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	<title>Arquivos lançamento de livro - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 22 Jun 2026 20:24:40 +0000</lastBuildDate>
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		<title>No livro “14 de Maio”, Hélio Santos contesta o colorismo com dados e defende a união entre pardos e pretos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/helio-santos-contesta-colorismo-dados-novo-livro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:53:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[14 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Colorismo]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista, o intelectual Hélio Santos detalha seu novo livro '14 de Maio' e defende a união essencial entre pretos e pardos contra o racismo. Confira!</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/helio-santos-contesta-colorismo-dados-novo-livro/">No livro “14 de Maio”, Hélio Santos contesta o colorismo com dados e defende a união entre pardos e pretos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Em entrevista ao Mundo Negro, um dos maiores intelectuais da questão racial no Brasil fala sobre sua nova obra, “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo”</em></p>



<p>Temas ligados à questão racial são sempre garantia de engajamento nas redes sociais, com debates acalorados, julgamentos e acusações. Quando falamos de um país negro como o Brasil, falta discutir soluções embasadas em dados e em fatores históricos, por meio de conteúdos que reconheçam que a questão racial não deve ser tratada nesses fóruns públicos a partir de experiências pessoais, e sim como uma luta coletiva por igualdade.</p>



<p>Hélio Santos, um dos nomes mais importantes para a reflexão sobre o Brasil negro na perspectiva social e econômica, traz em sua nova obra, <em>14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo</em>, um conteúdo precioso e necessário. É a contribuição de quem viveu e estudou a negritude com profundidade e produz uma literatura ancorada em dados cruzados com aspectos históricos e políticos.</p>



<p>“Conclamo pessoas pardas e pretas, das mais diferentes tonalidades, a permanecermos juntas. Somos uma mesma família. Se não bastassem os dados socioeconômicos que nos vinculam como grupo historicamente discriminado, temos barreiras históricas, psicológicas e políticas a superar, e só as superaremos juntos. Não nos iludamos”, reflete o intelectual.</p>



<p>Santos é doutor em administração pela FEA-USP, professor e escritor. Pesquisador e ativista da questão racial, publicou o livro <em>A busca de um caminho para o Brasil: a trilha do círculo vicioso</em> (2000). Tem colaborado com diversas organizações da sociedade civil voltadas à equidade racial, como Oxfam Brasil, Instituto Ethos, Fundo Baobá e Pacto pela Democracia, entre outras. Atualmente, preside o Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra). É também Doutor Honoris Causa pela UFBA.</p>



<p>“Eu me formei ouvindo intelectuais negros como o professor Hélio Santos. A vida me deu a sorte de ser um de seus milhões de aprendizes”, diz o rapper Emicida no prefácio do livro.</p>



<p>Nesta entrevista, concedida à nossa editora-chefe Silvia Nascimento, ele explica a proposta da obra e fala sobre a influência das redes sociais nas lutas coletivas da comunidade negra, o impacto econômico do racismo e o pardismo, tema ao qual dedicou um capítulo completo do livro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="433" height="650" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55.png" alt="" class="wp-image-96341" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55.png 433w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-200x300.png 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-100x150.png 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-280x420.png 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-150x225.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-300x450.png 300w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /></figure>
</div>


<p><strong>14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo terá um evento especial de lançamento em São Paulo:</strong></p>



<p>Data: 23 de junho de 2026 (terça-feira)</p>



<p>Horário: 19h</p>



<p>Local: Itaú Cultural — Av. Paulista, 149, Bela Vista, São Paulo (SP)</p>



<p>Ingressos: retirada a partir da data do evento, às 12h, pelo site do Itaú Cultural (<a href="https://www.instagram.com/itaucultural/">@itaucultural</a>). Limite de 2 ingressos por pessoa.</p>



<p><strong>1) Professor, o título do livro fala sobre o dia após a abolição, considerado “o mais longo da História”. Sua obra analisa o Brasil destacando o papel do movimento negro nas conquistas do nosso povo. Tenho a impressão de que a Geração Z, massivamente digital, por vezes desmerece antigas conquistas e cria teorias sobre questões que são consenso entre nossos acadêmicos e ativistas mais maduros. As redes sociais, na sua visão, têm contribuído para nossas lutas ou mais confundido?</strong></p>



<p>O 14 de maio é uma alegoria que trabalho há muito tempo e, de fato, é um dia que ainda temos conosco. É o dia mais longo, e dele restam pedaços em qualquer cidade do país a que a gente vá. O livro tem um componente histórico, sem dúvida. É memória do movimento negro. Mas não abrimos mão de ser propositivos. Apresentamos sugestões e encaminhamentos, até porque acreditamos que as políticas afirmativas pontuais se esgotaram. Elas precisam alcançar outro patamar.</p>



<p>Sobre as redes sociais: a profusão de narrativas pulverizadas por essa revolução digital é um instrumento com que a minha geração não contou, mas que precisa se tornar uma ferramenta eficaz, e não um mero painel exibicionista. Proponho a ideia de desenvolvermos influenciadores orgânicos, aqueles e aquelas que trazem uma pegada que fortalece a autoestima e que buscam o empoderamento educacional, econômico e político.</p>



<p>Eu gosto da Geração Z. As pessoas mais velhas dessa geração ainda não têm 30 anos. São proativos, inovadores, gostam de causas, e já nascem na época da internet. Acredito que um jovem negro periférico tem condições de ser um influenciador orgânico, e isso é inovador. Hoje temos poucos. Algumas pessoas imaginam que ter milhões ou centenas de milhares de seguidores é, por si só, relevante. Será relevante se essa pessoa for sensibilizada nessa direção. Quanto aos que não estão, faço uma autocrítica: cabe a mim, a vários setores da sociedade e às organizações negras estimulá-los, atraí-los, desenvolver modelos em que eles se sintam bem. Vejo um grande potencial. Não podemos abdicar da juventude. A Geração Z, antes de ser um problema, é um grande potencial.</p>



<p><strong>2) Falamos muito sobre o Pacto da Branquitude. O Pacto da Negritude ainda é uma utopia? Como as dificuldades econômicas, que mantêm a prosperidade distante de muitos de nós, dificultam nossa união enquanto povo?</strong></p>



<p>Esta pergunta é muito mais complexa do que parece. O pacto da branquitude é um acordo não verbalizado pelo qual os descendentes de europeus mantêm privilégios. Ora, um pacto da negritude não pode ser o contrário, isto é, criar mecanismos para manter privilégios. Não teríamos como fazer isso, mesmo que desejássemos.</p>



<p>A gente não pode esquecer que, para cada dez anos de Brasil, sete se passaram sob a escravidão. As dificuldades econômicas e educacionais estão na base, na forma como a abolição se deu. O CEDRA, Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, <a href="https://cedra.org.br/clipping/renda-de-pessoas-negras-equivale-a-58-da-de-brancas-mostra-estudo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acaba de mostrar</a> que, mantidas as atuais tendências e condições, só em 2399, daqui a 376 anos, a renda média do trabalhador negro se igualará à do trabalhador branco. Essa geração que está aí não está disposta a esperar quase quatro séculos.</p>



<p>Mas veja como o pacto da negritude tem de se dar: no campo político. Hoje, segundo o ex-ministro da Fazenda Haddad, temos uma evasão fiscal em torno de R$ 800 bilhões, isso sem considerar a sonegação. Não haverá recurso para desenvolver os programas massivos que defendo. As políticas afirmativas que temos hoje são importantes, mas não dão conta. Nós não somos o problema da desigualdade; somos parte da solução. O Brasil será aquele país gigante que ouvi celebrar a minha adolescência e juventude inteiras na medida em que a população negra tiver participação adequada. Isso pede uma nova cultura de desenvolvimento.</p>



<p>O nosso pacto da negritude não se parece com o da branquitude: este existe para preservar os brancos; aquele, para preservar o Brasil, porque redime a todos. Essa é a diferença.</p>



<p><strong>3) O senhor dedicou um capítulo ao pardismo, conceito muito confundido com o de colorismo. A que o senhor atribui o crescimento desse movimento no Brasil?</strong></p>



<p>A identificação negra vem desde o primeiro censo, de 1872, há 154 anos, portanto 16 anos antes do fim da escravidão. Ali foram definidas duas categorias: pretos e pardos. Essa distinção não foi pautada pelo movimento negro, como muitas vezes somos acusados. Quem conduziu aquele primeiro censo, ao criar as duas categorias, já intuía que a mistura era uma marca nossa, secular.</p>



<p>No centro dos equívocos dessa polêmica em torno da categoria parda está a ideia do colorismo. O colorismo, como sabemos, dispõe as discriminações raciais numa escala de cor: as pessoas de pele mais escura sofreriam mais discriminação e teriam menos oportunidades; as de pele mais clara, menos discriminação e mais oportunidades. No nosso livro, provo que isso é mentira. Apresentamos dados quantitativos que mostram que, no Brasil, não é verdade.</p>



<p>A primeira coisa que precisamos saber é que, pelo último censo, o Brasil tem 92 milhões de pardos e 21 milhões de pretos. Ou seja: para cada 100 afro-brasileiros, 82 são pardos e 18 são pretos.</p>



<p><strong>4) Ainda sobre o tema, a que o senhor atribui o crescimento específico do movimento do pardismo nos últimos anos?</strong></p>



<p>A autodeclaração, hoje utilizada em múltiplas instâncias da vida nacional, resulta de uma luta árdua e foi um dos ganhos políticos mais relevantes da epopeia contra o racismo. Antes de tudo, é preciso reconhecer que não vivemos um momento de crise da identidade racial. Ao longo do século XX, em particular nos anos 1980 e 1990, nossa identidade se firmou no sentido de unificar quem se autodeclara preto e pardo, constituindo o grupo afrodescendente, afro-brasileiro ou negro. Podemos usar qualquer uma dessas três denominações.</p>



<p>Desracializar uma sociedade descaradamente racista é o sonho de muita gente que sempre defende o Estado “neutro” para manter privilégios. Esse crescimento tem a ver com isso. É fundamental reconhecer, também, que o próprio ativismo negro tem contribuído para esse falso debate do colorismo. Os equívocos do pardismo incluem violências de algumas bancas contra pessoas pardas. É o que venho chamando de “ativismo de banca”: avaliadores que priorizam os pretos e vetam pardos legítimos. Esse ativismo é prejudicial e integra o que chamo, no capítulo, de equívocos do pardismo.</p>



<p>O que quero frisar é o seguinte: conclamo pessoas pardas e pretas, das mais diferentes tonalidades, a permanecermos juntas. Somos uma mesma família. Se não bastassem os dados socioeconômicos que nos vinculam como grupo historicamente discriminado, temos barreiras históricas, psicológicas e políticas a superar, e só as superaremos juntos. Não nos iludamos.</p>



<p><strong>5) Neste momento global de retrocesso da diversidade, o que o senhor diria a quem acha que essa pauta está morrendo e não vale mais a pena lutar?</strong></p>



<p>Hoje, no Brasil, os ativistas que batalham por diversidade e inclusão vêm sendo taxados de “identitários”, em tom de censura, sofrendo restrições à direita e também à esquerda. Ora, os marcadores de raça, gênero, geração, orientação sexual e outros não são meros cacoetes ideológicos, como o vendaval conservador soprado do Norte Global quer fazer crer. É preciso entender que diversidade não é salada de frutas: requer gestão.</p>



<p>Em 2023, a Suprema Corte dos Estados Unidos, de perfil bem conservador, vetou as cotas raciais nas universidades depois de mais de 50 anos de vigência. Desde então há uma cruzada contra essas políticas, reforçada pela eleição de Donald Trump. Não conheço maneira mais eficaz de operar contra a espécie humana do que se opor àquilo que me parece ser a sua decência: as diferenças, que consagram a nossa identidade.</p>



<p>Por outro lado, é preciso lembrar que, aqui no Brasil, as cotas raciais só foram formalmente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal há 14 anos. Nós, do movimento negro, não defendemos “pautas identitárias”, termo impreciso, vago e malicioso. Defendemos, e continuaremos a defender, pautas afirmativas reparatórias. A diversidade racial é instrumento básico para o desenvolvimento do Brasil, até porque somos maioria. Esse discurso que aí circula foi importado e está mal colocado, embora muita gente navegue nessa onda. O movimento negro não é identitário: nossa pauta, repito, é afirmativa e reparatória.</p>



<p><strong>Ficha técnica</strong></p>



<p><strong>Título: </strong>14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo</p>



<p><strong>Autor: </strong>Hélio Santos</p>



<p><strong>Editora: </strong>Selo Zahar (Companhia das Letras)</p>



<p><strong>Páginas: </strong>160</p>



<p><strong>Formato: </strong>14 x 21 cm, brochura</p>



<p><strong>Capa: </strong>Alceu Chiesorin Nunes</p>



<p><strong>ISBN: </strong>978-65-5979-273-3</p>



<p><strong>Lançamento: </strong>23 de junho de 2026</p>



<p><strong>Preço (pré-venda): </strong>R$ 64,90<br></p>
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		<title>“Por que não existe flor preta?” educadora Janine Rodrigues lança livro infantil sobre relações raciais, identidade e pertencimento </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/por-que-nao-existe-flor-preta-educadora-janine-rodrigues-lanca-livro-infantil-sobre-relacoes-raciais-identidade-e-pertencimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A escritora, psicanalista e educadora Janine Rodrigues lan&#231;a, em 31 de maio, o livro &#8220;Por que n&#227;o existe flor preta?&#8221;, obra infantil que utiliza ci&#234;ncia, ancestralidade e imagina&#231;&#227;o como estopim para dialogar sobre as ra&#237;zes do racismo estrutural e fortalecer a autoestima de crian&#231;as negras. O lan&#231;amento oficial acontece na Casa Cosmos, em S&#227;o Paulo, [&#8230;]</p>
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<p>A escritora, psicanalista e educadora Janine Rodrigues lança, em 31 de maio, o livro “Por que não existe flor preta?”, obra infantil que utiliza ciência, ancestralidade e imaginação como estopim para dialogar sobre as raízes do racismo estrutural e fortalecer a autoestima de crianças negras. O lançamento oficial acontece na Casa Cosmos, em São Paulo, pela Piraporiando, editora fundada pela própria autora e dedicada a temas relacionados à educação antirracista e às relações étnico-raciais.</p>



<p>A narrativa parte de uma pergunta feita pela autora ainda na infância: “Por que não existe flor preta?”. A partir desse questionamento, a história é construída em torno do diálogo entre uma criança e sua avó, conectando explicações biológicas e reflexões sobre identidade e beleza negra de forma sensível ao público infantil.</p>



<p>Do ponto de vista científico, a ausência de flores pretas está relacionada à inexistência de pigmentos naturais capazes de produzir essa tonalidade e à dinâmica da polinização, que depende da visibilidade das cores para atrair insetos e aves. Porém, no livro, essa explicação também funciona como ponto de partida para levantar questionamentos acerca de associações históricas que vinculam o preto à ausência, ao vazio ou à negatividade.</p>



<p>“A ausência de flores pretas tem uma explicação biológica simples. A justificativa de não entender um fenômeno não é premissa para pensar ou agir de forma preconceituosa. Estes danos atravessam gerações, e precisamos investir continuamente no cuidado com crianças negras, para que elas construam sobre si mesmas boas memórias”, afirma Janine.</p>



<p>A literatura combina dimensão educativa e simbólica ao transformar a ausência das flores pretas em uma metáfora sobre presença e resistência. Em uma das imagens do livro, as flores não desaparecem, mas se reinventam livres para cantar, falar, circular e existir de outras maneiras. O conceito também dialoga com o projeto gráfico desenvolvido inteiramente em preto e branco, com ilustrações da artista francesa Anne Muanaw.</p>



<p>O lançamento acontece em um momento crucial para a literatura infantil brasileira no debate sobre representatividade racial. Embora pessoas negras sejam maioria no Brasil, personagens negros ainda ocupam poucos espaços como protagonistas em livros voltados à infância.</p>



<p>Segundo Janine, o livro foi pensado para ser compartilhado entre adultos e crianças como ferramenta de escuta e reflexão coletiva. “Eu não quis escrever um livro que desse respostas prontas. Quis escrever um livro que sustentasse a pergunta, porque é a partir daí que começamos a revisar aquilo que parecia óbvio, independente da idade que possamos ter”, finaliza.</p>
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		<title>Conceição Evaristo debate literatura afro-brasileira em evento na Pequena África que celebra os 50 anos da Pallas Editora</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/conceicao-evaristo-debate-literatura-afro-brasileira-em-evento-na-pequena-africa-que-celebra-os-50-anos-da-pallas-editora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 08:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Casa Porto, no Largo S&#227;o Francisco da Prainha, na regi&#227;o conhecida como Pequena &#193;frica, ser&#225; palco de uma celebra&#231;&#227;o liter&#225;ria no dia 31 de maio, com participa&#231;&#227;o de Concei&#231;&#227;o Evaristo, Yna&#234; Lopes dos Santos e o lan&#231;amento do romance &#8220;&#193;gua de mar&#233;&#8221;, vencedor do Pr&#234;mio Pallas de Literatura 2024. O evento integra as comemora&#231;&#245;es [&#8230;]</p>
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<p>A Casa Porto, no Largo São Francisco da Prainha, na região conhecida como <strong>Pequena África</strong>, será palco de uma celebração literária no dia 31 de maio, com participação de <strong>Conceição Evaristo</strong>, <strong>Ynaê Lopes dos Santos</strong> e o lançamento do romance &#8220;Água de maré&#8221;, vencedor do Prêmio Pallas de Literatura 2024. O evento integra as comemorações pelos 50 anos da Pallas Editora, especializada em cultura afro-brasileira.</p>



<p>A festa começa às 16h, com a autora<strong> tatiana nascimento </strong>(que grafa o nome em minúsculas), vencedora do <strong>Prêmio Pallas de Literatura 2024</strong>. A obra, que dialoga com a cultura dos orixás, será autografada pela autora. autografando seu 18º livro, &#8220;Água de maré&#8221;. Às 18h, <strong>Conceição Evaristo</strong> — autora de obras como &#8220;Becos da Memória&#8221; e &#8220;Olhos d’água&#8221; — conversa com a historiadora <strong>Ynaê Lopes dos Santos</strong>, conhecida pelo livro &#8220;História da África e do Brasil Afrodescendente&#8221; (2017). A mediação será de <strong>Cristina Fernandes Warth</strong>, uma das sócias da Pallas.</p>



<p>O local escolhido para o evento é simbólico: fica próximo ao Cais do Valongo, principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil, e da Casa de Escrevivência, espaço que abriga o acervo de Conceição. A Pallas republicou clássicos da escritora, como &#8220;Ponciá Vicêncio&#8221; (2003/2017) e &#8220;Becos da Memória&#8221; (2006/2016).</p>



<p><strong>Cardápio literário e meio século de resistência</strong><br>A partir de 3 de junho, a Casa Porto terá um cardápio especial em homenagem aos autores da Pallas. Entre os pratos, destaque para a &#8220;Lasanha à moda Nei Lopes&#8221; (com costela) e o &#8220;Camarão da Sonia Rosa&#8221; (arroz caldoso com quiabo e abobrinha), referência à autora de livros infantojuvenis.</p>



<p>Fundada em 1975 por <strong>Antonio Fernandes</strong>, a Pallas tornou-se referência na difusão da cultura afro-brasileira, com nomes como<strong> Helena Theodoro</strong>, <strong>Reginaldo Prandi</strong>,<strong> Cidinha da Silva </strong>e <strong>Eliana Alves Cruz</strong> em seu catálogo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-90871" style="width:419px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1.jpg 800w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption"> <em>Cristina e Mariana Warth</em> &#8211; Foto: Monica Ramalho</figcaption></figure>
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<p><strong>Cristina Warth</strong>, que assumiu a editora após a morte do pai em 2003, lembra que a trajetória da Pallas sempre esteve ligada à resistência: &#8220;Lidamos com a maior parcela de trabalhadores deste país, vilipendiados desde que aqui chegaram&#8221;. Sua filha, <strong>Mariana Warth</strong>, criou em 2013 o selo Pallas Míni, dedicado à literatura infantojuvenil.</p>



<p>As inscrições para a 2ª edição do Prêmio Pallas seguem abertas até 30 de junho no site www.premiopallas.com.br.</p>



<p><strong>Serviço</strong><br>O que: Lançamento de &#8220;Água de maré&#8221; e debate com Conceição Evaristo e Ynaê Lopes<br>Quando: Sábado, 31 de maio, das 16h às 22h<br>Onde: Casa Porto (Largo São Francisco da Prainha, Rio)<br>Programação: 16h: Sessão de autógrafos com tatiana nascimento e 18h: Debate com Conceição Evaristo e Ynaê Lopes<br>Entrada gratuita</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/conceicao-evaristo-debate-literatura-afro-brasileira-em-evento-na-pequena-africa-que-celebra-os-50-anos-da-pallas-editora/">Conceição Evaristo debate literatura afro-brasileira em evento na Pequena África que celebra os 50 anos da Pallas Editora</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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