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	<title>Arquivos mulher negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Apr 2026 18:10:52 +0000</lastBuildDate>
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		<title>HHWC completa um ano e reforça que cuidado também é direito das mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se você fechar os olhos e pensar em um treino, provavelmente virá à mente aquela imagem fria de academia, espelhos e um silêncio que nem sempre nos convida a entrar. Mas o <strong>Hip Hop Workout Collective (HHWC)</strong> virou essa mesa. Quem chega em um encontro do <strong>HHWC</strong> é imediatamente atingido por uma dose massiva de vitalidade. Não se trata apenas de uma aula de funcional ou de uma playlist bem curada; é sobre a visão de dezenas de mulheres negras, de todas as idades e tons, ocupando o espaço com o que têm de mais belo. É um ambiente onde a estética e a saúde caminham juntas, provando que o autocuidado para nós nunca foi apenas sobre vaidade, mas sobre a manutenção da nossa própria alegria.</p>



<p>Celebrar um ano de trajetória é confirmar que o movimento do corpo, para o povo negro, continua sendo uma linguagem sagrada. Se no Bronx o Hip Hop nasceu para substituir a violência pela arte, em São Paulo o HHWC utiliza essa mesma cultura para retomar um território que muitas vezes nos é negado: o direito de sermos cuidadas. Em um contexto onde mulheres negras são historicamente colocadas no papel daquelas que servem, que limpam e que sustentam o mundo ao redor, ter um lugar onde o foco é o nosso próprio bem estar é revolucionário.</p>



<p>Para Caroline Araujo, a força desse encontro geracional é o que move a engrenagem do coletivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95467" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95467" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ver tantas mulheres cantando juntas, treinando e cuidando de si mesmas, algumas pela primeira vez com essa dedicação. Encontrar gerações diferentes no mesmo evento, desde filhas às avós, é realmente algo que emociona não apenas pela quantidade, mas exatamente por entendermos que podemos e merecemos esse cuidado. Tudo que propomos no HHWC é com muito carinho, desde as frutas, a elaboração de cada sacolinha, e fazer isso com um time de mulheres por trás, todas dedicadas e empenhadas em fazer acontecer. Sou grata a quem acredita e confia no nosso trabalho desde a primeira edição. E não poderia deixar de agradecer às minhas amigas e sócias por tornarem isso tudo mais leve, divertido e também possível”</p>
</blockquote>



<p>Essa leveza mencionada por Caroline é o diferencial que faz as mulheres voltarem. O coletivo entende que o acesso à saúde é uma das nossas maiores vulnerabilidades estruturais e, por isso, transforma o treino em uma experiência de pertencimento. Juliana Oliveira reforça que o exercício físico, quando aliado ao propósito de vida, tem o poder de transformar realidades e fortalecer os laços entre mulheres que compartilham as mesmas vivências.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95466" style="width:842px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“1 ano de HHWC e parece que foi ontem que iniciamos, passou muito rápido e ver onde chegamos me emociona. O exercício físico mudou a minha vida quando mais nova e hoje faço disso, um propósito de vida e o HHWC se tornou um dos meus propósitos! Trabalhar com mulheres como minhas sócias, faz tudo ser mais leve, duas mulheres extremamente inteligentes e capazes de fazer qualquer ideia funcionar. Sou grata por ser do HHWC”</p>
</blockquote>



<p>O crescimento do projeto é nítido e a emoção de quem esteve lá desde a primeira aula, quando tudo ainda era um rascunho entre amigas, transborda em cada nova edição. Juliane Daianny, ao olhar para trás, enxerga não apenas um ano de aulas, mas um ano de construção de uma rede que agora se prepara para novos voos, incluindo a expansão para o Rio de Janeiro e novos formatos de experiência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95468" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Uma das edições mais emocionantes que já tivemos! Me emocionei no palco ao lembrar da primeira aula que fizemos há 1 ano atrás. E ver o quanto crescemos, traz uma sensação de gratidão e recompensa.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"></h3>
</blockquote>



<p>O Hip Hop Workout nunca faz o básico e a próxima fase promete elevar o nível da experiência. Em São Paulo, no dia <strong>18 de abril</strong>, o coletivo prepara uma aula temática especial em homenagem ao lançamento do filme de Michael Jackson. O evento acontece em um formato inédito: uma versão pocket, com vagas limitadas e clima intimista dentro da academia The Yard, unindo o treino funcional ritmado à intensidade que já é marca registrada do grupo.</p>



<p>Além das novas edições em solo paulista e carioca, o projeto celebra uma novidade institucional: o HHWC agora é parceiro de mídia do <strong>Mundo Negro</strong>. As fundadoras passarão a assinar conteúdos sobre atividade física e saúde, trazendo a expertise de quem entende que o movimento do corpo negro é, acima de tudo, um ato de preservação da nossa história.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>AGENDA HHWC</strong></p>



<p><strong>São Paulo — Especial Michael Jackson</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 18 de abril</li>



<li><strong>Local:</strong> The Yard SP</li>



<li><strong>Horários:</strong> 08h30 e 10h00</li>



<li><strong>Vagas:</strong> Super Limitadas</li>
</ul>



<p><strong>Rio de Janeiro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 02 de maio</li>



<li><strong>Ingressos e informações:</strong> linktr.ee/hhwc.br</li>
</ul>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tecnologia e nostalgia: Avon aposta em IA para ajudar consultoras e traz Toque de Amor de volta</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/tecnologia-e-nostalgia-avon-aposta-em-ia-para-ajudar-consultoras-e-traz-toque-de-amor-de-volta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 19:43:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Negro Beauty]]></category>
		<category><![CDATA[Avon]]></category>
		<category><![CDATA[consultura avon e IA]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[toque de amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;A Femtech s&#243; faz sentido se o resultado aparecer no sorriso da consumidora e na conta banc&#225;ria da nossa Consultora.&#8221; A frase &#233; de Leonardo Ribeiro, gerente de Branding da Avon, e resume a aposta da marca em seu reposicionamento: unir intelig&#234;ncia artificial e mem&#243;ria afetiva sem perder de vista quem sempre sustentou o neg&#243;cio. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>&#8220;A Femtech só faz sentido se o resultado aparecer no sorriso da consumidora e na conta bancária da nossa Consultora.&#8221;</em> A frase é de <strong>Leonardo Ribeiro, gerente de Branding da Avon, </strong>e resume a aposta da marca em seu reposicionamento: unir inteligência artificial e memória afetiva sem perder de vista quem sempre sustentou o negócio.</p>



<p>Aos 140 anos, a Avon anuncia um rebranding que ela mesma define por dois eixos: tecnologia e nostalgia. De um lado, uma estratégia &#8220;Digital-First&#8221; com 20 agentes de inteligência artificial trabalhando nos bastidores. Do outro, o retorno de fragrâncias clássicas como Charisma, Topaze e Toque de Amor, reunidas na chamada Iconic Collection.</p>



<p><strong>Tecnologia para quem vende</strong></p>



<p>A promessa da IA não é substituir a consultora, é tirar da frente dela o que atrapalha. &#8220;Estamos falando em simplificar a vida da nossa Consultora de Beleza&#8221;, afirma Ribeiro. Segundo ele, o objetivo é que a tecnologia resolva a parte burocrática e logística, para que a consultora possa focar no que ela é mestre: o relacionamento e a consultoria de beleza.</p>



<p>Na prática, os agentes de IA atuariam para que cada consultora receba informações mais precisas sobre o que suas clientes desejam, tornando a venda mais ágil e personalizada. &#8220;Para a mulher que está na ponta, isso não chega como um discurso, mas como tempo e produtividade&#8221;, diz o executivo.</p>



<p>A questão que fica em aberto é como esse suporte chega para quem não tem smartphone de última geração ou acesso estável à internet. Ribeiro afirma que a estratégia &#8220;não nasceu para excluir&#8221;, e que a marca investe em plataformas intuitivas, mas não detalha mecanismos concretos para esse grupo.</p>



<p><strong>Pele negra no centro da inteligência de produto</strong></p>



<p>No campo da representatividade, a Avon se reposiciona como <em>Femtech</em>, empresa que usa tecnologia, ciência e dados para atender às necessidades reais das mulheres. &#8220;Entendemos que a pele negra não é um anexo ao portfólio; ela é o centro da nossa inteligência de produto&#8221;, afirma Ribeiro. A resposta, segundo ele, é técnica e estrutural, embora não detalhe quais produtos ou iniciativas concretas materializam essa afirmação.</p>



<p><strong>Nostalgia com reverência</strong></p>



<p>O movimento que a marca batizou de <em>Newstalgia</em> parte do reconhecimento de que sua herança é seu maior diferencial. &#8220;Não se trata de viver no passado, mas de ter reverência por ele&#8221;, define Ribeiro. O retorno de Toque de Amor, Charisma e Topaze é apresentado como uma forma de validar memórias afetivas de milhões de brasileiras, atualizando o que é icônico para as novas gerações.</p>



<p>A Avon foi pioneira, em 1886, ao estruturar um modelo de vendas baseado na independência financeira feminina, quando Mrs. Albee percorria os Estados Unidos de trem para engajar outras mulheres, muito antes do direito ao voto feminino. O desafio agora é mostrar que, 140 anos depois, essa essência sobrevive ao rebranding.</p>
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		<item>
		<title>Manuela Gomes: a chef que aprendeu com a avó que tempero de verdade não vem em sachê</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/manuela-gomes-a-chef-que-aprendeu-com-a-avo-que-tempero-de-verdade-nao-vem-em-sache/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manuela Gomes cresceu num quintal que era tamb&#233;m uma despensa viva. Em S&#227;o Jos&#233; do Passe, na regi&#227;o metropolitana de Salvador, sua av&#243; cultivava coentro, hortel&#227; mi&#250;do, hortel&#227; grosso e um p&#233; de louro. Usava sementes de coentro na comida para real&#231;ar o sabor, junto com tudo o que a terra oferecia. Nada de caldos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Manuela Gomes cresceu num quintal que era também uma despensa viva. Em São José do Passe, na região metropolitana de Salvador, sua avó cultivava coentro, hortelã miúdo, hortelã grosso e um pé de louro. Usava sementes de coentro na comida para realçar o sabor, junto com tudo o que a terra oferecia. Nada de caldos artificiais, nada de realçadores industriais. &#8220;Eu tenho essa raiz, essa base de sempre usar tudo o mais natural possível, o que é da terra, o que é da natureza, para temperar a comida&#8221;, conta Manuela.</p>



<p>A avó era referência reconhecida na região. Empresas que chegavam temporariamente e fazendeiros da área iam buscá-la em casa para preparar comida. Manuela cresceu nesse ambiente, ao lado da mãe que também cozinhava muito bem, absorvendo uma herança que só perceberia o tamanho anos mais tarde.</p>



<p>Soteropolitana, ela trabalhou por muito tempo no setor administrativo, mas a cozinha sempre esteve presente, primeiro para amigos e familiares. Há 15 anos passou a trabalhar profissionalmente com alimentação, carregando a mesma base que aprendeu no quintal da infância. Durante esse tempo, percorreu o Recôncavo, conviveu com pessoas e aprofundou o que já trazia de casa. Aos 41 anos, inaugurou o Afilição Joaquim, restaurante em Salvador que completa nove meses, onde seu espaço se chama Sabor de Recôncavo por Chef Manu Bombom. &#8220;É a minha interpretação do que eu conheci, do que eu vivi, do que eu aprendi durante todos esses anos, dessa comida que é tão rica&#8221;, diz.</p>



<p><a href="https://vt.tiktok.com/ZSHMXh73u">https://vt.tiktok.com/ZSHMXh73u</a></p>



<p>O cardápio surpreende justamente pela simplicidade honesta. Pratos que na Bahia são rotineiros ganham outro sabor quando feitos sem atalhos industriais. &#8220;Minha comida é a base de condimentos e ervas frescas. O máximo que eu uso é um azeite de oliva. Não uso realçadores de sabores artificiais, molhos, enlatados. Esses ingredientes não fazem parte da minha culinária, não fazem parte da minha identidade.&#8221;</p>



<p>É essa identidade que ela leva para a campanha #IngredientePrincipal. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Manuela Gomes é uma delas.</p>



<p>Para os jovens e para todos que valorizam uma boa comida, ela tem um recado: &#8220;Não se deixem levar pelo mundo moderno, pela praticidade. Ainda é possível, ainda há tempo de resgatar velhos costumes e hábitos alimentares que valorizam e resgatam a verdadeira culinária, a raiz, a culinária ancestral.&#8221;</p>



<p>Do quintal da avó ao Recôncavo, Manuela Gomes prova que o ingrediente principal sempre foi a memória.</p>
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		<title>Coletivo ‘HHWC’ une hip hop e dança para transformar a relação de mulheres negras com o treino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 14:03:10 +0000</pubDate>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Muito antes de se tornar gênero musical, muito antes das batalhas de rap e dos campeonatos de breakdance, o movimento do corpo já era, para o povo negro, um ato político. Na África, a dança era linguagem sagrada, forma de reverenciar ancestrais, celebrar colheitas, comunicar guerras e curar. Quando africanos escravizados foram arrancados de seus territórios e jogados em terras desconhecidas, o corpo continuou sendo o único território que ainda lhes pertencia. </p>



<p>Séculos depois, em 1973, no Bronx, bairro negro e periférico de Nova York destruído por políticas de reurbanização que forçaram comunidades afro-americanas e latinas a viver entre escombros, essa mesma energia ganhou nome novo. O DJ Kool Herc organizou a primeira festa de rua onde nasceria o hip hop. Afrika Bambaataa, ex-líder de gangue que havia sido transformado por uma viagem à África e pelos discursos de Malcolm X e dos Panteras Negras, fundou a Universal Zulu Nation com um objetivo claro: substituir a violência entre jovens negros pela dança, pela música, pelo grafite e pelo rap. </p>



<p>Essa cultura atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil nos anos 1980, encontrando na periferia de São Paulo um terreno fértil. Na estação São Bento, na Galeria 24 de Maio, jovens negros se reuniam para dançar break e ouvir rap em rádios boombox. Os Racionais MC&#8217;s, Thaíde, os grafiteiros Os Gêmeos, todos filhos dessa mesma raiz, todos herdeiros de uma filosofia que colocava o corpo negro no centro da cena, como sujeito e não como objeto. É dentro dessa linhagem que nasce, em São Paulo, o <strong>HipHop Workout Collective, o <em>HHWC</em>.</strong></p>



<p><strong>O coletivo que juntou treino e ancestralidade</strong></p>



<p>Juliana Oliveira, Caroline Araujo e Juliane Daianny são personal trainers, professoras de educação física, atletas e, acima de tudo, mulheres negras que conhecem na própria pele o que significa não se reconhecer em um espaço de autocuidado. As academias convencionais, com seus espelhos, seus padrões e seus silêncios, raramente foram lugares onde corpos como os delas se sentiram bem-vindos.</p>



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<p>A resposta que criaram não foi apenas um treino diferente. Foi um espaço diferente. Com trilhas sonoras guiadas pelo hip hop, dinâmicas que estimulam o coletivo tanto quanto o físico e uma proposta que rompe com os padrões tradicionais do fitness, o HHWC transforma cada encontro em uma experiência cultural.</p>



<p><strong><em>&#8220;O HHWC é potência em movimento.&#8221;</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="264" height="406" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="" class="wp-image-95434" style="aspect-ratio:0.6502828990416073;width:374px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-195x300.png 195w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-98x150.png 98w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-150x231.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em> — Juliane Daianny, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Juliane, formada em Marketing e Educação Física, é proprietária do Studio JD, espaço de treinamento exclusivo para mulheres na Zona Norte de São Paulo. Amante da black music desde sempre, ela traz esse amor para o cotidiano do coletivo. Caroline Araujo, personal há sete anos e atleta de powerlifting com especialização em Ortopedia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, cuida da parte administrativa e da experiência dos encontros. Juliana Oliveira, personal trainer e professora de boxe desde 2019, campeã de levantamento terra, é responsável pelas redes sociais e pelas parcerias comerciais do projeto. Três mulheres, três trajetórias diferentes, uma visão comum: de que o treino pode ser, e deve ser, cultura.</p>



<p><strong>Quando não se mover é também uma questão estrutural</strong></p>



<p>Dados recentes revelam que apenas cerca de 33% das mulheres negras no Brasil praticam atividade física regularmente. Esse número, que poderia ser lido como desinteresse, é na verdade o retrato de uma equação estrutural: sem tempo, sem renda, sem representatividade, sem um lugar onde o próprio corpo se sinta em casa, o movimento se torna um luxo que o sistema não oferece.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95431" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95431" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
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<p><em><strong>&#8220;Transformamos treino em cultura e movimento em pertencimento. O Hip Hop Workout Collective nasce também da urgência de criar espaços onde mais mulheres se sintam seguras para se movimentar. Quando olhamos para dados que mostram que mulheres negras ainda se movimentam menos, entendemos que não é sobre falta de interesse, mas sobre acesso, identificação e oportunidade. O HHWC surge como esse espaço de conexão, onde o corpo, a cultura e a comunidade caminham juntos.&#8221;</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="264" height="385" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png" alt="" class="wp-image-95435" style="aspect-ratio:0.6857571944636116;width:470px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-206x300.png 206w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-103x150.png 103w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-150x219.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em>— Caroline Araujo, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>E as consequências dessa ausência de movimento vão muito além do peso na balança. Pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Unicamp e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica apontam que o sedentarismo está diretamente relacionado ao desenvolvimento de tumores, e que mulheres negras pagam um preço desproporcional por essa equação.</p>



<p>Um estudo publicado na revista científica Breast Cancer Research and Treatment, analisando casos entre 2010 e 2015, constatou que mulheres negras são diagnosticadas em estágios mais avançados da doença do que mulheres brancas, e enfrentam uma taxa de mortalidade quase quatro vezes maior. O INCA, por sua vez, aponta que mulheres negras têm 57% mais chance de morrer de câncer de mama do que brancas, com especial incidência do subtipo triplo negativo, o mais agressivo da doença. Pesquisadores da Unicamp identificaram ainda uma tendência perturbadora: enquanto a mortalidade por câncer de mama cai entre mulheres brancas, ela continua subindo entre pretas e pardas, sinal de que as melhorias no diagnóstico e tratamento ainda não chegam a quem mais precisa.</p>



<p>E é aqui que o movimento entra como resposta. Estudos da Universidade Charles, na República Tcheca, analisando mais de 130 mil mulheres, concluíram que a atividade física regular pode reduzir em até 40% o risco de desenvolver câncer de mama. A American Cancer Society aponta que manter um nível regular de exercícios diminui entre 10% e 20% a chance de desenvolver um tumor. O sedentarismo, por outro lado, pode chegar a dobrar o risco de desenvolvimento da doença. O INCA confirma: a atividade física regula hormônios como estrogênio e progesterona, reduz inflamações crônicas e fortalece o sistema imunológico — mecanismos diretamente ligados à prevenção.</p>



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<p><strong>Hip hop como filosofia, treino como filosofia</strong></p>



<p>Há uma coerência profunda no HHWC que vai além da playlist. O hip hop, em sua essência, sempre foi sobre transformação social através da arte, sobre pegar o que o sistema jogou fora e fazer disso cultura, identidade, orgulho. É o que Afrika Bambaataa chamava de quinto elemento do hip hop: o conhecimento de si, da realidade histórica e cultural dos grupos oprimidos.</p>



<p>O HHWC opera nessa mesma frequência. Cada sessão de treino é também um ritual de pertencimento — a música que pulsa, os corpos que se movem juntos, a instrutora que se parece com você, o espaço que foi construído pensando em você. Isso não é detalhe. Para uma mulher negra que cresceu achando que academia não era lugar para ela, isso é transformação.</p>



<p><em><strong>&#8220;O HHWC leva o hip hop para o treino como cultura viva, traduzindo esse movimento em comunidade, liberdade e transformação social.&#8221;<br></strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="263" height="387" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png" alt="" class="wp-image-95436" style="aspect-ratio:0.6796010659775499;width:446px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png 263w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-204x300.png 204w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-102x150.png 102w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-150x221.png 150w" sizes="(max-width: 263px) 100vw, 263px" /></figure>



<p><em> — Juliana Oliveira, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Em 2025, o Hip Hop Workout Collective deu um passo que marca uma nova fase da sua história: a expansão para o Rio de Janeiro. O que nasceu como um encontro entre amigas em São Paulo agora conecta territórios, amplia redes e consolida o projeto como um movimento, com tudo o que essa palavra carrega de político, de histórico e de esperança.</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<p>Ao lado das fundadoras, uma equipe de staff, voluntários, audiovisual, o DJ Pink Jay e a produtora Jufa Balshoy, todos pertencentes à mesma comunidade, todos com histórias de vida que se encontram nesse projeto. Como dizem as idealizadoras: <em>isso vai muito além de ser mais um coletivo de treino.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>PRÓXIMAS EDIÇÕES</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>São Paulo</strong> — 12 de abril de 2025</li>



<li><strong>Rio de Janeiro</strong> — 2 de maio de 2025</li>
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<p><strong>Informações e ingressos:</strong> <a target="_blank" rel="noreferrer noopener" href="https://www.google.com/search?q=https://linktr.ee/hhwc.br">linktr.ee/hhwc.br</a></p>



<p></p>
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			</item>
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		<title>Bruna Crioula: a nutricionista que foi além do currículo para articular nutrição, antirracismo e ancestralidade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/bruna-crioula-a-nutricionista-que-foi-alem-do-curriculo-para-articular-nutricao-antirracismo-e-ancestralidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bruna Crioula escolheu a nutri&#231;&#227;o ainda no ensino m&#233;dio, depois de um trabalho escolar sobre o fen&#244;meno da fome que a impactou profundamente. Como qualquer adolescente em busca de prop&#243;sito, encontrou naquela ci&#234;ncia o que parecia ser o caminho. O que ela n&#227;o esperava era que o curso pouco teria a dizer sobre os temas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Bruna Crioula escolheu a nutrição ainda no ensino médio, depois de um trabalho escolar sobre o fenômeno da fome que a impactou profundamente. Como qualquer adolescente em busca de propósito, encontrou naquela ciência o que parecia ser o caminho. O que ela não esperava era que o curso pouco teria a dizer sobre os temas que a moviam.</p>



<p>&#8220;O curso não era o que eu esperava e ansiava. Pouco se falava sobre estratégias de combate à fome ou políticas públicas de segurança alimentar, sustentabilidade então passava longe. Além disso, a ausência de referências negras e de discussões em torno das demandas de saúde e nutrição da população negra era inexistente. Foi muito desafiador&#8221;, conta.</p>



<p>A resposta foi a criatividade. Bruna foi além do currículo e construiu uma formação interdisciplinar por conta própria, transitando por jornalismo, serviço social, psicologia, economia e ciências sociais. A razão era clara: &#8220;A noção biológica da nutrição restringe nosso entendimento sistêmico sobre o que é a alimentação e todos os sentidos e significados que a comida tem.&#8221;</p>



<p>Hoje, dez anos depois de formada, é nutricionista e mestra em ciências sociais, pesquisadora alimentar, coletora urbana, comunicadora ancestral e matrigestora na Crioula Curadoria Alimentar, ecossistema voltado para a criação de soluções ecológicas e ancestrais nos sistemas alimentares. Especialista em alimentação saudável numa afroperspectiva, populariza a culinária intuitiva e biodiversa por meio das plantas alimentícias não colonizadas, as PANCs ancestrais. É também mulher africana em diáspora no Brasil e mãe do Inácio.</p>



<p><a href="https://vt.tiktok.com/ZSufq52Rx">https://vt.tiktok.com/ZSufq52Rx</a></p>



<p>Esse percurso é o que a conecta diretamente ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem como resgate cultural, sustentabilidade e acesso. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Bruna Crioula é uma delas.</p>



<p>Para a juventude que quer entrar na área, o recado é direto: &#8220;Não se contentem com as ofertas de disciplinas do currículo. Precisamos estudar outras áreas e criar pontes com o nosso campo, especialmente considerando os impactos da colonização nos hábitos e nas culturas alimentares do povo negro. Articular nutrição e antirracismo é fundamental para uma formação lúcida que promova inclusão e gere emancipação e autonomia alimentar.&#8221;</p>



<p>As referências que ela indica são precisas: Lélia Gonzalez, Abdias do Nascimento, Sueli Carneiro, Nego Bispo. E também as nutricionistas negras que vieram antes. &#8220;Busque se aquilombar teoricamente e também com a companhia de outras nutricionistas negras que vieram antes de nós e, felizmente, estão vivas e pulsantes&#8221;, diz, citando Célia Patriarca, Denise Oliveira e Silva, Lilian Bittencourt, Rute Costa e Sandra Chaves.</p>



<p>&#8220;Sim, você vai ter que viver &#8216;duas formações&#8217; paralelas, mas vale a pena. Eu sou apaixonada pela minha profissão e sinto que estou cumprindo minha missão social, política e ancestral na sociedade&#8221;, afirma.</p>



<p>A síntese do que Bruna defende cabe numa frase dela mesma: &#8220;Ancestralidade alimenta e esse despertar para nossas heranças e memórias agroalimentares é a nutrição que me representa.&#8221;</p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #AncestraliadadeAlimenta</p>
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		<title>Luiza Felix: a geógrafa que virou referência em alimentação vegana consciente e sistemas alimentares sustentáveis</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/luiza-felix-a-geografa-que-virou-referencia-em-alimentacao-vegana-consciente-e-sistemas-alimentares-sustentaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiza Felix n&#227;o escolheu a gastronomia pelo caminho mais &#243;bvio. Formada em Geografia pela UFF, em Niter&#243;i, ela chegou &#224; cozinha pelo mesmo lugar de onde veio sua consci&#234;ncia sobre o mundo: o estudo dos sistemas alimentares. &#8220;A gastronomia me escolheu no momento em que comecei a refletir sobre quais marcas eu gostaria de deixar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Luiza Felix não escolheu a gastronomia pelo caminho mais óbvio. Formada em Geografia pela UFF, em Niterói, ela chegou à cozinha pelo mesmo lugar de onde veio sua consciência sobre o mundo: o estudo dos sistemas alimentares. &#8220;A gastronomia me escolheu no momento em que comecei a refletir sobre quais marcas eu gostaria de deixar no mundo&#8221;, conta.</p>



<p>Foi durante a graduação, ao se aproximar do núcleo de pesquisa em Geografia Agrária e Território, que Luiza se encantou pela agroecologia e compreendeu que continuar consumindo carne animal já não fazia sentido para ela. A decisão veio acompanhada de uma necessidade prática: precisava descobrir uma nova cultura alimentar. &#8220;Como era uma grande mudança de hábito, dentro de casa e também na sociedade, precisei literalmente colocar a mão na massa para descobrir uma nova cultura alimentar. Nesse processo, me apaixonei&#8221;, diz.</p>



<p>Grande parte do que aprendeu veio da sua mãe, que ela descreve como a melhor cozinheira que conhece. O que começou como transformação pessoal foi se tornando estilo de vida e, depois, profissão. Há cinco anos, Luiza trabalha com o Malawi Vegetariano, projeto que surgiu como um delivery vegano e hoje é um espaço de troca sobre alimentação, saúde e meio ambiente, conectando aprendizados e refletindo sobre sistemas alimentares mais sustentáveis.</p>



<p>O Malawi não é só um negócio: é uma posição no mundo. Luiza entende a alimentação como um ato que envolve território, ancestralidade e responsabilidade coletiva, e é essa visão que ela leva para o conteúdo que produz. Ao popularizar a culinária vegetal, ela não apenas apresenta receitas, mas convida as pessoas a repensar a relação com o que comem e de onde vem o que está no prato.</p>



<p>Essa perspectiva é o que a conecta diretamente ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem como resgate cultural, sustentabilidade e acesso. O <strong>TikTok </strong>escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Luiza Felix é uma deles.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7613126356355927314" data-video-id="7613126356355927314" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>Tem planta que a gente chama de mato, mas que nossos ancestrais já conheciam como alimento. Luiza Felix (@malawivegetariano) explica o que são as PANCs, Plantas Alimentícias Não Convencionais: espécies nutritivas, acessíveis e que sempre estiveram ao nosso redor, esperando ser redescobertaS. Resgatar essas plantas é também resgatar os saberes de quem cuidava da terra antes da gente. Comer bem é, muitas vezes, lembrar do que nunca deveria ter sido esquecido. Você conhece alguma PANC? <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="panc" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/panc?refer=embed">#PANC</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7613126423661792018?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
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<p>Para as pretinhas e os pretinhos que sonham em viver da gastronomia, ela tem uma orientação que vai além da técnica: &#8220;Recomendo, antes de tudo, estudo. Não apenas das técnicas, mas principalmente das contribuições que nossos ancestrais deixaram para a gastronomia brasileira, não só de forma braçal, mas também intelectual. Reconhecer essa herança e se apropriar dela é um passo fundamental para se empoderar e se posicionar com força e consciência nesse mercado.&#8221;</p>



<p>Da Geografia à cozinha vegetal, Luiza Felix mostra que entender os sistemas alimentares é também uma forma de transformá-los. </p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #VeganoConsciente&nbsp;&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/luiza-felix-a-geografa-que-virou-referencia-em-alimentacao-vegana-consciente-e-sistemas-alimentares-sustentaveis/">Luiza Felix: a geógrafa que virou referência em alimentação vegana consciente e sistemas alimentares sustentáveis</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>&#8220;Minha formação culinária é de fundo de quintal&#8221;: Mestra Kelma Zenaide, de Letras à gastronomia ancestral afro-brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 19:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>H&#225; uma pergunta que percorre o trabalho de Mestra Kelma Zenaide: por que o alimento produzido no quintal da sua casa n&#227;o tinha reconhecimento comercial e cultural? Foi essa indaga&#231;&#227;o, registrada por ela mesma, que se tornou o motor de uma trajet&#243;ria singular na gastronomia afro-brasileira. Remanescente do quilombo de Pinh&#245;es, nascida em Contagem (MG), [&#8230;]</p>
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<p>Há uma pergunta que percorre o trabalho de Mestra Kelma Zenaide: por que o alimento produzido no quintal da sua casa não tinha reconhecimento comercial e cultural? Foi essa indagação, registrada por ela mesma, que se tornou o motor de uma trajetória singular na gastronomia afro-brasileira.</p>



<p>Remanescente do quilombo de Pinhões, nascida em Contagem (MG), Kelma Zenaide é umbandista, lésbica, sommelier de cerveja, graduada em Letras e pós-graduada em literatura africana. É palestrante em universidades e centros culturais, e matrigestora da Kitutu, empresa de gastronomia afro-brasileira especializada em buffets conceituais. Sua formação culinária, ela define sem hesitar: é de fundo de quintal, aprendida com a mãe, o pai, a avó e, nas palavras dela, com mais uma pancada de gente.</p>



<p>O que poderia parecer contradição, a pós-graduação em literatura africana ao lado da cozinha aprendida em casa, é na prática a base do que faz a Kitutu ser o que é. Kelma usa a comida para contar a história do seu povo e para dar protagonismo e valor financeiro ao ofício da mulher negra cozinheira, categoria que, segundo ela, segue sendo invisibilizada apesar de ser fundadora da culinária brasileira.</p>



<p>&#8220;Cozinhar para uma mulher preta, muitas vezes, é uma obrigação. Ainda uma pequena parcela recebe reconhecimento, credibilidade e consegue ascensão. Muitas de nós passamos a vida na cozinha das casas como domésticas, nos afazeres do próprio lar ou na escravidão moderna dos grandes restaurantes, liderados por pessoas brancas, sobretudo empresários héteros masculinos&#8221;, escreve Kelma.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7610462727122767112" data-video-id="7610462727122767112" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>A banana da terra é muito mais do que acompanhamento: rica em potássio, fibras e carboidratos de absorção lenta, ela sustenta, nutre e ainda cabe no bolso. Nesse vídeo, a Mestra Kelma Zenaide (@kitutuafrogastronomia) mostra como esse ingrediente ancestral vira protagonista numa preparação inusitada. O ceviche é uma técnica de &#8220;cocção a frio&#8221; com ácido cítrico (limão ou laranja), que preserva os nutrientes dos ingredientes e realça sabores sem precisar de fogo. Na mão da Mestra Kelma, a tradição encontra a ancestralidade: comer bem é, antes de tudo, voltar pras raízes. <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="bananadaterra" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/bananadaterra?refer=embed">#BananaDaTerra</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7610466020087597842?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
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<p>Ela aponta a chegada das escolas de gastronomia na virada do século como um fator que aprofundou essa segregação, tornando ainda mais invisível o que sempre esteve nos quintais e nas cozinhas coletivas das comunidades negras. &#8220;A história que nos contaram oculta a presença dos africanos, afrodescendentes e povos originários na construção das técnicas, tecnologias e hábitos alimentares da sociedade brasileira&#8221;, afirma.</p>



<p>Ao mesmo tempo, Kelma não faz do seu trabalho um discurso de lamento. Ela faz comida. E faz bem. Torresmo, mingau de fubá, frango com quiabo, feijoada: pratos que resistem porque carregam memória afetiva e coletiva. &#8220;Tradição nunca será algo estático. Ela se adequa ao tempo sem perder a essência&#8221;, diz.</p>



<p>É esse entendimento que a conecta ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem é voltar pras raízes, não como nostalgia, mas como ato político e cultural. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Mestra Kelma Zenaide é uma deles.</p>



<p>Para os jovens, ela deixa um compromisso: &#8220;Saliento a importância de manter a tradição, de não deixar a nossa história se esvair.&#8221; Não como peso, mas como potência.</p>
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		<title>Nobreza Globeleza: o encontro das mulheres que viraram referência do Carnaval na televisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
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<p>O Carnaval brasileiro é, em sua gênese, uma tecnologia de liberdade e um prolongamento dos terreiros para o asfalto. Muito antes de ganhar as telas, ele foi gestado no silêncio dos Abaçás e na resistência dos corpos negros que se recusavam à invisibilidade. É uma celebração que herda e reencena a cosmogonia dos Orixás: a dança é o Alujá de Xangô, a beleza é o Abebé de Oxum que reflete a dignidade reconquistada, e a força é o Iruquerê de Oxóssi que garante a propagação da nossa cultura.</p>



<p>A avenida, nesse sentido, é o Xirê em escala monumental. O samba é a orquestração do Ogã, onde o rufar dos tambores, o atabaque que se fez bateria, convoca a ancestralidade para o tempo presente. É dentro dessa liturgia de tambor e suor que a figura da Globeleza se insere. Ela não é meramente uma personagem da cultura de massas, mas uma entidade estética que ocupou, por décadas, o lugar de anúncio visual de um &#8220;estado de espírito&#8221; nacional.</p>



<p>A história é viva, e como todo organismo vivo, ela exige que as narrativas amadureçam. A TV Globo entendeu que o olhar sobre a mulher negra na mídia precisava mudar de tom: sair do espetáculo visual para o reconhecimento do legado. O projeto <strong>&#8220;Nobreza Globeleza&#8221;</strong> é o desdobramento natural desse processo de escuta. É o momento em que a imagem ganha voz, corpo e ancestralidade, transformando a campanha em um marco de memória e continuidade cultural. Em um diálogo com o portal Mundo Negro, ficou nítido que, para essas mulheres, o corpo nunca foi apenas imagem, mas um território de afirmação política.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95236" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95236" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
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<p>Em um diálogo com o portal Mundo Negro, ficou nítido que, para essas mulheres, o corpo nunca foi apenas imagem, mas um território de afirmação política.&nbsp;</p>



<p>Falar de <strong>Valéria Valenssa</strong> é falar de um Brasil que aprendia a se olhar. Ela foi a pioneira que, com um sorriso, rompeu o silêncio de uma tela que raramente celebrava a pele negra com tamanha majestade. Ao revisitar sua história, Valéria transborda uma emoção profunda ao abraçar a jovem que, aos 18 anos, colocou o corpo à disposição de um país inteiro, consciente de que <strong>&#8220;quando eu gravava, eu sabia justamente que tinha milhões de pessoas do outro lado da câmera. Então o meu olhar, o meu sorriso&#8230; tinha todo esse histórico de identidade e ancestralidade&#8221;</strong>. Para ela, aquela Valéria jovem teve a coragem necessária para ocupar um lugar de fala que hoje representa todas as meninas que ela vê.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95238" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95238" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>
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<p><strong>Aline Prado</strong> trouxe ao posto uma doçura magnética no olho do furacão de um Brasil que começava a questionar as formas de representação. Sua força vinha da preservação da criança que via o Carnaval como casa, escolhendo proteger a alegria como sua maior ferramenta de resistência. Aline recorda com saudade da <strong>&#8220;inocência com que eu sempre encarei o Carnaval&#8230; era uma parte comum da minha vida&#8221;</strong>, admitindo que, por causa dessa pureza, inicialmente não enxergava as problemáticas da hipersexualização, pois <strong>&#8220;a personagem que eu criei, a minha Globeleza, era a alegria do Carnaval chegando&#8221;</strong> — uma pauta que hoje ela amadurece com amor e afeto.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95239" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95239" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
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<p><strong>Nayara Justino </strong>é o brilho da noite carnavalesca. Sua eleição foi um grito de vanguarda que forçou o país a encarar a potência de sua imagem. Há uma força quase visceral em sua trajetória; Nayara sentiu os desafios de ser um marco estético e político. Hoje, com a autoridade de quem venceu barreiras invisíveis, ela deixa um recado que é puro fôlego para as meninas que o mundo tenta silenciar:<strong> &#8220;O que eu digo para as meninas pretas é que não desistam. Sei o quanto é difícil em todas as áreas pra gente&#8230; pra mulher preta é muito difícil, mas para nós é muito mais difícil. Então, pode parecer clichê, mas é verdade: não desistam, se esforcem o dobro. [&#8230;] Não deixem de sonhar nunca&#8221;.</strong></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95241" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95241" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
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<p><strong>Érika Moura</strong> é a síntese da mulher contemporânea que pisa firme. Vinda do chão sagrado da escola de samba, trouxe para a tela o suor e a técnica de quem entende que a nobreza não é um presente, mas uma conquista diária. Ao despir-se do glamour, Érika revela a vulnerabilidade e o esforço monumental por trás do brilho, provando que seu sorriso é um gesto de bravura: <strong>&#8220;O pessoal vê todo o glamour, né? Mas não vê as horas de gravação&#8230; a gente ali fica ansiosa, nervosa, pensando que tem que entregar o melhor. No samba a gente chora, a gente briga, mas a gente esconde: sorri, entrega o carisma, o carão. O sorriso entrega a força mesmo no samba&#8221;</strong>.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95240" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95240" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
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<p>A força desse encontro revela que a Globeleza nunca foi uma imagem estática, mas um território de poder ocupado por mulheres que fizeram de sua presença uma afirmação cultural. O &#8220;estado de espírito&#8221; que hoje celebramos não é uma abstração; ele pulsa na memória e no afeto de quem sustentou a majestade negra diante de um país inteiro.</p>



<p>Ao olharmos para a trajetória de cada uma delas, a gente entende que cada sorriso ali na frente das câmeras foi, na verdade, um gesto de generosidade e um jeito de dizer &#8220;eu estou aqui&#8221;. Este é um tributo à ancestralidade que caminha e à alma de mulheres que não apenas deram vida a um ícone, mas que fundaram a nossa identidade afetiva, provando que a verdadeira nobreza do Carnaval nasce do respeito profundo a quem abriu os caminhos e nos ensinou a sonhar.</p>



<p>Tudo isso ganha um sentido ainda mais profundo quando a gente olha para quem está no comando desse movimento. <strong>Samantha Almeida</strong>, diretora de marketing da Globo, traz para o projeto não apenas a liderança, mas a própria pele e a memória de quem cresceu assistindo a essas mulheres. Para ela, o &#8220;Nobreza Globeleza&#8221; não é sobre diversidade como pauta, mas sobre a verdade de quem sabe que essas trajetórias fundaram a nossa autoestima.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="668" height="668" data-id="95243" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida.webp" alt="" class="wp-image-95243" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida.webp 668w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida-300x300.webp 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida-150x150.webp 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida-420x420.webp 420w" sizes="(max-width: 668px) 100vw, 668px" /></figure>
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<p>É um reconhecimento que vem do coração e que Samantha resume com a força de quem se enxerga em cada uma delas:</p>



<p>&#8220;Para muitas mulheres, especialmente mulheres negras como eu, elas foram referência de beleza, orgulho e pertencimento em um tempo em que diversidade ainda não era pauta. Hoje, elas fazem parte dessa roda de bambas, dessa memória afetiva coletiva, sendo homenageadas não como passado, mas como símbolos vivos da nossa história cultural. Nesta campanha, existe um reconhecimento muito genuíno com o público, porque eu não me sinto falando com ele, eu me sinto sendo esse público.&#8221;</p>
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		<title>Kenya Sade apresentará o intervalo do Super Bowl: “Precisamos aceitar que podemos sonhar alto“</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 17:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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<p>Neste domingo (8), <strong>Kenya Sade estará à frente da cobertura brasileira do Show do Intervalo do Super Bowl 2026</strong>, transmitido pela TV Globo, direto da Califórnia. O evento, a grande final da NFL, é considerado não apenas o maior espetáculo esportivo dos Estados Unidos, mas também um dos momentos mais relevantes da cultura pop global, especialmente por seu tradicional show do intervalo, que neste ano terá <strong>Bad Bunny</strong> como atração principal.</p>



<p>Para além do caráter esportivo e musical, a presença de Kenya Sade na transmissão carrega um peso simbólico significativo. Em entrevista exclusiva ao <strong>Mundo Negro</strong>, a jornalista refletiu sobre o que representa ocupar esse espaço como mulher preta em um evento de alcance mundial, destacando o papel da educação e de sua trajetória pessoal na construção desse momento.</p>



<p><em>“Eu acho que quando eu sou convidada pra fazer uma transmissão fora do Brasil, em um dos maiores eventos dos Estados Unidos, e sendo uma mulher preta, eu só lembro da minha trajetória, né? De todos os caminhos que me trouxeram até aqui, da minha mãe, que me criou sozinha, que sempre acreditou muito no poder da educação, que a educação transforma, que a educação nos faz prosperar. Somente através da educação que a gente tem a possibilidade de ter uma mobilidade social.</em></p>



<p><em>Então, com essas novas oportunidades que eu venho galgando dentro da televisão, isso só me faz lembrar da minha mãe, da minha família, das mulheres pretas que me moldaram e que me ensinaram a sonhar alto. Porque eu acho que a gente precisa aceitar primeiro que a gente pode sonhar alto, que a gente pode estar nesses espaços, e esses sonhos têm se realizado.”</em></p>



<p>Ao falar sobre o impacto profissional e simbólico da cobertura, Kenya reforçou que o momento extrapola uma conquista individual e se conecta a uma história coletiva de mulheres negras que abriram caminhos na comunicação brasileira.</p>



<p><em>“Eu acho que estar à frente, junto com o jornalismo do esporte, de um dos maiores eventos esportivos do mundo, e um dos maiores palcos da cultura pop do mundo, é realmente um feito muito grande, é uma realização muito grande para uma mulher preta, nesse lugar de visibilidade, de oportunidade.”</em></p>



<p>Ela também citou o legado de <strong>Glória Maria</strong> como referência de pioneirismo e inspiração para novas gerações de jornalistas negras, destacando a importância de representatividade em grandes coberturas internacionais.</p>



<p><em>“Acho que são novos caminhos que se desenham para nós. Eu acho que a Glória Maria lá atrás, nós a víamos nas geleiras, na Antártida, na Nigéria, fazendo matérias incríveis. E eu acho que as pessoas vão se inspirar muito em ver também uma mulher preta retinta como eu, apresentando um dos maiores eventos musicais dos Estados Unidos, direto da Califórnia, sabe? Eu acho que é muito inspiracional, é muito poderoso tudo que eu venho conquistando, não só para mim, como para todas nós mulheres pretas, que vieram antes e para as que virão depois.”</em></p>



<p>No Brasil, a transmissão do Super Bowl será exibida pela <strong>TV Globo</strong>, com início da partida às <strong>20h30 (horário de Brasília)</strong>. O Show do Intervalo será apresentado logo após o episódio do <em>BBB 26</em>, com Kenya Sade conduzindo a cobertura e contextualizando o espetáculo para o público brasileiro.</p>



<p>Mais do que um evento esportivo, o Super Bowl se consolidou como um dos maiores palcos globais da música e do entretenimento, reunindo milhões de espectadores ao redor do mundo, e, neste ano, terá uma mulher preta brasileira como rosto da transmissão no país.</p>
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		<title>Capital do Quênia aprova dois dias mensais de folga menstrual para colaboradoras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/capital-do-quenia-aprova-dois-dias-mensais-de-folga-menstrual-para-colaboradoras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 15:56:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um passo decisivo para os direitos trabalhistas e a sa&#250;de feminina, o Governo do Condado de Nair&#243;bi aprovou formalmente a concess&#227;o de dois dias de licen&#231;a menstrual remunerada por m&#234;s para suas servidoras. A medida, aprovada pelo Gabinete sob a presid&#234;ncia do Governador Johnson Sakaja, marca a capital queniana como pioneira na formaliza&#231;&#227;o do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um passo decisivo para os direitos trabalhistas e a saúde feminina, o Governo do Condado de Nairóbi aprovou formalmente a concessão de dois dias de licença menstrual remunerada por mês para suas servidoras. A medida, aprovada pelo Gabinete sob a presidência do Governador <strong>Johnson Sakaja</strong>, marca a capital queniana como pioneira na formalização do apoio à saúde menstrual dentro de suas políticas de Recursos Humanos.</p>



<p>A decisão foi tomada durante uma sessão estratégica do Comitê Executivo do Condado. O objetivo central é reconhecer a <strong>dismenorreia</strong> (dor menstrual severa) como uma condição que impacta diretamente a produtividade e o bem-estar da força de trabalho feminina, que hoje representa mais da metade do funcionalismo público da capital</p>



<p>A nova política não se baseia apenas em bem-estar, mas em dados sólidos de gestão. Estudos citados no memorando do governo indicam que entre <strong>65% e 80% das mulheres</strong> sofrem de dores menstruais, muitas vezes em níveis que comprometem a capacidade laboral.</p>



<p>Antes da aprovação, a ausência de diretrizes forçava as funcionárias a enfrentar o &#8220;presenteísmo&#8221;, estar fisicamente no trabalho, mas sem condições reais de produtividade devido ao desconforto. &#8220;A política visa solucionar essa lacuna, oferecendo suporte estruturado sem impor ônus financeiro adicional ao município&#8221;, destaca o documento de posição do gabinete.</p>



<p>A gestão Sakaja garantiu que a implementação será acompanhada por medidas de sensibilização para evitar estigmas no ambiente de trabalho. Os principais pontos da execução incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sigilo Total:</strong> Garantia de privacidade e dignidade para as funcionárias em todos os níveis.</li>



<li><strong>Avaliação de Desempenho:</strong> A utilização dos dias de saúde menstrual não terá impacto negativo nas avaliações de carreira.</li>



<li><strong>Continuidade Operacional:</strong> Para garantir que os serviços essenciais não parem, o setor de Gestão do Serviço Público implementará escalas de revezamento e trocas de turnos.</li>
</ul>



<p>Com esta medida, Nairóbi se junta a um grupo seleto de nações e regiões que reconhecem legalmente essa necessidade. Na África, a <strong>Zâmbia</strong> já possui o &#8220;Mother&#8217;s Day&#8221; (um dia de folga mensal). Globalmente, países como <strong>Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Espanha</strong> (esta última desde 2023) já possuem leis que protegem a saúde menstrual das trabalhadoras.</p>



<p>No Quênia, embora o Ministério da Saúde e órgãos como o UNFPA já defendessem políticas de higiene e combate à pobreza menstrual, a iniciativa de Nairóbi é vista por especialistas como um avanço prático na remoção de barreiras de gênero no mercado de trabalho.</p>



<p></p>
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