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	<title>Arquivos museu da república - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Peças de religiões de matriz africana apreendidas pela polícia no fim do século XIX entram para acervo do Museu da República</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2021 12:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[museu da república]]></category>
		<category><![CDATA[religião de matriz africana]]></category>
		<category><![CDATA[umbanda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do pr&#243;ximo dia 19 de junho, o Museu da Rep&#250;blica passa a abrigar definitivamente o&#160;Acervo Nosso Sagrado,&#160;composto por 519&#160;objetos sagrados de religi&#245;es de matriz africana que foram apreendidas entre o fim do s&#233;culo XIX e o in&#237;cio do s&#233;culo XX pela pol&#237;cia fluminense. O acervo permaneceu apreendido por quase um s&#233;culo no Museu [&#8230;]</p>
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<p>A partir do próximo dia 19 de junho, o Museu da República passa a abrigar definitivamente o <strong>Acervo Nosso Sagrado</strong>, composto por 519 objetos sagrados de religiões de matriz africana que foram apreendidas entre o fim do século XIX e o início do século XX pela polícia fluminense. O acervo permaneceu apreendido por quase um século no Museu da Polícia do Estado do Rio de Janeiro. </p>



<p>A assinatura do termo de cessão definitiva acontece, às 10h30, no Ilê Omolu Oxum, uma das Casas de Axé mais tradicionais do Brasil e sede do <a href="https://mundonegro.inf.br/memorial-iya-davina-museu-com-objetos-sagrados-do-candomble-e-reinaugurado-neste-sabado/">Museu Memorial Iyá Davina</a> &#8211; primeiro museu etnográfico do Rio de Janeiro dedicado às Comunidades Tradicionais de Terreiro. A cerimônia, restrita, cumpre todos os protocolos de higiene seguindo as orientações da ANVISA e da OMS no combate à COVID-19 e não estará aberta ao público. A ocasião marca a doação definitiva do acervo para o Museu da República. </p>



<p>O Museu da República recebeu no dia 21 de setembro de 2020 um precioso acervo das religiões de matriz africana. Fruto de grande mobilização, o movimento “Liberte Nosso Sagrado”, em agosto de 2020, conseguiu importante vitória com a assinatura do termo que garantiu a transferência do acervo da Polícia Civil ao Museu da República. O material que integra o acervo, e estava sob tutela da Sepol, conta com 519 objetos sagrados para as religiões da umbanda e candomblé, apreendidos entre 1889 e 1945. Tais violações ocorreram nas primeiras décadas da República, particularmente no período entre os anos de 1920 e 1930, ainda que desde a Carta Constitucional de 1891 já se estabelecesse no país o Estado laico e a liberdade de crença e culto.<br><br>Os objetos apreendidos a partir dessas invasões violentas por parte do Estado foram depositados no Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro, compondo, ao lado de outros materiais apreendidos por forças policiais, exposições organizadas na instituição. Em 1999, quando a sede desse Museu é transferida para o prédio histórico da Rua da Relação, nº 40, no centro carioca, todos os objetos da &#8216;Coleção Museu de Magia Negra&#8217; foram guardados em caixas e assim permaneceram até setembro de 2020, com acesso vetado ou muito restrito de pesquisadores e aos integrantes das comunidades tradicionais de terreiro.<br><br>&#8221;O Museu da República junto com os Terreiros e Casas de Santo do Rio de Janeiro celebrará no dia 19 de junho uma conquista importantíssima: a doação definitiva dos objetos sagrados que estavam no Museu da Polícia Civil  para o Museu da República. De algum modo, a Coleção Nosso Sagrado, ganha nova vida, encarna novos sentidos e significados, projeta-se mais viva e mais livre num futuro que há de trazer mais vida, mais conhecimento, mais pesquisa, mais ações educacionais e mais força para combater o racismo religioso&#8221; &#8211; garante Mário Chagas, diretor do Museu da República e presidente do MINOM (Movimento Internacional para uma Nova Museologia).</p>



<p>Para a principal liderança do Movimento, Mãe Meninazinha de Oxum, a recuperação do acervo já faz parte da história do Brasil e merece ser comemorada. A matriarca destaca ainda a importância do trabalho conjunto entre a Instituição e as comunidades de terreiro”. Estou muito feliz e orgulhosa com a vitória do povo de axé, depois de tanta luta para termos o nosso sagrado tratado com o respeito que merece. A gestão compartilhada desta coleção, entre o Museu da República e grupo de trabalho formado por lideranças religiosas de matriz africana é um grande passo no combate à intolerância religiosa, que sofremos historicamente&#8221;, enfatiza a dirigente do Ilê Omolu Oxum.<br><br>A transferência da Coleção &#8216;Museu de Magia Negra&#8217; para o Museu da República é um passo preciso na direção de projetos que lancem luz sobre esse patrimônio cultural, garantindo, não somente a sua organização, preservação, comunicação e acesso, mas também justiça e reparação social, com afirmação do direito e do respeito à diversidade religiosa brasileira. E um dos primeiros passos rumo a mais avanços, nesse sentido, também vale destacar foi a reivindicação atendida dos povos de terreiro para a troca do nome da coleção para Acervo Nosso Sagrado e a cessão definitiva do acervo.</p>
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		<title>‘Semana Respeita Nosso Sagrado’ tem propósito de combater a intolerância religiosa</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/semana-respeita-nosso-sagrado-tem-proposito-de-combater-a-intolerancia-religiosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2020 20:36:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Religiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[intolerância religiosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 18 de novembro, quarta-feira, &#224;s 19h, os l&#237;deres religiosos Y&#225; Meninazinha de Oxum e Bab&#225; Adailton de Ogum participam da live &#8216;A trajet&#243;ria da campanha &#8216;Liberte O Nosso Sagrado&#8217; no canal do YouTube da Quiproc&#243; Filmes. Mediada por Fernando Sousa e Jorge Santana, diretores do document&#225;rio &#8216;Nosso Sagrado&#8217;, a iniciativa faz parte da [&#8230;]</p>
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<p>No dia 18 de novembro, quarta-feira, às 19h, os líderes religiosos Yá Meninazinha de Oxum e Babá Adailton de Ogum participam da live &#8216;A trajetória da campanha &#8216;Liberte O Nosso Sagrado&#8217; no canal do YouTube da Quiprocó Filmes. Mediada por Fernando Sousa e Jorge Santana, diretores do documentário &#8216;Nosso Sagrado&#8217;, a iniciativa faz parte da Semana Respeita o Nosso Sagrado realizada em celebração ao Dia Nacional da Consciência Negra.</p>



<p>Além da reunião para falarem sobre a luta contra o racismo e a intolerância religiosa, irão contar o desenrolar da história da coleção que ainda leva o nome de &#8216;Museu Magia Negra&#8217; e o processo para libertar mais de 500 objetos sagrados que estavam há mais de 100 anos no antigo DOPs do Rio de Janeiro, e que atualmente estão no Museu da República.&nbsp;</p>



<p>A Semana Respeita o Nosso Sagrado, produzida pela Quiprocó Filmes, conta com uma programação que envolve o debate sobre liberdade religiosa, memória e identidade das religiões de matrizes africanas. Além, também, do lançamento do vídeo sobre o processo de assinatura do termo de cessão e a transferência dos objetos sagrados do Museu da Polícia Civil para o Museu da República.</p>



<p>O seu primeiro conjunto do acervo reunia 126 peças que, em 1938, foram tombadas pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-SPHAN, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN, constituindo o primeiro tombamento etnográfico do país inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Neste ano de 2020, a transferência desses objetos para o Museu da República foi acordada entre a Secretaria de Estado da Polícia Civil, o Museu da Polícia do Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Museus e o Museu da República, com amplo apoio do povo do terreiro, do Instituto Ibirapitanga, artistas e intelectuais engajados na campanha &#8216;Liberte Nosso Sagrado&#8217;, formalizada em 2017 para reivindicar a retirada desse acervo do Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro.</p>
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		<title>Conceição Evaristo, Kenia Maria e Teresa Cárdenas participam da &#8220;Primavera Literária&#8221; no Museu da República</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 04:32:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[conceição evaristo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a 18&#176; Primavera Liter&#225;ria do Rio de Janeiro a presen&#231;a de negros na literatura ser&#225; debatida. O evento acontece de 18 a 21 de outubro, no Museu da Rep&#250;blica, no Rio de Janeiro e est&#225; sendo promovido pela Liga Brasileira das Editoras (Libre), cobra pol&#237;ticas p&#250;blicas para a garantia da chamada bibliodiversidade, a diversidade [&#8230;]</p>
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<p>Durante a 18° <strong>Primavera Literária do Rio de Janeiro</strong> a presença de negros na literatura será debatida. O evento acontece de 18 a 21 de outubro, no <strong>Museu da República</strong>, no <strong>Rio de Janeiro</strong> e está sendo promovido pela <strong>Liga Brasileira das Editoras</strong> (Libre), cobra políticas públicas para a garantia da chamada bibliodiversidade, a diversidade cultural aplicada ao mundo dos livros. A entrada é franca e são esperados 25 mil visitantes, das 10h às 20h.</p>



<p>Um dos destaques da programação será a mesa “<em>Mulheres negras na literatur</em>a”, com as escritoras <strong>Conceição Evaristo</strong>,<strong> Paloma Franca Amorim</strong>, <strong>Eliane Alves Cruz</strong> e a cubana <strong>Teresa Cárdenas</strong>. O encontro acontecerá domingo (21), às 11h30, na tenda &#8220;<em>Faça Amor, Não Faça Guerra&#8221;</em>. No mesmo dia, às 17h, no <strong>Espaço Educativo</strong>, <strong>Tom Farias</strong> falará de &#8220;<em>Carolina Maria de Jesus &#8211; uma biografia</em>&#8220;.</p>



<p>No <strong>Espaço Infantil</strong> terá a palestra “<em>Oralidade e contos africanos: Histórias de ouvir da África fabulosa</em>”, com <strong>Carlos Alberto de Carvalho</strong>. A conversa será seguida por uma oficina de ilustrações do livro “<em>Histórias de ouvir da África fabulosa</em>”, por<strong> Fabio Maciel</strong>, na sexta-feira (19), às 11h. <br /><br />A representação negra na literatura infantil ganhará atenção no sábado (20), às 16h, em um bate-papo com as autoras e ativistas <strong>Cássia Valle</strong>, <strong>Luciana Palmeira</strong>, <strong>Simone Mota</strong> e<strong> Kenia Maria</strong> (presente na lista dos 100 negros mais influentes do mundo do Mipad, a premiação mundial para afrodescendentes). A mediação será de <strong>Ernesto Xavier</strong>.</p>



<p>Os 110 anos do compositor <strong>Cartola</strong> serão lembrados na festa, ainda no sábado, às 18h, com a apresentação dos músicos do <em>Bloco Cartola é do Catete</em>. O poeta mangueirense nasceu ao lado do antigo <strong>Palácio do Catete</strong>, em um 11 de outubro. </p>



<p>A musicalidade também estará presente na Primavera, na tenda &#8220;<em>Faça Amor, Não Faça Guerra</em>&#8220;, através das participações do <strong>Slam das Minas</strong>, na sexta-feira (19), às 15h30, em debate sobre ativismo jovem, e às 19h, nas ocupações artísticas. Domingo, às 18h30, a mesa “<em>Mulheres do funk</em>” reunirá <strong>Adriana Facina</strong>, <strong>Ingrid Neponucemo</strong>, <strong>Verônica Costa</strong> e<strong> Taísa Machado</strong>, com mediação de <strong>Carol Rodriguez</strong>.</p>



<p>Ao longo de suas 29 edições (divididas entre Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador), desde 2001, a Primavera Literária recebeu uma média de oito mil visitantes por dia. A programação é diversa, participam de palestras e debates cerca de 50 nomes por edição, com presenças de personalidades como <strong>Martinho da Vila</strong>, <strong>Ondajki</strong>, <strong>Leonardo Boff</strong> e <strong>Lázaro Ramos</strong>. <br /></p>
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