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	<title>Arquivos metabolismo - Mundo Negro</title>
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		<title>Racismo prejudica metabolismo e dificulta perda de peso de mulheres negras, aponta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2025 08:50:02 +0000</pubDate>
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<p>Principais vítimas de casos de racismo, mulheres negras sentem no corpo, na mente e no metabolismo as consequências dessa violência. Segundo o nutricionista <strong>Rafael Bastos</strong>, mestre em Crítica Cultural e pesquisador em Saúde Coletiva pela UFBA, o estresse crônico provocado pela discriminação racial desencadeia uma série de alterações hormonais e metabólicas que dificultam o emagrecimento e aumentam o risco de doenças como diabetes, hipertensão e depressão.</p>



<p>O nutricionista critica a abordagem tradicional que reduz o emagrecimento a &#8220;fechar a boca e malhar&#8221;. &#8220;Essa conduta centrada no modelo ‘foco, força e fé’ não acolhe a realidade socioemocional das mulheres negras&#8221;, afirma. &#8220;Desconsidera que o organismo feminino é complexo, sobretudo das mulheres negras que carregam em si não só questões biológicas, mas também psicossociais, que precisam ser levadas em consideração em qualquer conduta da área de saúde&#8221;, explica em entrevista para o <strong>Mundo Negro</strong>.</p>



<p>&#8220;Situações de discriminação disparam o estresse físico e emocional, aumentando o cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal, resistência à insulina e desequilíbrio da glicose&#8221;, lembra o especialista. Esse descontrole metabólico, por sua vez, abre caminho para uma série de complicações. &#8220;São inúmeras as condições de saúde que estão ligadas a essa questão, entre elas os adoecimentos cardiovasculares: pressão alta (hipertensão), inflamação crônica silenciosa, risco aumentado de AVC e infarto. Adoecimentos psicoemocionais como ansiedade, insônia, depressão, cansaço crônico, sentimento de incapacidade ou culpa sobretudo ligados a baixa autoestima corporal. Além de alterações intestinais e imunológicos como a disbiose intestinal, imunidade baixa que podem vulnerabilizar as mulheres negras a doenças e infecções&#8221;, detalha.</p>



<p>Na saúde mental, as consequências incluem ansiedade, insônia, depressão e uma sensação constante de cansaço. &#8220;Muitas mulheres recorrem a alimentos ultraprocessados e doces como forma de compensação emocional&#8221;, diz Bastos. &#8220;Sabe aquela vontade louca de atacar o chocolate no final do dia? Não é fraqueza, é seu corpo tentando sobreviver num sistema que te adoece.&#8221;</p>



<p>Para ele, é essencial que os profissionais de saúde adotem uma visão mais ampla, indo além da contagem de calorias. &#8220;Atualizando-se! Buscando um olhar holístico em relação ao cuidado e saindo da lógica biomédica da nutrição. Aproximando- se cada vez mais das questões sócio raciais que afetam a a população negra, buscando formas acolhedoras de orientar e conduzir que não reproduzam o discurso tecnicista que tenta universalizar o cuidado. Alimentação e nutrição não são receitas prontas, e entender que calorias, embora sejam um conceito importante, não são a única variável quando se trata de conduta para emagrecimento&#8221;.</p>



<p><strong>Linhas de cuidado que incorporem saberes ancestrais</strong></p>



<p>Entre as políticas públicas necessárias, ele destaca a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e defende a criação de linhas de cuidado que incorporem saberes ancestrais, como o uso de ervas medicinais e uma alimentação mais consciente.</p>



<p>&#8220;Precisamos combater o ‘nutricídio’, que é o genocídio do povo negro pelo consumo excessivo da comida do colonizador, e incentivar que mais profissionais de saúde sejam verdadeiramente antirracistas&#8221;, conclui. Para Bastos, o emagrecimento da mulher negra não é uma questão apenas biológica, mas <strong>biopsicossocial</strong> — ou seja, envolve corpo, mente e sociedade.</p>



<p>Os dados mais recentes do IBGE mostram que, pela primeira vez desde 1991, a soma de pessoas que se declaram pretas (10,2%) e pardas (45,3%) superou a população branca (43,5%). No entanto, junto com esse fortalecimento identitário, os casos de denúncias por racismo aumentaram 67%, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. E esse cenário tem um impacto direto na saúde.</p>



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