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	<title>Arquivos misoginia - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos misoginia - Mundo Negro</title>
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		<title>Erika Hilton denuncia emenda aprovada em comissão que pode descriminalizar o racismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:09:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deputada afirma que texto foi aprovado na Comiss&#227;o de Seguran&#231;a P&#250;blica e ficaria atrelado ao PL que equipara misoginia a racismo, parado na C&#226;mara. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) publicou na noite desta ter&#231;a-feira (14) uma sequ&#234;ncia de mensagens em suas redes sociais para denunciar uma proposta de emenda que, segundo ela, descriminaliza o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Deputada afirma que texto foi aprovado na Comissão de Segurança Pública e ficaria atrelado ao PL que equipara misoginia a racismo, parado na Câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) publicou na noite desta terça-feira (14) uma sequência de mensagens em suas redes sociais para denunciar uma proposta de emenda que, segundo ela, descriminaliza o racismo quando cometido sob justificativa de manifestação de opinião, convicção religiosa, filosófica, científica, acadêmica ou política. De acordo com a parlamentar, a emenda foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e passaria a tramitar junto ao Projeto de Lei 896/2023, que equipara a misoginia ao crime de racismo e está parado na Casa desde março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hilton classificou a proposta como uma manobra do PL (Partido Liberal), legenda de Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro, para condicionar a proteção legal das mulheres à flexibilização das punições por racismo. Segundo a deputada, a emenda descreve o racismo como conduta legítima quando enquadrada em categorias amplas de opinião ou convicção, o que na prática abrangeria qualquer manifestação do tipo. &#8220;Isso é uma armadilha organizada pelo partido da família Bolsonaro&#8221;, escreveu a parlamentar, referindo-se à aprovação do texto na comissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o PL da Misoginia seja levado ao plenário, a Câmara teria de apreciar simultaneamente a emenda que descriminaliza o racismo, segundo o relato da deputada. Se as duas propostas forem aprovadas em conjunto, a misoginia passaria a ser equiparada ao crime de racismo, mas o próprio racismo deixaria de ser punido nas hipóteses previstas pela emenda. A parlamentar afirmou que a intenção do texto é constranger as mulheres que cobram a criminalização do discurso de ódio, ao condicionar essa proteção a uma perda de direitos para a população negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que está confirmado sobre o PL da Misoginia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto de Lei 896/2023 tramita na Câmara dos Deputados desde março, quando foi aprovado por unanimidade no Senado, por 67 votos a favor e nenhum contrário. A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo, de 1989, tornando a conduta inafiançável e imprescritível, com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara, um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) alterou a definição aprovada pelo Senado. Pelo novo texto, misoginia passa a ser a prática, indução ou incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher em razão de sua condição de mulher. O relatório foi aprovado de forma simbólica pelo colegiado em junho, com voto contrário de deputadas da oposição, que alegam risco à liberdade religiosa e de expressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reportagem publicada pelo Brasil de Fato em 13 de julho aponta que o projeto segue sem data prevista para votação em plenário e corre o risco de ser adiado para depois das eleições de 2026. A proposta é considerada por movimentos feministas como um dos principais indicadores do compromisso do Congresso com o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hilton afirmou que seguirá mobilizando parlamentares pela derrubada da emenda e pela aprovação do PL da Misoginia antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho.</p>
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		<title>Violência digital e mulheres negras: poderíamos falar mais sobre nós, mas temos medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres &#8212; especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vit&#243;ria profissional ou uma foto exaltando a pr&#243;pria beleza, surge o medo de que o pr&#243;ximo coment&#225;rio seja um julgamento, uma ofensa disfar&#231;ada de opini&#227;o ou, em casos mais graves, uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-148">A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres — especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vitória profissional ou uma foto exaltando a própria beleza, surge o medo de que o próximo comentário seja um julgamento, uma ofensa disfarçada de opinião ou, em casos mais graves, uma ameaça direta à integridade física. </p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-149">Os números são alarmantes. Segundo dados divulgados em 2022 pelo professor Dr. Luiz Valério Trindade, doutor pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, <strong>81% dos discursos de ódio online têm como alvo mulheres pretas e pardas</strong>, com idade entre 25 e 35 anos e em ascensão social.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-150">Não se trata apenas de haters aleatórios. As denúncias de misoginia na internet mais que triplicaram no último ano, crescendo 224,9%, segundo levantamento da SaferNet. Em 2024, foram registradas 2.686 denúncias de violência ou discriminação contra mulheres; já em 2025, foram 8.728 registros.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-151">Muitas ofensas podem parecer inofensivas, mas são a faísca que alimenta um ciclo de desrespeito que, muitas vezes, escala para a violência física no mundo real. Para mulheres negras, as &#8220;opiniões&#8221; ainda têm o agravante do racismo: <em>&#8220;Melhor você alisar o cabelo, é mais limpo e profissional&#8221;; &#8220;Só a promoveram para cumprir a cota&#8221;; e &#8220;Você é muito raivosa, ninguém pode falar nada&#8221;</em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Redesenhando o ambiente digital</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-152">Para enfrentar essa realidade, a <strong>SEPHORA Hearts Not Hate</strong> lançou sua campanha para o Brasil. A iniciativa, que chega ao país no Mês da Mulher, propõe uma reflexão profunda sobre como a misoginia tenta impedir a presença das mulheres nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-153">A proposta é transformar a realidade de forma coletiva. Ocupar as redes, mas preservando a saúde mental e a integridade física.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Estratégias de autodefesa e denúncia:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não hesite em filtrar:</strong> Bloquear e silenciar contas que drenam sua energia não é falta de diálogo, é preservação da integridade.</li>



<li><strong>Produza provas:</strong> Em casos de violência digital, reúna <em>prints</em>, links e URLs.</li>



<li><strong>Denuncie formalmente:</strong> Registre um Boletim de Ocorrência em delegacias especializadas (Delegacia da Mulher ou de Crimes Cibernéticos).</li>



<li><strong>Busque apoio:</strong> <mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Em casos de emergência, ligue <strong>190</strong>. Para acolhimento e orientações, ligue <strong>180</strong> para a Central de Atendimento à Mulher.</mark></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-158">Redesenhar o ambiente digital é uma escolha coletiva sobre quais vozes decidimos amplificar para garantir a nossa liberdade<sup></sup>.</p>
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		<title>O “Adestramento” da mulher negra: quando o racismo e a misoginia são institucionalizados</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-adestramento-da-mulher-negra-quando-o-racismo-e-a-misoginia-sao-institucionalizados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscilla Arantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 13:39:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[marina silva]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que aconteceu na C&#226;mara dos Deputados no dia 2 de julho de 2025 n&#227;o foi um simples embate pol&#237;tico. Foi um ataque p&#250;blico e coordenado contra a Ministra Marina Silva, que &#233;, al&#233;m de Ministra do Meio Ambiente e Mudan&#231;a do Clima, deputada federal eleita pelo povo brasileiro, ou seja, ela faz parte daquela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O que aconteceu na Câmara dos Deputados no dia 2 de julho de 2025 não foi um simples embate político. Foi um ataque público e coordenado contra a <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/marina-silva-critica-violencia-politica-de-genero-apos-fala-sobre-enforca-la-psicopatas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministra Marina Silva</a></strong>, que é, além de Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, deputada federal eleita pelo povo brasileiro, ou seja, ela faz parte daquela Casa. Mesmo assim, ou justamente por isso, foi alvo de insultos, distorções, ironias, desrespeito e misoginia, num espetáculo que mais parecia um linchamento institucional do que uma audiência pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deputados como <strong>Rodolfo Nogueira (PL-MS)</strong>, que presidia a sessão e fez piada com o uso de avião oficial pela Ministra; <strong>Evair Vieira de Melo (PP-ES)</strong>, que liderou os ataques com discurso inflamado e recheado de desinformação; além de <strong>Gustavo Gayer (PL-GO), Zé Trovão (PL-SC), Delegado Caveira (PL-PA), Silvia Waiãpi (PL-AP), Pastor Marco Feliciano (PL-SP), Rodrigo da Zaeli (PL-MT) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO)</strong>, todos atuaram como se estivessem acima da Constituição, do regimento interno e do mínimo de decência parlamentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizaram o microfone e a imunidade parlamentar, que deveria proteger o debate democrático como escudo para seus preconceitos individuais, escancarando o racismo, o machismo e a intolerância religiosa com ares de normalidade. Essa imunidade não foi feita para isso. O que vimos foi a distorção de um privilégio constitucional sendo usado para tentar silenciar e humilhar uma das figuras públicas mais respeitadas do Brasil e do mundo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A violência política tem cor e gênero</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É impossível assistir ao que aconteceu com Marina Silva e não reconhecer o padrão: a violência institucional contra mulheres negras no Brasil é muito mais brutal do que contra qualquer homem branco sob as mesmas condições. O que Marina enfrentou naquela audiência não seria tolerado se fosse dirigido a um ministro branco, de elite, ligado aos mesmos interesses que ela enfrenta diariamente com coragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de mais mulheres no Congresso é inquestionável. Mas o que também é inquestionável, e revoltante, é que todas que chegam estão submetidas a um tratamento inconstitucional, violento, deslegitimador e, muitas vezes, impune. Isso não é democracia, é barbárie travestida de debate.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E que fique claro: Marina não estava ali como convidada, como alguém de fora. Ela é deputada federal eleita, com a legitimidade que muitos ali parecem querer esquecer. Seu lugar é naquela Casa, e sua voz incomoda exatamente porque representa um Brasil que eles se recusam a aceitar: plural, diverso, popular, negro, amazônico, resistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ataques não foram apenas pessoais, foram estratégicos. Acusaram a Ministra de “perseguir o agro”, de “confiscar gado”, de “culpar São Pedro” pelas queimadas, e de liderar um ministério “inoperante”. Tudo isso enquanto ignoram deliberadamente os dados que mostram uma queda de 46% no desmatamento da Amazônia e um investimento recorde em fiscalização e combate a incêndios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao distorcer os fatos, esses parlamentares tentam sabotar políticas públicas que buscam proteger o meio ambiente, conter o colapso climático e enfrentar crimes ambientais. Fazem isso em nome de uma suposta “defesa do produtor rural”, mas, na prática, defendem interesses ilegais e predatórios que avançam sobre terras públicas, indígenas e de conservação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Silenciar Marina é silenciar tudo o que ela representa ela, que hoje, um dos principais símbolos vivos da luta por justiça socioambiental. E é justamente isso que a torna alvo. Atacam Marina porque ela ousa dizer não à devastação. Porque ela diz sim à floresta, aos povos originários, à ciência e à democracia. Porque sua trajetória — uma mulher negra, evangélica, vinda do seringal — é uma ameaça à lógica racista e elitista que ainda domina o poder político brasileiro.</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a Deputada Juliana Cardoso (PT-SP) denuncia que Marina é atacada “por não se curvar e não se vender”, ela está dizendo o óbvio que muitos insistem em ignorar. E quando a Deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) afirma que “o que precisa ser adestrado nesta Casa é o racismo e a misoginia”, ela aponta o cerne do problema: o racismo político está institucionalizado, e ninguém faz nada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A democracia está em risco e o silêncio é cúmplice</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Essa audiência foi mais do que um episódio vergonhoso. Ela é um alerta sobre o que está em jogo. A tentativa de calar Marina é também uma tentativa de desacreditar os dados, atacar as instituições ambientais, relativizar o papel do Parlamento e transformar a arena política em um ringue de ódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não podemos esquecer: muitos dos que hoje atacam Marina são os mesmos que flertaram com os atos antidemocráticos. São os mesmos que defendem a liberação total de agrotóxicos, o garimpo ilegal e o desmonte das leis ambientais. Eles não têm compromisso com o futuro, têm compromisso com a destruição.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Nossa resposta precisa ser coletiva, defender Marina Silva é defender a legitimidade das mulheres negras na política, a integridade das políticas ambientais, a ciência, o direito à verdade e o Estado Democrático de Direito. Não é apenas sobre uma pessoa. É sobre o Brasil que queremos construir e o Brasil que precisamos proteger.</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Não basta mais dizer “repudiamos”. É hora de exigir responsabilização pública e política. É hora de cobrar dos partidos, das lideranças e da sociedade civil que digam: não aceitaremos mais esse tipo de violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina não está sozinha. Ela representa milhões de brasileiras e brasileiros que lutam todos os dias para existir com dignidade. E enquanto houver uma floresta em pé e uma mulher negra resistindo no poder, haverá esperança.<br><em>Por </em><strong><em>Priscilla Arantes</em></strong><em>, comunicadora de impacto com ênfase em Políticas Públicas, fundadora do Instituto Afroella e </em><strong><em>Natália Figueiredo</em></strong><em>, gerente de Políticas Públicas da Proteção Animal Mundial.</em></p>
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		<title>&#8216;Se ponha no seu lugar’: Ministras negras enfrentam machismo e racismo no exercício do poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 13:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Maca&#233; Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania), duas mulheres negras em posi&#231;&#245;es de destaque no governo Lula, s&#227;o alvos de ataques machistas e racistas sofridos durante exerc&#237;cio de suas fun&#231;&#245;es. Nesta ter&#231;a-feira (27), Marina reagiu a ofensas em audi&#234;ncia no Senado, enquanto Maca&#233; contou em um evento que sofre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As ministras <strong>Marina Silva</strong> (Meio Ambiente) e<strong> Macaé Evaristo </strong>(Direitos Humanos e Cidadania), duas mulheres negras em posições de destaque no governo <strong>Lula</strong>, são alvos de ataques machistas e racistas sofridos durante exercício de suas funções. Nesta terça-feira (27), Marina reagiu a ofensas em audiência no Senado, enquanto Macaé  contou em um evento que sofre ataques cotidianos nas redes sociais. Os casos, que não são uma novidade na política, mostram o desrespeito das instituições e do público com as mulheres e, sobretudo, com mulheres negras que estão na luta por causas fundamentais para a vida em sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se ponha no seu lugar&#8221;, disse o senador <strong>Marcos Rogério</strong> (PL-RO), à<strong> Marina Silva</strong> enquanto a ministra tentava defender seu ponto de vista durante a discussão na Comissão de Infraestrutura do Senado sobre pavimentação na Amazônia. Alvo de provocações e interrupções, ela também teve o microfone desligado pelo senador, que também era presidente do colegiado. Já <strong>Macaé Evaristo</strong> falou sobre violência online no Power Trip Summit, em Salvador: &#8220;Recebo xingamentos todos os dias, desde ‘é terrível olhar para mim’ até ofensas ao meu corpo, cabelo e sorriso&#8221;, disse. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recentes acontecimentos, que não são casos isolados, trazem de volta às reflexões de <strong>Lélia Gonzalez</strong> sobre como a mulher negra é vista na sociedade brasileira. No livro Por um <em>Feminismo Afro-Latino-Americano</em>, que reúne diálogos e reflexões da intelectual, ela lembra como a opressão racista confina mulheres negras a estereótipos degradantes, mostrando que o racismo e o sexismo as colocam no &#8220;nível mais alto de opressão&#8221;. À exemplo das violências que sofrem nossas ministras, quando são silenciadas e subestimadas, não por sua trajetória política, mas porque há um incômodo em ver suas imagens negras, politizadas e insubordinadas ocupando lugares de autoridade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A dimensão racial nos impõe uma inferiorização ainda maior&#8221;, diz Lélia no livro, mas aqui sabemos que é necessário resistir, como sempre resistimos em nome de nossa existência. Marina incomodou ao resistir: &#8220;Eles gostariam que eu fosse uma mulher submissa. E eu não sou&#8221;, disse ela em entrevista após o episódio da última terça-feira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto<strong> Macaé Evaristo</strong> destacou a resistência de mulheres negras no poder: &#8220;Nosso país é racista, machista e patriarcal. Precisamos construir uma irmandade para nos proteger&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro &#8220;Discursos de ódio contra negros nas redes sociais&#8221;, escrito pela jornalista<strong> Luciana Barreto</strong>, ela mostra que mulheres negras são as maiores vítimas dos discursos de ódio na internet. “Uso no livro uma pesquisa do <strong>professor Luiz Valério Trindade</strong> que mostra que 81% dos discursos de ódio racistas são direcionados às mulheres negras com características semelhantes a minha: profissional com curso superior, cabelo crespo etc”, afirmou em<a href="https://mundonegro.inf.br/em-livro-sobre-discurso-de-odio-na-internet-luciana-barreto-revela-que-mulheres-negras-sao-81-das-vitimas/"> entrevista</a> ao <strong>Mundo Negro</strong>. Ela ainda completa:&#8221; Tem uma intencionalidade muito evidente quando analisamos estes casos: o hater quer minar o emocional, quer atingir e distrair a vítima. De certa maneira, o hater quer “eliminar” a vítima daquele espaço, daquele local que ele julga não pertencer a ela. Brinco quando falo sobre isso: “não vou dar este gostinho ao hater”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós sabemos que resistir pode ser muito difícil, mas isso para nós, mulheres negras é a garantia da nossa sobrevivência. </p>
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		<title>Ex-presidente do Grammy abre processo contra a Academia, por assédio, racismo e misoginia</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ex-presidente-do-grammy-abre-processo-contra-a-academia-por-assedio-racismo-e-misoginia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thais Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2020 19:28:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[assédio]]></category>
		<category><![CDATA[Deborah Dugan]]></category>
		<category><![CDATA[grammy]]></category>
		<category><![CDATA[misoginia]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eleita em 2019 como a primeira mulher presidente do Grammy, Deborah Dugan, foi afastada por má conduta, Dugan e afirma que a Academia, em um ato claro de racismo, evita premiar artistas de rap e R&#38;B nas categorias principais</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Eleita em 2019 como a primeira mulher presidente da Recording Academy, instituição responsável pelo Grammy, Deborah Dugan iniciou um processo contra a Academia e a maneira com que ela trabalha, após ser afastada devido a alegações de má conduta. No processo, Dugan acusa a premiação de assédio, racismo e misoginia na escolha dos indicados e vencedores do prêmio.</p>
<p>Em uma das cláusulas do contrato, Deborah alega que a Academia, em um ato claro de racismo, evita premiar artistas de rap e R&amp;B (gêneros com predominância de negros) nas categorias principais, tais como “Álbum do Ano”, “Gravação do Ano” e “Canção do Ano”. Isso faz com que artistas extremamente talentosos e com trabalhos aclamados, como Beyoncé, Rihanna, Frank Ocean e Kendrick Lamar, por exemplo, sejam boicotados e ignorados.</p>
<p>No processo, revela que, quando era questionado sobre a falta de diversidade na premiação, artistas negros eram expulsos da bancada do Grammy. Segundo ela, “tudo isso foi possível pela mentalidade de ‘clube do Bolinha’ e abordagem da administração da Academia”.</p>
<p>A próxima edição do Grammy, acontecerá no domingo dia 26 de janeiro, ela é a premiação mais importante do cenário musical norte-americano.</p>
<p>A Recording Academy enviou uma nota em resposta as acusações para a revista Variety comentando sobre as investigações, mas não comentaram sobre as as acusações de fraude no processo; Confira:</p>
<p>“É curioso que a Sra. Dugan nunca deixou claras essas graves alegações até uma semana depois que as queixas legais foram feitas contra ela pessoalmente por uma funcionária que alegou que a Sra. Dugan havia criado um ambiente de trabalho tóxico e intolerável e engajado em conduta abusiva e de bullying. Quando a Sra. Dugan falou sobre seus incômodos ao RH, ela especificamente instruiu o RH a ‘não fazer nada’ em resposta. De qualquer forma, nós imediatamente iniciamos investigações independentes para rever tanto a potencial falha de conduta da Sra. Dugan quanto as subsequentes alegações. Ambas as investigações continuam em curso. A Sra. Dugan foi afastada administrativamente apenas depois de oferecer seu posto e demandar US$ 22 milhões da Academia, que é uma organização sem fins lucrativos. Nossa lealdade sempre será aos 25 mil membros da indústria musical. Nós sentimos muito que a maior noite da música esteja sendo roubada deles devido às ações da Sra. Dugan e estamos trabalhando para resolver esta questão o mais rápido possível”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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