>
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		<item>
		<title>A importância da legalização dos negócios por empreendedores que iniciam na Gastronomia</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-importancia-da-legalizacao-dos-negocios-por-empreendedores-que-iniciam-na-gastronomia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 17:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Breno Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedores]]></category>
		<category><![CDATA[feira preta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A convite do Instituto Feira Preta e do Instituto Assa&#237; participei do Feira Preta Cria &#8211; Gastronomia para construirmos junto com uma turma de 20 empreendedoras na cidade de Cachoeira o significado da import&#226;ncia de legaliza&#231;&#227;o dos neg&#243;cios por pessoas que est&#227;o comercializando alimentos e bebidas. Trouxe minha trajet&#243;ria &#224; frente da curadoria do Festival [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A convite do<strong> </strong>Instituto Feira Preta e do Instituto Assaí participei do <strong>Feira Preta Cria &#8211; Gastronomia</strong> para construirmos junto com uma turma de 20 empreendedoras na cidade de Cachoeira o significado da importância de legalização dos negócios por pessoas que estão comercializando alimentos e bebidas. Trouxe minha trajetória à frente da curadoria do <strong>Festival Gastronomia Preta</strong>, que acontece no Rio de Janeiro, para ampliarmos a visão em relação aos benefícios de ser MEI &#8211; Micro Empreendedor Individual. Não é meu objetivo neste artigo de opinião problematizar as disfunções sociais desta categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A frente da feira gastronômica que ocorre no Festival Gastronomia Preta desde 2023, tive a possibilidade de aprender na prática especificidades do setor de eventos que adiante tratarei neste texto.<strong> O mais importante agora é compreender que o MEI possui benefícios que muitas vezes são desconhecidos</strong>, como, por exemplo, aqueles relativos à previdência. Você sabia, por exemplo, que ao ser MEI e cumprir com suas obrigações mensais (pagar os impostos) é possível ter auxílio doença ou salário maternidade? Além destes e outros benefícios, aquele mais importante que tem relação com as vendas é a possibilidade de emissão de nota fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por vezes ouvi queixas de empreendedores que deixaram de fechar uma boa venda em função de não terem a possibilidade de emitir uma nota fiscal; ou, que a nota fiscal que poderiam emitir não tinha relação com a atividade de alimentos e bebidas. Logo, a primeira coisa a saber é que <strong>não basta ter CNPJ e poder emitir nota fiscal </strong>&#8211; é necessário que a atividade registrada contemple a produção e comercialização de alimentos e bebidas. O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) do MEI ou de uma empresa que queira comercializar alimentos deve ser para fornecimento de alimentos e bebidas. Por exemplo, uma empresa de tecnologia com CNAE desta área não pode emitir nota fiscal para comercialização de alimentos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-92146" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-1024x683.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-1536x1024.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-630x420.jpeg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-696x464.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1-1068x712.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/07/Breno_Cruz_1-1.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Breno Cruz (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legalizar sua atuação como empreendedor(a) no ramo da gastronomia pode ter impactos positivos na aceleração da sua trajetória profissional. Só é possível vender para empresas quando se tem o CNPJ. Isso acontece porque cada empresa deve prestar contas à Receita Federal sobre as transações que ela faz (compra e venda) no decorrer de cada ano. Ou seja, não há jeitinho brasileiro para essa questão: ou se tem ou não tem CNPJ para emitir nota fiscal para aquele serviço prestado. De acordo com o Governo Federal, no mês de Maio de 2025, o valor mensal a se pagar de impostos é de R$ 75,90 relativo ao MEI mais R$ 5,00 de ISS e mais R$ 1,00 de ICMS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um primeiro momento, este valor pode parecer alto para quem está começando; todavia, os benefícios atrelados a este valor (principalmente os previdenciários &#8211; aposentadoria por idade ou invalidez, pensão por morte e auxílio doença) parecem trazer segurança ao micro empreendedor individual em algum caso de impossibilidade de realizar seu trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento que você possui o CNPJ e pode emitir nota fiscal, você também pode participar de eventos &#8211; como a Feira Preta e o Festival Gastronomia Preta. <strong>Os eventos são fonte de renda que ajudam no aumento de vendas dos empreendedores.</strong> Mas eles são específicos para cada cidade ou estado no que diz respeito à documentação. Especificamente no Rio de Janeiro, qualquer empreendedor de alimentos e bebidas terá que ter a Licença Sanitária de Atividades Transitórias e Autorização de Funcionamento Provisório.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>LSAT &#8211; Licença Sanitária de Atividades Transitórias:</strong> concedida com prazo máximo de 180 dias, à pessoa física ou jurídica, para cada atividade sujeita à vigilância sanitária exercida em eventos realizados em área pública ou privada; ao organizador do evento; a ambulantes</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Autorização de Funcionamento Provisório (SEFAZ):</strong> para fazer o requerimento do alvará é preciso entrar em contato com a prefeitura da cidade (geralmente a Secretaria de Fazenda) e realizar o preenchimento de todas as informações obrigatórias. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sempre sugiro aos expositores do Festival Gastronomia Preta que busquem uma consultoria de um despachante &#8211; que é um profissional que tem o conhecimento da documentação necessária para regularizar a sua atividade em um evento. Adicionalmente, eu sugiro realizar gratuitamente o<strong> <a href="https://carioca.rio/servicos/treinamento-nocoes-basicas-de-higiene-na-manipulacao-de-alimentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Treinamento Noções básicas de higiene na manipulação de alimentos da Prefeitura do Rio de Janeiro</a>.</strong> Não é obrigatório, mas qualifica ainda mais sua experiência como empreendedor(a) no ramo da Gastronomia. Neste treinamento você aprende noções básicas de manipulação que pode ajudar a evitar ter problemas com a Vigilância Sanitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zelando pela imagem do Festival Gastronomia Preta, exigimos que todo expositor apresente o certificado deste treinamento. Afinal, primeiro eles se protegem quanto ao atendimento das normas e regras de higiene; e, consequentemente, nos protege de alguma intervenção que pode prejudicar a imagem do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim,<strong> legalizar sua atuação no ramo da Gastronomia é o primeiro passo para acelerar suas vendas</strong> &#8211; e esse não é um olhar romantizado (não sou consultor do Sistema S). Fazer sua formalização pode te abrir portas para você acessar espaços de comercialização para seus produtos ou serviços.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Texto: Breno Cruz [<a href="https://www.instagram.com/pretogourmet/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@pretogourmet</a>].</strong> Professor efetivo do Departamento de Gastronomia da UFRJ; Doutor em Administração e Pós-doutor em Comunicação; especialista em Responsabilidade Social Corporativa; autor de 12 livros e mais de 180 resumos e artigos completos em congressos e revistas acadêmicas nacionais e internacionais; jurado da Forbes Under 30 na área de Gastronomia e do reality show Vida de Merendeira; criador do Prêmio Gastronomia Preta, do Pretonomia &#8211; um curso de extensão da UFRJ que qualifica pessoas pretas e pardas em vulnerabilidades na região metropolitana do Rio de Janeiro e também criou o Festival Gastronomia Preta. Nas redes sociais é conhecido como Preto Gourmet e é colunista do Notícia Preta e da Revista Bares e Restaurantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Feira Preta.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Motherhood Penalty: o preço invisível que muitas mulheres negras ainda precisam pagar para exercer a maternidade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/motherhood-penalty-o-preco-invisivel-que-muitas-mulheres-negras-ainda-precisam-pagar-para-exercer-a-maternidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[KELLY BAPTISTA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2025 11:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
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		<category><![CDATA[julho das pretas]]></category>
		<category><![CDATA[mães negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Voc&#234; j&#225; parou para pensar sobre quanto custa a maternidade no mercado de trabalho? Agora, adicione a isso o recorte de ra&#231;a e tente mensurar o pre&#231;o que as mulheres negras pagam por exercerem esse direito. Ela &#233; competente. Entregou todos os projetos. Cumpriu prazos e superou expectativas. Por&#233;m, quando a maternidade chegou, tamb&#233;m veio [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você já parou para pensar sobre quanto custa a maternidade no mercado de trabalho? Agora, adicione a isso o recorte de raça e tente mensurar o preço que as mulheres negras pagam por exercerem esse direito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela é competente. Entregou todos os projetos. Cumpriu prazos e superou expectativas. Porém, quando a maternidade chegou, também veio um fardo adicional que ninguém incluiu no plano de carreira: o custo silencioso, e muitas vezes invisível, de ser penalizada. Para mulheres negras, essa penalidade vem acompanhada de camadas extras de discriminação e racismo estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a realidade de várias mulheres que enfrentam, duplamente, a chamada “Motherhood Penalty”, a penalidade da maternidade. Um fenômeno cruel que se torna ainda mais excludente, pois une os impactos do sexismo à interseccionalidade racial. Para uma mulher negra, os obstáculos que surgem após a maternidade não são apenas frutos do machismo, mas de um sistema que frequentemente subvaloriza o seu potencial desde o início.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como se Expressa Essa Penalidade nas Mulheres Negras?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das formas comuns de penalização – como promoções negadas, exclusão de projetos estratégicos e aumento de desigualdade salarial – as mulheres negras enfrentam barreiras adicionais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">→ <strong>Subestimação constante</strong>: Antes mesmo de se tornarem mães, muitas mulheres negras já lidam com expectativas profissionais mais baixas e desconfiança em relação às suas competências. Após a maternidade, essa visão se agrava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">→ <strong>Dupla cobrança</strong>: O imaginário de que a mulher negra “aguenta tudo” e é “forte por natureza” coloca uma pressão desumana. Ela precisa ser uma mãe perfeita e uma profissional impecável, mesmo quando os fatores externos conspiram contra sua progressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">→ <strong>Racismo no ambiente de trabalho</strong>: A exclusão não ocorre apenas por ser mãe, mas também por ser uma mulher negra em um espaço que muitas vezes privilegia corpos e histórias distintas das suas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Impactos no Mercado de Trabalho</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos confirmam que mães negras são mais penalizadas do que mães brancas – tanto em oportunidades quanto em salários. Para elas, a maternidade funciona quase como uma sentença que reforça segregações preexistentes. Isso não acontece por falta de competência, mas por um sistema enviesado, que mede mulheres negras com uma régua ainda mais injusta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do cenário desafiador, é possível agir para transformar essa realidade. Um mercado de trabalho verdadeiramente comprometido com a equidade não só de gênero, mas também racial, pode começar com passos fundamentais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">↳ <strong>Enfrentar vieses interseccionais</strong>: É essencial que empresas reconheçam como gênero e raça se interseccionam na maternidade. Políticas que combatam ambos os tipos de discriminação são imprescindíveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">↳ <strong>Avaliar desempenho com consciência racial</strong>: Reconhecer e valorizar talentos negros, incluindo os desafios que enfrentam, e promover avaliações justas e sem vieses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">↳ <strong>Incorporar interseccionalidade nos planejamentos de carreira</strong>: Os planos de carreira devem considerar todas as camadas de exclusão que atuam sobre mulheres negras mães, transformando a maternidade em um elemento integrado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">↳ Implementar ações afirmativas para mulheres negras: Criar oportunidades específicas para que mães negras avancem de maneira equitativa é tão importante quanto incluir a maternidade nos diálogos corporativos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não basta falar de equidade de gênero sem falar de raça. Não basta oferecer benefícios sem entender as estruturas silenciosas que prejudicam mais profundamente as mulheres negras, ser aliada das mães não é uma concessão: é uma responsabilidade. É sobre dividir o peso, transformar estruturas e criar um mercado onde todas as mulheres – e, em especial, mulheres negras – possam prosperar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Moda, ancestralidade e negócios: o afroempreendedorismo como potência cultural e econômica</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/moda-ancestralidade-e-negocios-o-afroempreendedorismo-como-potencia-cultural-e-economica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 10:21:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Afroempreendedorismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Rachel Maia H&#225; algo de revolucion&#225;rio quando uma mulher negra amarra um turbante, quando um homem negro veste uma estampa inspirada em s&#237;mbolos africanos, quando uma marca nasce com o prop&#243;sito de exaltar ra&#237;zes que, por muito tempo, foram marginalizadas. Isso n&#227;o &#233; apenas moda &#8212; &#233; um ato de resist&#234;ncia, identidade e movimento.&#160; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Texto: Rachel Maia</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há algo de revolucionário quando uma mulher negra amarra um turbante, quando um homem negro veste uma estampa inspirada em símbolos africanos, quando uma marca nasce com o propósito de exaltar raízes que, por muito tempo, foram marginalizadas. Isso não é apenas moda — é um ato de resistência, identidade e movimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num país onde a população preta e parda é maioria — 56% dos brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — e enfrenta os maiores índices de desigualdade social, empreender torna-se, muitas vezes, uma questão de sobrevivência. Mas também é, cada vez mais, um ato de reinvenção e afirmação. É sobre criar com propósito, gerar renda com consciência e romper com narrativas que nos foram impostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), 51% dos empreendedores no Brasil são negros. A maioria começa sem capital, sem crédito e sem apoio. Mas o que eles têm — e não é mensurado em planilhas — é força ancestral, visão de futuro e uma criatividade que pulsa em cada detalhe.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afroempreendedorismo: transformar o presente e desenhar o futuro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A moda afro-brasileira é a vitrine desse movimento, marcas como Santa Resistência, Meninos Rei, Dendezeiro, Moikana Afro Wear, Ateliê Mão de Mãe, entre tantas outras, estão ganhando espaço não apenas nas passarelas, mas nas conversas, nos editoriais, nas ruas e nas redes. Não é só sobre vender roupas — é sobre pertencimento, cultura e economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório Afroempreendedorismo Brasil, da PretaHub, mostrou que 80% dos negócios liderados por pessoas negras foram criados por necessidade. Mas o que nasceu da urgência, hoje, se transforma em potência cultural e econômica. E a pergunta que precisa ser feita é: como fomentar o acesso a recursos financeiros para esses talentos? Não há mais tempo para invisibilidade — agora é hora de reconhecer, valorizar e investir em quem transforma o país com criatividade, coragem e ancestralidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada empreendedor negro que rompe o ciclo da informalidade contribui para o aquecimento da economia, impulsiona a geração de empregos com foco em diversidade e fortalece a inclusão produtiva. Iniciativas como o Programa Nacional de Fomento ao Empreendedorismo Negro, lançado em 2023 pelo governo federal, são fundamentais — mas ainda insuficientes diante do que precisa ser feito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chega de romantizar a resiliência. É preciso transformar discurso em ação e garantir que os empreendedores tenham acesso a políticas públicas com recorte racial e de gênero, crédito, presença em editais e espaço nas mídias. Pois essas soluções criativas que, mesmo diante da escassez, protagonizam uma revolução silenciosa, potente, transformadora e de impacto positivo para toda a sociedade, podem fazer ainda com os recursos necessários.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O afroempreendedorismo não é tendência. É futuro. E o futuro não pede licença — ele chega, colorido, estampado, com gingado, com propósito e com memória. E se o Brasil quiser se reinventar como nação, precisa reconhecer essa força criativa que faz a diferença na economia e na sociedade — inserindo, potencializando e reconhecendo a cultural afro-brasileiro. Porque, quando um povo se reconecta com suas raízes, não há estrutura que o contenha. Há apenas espaço para florescer e vencer.</p>
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		<title>Grupo Casas Bahia alcança mais de 37% de negros em cargos de liderança</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/grupo-casas-bahia-alcanca-mais-de-37-de-negros-em-cargos-de-lideranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 15:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Grupo Casas Bahia</strong> divulgou nesta semana novos números que mostram progressos em sua política de diversidade: pessoas negras agora ocupam 37,25% dos cargos de liderança, enquanto mulheres representam 33% dessas posições. Os índices, que cresceram 3 pontos percentuais em relação ao ano anterior, contrastam com a realidade do mercado brasileiro – onde, de acordo com o Instituto Ethos, apenas 6,3% dos executivos são negros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações de inclusão fazem parte de um plano mais amplo que combina responsabilidade social, ambiental e governança corporativa (ESG). De acordo com informações publicadas pela revista Exame, a <strong>Fundação Casas Bahia</strong> destinou R$ 2,7 milhões no último ano a projetos de educação, empreendedorismo feminino e geração de renda, impactando 30 mil pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de impulsionar a diversidade em seu quadro de colaboradores, o grupo também tem divulgou que tem adotado práticas para reforçar seu compromisso com meio ambiente, entre elas: 84% da energia usada em suas operações já vem de fontes renováveis, com meta de chegar a 90% em 2025; Seu programa de reciclagem, o Reviva, é o maior do varejo nacional e já processou 2,8 mil toneladas de resíduos, incluindo eletrônicos; A companhia figura no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 e no ICO2, que mede desempenho em redução de emissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O compromisso com práticas sustentáveis não é recente – o grupo aderiu ao Novo Mercado em 2018 e aos princípios do Pacto Global da ONU, com iniciativas que vão desde logística reversa até a banQi, sua fintech voltada à inclusão financeira, que já possui 7,9 milhões de contas digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Renato Franklin, CEO da companhia, os resultados recentes são parte de um movimento de transformação que deve ganhar novo fôlego em 2026: &#8220;Atuamos com a consciência de nosso papel como agente de mudança&#8221;.</p>
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		<title>Corporate Hair e a escada corporativa dos cabelos crespos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/corporate-hair-e-a-escada-corporativa-dos-cabelos-crespos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 17:57:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente corporativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Viviane Elias Moreira &#8220;Um dia lisa. Outro cacheada. Cada dia uma surpresa. Deus nos deu um dom. N&#227;o &#233; um talento. &#201; um DOMMMM. &#201; uma coisa mais profunda. Deus deu o dom para mulheres negras combinarem com qualquer cabelo.&#8221; Foi assim que Patr&#237;cia Ramos sacudiu as redes h&#225; algumas semanas. V&#225;rias mulheres pretas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Texto: Viviane Elias Moreira</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Um dia lisa. Outro cacheada. Cada dia uma surpresa. Deus nos deu um dom. Não é um talento. É um DOMMMM. É uma coisa mais profunda. Deus deu o dom para mulheres negras combinarem com qualquer cabelo.”</em> Foi assim que <strong>Patrícia Ramos</strong> sacudiu as redes há algumas semanas. Várias mulheres pretas, de criadoras de conteúdo a artistas, acompanharam o viral e cada uma à sua maneira exaltaram o seu dom. O que me chamou a atenção foi especificamente um grupo de mulheres pretas que se silenciaram neste viral: mulheres pretas executivas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma ali e uma outra acolá celebridade-corporativa não resistiu e aderiu a <em>trend</em>, mas, em sua maioria, no modo “<em>amigos próximos”. </em> O que me fez pensar se aquela ferida antiga ainda é tão presente no ambiente corporativo e estamos fingindo que ela não está lá: a negação dos cabelos crespos como parte da presença legítima e bem-sucedida de mulheres e homens negros nos espaços de liderança. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Durante anos e, para falar a real, ainda hoje, nós escutamos (mesmo que nas entrelinhas) que cabelo crespo não é “profissional”, que trança não combina com cargo de liderança, que <em>black power</em> é “atitude demais” para um ambiente “corporativo”. Mas o que é, afinal, essa tal “imagem profissional”? E antes que você comece com &#8216;ah, mas não é mais assim&#8217;. É sim. Só que agora silenciado. O silêncio estratégico. Vai lá no <em>Linkedin</em> e analise as fotos das poucas lideranças negras que temos no topo das empresas. Viu? Tô te falando&#8230;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fui para uma pesquisa de campo, obviamente, começando com amigas topzeras executivas que entre um vinho e um petisco, chegaram a uma conclusão: em 2025 até podemos usar o cabelo que queremos, mas assumir o cabelo crespo, tranças ou dreads em nossos CNPJs, especialmente em cargos de liderança, é um ato de afirmação e de ruptura com séculos de opressão estética. É reescrever o que significa “estar pronta” para liderar. É trazer a ancestralidade para a mesa de reuniões. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com a minha pesquisa em andamento, chego no documentário &#8216;<em>Hair Tales: Orgulho do Meu Cabelo</em>&#8216; disponível no Disney+ e Apple TV, que mergulha profundamente nessa discussão. Produzido por Tracee Ellis Ross, Oprah Winfrey e Michaela Angela Davis, a série é um verdadeiro manifesto sobre o cabelo como território de identidade, orgulho e libertação para nossa comunidade.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada episódio evidencia o quanto os fios crespos carregam narrativas de resistência, autoestima e reinvenção. A atriz e ativista <strong>Michaela Angela Davis</strong> fala que “<em>ser uma mulher negra no mundo corporativo é ser observada o tempo todo. E quando seu cabelo não se enquadra no padrão, ele vira o centro da conversa e não seu talento”. </em><strong>Um<em> </em>dos cabeleireiros comenta: <em>“Aqui a gente não corta só cabelo, a gente corta traumas. A cada penteado, uma reconstrução de autoestima</em></strong><em>. Pra muitos, assumir os dreads ou o black é também um posicionamento político. É mostrar que competência não tem textura capilar. Hoje, ver uma mulher negra liderando uma equipe, entrando numa sala de reunião com seu cabelo natural, usando tranças coloridas ou um turbante elegante, é mais do que estilo: é uma forma de dizer &#8220;eu estou aqui inteira&#8221;.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na terra do tio Sam, os salões de cabeleireiros são verdadeiros territórios de segurança e acolhimento para a população negra</strong>. Para além do cuidado estético, esses espaços funcionam como centros de troca, fortalecimento e construção de comunidade. São os lugares onde se reafirma que “nosso cabelo é um dom”, como disse Patrícia. Foi aí que encerrei a minha pesquisa de campo. Em um salão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conheci o Daniel, <a href="https://www.instagram.com/didaocabelos?igsh=MWNsaThkajZvZXFtbg==">vulgo Didão</a>, no meu momento de dilema do “corporate hair”. Didão atua há mais de 21 anos no segmento, já rodou o Brasil inteiro ministrando cursos sobre a técnica de tratamento térmico criada por sua mãe (uma mulher preta) e a qual ele aprimorou nos últimos anos e, junto à sua irmã Daiane, atende clientes brasileiras, africanas e europeias em um salão localizado na Vila Carrão, ZL de Sampa.  Ao ser questionado por mim, confirmou mais uma vez o que não vem sendo dito, mas amplamente vivenciado. <em>“Não importa de onde estas mulheres e homens negros chegam, aqui no meu salão, as queixas e, invariavelmente lágrimas, sempre tem o mesmo motivo: o racismo estético vivenciado no dia a dia do trabalho”</em>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Didão é um cara múltiplo, profissional, empresário, pai de 2 meninos, diretor de bateria, ativista, mas acima de tudo ele é um elo entre mulheres e homens pretos com o empoderamento, aceitação e adaptabilidade ao <em>“corporate hair”</em>, que nada mais é do que o código de vestimenta invisível e dolorido para os nossos cabelos</strong>. <strong>Didão completa que: “<em>o que mais ouço é sobre o medo destas mulheres e homens de mostrar as suas verdadeiras raízes.</em></strong><em> Quando chegam no meu salão, alguns após anos de transição ou com danos nos cabelos após cortes químicos, os pedidos vão de raízes mais baixas, cortes na máquina, inspirações com fotos de cachos by mega-hair e cabelos mais aceitáveis para o trabalho. O meu trabalho é de um psicólogo corporativo informal: como elas vão se aceitar e como podemos enfrentar e resistir”. </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta altura já realmente com olhos cheio de lágrimas, comprovando o efeito que salões de cabelereiros têm para nossa comunidade, ouvindo relato dos outros clientes que já estavam envolvidos na conversa, o tema alcançou um outro prisma: a necessidade de se esconder os crespos, principalmente os 4B e 4C com processos químicos de mais diversos nomes. Foi aí que o Didão fecha o tema com o seguinte ponto: “<em>Por isso eu não posso desistir, não posso permitir que o crespo não seja reconhecido como bonito. Quando aplico o tratamento térmico, diminuindo o fator de encolhimento e cuidando dos cabelos crespos eu só busco a preservação da nossa identidade, porque gente, no final o cabelo crespo é sobre a nossa potência e identidade”. </em>Silêncio no salão acompanhado de lágrimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa encerra sem um certo ou errado, mas a constatação que em 2025 o nosso cabelo continua representando a possibilidade de sermos quem somos sem concessões. A fala da Patrícia é real. Nosso cabelo crespo, cacheado, trançado, raspado ou com volume é dom, é identidade, é potência. E que nenhuma pessoa negra deveria ter que abrir mão disso para ser promovida, aceita ou respeitada. Nós queremos mais pessoas negras sendo celebradas não apesar de seus cabelos, mas com eles. Do jeitinho que são. Afinal, foi Deus quem deu.</p>
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		<title>Profissionais em ascensão: o poder do conhecimento</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/profissionais-em-ascensao-o-poder-do-conhecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 16:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Rachel Maia Conhecimento &#233; poder! Uma frase contempor&#226;nea, muito usada no meio corporativo, e que nos leva &#224; reflex&#227;o. Sempre haver&#225; algo a aprender, mas a li&#231;&#227;o de hoje &#233; que precisamos aplicar os saberes adquiridos para ampliar o leque de oportunidades e seguir aprendendo e trocando experi&#234;ncias com nossos pares. Qual de n&#243;s [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Texto: Rachel Maia</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conhecimento é poder! </strong>Uma frase contemporânea, muito usada no meio corporativo, e que nos leva à reflexão. Sempre haverá algo a aprender, mas a lição de hoje é que precisamos aplicar os saberes adquiridos para ampliar o leque de oportunidades e seguir aprendendo e trocando experiências com nossos pares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual de nós nunca se perguntou se já sabe o bastante para colocar um projeto para rodar, ocupar um novo cargo ou até empreender? Uma das perguntas que mais respondo nas minhas palestras é: <strong>“Rachel, quando você descobriu que estava pronta?”</strong> — e acreditem: nunca estaremos completamente prontos. A resposta é que, sempre que mudava de cargo, percebia que a cadeira era maior do que eu. No entanto, o conhecimento que eu já tinha me permitiu alcançar os saberes que ainda não possuía — e assim, prossegui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desempenhar um papel estratégico na sociedade e<strong> se destacar profissionalmente é algo que exige autoconhecimento</strong> — atualmente considerado um dos principais motores do desenvolvimento humano, social e econômico. Ter acesso às ferramentas que possibilitem compreender melhor o mundo a sua volta, bem como tomar decisões informadas para exercer plenamente sua cidadania, é um ganho que impacta positivamente toda uma cadeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um profissional bem informado tende a ser mais participativo, crítico e resiliente. As empresas estão atentas na busca por esses talentos, e cada vez mais a educação, a pesquisa, a diversidade cultural e o desenvolvimento se destacam globalmente no meio corporativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o conhecimento é democratizado e acessível a todos, ele se torna uma poderosa ferramenta de inclusão social.<strong> Investir em educação de qualidade e colaborativa pode romper ciclos de pobreza</strong>, ampliar oportunidades e gerar crescimento econômico para toda a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço das tecnologias digitais, o conhecimento deixou de ser estático. Hoje, a capacidade de aprender continuamente (termo em inglês: <em>lifelong learning)</em> é uma das habilidades mais valorizadas, pois o mercado de trabalho muda em ritmo acelerado. Para não ficar para trás, é importante manter o foco nas habilidades adquiridas e compreender o seu diferencial no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o<strong> Fórum Econômico Mundial</strong>, mais de 50% dos trabalhadores precisarão se requalificar até 2030, impulsionados principalmente pela automação e digitalização. Além disso, as cinco habilidades mais demandadas serão relacionadas à resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade, liderança e aprendizagem ativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entendam: <strong>ser autêntico e persistente é, sem dúvida, um excelente diferencial. </strong>Somos aquilo que fazemos continuamente, e conhecimento é algo que exige renúncia, esforço e motivação. Tenha um foco! Essa será sua motivação. </p>
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		<title>Ana Paula Xongani é a nova contratada da área de influência da Globo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ana-paula-xongani-e-a-nova-contratada-da-area-de-influencia-da-globo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 10:05:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A empres&#225;ria e influenciadora Ana Paula Xongani &#233; a nova contrata&#231;&#227;o da ViU, &#225;rea dedicada ao marketing de influ&#234;ncia da Globo. A contrata&#231;&#227;o refor&#231;a o portf&#243;lio de talentos da plataforma, que j&#225; inclui nomes como Eliana, Serginho Groisman, Gil do Vigor e Tadeu Schmidt. &#8220;Essa abertura da Globo para acolher tamb&#233;m os talentos nativos digitais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="dad65929">
<div class="_4f9bf79 d7dc56a8 _43c05b5">
<div class="ds-markdown ds-markdown--block">
<p>A empresária e influenciadora <strong>Ana Paula Xongani</strong> é a nova contratação da <strong>ViU</strong>, área dedicada ao marketing de influência da Globo. A contratação reforça o portfólio de talentos da plataforma, que já inclui nomes como <strong>Eliana, Serginho Groisman, Gil do Vigor e Tadeu Schmidt</strong>.</p>
<p>“Essa abertura da Globo para acolher também os talentos nativos digitais é uma inovação importante. Eu tenho muito orgulho de ter acompanhado de perto o início desse processo. Ser o primeiro talento deste formato é motivo de responsabilidade, orgulho e emoção”, celebra <strong>Ana Paula Xongani</strong>.</p>
<p>Conhecida por seu trabalho em moda, empreendedorismo e discussões sobre autoestima, a influenciadora terá sua estratégia comercial e parcerias com marcas gerenciadas pela ViU. A plataforma é responsável por conectar talentos a oportunidades de negócios em diferentes mídias.</p>
<p>A contratação consolida a aposta da Globo no mercado de influência digital, ampliando sua atuação além dos talentos tradicionais da TV.</p>
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		<title>De Benguela inaugura nova loja com programação especial e lançamentos inéditos para cachos e crespos no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/de-benguela-inaugura-nova-loja-com-programacao-especial-e-lancamentos-ineditos-para-cachos-e-crespos-no-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 14:08:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[

A <strong>De Benguela</strong>, referência nacional em alongamentos naturais para cabelos crespos e cacheados e primeira loja do Brasil especializada em diferentes texturas criada por <strong>Thaís Ramos</strong>, anuncia sua expansão para o Rio de Janeiro. A inauguração oficial da nova unidade, localizada no BarraShopping, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital carioca, ocorrerá no dia 19 de abril, a partir das 10h.

 

Para celebrar a chegada ao Rio, a De Benguela preparou uma programação especial, incluindo lançamentos em primeira mão e condições exclusivas — como entrelace gratuito na compra do método tecimento.

 

Com um modelo de negócio consolidado e forte presença digital, a De Benguela se destaca pelo atendimento especializado e pela curadoria de produtos que valorizam a identidade e a beleza das mulheres negras. Além da loja física em Curitiba, a marca já opera em São Paulo, onde, em apenas 12 meses, atendeu mais de 1.500 clientes. E mantém presença no país inteiro através de seu e-commerce.

 

A expansão para o Rio de Janeiro é um passo estratégico na consolidação nacional da empresa, que também mantém um e-commerce estruturado para atender todo o Brasil. A iniciativa reforça o compromisso da marca com representatividade e autoestima de suas consumidoras.

Mais informações no site: <a href="http://debenguela.com.br">debenguela.com.br</a>.

<b>Serviço:</b><b>
</b><span style="font-weight: 400;">Abertura Oficial De Benguela – BarraShopping, Rio de Janeiro</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Data: 19 de abril de 2025</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Local: Nível Lagoa, próximo à Riachuelo | BarraShopping, Av. das Américas, 4666 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Horário: a partir das 10h</span>

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