<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos ministras - Mundo Negro</title>
	<atom:link href="https://mundonegro.inf.br/tag/ministras/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mundonegro.inf.br/tag/ministras/</link>
	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Sat, 18 Oct 2025 15:09:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>De que mulheres para o STF estamos falando?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/de-que-mulheres-para-o-stf-estamos-falando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 13:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Ministra Negra Já]]></category>
		<category><![CDATA[ministras]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras no STF]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=94284</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por: Fayda Belo &#8211; advogada, TEDx Speaker e consultora em crimes de g&#234;nero e direito antidiscriminat&#243;rio Com o an&#250;ncio da aposentadoria do ministro Lu&#237;s Roberto Barroso, reacendeu-se o debate sobre a urg&#234;ncia de uma nova indica&#231;&#227;o feminina para o Supremo Tribunal Federal, hoje composto por dez homens e apenas uma mulher, a ministra C&#225;rmen L&#250;cia. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/de-que-mulheres-para-o-stf-estamos-falando/">De que mulheres para o STF estamos falando?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por: Fayda Belo – advogada, TEDx Speaker e consultora em crimes de gênero e direito antidiscriminatório</em></strong></p>



<p>Com o anúncio da aposentadoria do ministro <strong>Luís Roberto Barroso</strong>, reacendeu-se o debate sobre a urgência de uma nova indicação feminina para o <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/falta-diversidade-de-genero-e-raca-no-supremo-diz-flavia-oliveira-sobre-cotados-de-lula-para-substituir-barroso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Supremo Tribunal Federal</a></strong>, hoje composto por dez homens e apenas uma mulher, a ministra <strong>Cármen Lúcia</strong>.</p>



<p>Mas antes de celebrar a ideia de “mais uma mulher”, é preciso fazer uma pergunta essencial: de que mulheres estamos falando?</p>



<p>Desde o Império, o poder no Brasil foi planejado, exercido e reproduzido por homens. <strong>Em mais de 130 anos de existência, o STF teve apenas três mulheres em sua composição, e todas elas, mulheres brancas.</strong></p>



<p>Esse dado revela o quanto os espaços de poder e decisão no universo jurídico ainda permanecem reféns de uma lógica patriarcal e colonial, sustentada por um racismo epistêmico que invisibiliza, deslegitima e silencia a intelectualidade das mulheres negras.</p>



<p>O racismo epistêmico retira das mulheres negras o direito de serem reconhecidas como elaboradoras de conhecimento, formuladoras de teoria e intérpretes legítimas da justiça, desqualificando o conteúdo do saber e as credenciais pelo corpo que as carrega, impedindo que o sistema jurídico se beneficie da pluralidade de intelectualidades e epistemologias que poderiam corrigir vieses, ampliar horizontes e<br>humanizar decisões.</p>



<p>Quando o debate público sobre a vaga no STF se limita a “ter uma mulher”, sem racializar à discussão, ele reproduz o mecanismo de reconhecer o gênero como critério de inclusão, mas mantém a branquitude como critério de legitimidade e a exclusão continuam apenas sem o constrangimento do racismo declarado.</p>



<p>O discurso de que “basta ser uma mulher” parece progressista, mas é uma armadilha retórica, pois desracializa o debate e transforma o gênero em uma categoria isolada, produzindo uma igualdade seletiva que beneficia apenas algumas mulheres e deixa intactas as estruturas que mantêm as demais à margem.</p>



<p>Da mesma forma, o argumento de que não importa a cor, desde que seja uma mulher soa inclusivo, mas é, na verdade, a defesa da manutenção da branquitude como norma, o que no Direito, é o que se chama de discriminação indireta: não se proíbe explicitamente a presença de mulheres negras, mas se estrutura o discurso e o processo de escolha de modo a garantir o mesmo resultado de exclusão.7</p>



<p>Trata-se de uma forma de perpetuar um sistema de justiça que se diz imparcial, mas continua estruturalmente excludente.</p>



<p>A indicação que o presidente <strong>Lula </strong>fará para a vaga deixada por Barroso é, portanto, uma oportunidade histórica de romper com essa lógica. Não se trata apenas de corrigir o desequilíbrio de gênero, mas de enfrentar o pacto da branquitude que mantém mulheres negras afastadas das mais altas instâncias do poder jurídico.</p>



<p>O Brasil não precisa apenas de mais uma mulher no Supremo. <strong>O Brasil precisa que essa mulher seja uma mulher negra</strong>, porque a história já mostrou que é possível ampliar a presença feminina sem alterar as hierarquias raciais que sustentam o poder.</p>



<p>Por isso, a não indicação de uma mulher negra não será apenas uma omissão política, será também um ato de continuidade colonial, que reafirma quais corpos podem decidir e quais só podem ser julgados. </p>



<p>O que está em debate, portanto, não é apenas gênero, mas quais experiências, saberes e epistemologias o Estado brasileiro considera dignos de ocupar o vértice do seu sistema de justiça.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/de-que-mulheres-para-o-stf-estamos-falando/">De que mulheres para o STF estamos falando?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mulheres negras rebatem Simone Tebet após declaração da ministra: &#8220;sempre estivemos na linha de frente&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mulheres-negras-rebatem-simone-tebet-apos-declaracao-da-ministra-sempre-estivemos-na-linha-de-frente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rakeche Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2023 11:35:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[ministras]]></category>
		<category><![CDATA[simone tebet]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=59219</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s declara&#231;&#227;o da ministra do planejamento sobre contrata&#231;&#227;o de mulheres negras, Simone afirmou que tinha dificuldade em escolher mulheres pretas para cargos em Bras&#237;lia, mas que prezava pela diversidade de sua equipe e estava avaliando candidatas. Tebet afirmou: &#8220;Acho que a gente tem que prezar acima de tudo pela diversidade. Estou indo para uma pasta [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/mulheres-negras-rebatem-simone-tebet-apos-declaracao-da-ministra-sempre-estivemos-na-linha-de-frente/">Mulheres negras rebatem Simone Tebet após declaração da ministra: &#8220;sempre estivemos na linha de frente&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após declaração da ministra do planejamento sobre contratação de mulheres negras, <strong>Simone </strong>afirmou que tinha dificuldade em escolher mulheres pretas para cargos em Brasília, mas que prezava pela diversidade de sua equipe e estava avaliando candidatas.</p>



<p>Tebet afirmou: &#8220;Acho que a gente tem que prezar acima de tudo pela diversidade. Estou indo para uma pasta que hoje ainda é extremamente masculina. Então, quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas.&#8221; &#8220;A gente consegue quando a servidora é efetiva da casa porque ela vem com salário, e a gente consegue dar uma complementação com função gratificada ou cargo comissionado.&#8221; finalizou.</p>



<p>Depois da fala da ministra, diversas mulheres negras se manifestaram nas redes sociais sobre o ocorrido, entre elas, Anielle Franco, Ministra da Igualdade racial<strong>, </strong>na lista formulada pelo movimento <strong>&#8220;Elas no Orçamento&#8221;</strong> com mulheres pretas com &#8220;capacidade, habilidades e competências técnicas&#8221; para atuar na área de finanças públicas.</p>



<p>&#8220;Nós, mulheres negras, sempre estivemos na linha de frente da construção desse país. Sempre. Entregando dedicação e cuidado em todas as atividades que exercemos. Quando estamos no serviço publico, isso também não vai ser diferente&#8221;, disse a ministra da Igualdade Racial, antes de listar os nomes. </p>



<p>A mensagem foi reforçada nas redes sociais, onde Franco destacou que “quando uma mulher negra se move, toda a estrutura da sociedade se move junto”.</p>



<p>“Estamos trabalhando muito pra garantir que nossa ocupação legítima seja uma realidade nesse governo”, escreveu no Twitter nesta quinta-feira (5).</p>



<blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Acabo de participar da composição da mesa da posse da ministra Tebet e pontuei que nós, mulheres negras, sempre estivemos na linha de frente na construção desse país com dedicação e cuidado, agora, estando aqui no serviço público, servindo nosso povo, não vai ser diferente.</p>&mdash; Anielle Franco (@aniellefranco) <a href="https://twitter.com/aniellefranco/status/1611000407383318528?ref_src=twsrc%5Etfw">January 5, 2023</a></blockquote> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/mulheres-negras-rebatem-simone-tebet-apos-declaracao-da-ministra-sempre-estivemos-na-linha-de-frente/">Mulheres negras rebatem Simone Tebet após declaração da ministra: &#8220;sempre estivemos na linha de frente&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
