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	<title>Arquivos Maria Felipa - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos Maria Felipa - Mundo Negro</title>
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		<title>2 de Julho: mulheres negras que fizeram a Independência da Bahia acontecer </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 19:47:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para celebrar o Julho das Pretas, conhe&#231;a mulheres negras que atuaram no combate, na log&#237;stica, na espionagem e na organiza&#231;&#227;o popular da Independ&#234;ncia da Bahia. Julho come&#231;a na Bahia com uma celebra&#231;&#227;o que atravessa gera&#231;&#245;es. No dia 2, ruas, largos e avenidas s&#227;o ocupados pelos cortejos da Independ&#234;ncia da Bahia, marco da expuls&#227;o definitiva das [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Para celebrar o Julho das Pretas, conheça mulheres negras que atuaram<em> no combate, na logística, na espionagem e na organização popular da Independência da Bahia.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Julho começa na Bahia com uma celebração que atravessa gerações. No dia 2, ruas, largos e avenidas são ocupados pelos cortejos da Independência da Bahia, marco da expulsão definitiva das tropas portuguesas em 1823. No mesmo mês, o Brasil também celebra o Julho das Pretas, agenda política construída por mulheres negras para fortalecer debates sobre direitos, memória e justiça social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora separadas por mais de dois séculos, as duas datas se encontram em uma mesma pergunta: quem são as mulheres que ajudaram a construir a liberdade e ainda permanecem fora das narrativas oficiais?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história da Independência da Bahia costuma destacar figuras como Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa e Catarina Paraguaçu. Cada uma ocupou um lugar distinto nesse processo e deixou contribuições fundamentais para a história baiana. Mas a guerra pela independência foi sustentada por uma extensa rede de mulheres que participaram dos combates, organizaram estratégias militares, transportaram armas e alimentos, circularam informações entre diferentes localidades, cuidaram dos feridos e mantiveram a resistência popular em funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista concedida ao portal baiano Farol da Bahia, a historiadora e professora Marianna Freitas lembra que essas personagens conhecidas representam apenas parte dessa história:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Essas quatro mulheres tiveram muita importância, como tantas outras que a gente não conhece os nomes.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Baianas na frente da guerra</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se Maria Quitéria rompeu barreiras ao vestir uma farda e integrar o Exército, a atuação das mulheres negras aconteceu em diferentes frentes da luta, muitas vezes fora dos registros oficiais em regiões costeiras do estado baiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Recôncavo, em cidades como Cachoeira, Santo Amaro, Maragogipe, Nazaré, São Francisco do Conde e Saubara, elas participaram da organização da resistência, esconderam armamentos, transportaram mantimentos, atuaram como mensageiras, espionaram tropas portuguesas e garantiram o abastecimento das forças baianas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Saubara, uma estratégia coletiva criada durante a guerra permanece viva até hoje como tradição popular em celebração à memória de mulheres que resistiram às tropas portuguesas. A Festa das Caretas do Mingau surgiu de mulheres que caminhavam pelas ruas cobertas por lençois brancos durante os confrontos, carregando tabuleiros sobre a cabeça para esconder armas e alimentos destinados aos combatentes, ao mesmo tempo que produziam sons para confundir soldados portugueses e dificultar seus deslocamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Maria Felipa não lutou sozinha</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre essas lideranças, Maria Felipa ocupa um lugar singular na história da Independência da Bahia. Marisqueira, trabalhadora da Ilha de Itaparica e liderança comunitária, ela organizou uma rede de mulheres negras que participou diretamente das batalhas contra as tropas portuguesas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maria Felipa tornou-se um símbolo dessa resistência, mas ela nunca esteve sozinha. Pesquisas sobre sua trajetória mostram que Maria Felipa articulou grupos responsáveis pelo monitoramento da costa, pela vigilância das praias e pela proteção dos caminhos utilizados pelas forças baianas. Essas mulheres ficaram conhecidas como “Vedetas&#8221;, patrulhando manguezais, matas e áreas próximas aos campos de batalha para impedir ataques e identificar movimentações inimigas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias também envolviam conhecimentos sobre o território, plantas da região e técnicas de combate desenvolvidas coletivamente. Relatos históricos apontam que o grupo participou do incêndio de embarcações portuguesas utilizando tochas produzidas com palha de coco e chumbo, além de enfrentar soldados com peixeiras e galhos de cansanção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudiosos e historiadores recuperam os nomes de mulheres como Joana Soaleira, Brígida do Vale e Marcolina, integrantes do grupo liderado por Maria Felipa em Itaparica. Embora suas trajetórias permaneçam pouco documentadas, os registros disponíveis mostram que elas participaram da organização da resistência e continuaram mobilizadas mesmo após a Independência da Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença dessas mulheres demonstra que a emancipação baiana não foi resultado da atuação isolada de figuras heroicas, mas de uma construção coletiva protagonizada também por mulheres negras cujos nomes foram pouco preservados pela historiografia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A história que ficou fora dos livros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante décadas, a narrativa oficial privilegiou líderes militares e personagens masculinos, enquanto experiências vividas por mulheres, trabalhadores, indígenas e pela população negra permaneceram em segundo plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a historiadora Marianna Freitas, esse apagamento reflete a forma como a história foi escrita durante muito tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A história foi durante séculos protagonizada por homens, figuras que nem sempre se preocupavam em colocar o lado real dos acontecimentos. Isso deixou de lado a grande massa populacional.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última década, pesquisas dedicadas à história social, memória e cultura têm se dedicado a recuperar personagens antes invisibilizados e aproximar a população de sua própria história, reconhecendo mulheres negras como sujeitas históricas que participaram da construção do país.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O 2 de Julho encontra o Julho das Pretas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Celebrar a Independência da Bahia também significa reconhecer e celebrar as trajetórias de quem ocupa esse lugar de memória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o Julho das Pretas propõe reflexões sobre direitos, reconhecimento e reparação histórica, ele nos convida a revisitar mulheres como Maria Felipa e tantas outras que permaneceram anônimas apesar de sua atuação decisiva na guerra por liberdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta delas segue viva e permanece em curso nos cortejos do 2 de Julho, nas festas populares, nos terreiros, nas comunidades do Recôncavo e nas pesquisas que mesmo após duzentos e três anos de independência, continuam recuperando histórias esquecidas pelos registros oficiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes:</strong><strong><br></strong>SANTOS, Lucas Borges dos. Maria Felipa de Oliveira. Resgate da Memória.&nbsp; n.2. jul. 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Viviane Carla Bandeira Santos &amp; Moreira, Andrea de Carvalho. Narrativas Femininas na Independência da Bahia: um caminho para educação antirracista e decolonial. Estudos IAT, Salvador, v.5, Edição Especial Prêmio Luís Henrique Dias Tavares, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRATA, Lívia. Maria Felipa: uma heroína baiana. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Visual) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Viviane Carla Bandeira; MOREIRA, Andréa de Carvalho. <em>Vozes da independência: experiências de mulheres negras na Independência da Bahia</em>. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), 2023.&nbsp;</p>
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		<title>Enquanto o racismo educa em silêncio, a Bahia grita por transformação</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/enquanto-o-racismo-educa-em-silencio-a-bahia-grita-por-transformacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscilla Arantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 19:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Lauro de Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Felipa]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Priscilla Arantes</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Educação infantil baiana protagoniza experiências pioneiras de reparação e pertencimento</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Chegamos ao mês da criança, e confesso: este ano carrega um significado especial pra mim. Sou mãe de uma menina negra de seis anos, e juntas, encerramos um ciclo fundamental da vida dela: a primeira infância. Um ciclo que, para muitas famílias, é sinônimo de descobertas, alegrias e aprendizados; mas que, para famílias negras, também é atravessado pela urgência da proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque sim, a infância negra ainda precisa ser protegida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não falo de proteção física apenas, mas da proteção simbólica, emocional, daquelas que moldam o que uma criança vai acreditar sobre si. De acordo com uma pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (2025),<strong> <a href="https://mundonegro.inf.br/uma-em-cada-seis-criancas-de-ate-6-anos-foi-vitima-de-racismo-no-brasil-maioria-dos-casos-ocorre-em-creches-e-pre-escolas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uma em cada seis crianças de até seis anos no Brasil já foi vítima de racismo</a></strong>. O levantamento mostra que 10% dos cuidadores de crianças até 3 anos afirmam que elas sofreram discriminação racial, e esse número sobe para 21% entre crianças de 4 a 6 anos. Esses números não são apenas dados, são feridas abertas. E elas começam cedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O racismo na primeira infância não chega com gritos ou agressões. Ele se infiltra de forma sutil: nos elogios enviesados, nos silêncios, nas ausências, nas narrativas que ainda romantizam o padrão eurocêntrico de beleza e comportamento. Ele aparece quando a boneca preferida nunca tem o cabelo crespo, quando o livro da escola traz apenas uma cor de pele como protagonista, ou quando a criança aprende — mesmo sem palavras — que o bonito é sempre o outro.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A infância negra sob vigilância</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na minha casa, a vigilância é constante. Os brinquedos são escolhidos com cuidado, as referências negras estão espalhadas por todos os cômodos. Poderia dizer que vivemos em um pequeno quilombo de bonecas e livros. Na TV, evito conteúdos que reforcem padrões coloniais de beleza, preferindo animações neutras, onde ao menos a ausência de estereótipos já é um respiro. Os livros são as minhas maiores aliadas. É ali, entre histórias e ilustrações, que consigo ativar a imaginação e proteger o que considero o bem mais precioso da minha filha: a autoestima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, como toda mãe, há um momento em que o meu olhar não alcança: o tempo que ela passa na escola. E foi exatamente aí que encontrei um dos capítulos mais bonitos e transformadores da nossa jornada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando a escola decide se transformar</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, acreditei que o compromisso racial seria uma luta solitária, travada dentro de casa, entre conversas e reforços diários de identidade. Até perceber que não, educar para a equidade é um dever coletivo, e a escola precisa ser parte ativa desse processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi com esse espírito que encontrei a Escola Villa Criar, localizada em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, a cidade mais negra do Brasil, onde 79,7% da população se autodeclara negra, segundo o Censo de 2022. A Villa Criar é uma instituição construtivista, que segue a abordagem Reggio Emilia, valorizando a escuta, a autonomia e o protagonismo da criança. Um perfil comum para famílias de classe média branca. Mas o que realmente me surpreendeu foi algo mais profundo: a intencionalidade com que a escola decidiu se transformar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando levei minhas inquietações, encontrei uma equipe que já havia desenhado um projeto antirracista robusto. A coordenadora pedagógica, Brisa Marcelino, me disse uma frase que se tornou norteadora:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse é o maior legado que podemos oferecer para as crianças de hoje, que serão os adultos de amanhã. O reconhecimento das raízes africanas presentes na nossa história e o sentimento de pertencimento de quem faz parte direta dela.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa fala resume o que a escola vem colocando em prática: o antirracismo como princípio educativo, não como pauta eventual. Hoje, o projeto da Villa Criar é uma carta de compromisso com a sociedade. A instituição cumpre integralmente as exigências da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e as leis federais 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, e 11.645/2008, que incluiu também a cultura indígena no currículo escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os educadores passam por formações contínuas, recebem materiais atualizados e participam de trocas com profissionais de referência em educação antirracista. As crianças aprendem sobre o continente africano com a mesma naturalidade com que aprendem sobre Portugal,&nbsp; entendendo o Brasil não como uma “descoberta”, mas como o encontro de povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As saídas pedagógicas também são intencionais: a última delas foi uma visita ao Museu Casa do Benin, no Pelourinho, com as turmas de 5 e 6 anos, um mergulho real na ancestralidade e na história viva da nossa cidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando o antirracismo é o centro e não o tema</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mas se a Villa Criar representa uma escola que se <strong>reconstrói com intencionalidade</strong>, há em Salvador uma instituição que nasceu com o antirracismo no DNA: a Escola de Educação Infantil Maria Felipa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idealizada pela escritora e pesquisadora Dra. Bárbara Carine e pela educadora Maju Passos, ambas especialistas em equidade racial e de gênero, a Maria Felipa <strong>é pioneira no Brasil em educação 100% afrocentrada</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu nome homenageia uma mulher negra marisqueira, estrategista e guerreira do Recôncavo Baiano, símbolo de resistência e liderança feminina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lá, cada detalhe do cotidiano escolar, da escolha dos brinquedos ao cardápio, das cores das paredes às metodologias pedagógicas, é pensado a partir da perspectiva afrocentrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Maria Felipa não apenas ensina sobre o continente africano, ela parte dele. É uma escola que propõe uma revolução epistemológica: romper com a ideia de que o conhecimento válido é apenas o produzido sob lentes eurocêntricas. Em vez de adaptar o currículo às pautas raciais, ela faz da cultura afro-brasileira o centro estruturante do aprendizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento, liderado por educadoras baianas, mostra o poder de transformação que a educação pode exercer quando decide ser agente ativo de mudança e não espectadora do racismo estrutural.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A Bahia ensina</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Essas duas experiências, Villa Criar e Maria Felipa, se encontram em pontos diferentes da mesma estrada: a da transformação. Uma representa a coragem da reconstrução intencional dentro de uma estrutura tradicional de ensino. A outra, a ousadia de recriar o mundo a partir das nossas raízes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que ambas provam é que a Bahia não é apenas um território de resistência, é um laboratório vivo de uma nova educação, onde o antirracismo não é conceito, é prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação é, por essência, um caminho sem volta. E quando uma criança negra cresce em um ambiente onde é valorizada, onde se vê representada e respeitada, não há retorno possível para o apagamento. Ela carrega em si o espelho da mudança que o país precisa ver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infância é o alicerce da sociedade que desejamos construir. E se o racismo começa cedo, a revolução também precisa começar cedo, nas escolas, nos livros, nos currículos e nas consciências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, no fim das contas, educar antirracista não é um favor: é uma responsabilidade civilizatória.<em><br><br></em></p>
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