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	<title>Arquivos João Cândido - Mundo Negro</title>
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		<title>A coragem inabalável de João Cândido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jun 2023 17:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Almirante Negro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Texto: Ricardo Corrêa</em></strong></p>



<p><em>Revolucionários Negros não caem do céu. Somos gerados por nossas condições. Moldados por nossa opressão.</em></p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<em> – Assata Shakur</em></p>



<p><strong>João Cândido Felisberto</strong> nasceu em 24 de junho de 1880, Encruzilhada do Sul, interior do Rio Grande do Sul. Também conhecido como Almirante Negro, liderou a revolta da Chibata, um dos episódios mais significativos da história brasileira e inspiração a todos que lutam pelos direitos humanos. <strong>João Cândido</strong> nunca recebeu qualquer chibatada durante os 17 anos que esteve na Marinha, e, mesmo assim, compreendeu a necessidade de lutar contra essa prática que ocorria dentro da instituição <em>&#8220;Quando não eram as varas de marmelos, era uma&#8230; uma corda intitulada corda de&#8230; de barca, linha de barca, e sempre os carrascos colocavam agulhas e pregos, preguinhos pequenos na ponta, coberto.&#8221;</em> Na noite do dia 22 de novembro de 1910, revoltados com os castigos físicos que recebiam dois mil e trezentos marujos, a maioria pretos e pardos, descendentes diretos de ex-escravizados, insurgiram contra a Marinha.&nbsp;</p>



<p>Liderados por <strong>João Cândido</strong>, assumiram o controle dos navios de guerra e ameaçaram bombardear a capital federal. No meio das reivindicações, exigiam a melhoria dos soldos, plano de carreira e abolição da chibatada como forma de punição. O Brasil parou! O estopim da revolta aconteceu pelo castigo que o marinheiro, <strong>Marcelino Rodrigues Menezes</strong>, recebeu no dia 16 de novembro: 250 chibatadas. A revolta se estendeu até o dia 26 de novembro, após o governo conceder anistia aos corajosos marinheiros. No entanto, no dia seguinte, o presidente marechal <strong>Hermes da Fonseca</strong> assinou um decreto que possibilitava a expulsão dos envolvidos.</p>



<p><strong>João Cândido</strong> e outros líderes foram presos na solitária do Batalhão Naval, Ilha das Cobras. Dezoito morreram, exceto dois marinheiros. Como se não bastasse sair com vida daquele “matadouro”, <strong>João Cândido</strong> foi considerado louco e internado no Hospital de Alienados, onde permaneceu por quase dois meses. Depois o mandaram novamente para o presídio. No final de 1912, recebeu a expulsão da Marinha.&nbsp;</p>



<p>A vida do Almirante Negro prosseguiu repleta de dificuldades econômicas, e tragédias familiares, mas a dignidade e a coragem continuaram inabaláveis. Em entrevista para o Museu da Imagem e do Som (1968), ao ser questionado qual seria a atitude se pudesse voltar no tempo, respondeu&nbsp;<em>&#8220;Teria agido da mesma forma&#8221;</em>.&nbsp;</p>



<p>O nosso herói faleceu aos 89 anos, no Rio de Janeiro, vítima de câncer de intestino.</p>



<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p>Arias Neto, J. M. (2009). <strong>João Cândido 1910-1968: </strong>arqueologia de um depoimento sobre a Revolta dos Marinheiros.&nbsp;<em>História Oral</em>,&nbsp;<em>6</em>.&nbsp;</p>



<p>MOREL, Marco.&nbsp;João Cândido e a luta pelos direitos humanos.&nbsp;Livro fotobiográfico. Brasília: Fundação Banco do Brasil, 2008. v. 1.</p>



<p>PASSOS, Eridan. <strong>João Cândido:</strong> o herói da ralé. São Paulo: Expressão Popular, 2008</p>
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