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	<title>Arquivos marcha - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Orgulho Crespo : conheça iniciativas globais que enaltecem o cabelo afro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 00:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[cabelo crespo]]></category>
		<category><![CDATA[marcha]]></category>
		<category><![CDATA[orgulho crespo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Neomisia Silvestre* Na semana passada uma amiga compartilhou empolgada no grupo do WhatsApp que, sozinha, havia terminado o processo de dredar os pr&#243;prios fios crespos a partir de uma t&#233;cnica ensinada por uma blogueira no YouTube. Muito rapidamente, dread &#233; a forma abreviada e em ingl&#234;s de dreadlocks e lock-dread para caracterizar cabelos em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por Neomisia Silvestre</em></strong>* <br><br>Na semana passada uma amiga compartilhou empolgada no grupo do WhatsApp que, sozinha, havia terminado o processo de dredar os próprios fios crespos a partir de uma técnica ensinada por uma blogueira no YouTube. Muito rapidamente, <em>dread</em> é a forma abreviada e em inglês de <em>dreadlocks</em> e <em>lock-dread</em> para caracterizar cabelos em tranças naturais, emaranhados e popularizados pelo movimento judaico-cristão surgido na Jamaica, na década de 1930, entre negros descendentes de africanos escravizados.</p>



<p>Aqui, não falaremos sobre as motivações religiosas e/ou estéticas que envolvem a dedicação, a paciência e o autocuidado dessa amiga mas, sim, de instigar reflexões acerca de como, em pleno século XXI, paradoxalmente, sua própria aparência pode provocar um impacto negativo na vida social e profissional.<br><br>No Estado do Alabama, nos Estados Unidos, em 15 de setembro de 2016, uma lei foi aprovada com o propósito de recusar a contratação de pessoas pelo uso de <em>dreadlocks</em>. Uma lei que viola não só os Direitos Civis de 1964 &#8211; que punham fim aos diversos sistemas estaduais de segregação racial -, mas que também se baseia em estereótipos inerentemente discriminatórios e que trata, de antemão, afro-americanos como sendo impróprios e profissionais menos capacitados e eficientes a partir de um penteado fisiológica e culturalmente associado a esta parcela significativa da população americana.<br><br>Tal fato motivou a criação do World Afro Day (Dia Mundial do Afro), em Londres, idealizado pela produtora de TV Michelle De Leon a fim de criar uma plataforma para celebrar e educar sobre cabelos afro por meio de uma consciência positiva, expressa em eventos anuais e por uma rede educacional mundial com foco na juventude e na infância.<br></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="690" height="506" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Michelle-De-Leon.png" alt="" class="wp-image-22650" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Michelle-De-Leon.png 690w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Michelle-De-Leon-300x220.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Michelle-De-Leon-150x110.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Michelle-De-Leon-573x420.png 573w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Michelle-De-Leon-80x60.png 80w" sizes="(max-width: 690px) 100vw, 690px" /><figcaption>A inglesa Michelle De Leon, criadora do World Afro Day (Dia Mundial do Afro)
Crédito: Divulgação
</figcaption></figure>



<p><br>Diante da aprovação da lei, Michelle relata que queria justamente ressignificar a data e, por isso, escolheu o 15 de setembro de 2017 como marco inicial do World Afro Day, sendo ele um dia de celebração dos cabelos, da cultura e da identidade negra. “Eu sabia que isso [a existência da lei] poderia ser símbolo das atitudes negativas da sociedade em relação aos nossos cabelos e, por isso, a necessidade de mudança”, diz ela.</p>



<p><br>Em seu primeiro ano, a iniciativa foi endossada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, recebeu cobertura internacional e apoio de celebridades, como a Miss USA 2016 Deshauna Barber, o rapper Jidenna e parte do elenco da série Black-ish, criada pelo produtor <a href="https://www.google.com/search?client=safari&amp;rls=en&amp;sxsrf=ALeKk00chO2em7ViWZQ8DiQ21vut--X3Og:1595677082333&amp;q=kenya+barris&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-LWz9U3MDTIqbQwMFHiAnGqLA3KSgq1FLOTrfRLyoAovqAoP70oMdcKSiskF6UmluQXLWLlyU7Nq0xUSEosKsos3sHKCADBxCiMUAAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiwr6ytqOjqAhVsDWMBHTvZDUAQmxMoATAhegQICxAD">Kenya Barris</a>. “Tivemos uma resposta global incrível, mas a cada ano há um desafio para continuar recebendo cobertura. O problema não desapareceu, por isso precisamos manter o foco no nosso trabalho para fazer coisas novas a cada ano. Entendo a mídia e posso usar de minhas habilidades para contribuir, mas é preciso continuar porque sabemos o quanto é importante para a próxima geração”.<br><br>Em 2018, o World Afro Day realizou a campanha &#8220;Mude os fatos, não o afro&#8221;, em que apresentou uma série de cartazes com mulheres negras e estatísticas como: “1 em cada 5 mulheres negras se sente pressionada a alisar os cabelos no âmbito profissional”; e “Apenas 27% se sente confortável em usar dreads para um evento profissional”. A iniciativa alcançou cerca de 6,6 milhões de pessoas e inúmeras menções positivas nas mídias sociais.<br></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="820" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5-820x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22663" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5-820x1024.jpg 820w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5-240x300.jpg 240w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5-120x150.jpg 120w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5-768x960.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5-696x870.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5-336x420.jpg 336w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/campanha-WAD_1_IN_5.jpg 850w" sizes="(max-width: 820px) 100vw, 820px" /></figure>



<p><br><br>A educação é um dos pilares fundamentais do projeto, que desenvolveu um plano de aula para conscientizar alunos e professores e o qual, segundo Michelle, pode ser aplicado em qualquer escola. No ano passado, a ação The Big Hair Assembly recebeu quase 12 mil alunos inscritos em 100 escolas de oito países. Uma de suas embaixadoras é a modelo mirim americana Celai West. Para 2020, diante do contexto da pandemia, o WAD prevê a realização de um evento online que dialogue com iniciativas da Europa, da África e do Brasil, que possivelmente terá a participação da Marcha do Orgulho Crespo e do Encrespa Geral UK.<br><br><br>No que diz respeito às reivindicações dos cabelos naturais como parte da identidade e da beleza negra, Michelle acredita que há um significativo progresso em todo o mundo. E é importante lembrar que o mesmo país que aprova a lei proibindo o uso de <em>dread </em>no local de trabalho, tem em contrapartida Estados como Califórnia, Nova York e Nova Jersey que aprovaram no ano passado a lei Crown &#8211; Create a Respectful and Open Workplace for Natural Hair (“Crie um lugar de trabalho respeitoso e aberto ao cabelo natural”), redigida pela senadora Holly Mitchell, que proíbe, também nas instituições de ensino, a discriminação com base no estilo e na textura do cabelo. Colorado e Virgínia fizeram o mesmo em março e outros 20 Estados apresentaram, em seus respectivos Legislativos, projetos de lei para punir a discriminação contra o cabelo afro.<br></p>



<p><strong>Brasil é crespo</strong></p>



<p>Para a pedagoga mineira Nilma Lino Gomes, importante referência na luta contra o racismo no Brasil nos campos da educação e da antropologia, nos últimos anos o debate, as práticas e a visibilidade sobre o cabelo crespo passaram a ocupar outro lugar na cena política e estética brasileira. &#8220;Quanto mais se acirra o racismo, mais vemos pessoas negras assumirem a diversidade das formas de usar e lidar com a textura crespa dos seus cabelos como uma nova forma recriada de estética: a estética da resistência negra do século XXI. Isso tem possibilitado a muitas mulheres (e homens) se identificarem como negras e com as lutas negras no Brasil e no mundo, reconectando-se consigo mesmas, sua corporeidade e sua ancestralidade&#8221;. <br></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="756" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-756x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22651" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-756x1024.jpg 756w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-221x300.jpg 221w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-111x150.jpg 111w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-768x1040.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-1134x1536.jpg 1134w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-696x943.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-1068x1447.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes-310x420.jpg 310w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/nilma_lino_gomes.jpg 1179w" sizes="(max-width: 756px) 100vw, 756px" /><figcaption>Legenda: A pedagoga Nilma Lino Gomes, professora titular emérita da Faculdade de Educação da UFMG<br>Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<p>Nesse contexto, a Marcha do Orgulho Crespo, movimento nacional criado em São Paulo, em julho de 2015, pelo Blog das Cabeludas e pela Hot Pente, se soma ao debate fomentado e trazido pelo movimento negro brasileiro no final dos anos 1970 ao incentivar a livre expressão do cabelo natural, a representatividade, a autoestima e o empoderamento de negras e negros na sociedade, especialmente por parte de mulheres.<br><br>No Brasil, diante de diversas manifestações de racismo no âmbito social, institucional e virtual &#8211; e a fim de instigar a visibilização de pautas acerca da estética negra a partir dos cabelos crespos/cacheados -, a Marcha do Orgulho Crespo passou a celebrar o 26 de julho como o <strong>Dia do Orgulho Crespo no Estado de São Paulo</strong> por meio da Lei 16.682/2018, em parceria com a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB). A iniciativa também inspirou o Mato Grosso do Sul, que considera o 7 de novembro como o #DiaDoOrgulhoCrespo pela lei 5.206/2018, sancionada pelo deputado Amarildo Cruz (PT). A data escolhida homenageia Karina Saifer de Oliveira, do município de Nova Andradina, que se suicidou aos 15 anos em decorrência de bullying motivado pelo uso dos cabelos alisados.<br><br></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="rb6XTKPPP88"><iframe title="Afro Hair Pride March Brazil - Marcha do Orgulho Crespo Brasil" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/rb6XTKPPP88?start=2&#038;feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>&#8220;O Brasil é um país que se alimenta do racismo presente na sua estrutura. Desde os tempos da escravidão, o cabelo da negra e do negro é tomado como um símbolo identitário com sentidos que tensionam entre si. De um lado, foi (e ainda é) visto como fealdade e animalidade. Do outro, esse mesmo cabelo foi (e ainda é) visto como afirmação e recriação de elementos culturais africanos no Brasil &#8211; característica de resistência construída pelas africanas e africanos escravizados e seus descendentes&#8221;, diz Nilma, atualmente professora titular emérita da Faculdade de Educação da UFMG.<br><br>Ela é autora de &#8220;Sem perder a raiz: Corpo e cabelo como símbolos da identidade negra&#8221;, publicação de 2006 e relançada em 2019 pela editora Autêntica como resultado de sua tese de doutorado. No livro, a pesquisadora percorre salões étnicos de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e registra depoimentos de cabeleireiros e cabeleireiras acerca das percepções sobre o cabelo como expressão e símbolo de resistência cultural, com base nos penteados de origem étnica africana, recriados e re-interpretados como formas de expressão estética e identitária. A análise se debruça e desperta reflexões sobre autoestima, memórias da infância e como a aceitação/rejeição atua no psicológico das mulheres negras.<br><br>&#8220;Ressignificar o lugar, a visão e as interpretações negativas que recaem sobre o cabelo crespo, transformando-as em leituras e narrativas afirmativas, identitárias e de luta é retomar a humanidade roubada das pessoas negras, no contexto do racismo ambíguo brasileiro. Nesse sentido, o <strong>Dia do Orgulho Crespo</strong> é mais do que uma data. Ele é símbolo de reconhecimento e de luta&#8221;, completa ela.<br><br>Desde sua criação, a<strong> Marcha do Orgulho Crespo Brasil</strong> é realizada de forma independente, com mobilização online e redes de apoio em nove Estados que envolvem ativistas, pesquisadores, artistas, oficineiras, blogueiras, influenciadoras, afroempreendedoras e público interessado, com o intuito de inspirar mulheres, homens, jovens e crianças de todas as idades a repensarem e a se reconectarem com suas identidades a partir dos cabelos crespos/cacheados que, para além do estético, pode se tornar também uma ferramenta de posicionamento diante do racismo estrutural.<br><br>E, aqui, reforço: passar pelo processo de transição capilar &#8211; procedimento em que se deixa o cabelo natural crescer até que atinja um comprimento ideal para o chamado<em> big chop</em> e retirar as partes ainda alisadas &#8211; pode, sim, ser ferramenta de posicionamento diante do racismo estrutural, já que o que aparentemente é considerado apenas uma mudança de visual, no fim das contas, revela-se uma mudança de postura. O racismo nos paralisa de muitas formas e ele também perpassa esse aprisionamento estético-capilar: do black power coloridão ao jovem negro e periférico.<br><br>No Orgulho Crespo, ao inspirar esta passagem, tentamos justamente criar um espaço de fortalecimento e coragem para se existir como desejar. Existir como corpo negro, como corpo social, como carta ancestral em qualquer lugar do mundo; é existir na exigência e na demanda cotidiana de coragens. Por isso, enquanto movimento, tentamos ajudar a entender que uma coisa é optar por alisar seu cabelo e outra é entender quais os motivos reais e alienados de se submeter a um processo de mutilação física absolutamente nocivo.<br><br>Diante de uma sociedade que está o tempo todo nos impondo padrões, diante de um contexto de pandemia que nos impede de ir às ruas, ao encontro, deixo meu desejo de que este <strong>Dia do Orgulho Crespo</strong> seja o seu domingo de repouso e skincare, sim, mas que ele também seja banhado de pensamentos que proporcionem um encontro positivo e afetivo com sua autoestima. Celebrar é preciso.<br><br>Aqui, partilho e indico algumas das iniciativas que pautam o cabelo crespo no Brasil e mundo afora.<strong><br><br>Livros</strong><br><br><strong>&#8220;Sem perder a raiz: Corpo e cabelo como símbolos da identidade negra&#8221;</strong>, de Nilma Lino Gomes<br>Autêntica, 2006<br>Sinopse: Na obra, o cabelo é analisado não apenas como parte integrante do corpo individual e biológico, mas, sobretudo, como corpo social e linguagem, como veículo de expressão e símbolo de resistência cultural. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="719" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma-719x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-22656" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma-719x1024.jpeg 719w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma-211x300.jpeg 211w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma-105x150.jpeg 105w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma-768x1093.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma-696x991.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma-295x420.jpeg 295w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa-livro-Nilma.jpeg 994w" sizes="(max-width: 719px) 100vw, 719px" /></figure>



<p><br><br><strong>&#8220;História da beleza negra no Brasil&#8221;,</strong> de Amanda Braga<br>EdUFSCar, 2015<br>Sinopse: O livro rastreia a emergência de pistas que refletem um conceito estético atribuído ao corpo negro, bem como o modo como tais pistas vão assumindo novas verdades na dispersão do tempo histórico. Trata-se, portanto, do desejo de revelar mais sobre a forma como historicamente se leu os signos da beleza negra, fazendo vir à tona um enredo que envolve memórias, exclusões e retomadas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="258" height="390" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-26-at-21.56.49.jpeg" alt="" class="wp-image-22670" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-26-at-21.56.49.jpeg 258w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-26-at-21.56.49-198x300.jpeg 198w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-26-at-21.56.49-99x150.jpeg 99w" sizes="(max-width: 258px) 100vw, 258px" /></figure></div>



<p><br><br><strong>&#8220;Esse cabelo: A tragicomédia de um cabelo crespo que cruza fronteiras&#8221;</strong>, de Djaimilia Pereira de Almeida<br>Leya, 2017<br>Sinopse: Neste romance, a escritora portuguesa nascida em Angola mistura memória, imaginação e crítica social com humor e leveza para discutir temas atuais e fundamentais na atualidade, como racismo, feminismo, identidade e pertencimento. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="345" height="500" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Esse-Cabelo.jpg" alt="" class="wp-image-22657" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Esse-Cabelo.jpg 345w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Esse-Cabelo-207x300.jpg 207w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Esse-Cabelo-104x150.jpg 104w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Esse-Cabelo-290x420.jpg 290w" sizes="(max-width: 345px) 100vw, 345px" /></figure>



<p><br><br><strong>&#8220;Meu crespo é de rainha&#8221;, de Bell Hooks</strong><br>Boitatá, 2018<br>Sinopse: Publicado originalmente em 1999 em forma de poema rimado e ilustrado, a obra da escritora, teórica feminista, artista e ativista social estadunidense Bell Hooks enaltece a beleza dos fenótipos negros, exalta penteados e texturas afro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="435" height="495" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Meu-crespo-é-de-rainha.png" alt="" class="wp-image-22658" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Meu-crespo-é-de-rainha.png 435w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Meu-crespo-é-de-rainha-264x300.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Meu-crespo-é-de-rainha-132x150.png 132w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/capa_Meu-crespo-é-de-rainha-369x420.png 369w" sizes="(max-width: 435px) 100vw, 435px" /></figure>



<p><br><br></p>



<p><strong>Audiovisual</strong><br><br>&#8220;Good Hair&#8221;, 2009<br>Documentário&nbsp;criado e apresentado pelo ator e comediante Chris Rock sobre a cultura do cabelo afro-americano e seu faturamento na indústria de cosméticos.<br>Trailer: www.youtube.com/watch?v=1m-4qxz08So</p>



<p>&#8220;Kbela&#8221;, 2015<br>Olhar da carioca Yasmin Thayná acerca das histórias de transição capilar, resistência e luta de mulheres pelo direito de terem sua beleza natural, sem intervenção da indústria e da opinião da sociedade.<br>Disponível em kbela.org<br><br><strong>&#8220;Das Raízes às Pontas&#8221; (2015)</strong><br>Dirigido por Flora Egéria e com roteiro de Débora Morais, o curta-metragem retrata Luiza, de 12 anos, que compartilha seu amor e orgulho pelo cabelo crespo.<br>Disponível no Vimeo</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="990" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000-990x1024.png" alt="" class="wp-image-22659" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000-990x1024.png 990w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000-290x300.png 290w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000-145x150.png 145w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000-768x794.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000-696x720.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000-406x420.png 406w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/Cartaz-Drap_1000.png 1000w" sizes="(max-width: 990px) 100vw, 990px" /></figure>



<p><br><br><strong>&#8220;Fios da Resistência&#8221; (2018)<br></strong>O documentário produzido por alunos de Midialogia da Unicamp (SP) aborda a formação de novas redes de apoio da negritude na internet; como grupos do Facebook, canais do YouTube e influenciadores se tornaram uma ferramenta fundamental no processo de ressignificação identitária e estética de pessoas negras.<br>Disponível no YouTube<br></p>



<p><br><strong>&#8220;Felicidade por um fio&#8221; (2018)</strong><br>Baseada no livro &#8220;Nappily Ever After&#8221;, de Trisha Thomas, o filme mostra o percurso de uma bem-sucedida executiva que muda sua concepção de mundo ao decidir raspar os cabelos.<br>Disponível na Netflix</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="691" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-691x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22660" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-691x1024.jpg 691w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-203x300.jpg 203w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-101x150.jpg 101w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-768x1138.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-1037x1536.jpg 1037w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-1382x2048.jpg 1382w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-696x1031.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-1068x1582.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211-284x420.jpg 284w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/2182211.jpg 1400w" sizes="(max-width: 691px) 100vw, 691px" /></figure>



<p><strong>&#8220;Enraizadas&#8221; (2019)</strong><br>Dirigido por Juliana Nascimento e Gabriele Roza, o filme investiga a tecedura dos fios capilares em tranças nagôs como um processo não restrito à beleza estética, mas também de renovação dos afetos, de resistência e reafirmação da identidade negra.<br>Ainda não disponível. <br><br><strong>&#8220;Hair Love&#8221;, 2019</strong><br>Produzido e dirigido por Matthew A. Cherry., o curta-metragem estadunidense  recebeu o Oscar 2020 de melhor animação ao apresentar a relação de um pai que penteia o cabelo de sua filha pela primeira vez.<br>Disponível no YouTube</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="675" height="1000" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/GoldenGlobes2020HairLove.jpg" alt="" class="wp-image-22661" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/GoldenGlobes2020HairLove.jpg 675w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/GoldenGlobes2020HairLove-203x300.jpg 203w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/GoldenGlobes2020HairLove-101x150.jpg 101w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/07/GoldenGlobes2020HairLove-284x420.jpg 284w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /></figure>



<p><br><br>&#8220;Self Made: A vida e a história de Madam C.J. Walker (2020)<br>Interpretada por Octavia Spencer, a série de quatro episódios retrata a história da ativista social e primeira mulher a se tornar milionária nos Estados Unidos a partir de sua linha de produtos capilares e cosméticos para mulheres negras.<br>Disponível na Netflix<strong><br><br>Festivais</strong><br><br><strong>Natural Hair Academy &#8211; Paris</strong><br>Desde 2011, no primeiro final de semana de junho, o festival celebra o cabelo natural e se consolida como o maior evento europeu dedicado à beleza negra.<br>Vem ver: <a href="https://www.facebook.com/watch/?v=1194732853980161">https://www.facebook.com/watch/?v=1194732853980161</a><br><a href="https://nhaparis.com">https://nhaparis.com</a></p>



<p><strong><br>CurlFest &#8211; Brooklyn, Nova York</strong><br>Realizado pelo Curly Girl Collective, fundado em 2011, com o intuito de fazer com que mulheres de cabelos com textura natural se sintam bonitas e celebradas. São pioneiras no movimento natural dos cabelos ao conectarem mulheres em eventos que estimulam e atraem os principais influenciadores da beleza afro-americana.</p>



<p><br>Vem ver:<br>https://www.curlfest.com</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="t3R_cShqKT4"><iframe title="CURLFEST® ATL 2019 —Sizzle video—Curly Girl Collective’s Natural Beauty Festival" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/t3R_cShqKT4?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p><br><br><strong>CurlyTreats Fest – Londres</strong><br>Realizado desde 2017, o maior evento natural de cabelos crespos e cacheados da Inglaterra é realizado a fim de capacitar, educar e enaltecer a beleza negra.<br><br>www.curlytreats.co.uk<br><br><strong>Encrespa Geral – Brasil</strong><br>Instituto de promoção humana de desenvolvimento social e cultural voltado à diversidade racial e cultural brasileira criado por Eliane Serafim, em 2013, prima pelo empoderamento feminino por meio da valorização e da difusão do orgulho do cabelo cacheado e crespo. Realiza eventos anuais de alcance nacional e internacional.<br></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="c1wK3uZ8gBM"><iframe title="Encrespa Geral reúne milhares de pessoas e incentiva o uso do cabelo crespo  natural em BH" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/c1wK3uZ8gBM?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p><br>encrespageral.com.br<br><br><strong>Para acompanhar:<br><br>Estados Unidos &#8211;</strong> Criada pelos afro-americanos <a rel="noreferrer noopener" href="http://instagram.com/lindseydayy" target="_blank">Lindsey Day</a> e <a rel="noreferrer noopener" href="http://instagram.com/kxngcrwn" target="_blank">Nkrumah Farrar</a>, a revista Crown Mag promove um diálogo progressivo em torno do cabelo natural e das mulheres que o utilizam a partir da perspectiva de um novo padrão de beleza ao documentar de maneira impressa e tangível. Sua última edição traz a atriz, escritora, cineasta e produtora norte-americana Issa Rae, da série &#8220;Insecure&#8221;.<br>www.crwnmag.com<br><br><strong>África &#8211;</strong> A artista africana @laetitiaky, da Costa do Marfim, usa a versatilidade de seu cabelo crespo para, literalmente, criar esculturas capilares e passar uma mensagem aos seus seguidores no Instagram.<br><br></p>



<p><strong>França &#8211;</strong> O coletivo de mulheres SciencesCurls, presidido pela jovem Réjane Pacquit, discute o cabelo crespo e cacheado no âmbito acadêmico, dentro do Instituto de Estudos Políticos de Paris &#8211; IEP, a Sciences Po Paris, instituição pública de ensino superior especializada nas áreas de Ciências Humanas e Sociais. Adendo para refletir: na França, é comum ver salões que oferecem <em>lissage brésilien </em>(alisamento brasileiro).<br>www.facebook.com/sciencescurls<br><br><strong>Inglaterra &#8211;</strong> O Curlture é uma plataforma online criada em 2014 pelas londrinas Trina Charles e Jay-Ann Lopez com o objetivo de capacitar mulheres negras. Inicialmente se concentrava em cuidados com os cabelos naturais, mas atualmente abrange tópicos como moda, viagens, produtos para a pele, decoração e afroempreendedorismo.<br>www.curlture.co.uk<br><br><strong>Espanha &#8211;</strong> Criado pela modelo Awanda Perez, em Madrid, o Go Natural Spain promove o direito e o orgulho dos cabelos naturais a partir de dicas e inspirações para o uso do cabelo afro. Este movimento e também os dias da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, criado em julho de 1992, e o 25 de julho, Dia Nacional de Tereza de Bengela, líder quilombola que viveu no Mato Grosso durante o século XVIII, inspiraram a realização da 1ª Marcha do Orgulho Crespo Brasil.<br><a href="http://www.awandaperez.com">www.awandaperez.com</a><br><br>* Neomisia Silvestre é jornalista, escritora e agitadora cultural. Soma atuações em projetos artísticos e socioculturais de juventude e periferia, teatro e dança, TV e produçāo de eventos. É uma das idealizadoras da Hot Pente e uma das criadoras do movimento nacional Marcha do Orgulho Crespo Brasil, desde 2015<br><br></p>
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		<title>Taís Araujo convoca brancos e negros para a Marcha das Negras no RJ</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/tais-araujo-convoca-populacao-para-iii-marcha-das-mulheres-negras-no-rj/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jul 2017 17:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[marcha]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[tais araújo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Dia 30 de Julho tem a &#8216;Marcha da Mulher Negra contra o racismo, a viol&#234;ncia e pelo bem viver&#8217;. Dia 30 de Julho, no Posto 4, em Copacabana, as mulheres negras marchar&#227;o em defesa dos seus direitos e por suas comunidades&#8221;, assim come&#231;a a fala de&#160; Ta&#237;s Ara&#250;jo, convocando todos e todas a estarem presente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Dia 30 de Julho tem a ‘Marcha da Mulher Negra contra o racismo, a violência e pelo bem viver’. Dia 30 de Julho, no Posto 4, em Copacabana, as mulheres negras marcharão em defesa dos seus direitos e por suas comunidades”, assim começa a fala de  Taís Araújo, convocando todos e todas a estarem presente na “III Marcha das Mulheres Negras” que acontece no Rio de Janeiro.</p>
<p>Taís continua: “Você não é negra? Não tem problema, não; vem junto! Uma sobe e puxa a outra”, não coincidentemente, estas são as duas hash tags da marcha em 2017: #VemJunto e #UmaSobeEPuxaAOutra</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6427 aligncenter" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2017/07/Marcha-mulheres-negras-RJ1-300x175.jpg" alt="" width="495" height="289" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/Marcha-mulheres-negras-RJ1-300x175.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/Marcha-mulheres-negras-RJ1-150x88.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/Marcha-mulheres-negras-RJ1-696x406.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/Marcha-mulheres-negras-RJ1.jpg 720w" sizes="(max-width: 495px) 100vw, 495px" /></p>
<p>O evento terá inicio às 9h da manhã, com concentração na praia de Copacabana, Posto 4. A caminhada seguirá pela Avenida Atlântica, em direção a praça do Leme. As 10h haverá exposição de afroempreendedores e às 14h, roda de samba.</p>
<p>Confirme sua presença e saiba mais da Marcha pelo<strong> <a href="https://www.facebook.com/3marchadasmulheresnegras2017/" target="_blank" rel="noopener">evento</a></strong> aberto no Facebook. E assista ao convite da atriz Taís Araújo:</p>
<p><iframe title="III Marcha das Mulheres Negras 2017    Atriz Taís Araújo" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/5lTu_Vk8g_g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>“Marcha de Mulheres Negras e Indígenas” acontece dia 25 de julho em São Paulo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/marcha-de-mulheres-negras-e-indigenas-acontece-dia-25-de-julho-em-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 19:59:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade]]></category>
		<category><![CDATA[marcha]]></category>
		<category><![CDATA[mulher indígena]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[são Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 25 de julho &#233; comemorado o dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. O dia foi estabelecido como um marco na luta das mulheres negras por justi&#231;a e igualdade social. Aproveitando esta data o coletivo independente &#8220;Marcha das Mulheres Negras de S&#227;o Paulo&#8221; convoca a popula&#231;&#227;o para a &#8220;Marcha de Mulheres [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 25 de julho é comemorado o dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. O dia foi estabelecido como um marco na luta das mulheres negras por justiça e igualdade social.</p>
<p>Aproveitando esta data o coletivo independente “Marcha das Mulheres Negras de São Paulo” convoca a população para a “Marcha de Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós, pelo bem viver”.</p>
<p>O coletivo ajudou a construir a “Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a violência e pelo Bem Viver”, que levou cerca de 50.000 mulheres a Brasília. Também foi responsável por organizar esta marcha, pela primeira vez, na cidade de São Paulo, em 2016, também no dia 25 de Julho, levando mais de 3.000 mulheres pelas ruas do centro da cidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6404 aligncenter" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2017/07/19990522_10155454021014043_7829548285261828926_n-300x158.jpg" alt="" width="392" height="206" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/19990522_10155454021014043_7829548285261828926_n-300x158.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/19990522_10155454021014043_7829548285261828926_n-150x79.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/19990522_10155454021014043_7829548285261828926_n-768x404.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/19990522_10155454021014043_7829548285261828926_n-696x366.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/19990522_10155454021014043_7829548285261828926_n-798x420.jpg 798w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/07/19990522_10155454021014043_7829548285261828926_n.jpg 960w" sizes="(max-width: 392px) 100vw, 392px" /></p>
<p>O objetivo da marcha é que, unida, a população lute por uma sociedade igualitária, livre de racismo, machismo, luta de classe, fobias e ódios de todas as ordens; uma vez que o movimento acredita que as mulheres, em especial as mulheres negras, sempre foram protagonistas dos movimentos por mudanças sociais.</p>
<p>A “Marcha de Mulheres Negras e Indígenas” terá concentração na Praça Roosevelt, a partir das 17h, no dia 25 de julho. O ato contará com as presenças do grupo Ilú Obá De Min, LuanHansen, Mc Sophia, Levante Mulher, roda de Capoeira e Jongo, além de diversas intervenções artísticas e falas de Coletivos. Encerramento no Largo do Paissandu.</p>
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		<title>“Vários setores são culpados por essa situação”, afirma o líder do protesto que reuniu 2 mil pessoas no RJ</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/varios-setores-sao-culpados-por-essa-situacao-afirma-o-lider-do-protesto-contra-a-morte-de-jovens-negros-que-reuniu-2-mil-pessoas-no-rj/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2015 16:59:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio]]></category>
		<category><![CDATA[jovens negros]]></category>
		<category><![CDATA[marcha]]></category>
		<category><![CDATA[passeata]]></category>
		<category><![CDATA[polícia militar]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luto, indigna&#231;&#227;o e desamparo pol&#237;tico. Uma marcha composta em maior parte de pessoas negras, vestindo roupas pretas percorreu as ruas do bairro de Madureira no Rio de Janeiro, para protestarem rep&#250;dio &#224; morte de 5 jovens negros fuzilados dentro de um carro, pela pol&#237;cia militar do Rio de Janeiro e alertar para o que os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Luto, indignação e desamparo político. Uma marcha composta em maior parte de pessoas negras, vestindo roupas pretas percorreu as ruas do bairro de Madureira no Rio de Janeiro, para protestarem repúdio à morte de 5 jovens negros fuzilados dentro de um carro, pela polícia militar do Rio de Janeiro e alertar para o que os participantes definem de “genocídio da juventude negra” visto que a chance de um jovem negro ser assassinado é quase quatro vezes maior do que a de um jovem branco.</p>
<p><figure style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://scontent-mia1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xfp1/t31.0-8/12304444_1029379733810992_7916281062632855378_o.jpg" alt="" width="1080" height="718" /><figcaption class="wp-caption-text">Foto: Michele Teixeira</figcaption></figure></p>
<p>O organizador do evento, o estudante de publicidade Bruno Rico de 29 anos, se mostrou satisfeito com a adesão do público.  “Na saída do ato começamos com um público menor, mas conforme fomos seguindo, fomos convocando as pessoas na rua e no ápice do protesto eu calculo umas 2 mil pessoas, descreve Rico. A mães das vítimas também estavam presentes em um evento que Bruno define como um momento de solidariedade e conscientização.</p>
<p><figure id="attachment_4075" aria-describedby="caption-attachment-4075" style="width: 523px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/Arquivo-04-12-15-14-44-34.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-4075 size-full" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/Arquivo-04-12-15-14-44-34.jpeg" alt="Arquivo 04-12-15 14 44 34" width="523" height="742" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/Arquivo-04-12-15-14-44-34.jpeg 523w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/Arquivo-04-12-15-14-44-34-106x150.jpeg 106w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/Arquivo-04-12-15-14-44-34-211x300.jpeg 211w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/Arquivo-04-12-15-14-44-34-296x420.jpeg 296w" sizes="(max-width: 523px) 100vw, 523px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4075" class="wp-caption-text">Bruno Rico que criou o ato pelo Facebook. &#8220;Todos somos responsáveis pelo o que aconteceu.&#8221; (Foto:Arquivo pessoal).</figcaption></figure></p>
<p>“Vendo o povo na rua se sentindo incomodado, muda, mesmo que indiretamente, a mentalidade do policial, do Estado como um todo e também da sociedade. Diversos setores são culpados por essa situação. Não só quem atirou diretamente”, destaca o estudante que também é escritor.</p>
<p><strong>Engajamento político do homem negro</strong></p>
<p>Seja para defender o cabelo crespo, seja para protestar contra a violência e machismo, milhares de mulheres negras foram as ruas em 2015. E o homem negro brasileiro, se preocupa com as questões raciais?</p>
<p>“ A opressão contra a mulher negra é mais forte talvez por isso elas tenham mais esse sentido de luta. O homem negro, apesar de ter muitos conscientes e focados, deveria se envolver mais. Mas sinto que essa falta de envolvimento é uma coisa da nossa sociedade em geral” diz o escritor.</p>
<p><figure style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/t31.0-8/12309726_1029379897144309_653082235634890780_o.jpg" alt="" width="1080" height="718" /><figcaption class="wp-caption-text">Foto: Michele Teixeira</figcaption></figure></p>
<p>Bruno explica que as pessoas ficam surpresas quando ele diz que não é filiado a nenhum coletivo ou partido político. “As pessoas acham que essas ações deveriam partir dessas áreas, mas essas manifestações deveriam nascer do povo. Eu não quero ser líder. A causa é coletiva”, finaliza o futuro publicitário.</p>
<p><strong>Cobrando das autoridades</strong></p>
<p>Hoje haverá um novo protesto no Palácio Guanabara, sede do Governo Estadual do Rio de janeiro, a partir das 17h.</p>
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		<title>Redes sociais organizam marchas de protesto contra a morte de jovens negros</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/juventunegraemperigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2015 19:20:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[homicídio]]></category>
		<category><![CDATA[jovens negros]]></category>
		<category><![CDATA[marcha]]></category>
		<category><![CDATA[polícia militar]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2012, 56.000 pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30.000 s&#227;o jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% s&#227;o negros. As estat&#237;sticas ganham rosto e nome em casos como o do &#250;ltimo dia 28 de novembro, onde 5 jovens negros entre 16 e 25 anos foram fuzilados, dentro de um carro, rumo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2012, 56.000 pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30.000 são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, <strong><span style="color: #ff0000;">77%</span> <span style="color: #ff0000;">são negros.</span></strong></p>
<p>As estatísticas ganham rosto e nome em casos como o do último dia 28 de novembro, onde 5 jovens negros entre 16 e 25 anos foram fuzilados, dentro de um carro, rumo a uma festa pare comemorar o dia do pagamento, com 111 tiros por policiais militares do 41º BPM (Irajá.)</p>
<p><figure id="attachment_4053" aria-describedby="caption-attachment-4053" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/jovensmortos2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-4053 size-full" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/jovensmortos2.jpg" alt="jovensmortos2" width="720" height="642" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/jovensmortos2.jpg 720w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/jovensmortos2-150x134.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/jovensmortos2-300x268.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/jovensmortos2-696x621.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/jovensmortos2-471x420.jpg 471w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4053" class="wp-caption-text">Wilton Esteves Domingos Júnior, 20 anos, Wesley Castro Rodrigues, 25 anos, Cleiton Corrêa de Souza, 18 anos e Carlos Eduardo da Silva de Souza, 16 anos. (Imagem Facebook) Roberto de Souza Penha, 16 anos.</figcaption></figure></p>
<p>“O Brasil é o país com o maior número de homicídios no mundo, e essa violência letal atinge majoritariamente os jovens negros moradores das favelas e periferias. Os jovens negros são também a principal vítima de homicídios por parte da polícia. E muito pouco tem sido feito para mudar esse quadro. Isso é inaceitável. As autoridades brasileiras – desde o nível local até o nacional – precisam encarar esta realidade com a urgência e a prioridade que a situação exige”, explica Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia Internacional.</p>
<p><strong>Redes sociais organizam protestos nas ruas</strong></p>
<p>Conscientes que hashtags e mudanças de foto de perfil não são suficientes para chamar a atenção de governo e sociedade sobre o assassinato dos jovens pela polícia, alguns grupos estão organizando marchas e atos de protestos nas ruas. Bruno Ricco que organiza o evento no Rio que já conta quase 3 mil de presenças confirmadas pelo Facebook pede que todos vão de branco e evitem bandeiras e camisetas partidárias.</p>
<p><strong><span style="color: #ffffff; background-color: #ff0000;">São Paulo</span></strong></p>
<p><strong>Quinta-feira: 03/12</strong><br />
A partir das 17h<br />
Local: Vão do MASP (Museu de Artes de São Paulo)<br />
<a href="http://on.fb.me/1XHEdbq">http://on.fb.me/1XHEdbq</a></p>
<p><strong>Domingo:06/12</strong><br />
A partir das 10h<br />
Local: Av. Paulista,900 (em frente à Gazeta).<br />
<a href="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/atosp.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-4054" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/atosp-709x1024.jpg" alt="atosp" width="640" height="924" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp-709x1024.jpg 709w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp-104x150.jpg 104w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp-208x300.jpg 208w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp-768x1110.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp-696x1006.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp-1068x1544.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp-291x420.jpg 291w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atosp.jpg 1417w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #ffffff; background-color: #ff0000;">Rio de Janeiro</span></strong></p>
<p><strong>Quinta-feira 03/12</strong><br />
A partir das 17h<br />
Local: Viaduto Negrão de Lima, em Madureira</p>
<p><strong>Sexta-feira: 04/12</strong><br />
A partir das 17h<br />
Local:Palácio do Guanabara<br />
Rua Pinheiro Machado (sem número), Laranjeiras</p>
<p><a href="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/atoRJ.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4056" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/atoRJ.jpg" alt="atoRJ" width="417" height="591" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atoRJ.jpg 279w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atoRJ-106x150.jpg 106w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atoRJ-212x300.jpg 212w" sizes="(max-width: 417px) 100vw, 417px" /></a></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff; background-color: #ff0000;">Distrito Federal</span></strong></p>
<p>Quinta-feira 03/12<br />
A partir das 17h<br />
Local: Concentração no Conic e caminhada pela Rodoviária do Plano Piloto.</p>
<p><a href="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/atodf.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4057" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/atodf.jpg" alt="atodf" width="846" height="960" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atodf.jpg 846w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atodf-132x150.jpg 132w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atodf-264x300.jpg 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atodf-768x871.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atodf-696x790.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/atodf-370x420.jpg 370w" sizes="(max-width: 846px) 100vw, 846px" /></a></p>
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		<title>O movimento #BlackLivesMatter ecoa no Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-movimento-blacklivesmatter-ecoa-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2015 02:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[marcha]]></category>
		<category><![CDATA[protestos]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais da metade dos 200 milh&#245;es brasileiros se identificam como negro ou negra. Todos os dias, 82 jovens brasileiros s&#227;o mortos, 77% desses jovens s&#227;o negros. Na selva de pedra de S&#227;o Paulo, os jovens negros s&#227;o tr&#234;s vezes mais sujeitos a serem mortos por viol&#234;ncia policial do que os jovens brancos. &#160; Por&#160;Katherine Jinyi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mais da metade dos 200 milhões brasileiros se identificam como negro ou negra. Todos os dias, 82 jovens brasileiros são mortos, 77% desses jovens são negros. Na selva de pedra de São Paulo, os jovens negros são três vezes mais sujeitos a serem mortos por violência policial do que os jovens brancos.</strong></p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="PZczek_eYv0"><iframe title="Black in Brazil" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/PZczek_eYv0?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por <a href="http://www.seattleglobalist.com/author/katherine-jinyi-li">Katherine Jinyi Li</a> *</p>
<p>Nos últimos anos, o movimento americano #BlackLivesMatter colocou a questão de violência racista da policia na primeira pauta dos meios de comunicação social e política. Ao outro lado do Hemisfério, as vozes negras do Brasil estão plantando as suas próprias sementes de um apelo crescente à justiça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A questão não é de copiar [os americanos] mas de ver o que fazem, o que dá certo, ficar observando e tentar adaptar isso a nossa realidade brasileira,” diz Silvia Nascimento, fundadora da primeira mídia negra no Brasil, Site Mundo Negro, que proclama uma visão pro-africana de negritude universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Eles têm uma história de luta que precede a nossa &#8211; no Brasil a escravidão acabou muito tempo depois,” Nascimento nos lembra. “Estamos em um grau de desenvolvimento agora que reflete muitas coisas que já aconteceram nos EUA nos anos 60, 70.”</p>
<p><figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://test-seattle-globalist.pantheon.io/wp-content/uploads/2015/09/Brazil-Black-Lives-Matter-.jpg" alt="" width="800" height="533" /><figcaption class="wp-caption-text">(Manifestante na  Marcha contra o genocídio da juventude negra, São Paulo, 2014. Crédito da foto: Katherine Jinyi Li.)</figcaption></figure></p>
<p>Quando considera o movimento #BlackLivesMatter, Nascimento ressalta uma força altamente qualificada de professores, advogados, políticos, jornalistas, e atores negros que apoia o movimento construído de protestos de rua e as redes sociais de massa. No Brasil, ainda um pais em desenvolvimento, essa mobilidade socioeconômica ainda está no processo de ser fortalecida para os negros, que só constituem 6.3% de todos os alunos no ensino superior.</p>
<p><figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://test-seattle-globalist.pantheon.io/wp-content/uploads/2015/09/Brazil-Black-Lives-Matter-2.jpg" alt="" width="800" height="533" /><figcaption class="wp-caption-text">Sheila de Carvalho no escritório da Conectas na Avenida Paulista, 2015. Crédito da foto: Katherine Jinyi Li</figcaption></figure></p>
<p>Mais do que um movimento de protesto de rua, os negros brasileiros levantam a dignidade negra através de mídias independentes e marchas pacíficas. Negros brasileiros saem às ruas todo ano na Marcha contra o Genocídio da Juventude Negra e a Marcha das Mulheres Negras. Estas marchas estão rigorosamente vigiadas pela policia mas ficam relativamente pacíficas, não como os confrontos violentos entre os manifestantes negros e os policiais americanos nos protestos #BlackLivesMatter.</p>
<p><figure id="attachment_3076" aria-describedby="caption-attachment-3076" style="width: 567px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3076 size-full" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/projeto-mn/wp-content/uploads/2015/09/devin-allen-TIME-blm.jpg" alt="devin allen TIME blm" width="567" height="756" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/09/devin-allen-TIME-blm.jpg 567w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/09/devin-allen-TIME-blm-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/09/devin-allen-TIME-blm-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/09/devin-allen-TIME-blm-315x420.jpg 315w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /><figcaption id="caption-attachment-3076" class="wp-caption-text">Capa da revista TIME dos protestos #BlackLivesMatter em Baltimore, 2015. Crédito da foto: Devin Allen.)</figcaption></figure></p>
<p>O primeiro censo racial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) esse ano revelou que 85% dos juízes e 78% dos advogados no Brasil são brancos, que condenam uma população carceraria que é 67% negra.</p>
<p>“Essa proposta de ter políticas de ação afirmativa no sistema de justiça vai deixar a carreira mais representativa da sociedade… e trazer pessoas que entendam os problemas que a sociedade tem,&#8221; diz de Carvalho. “Esses juízos [das políticas de ação afirmativa] acabam trazendo uma diversidade de vivências que juízos que tiveram mais privilégios não tenham visto.&#8221;</p>
<p>De Carvalho lembra de ser a única aluna negra em uma sala de mais de 100 na Faculdade de Direito na Mackenzie. “Aqui no Brasil você entra em um espaço de ‘elite&#8217; e você não vê a figura de uma pessoa negra &#8211; uma ausência de negros que já foi normalizada na nossa sociedade,” ela explica.</p>
<p>Brasileiros negros muitas vezes mostram saber pouco sobre sua própria história no ensino fundamental. Sem falar das batalhas dos heróis ex-escravos que lutaram para as comunidades negras, as escolas veneram os colonizadores e imigrantes brancos (igual à narrativa histórica ensinada nas escolas americanas). Como resultado, muitas referências do empoderamento negro no Brasil vêm dos EUA ou da África.</p>
<p>Comparado ao Brasil, os negros americanos já conseguiram construir uma fortaleza na conversa da nossa geração. Referencias desde Obama a Oprah, Malcolm X a Muhammed Ali, Angela Davis a Beyoncé, Black Panthers e #BlackTwitter e tudo demais, os negros lideram os americanos em uma diversificação das vozes na mídia de massas e no espaço político.</p>
<p>Para os negros na America Latina, uma identidade negra solidária ainda está obscura pela lenda colonial de miscegenação. Ex-presidente FHC que disse a famosa frase “Também tenho um pé na cozinha,” se declarando descendente de escravos apesar da sua óbvia brancura e pertencimento à classe elite. Depois negando ter falado a frase, Cardoso ainda assim deu o exemplo perfeito da ficção latina que o racismo não existe porque todos nós somos “um pouco negro”.</p>
<p>Na realidade, o racismo segue sendo a guia das normas sociais entre os negros e os brancos no Brasil. Tula Pilar, poetisa autodidata e ex-trabalhadora doméstica, escreve frequentemente sobre o abuso das suas empregadoras brancas. “Tiravam os cadernos das minhas mãos, rasgavam e falavam que estudar não era para as pessoas como eu,” ela recorda.</p>
<p>Ainda hoje, uma poeta reconhecida com aparências frequentes na mídia, Pilar enfrenta discriminação no mundo artístico. “Quando vou nos saraus no centro, eles me param na porta e me perguntam o que eu estou fazendo lá enquanto os brancos entram sem problema. Mas depois eu entro no palco e essas mesmas pessoas conseguem até chorar com as minhas poesias.”</p>
<p><figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://test-seattle-globalist.pantheon.io/wp-content/uploads/2015/09/Brazil-Black-Lives-Matter-3.jpg" alt="" width="800" height="533" /><figcaption class="wp-caption-text">Tula Pilar Ferreira, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), 2015. Crédito da foto: Katherine Jinyi Li</figcaption></figure></p>
<p>A mãe da Pilar, também uma trabalhadora doméstica, também não apoiou os sonhos de perseguir os seus estudos: “Minha filha, somos negros, pobres &#8211; não fica sonhando que o nosso mundo é outro!”</p>
<p>Hoje, Pilar organiza saraus “eróticos&#8221; para as mulheres na periferia. Ela ensina os seus filhos de usar os seus turbantes com orgulho e de dialogar com a policia sabendo dos seus direitos.</p>
<p>“Se amar, se aceitar é um ato político em si,” diz Nascimento sobre a ênfase cultural no Site Mundo Negro. “A geração da minha mãe, da minha avó abaixaram as cabeças, mais as minha filhas não irão.&#8221;</p>
<p><em>*Katherine Jinyi Li é uma jornalista americana morando no Brasil, cobrindo temas de luta comunitária, empreendedorismo local e justiça racial.</em></p>
<p><em>Essa reportagem foi publicada pela primeira vez no site americano <a href="http://www.seattleglobalist.com/">The Seatle Globalist </a></em></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-movimento-blacklivesmatter-ecoa-no-brasil/">O movimento #BlackLivesMatter ecoa no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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