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	<title>Arquivos instagram. Dia da Mulher Negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>25 de julho: a potência do feminino negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 12:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram. Dia da Mulher Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rachel Maia No dia 25 de julho, celebramos o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Essa data, mais do que uma homenagem, &#233; um chamado &#224; reflex&#227;o e &#224; a&#231;&#227;o. Institu&#237;da em 1992, durante o 1&#186; Encontro de Mulheres Negras da Am&#233;rica Latina e do Caribe, em Santo Domingo (Rep&#250;blica Dominicana), a data [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>Por Rachel Maia</em></strong></p>



<p>No dia 25 de julho, celebramos o <strong>Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha</strong>. Essa data, mais do que uma homenagem, é um chamado à reflexão e à ação. Instituída em 1992, durante o<strong> 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe</strong>, em Santo Domingo (República Dominicana), a data marca a luta por igualdade de direitos, visibilidade e justiça social para mulheres que enfrentam múltiplas opressões: de gênero, raça e classe.</p>



<p>E, diante da importância dessa data, compartilho esse momento de luta, reflexão e muitas vitórias com duas profissionais distintas, mas que se complementam não apenas no momento histórico de suas existências — já que têm a mesma idade —, mas, principalmente, por seus feitos como potências sociais, culturais e afro-brasileiras.</p>



<p><strong>Liana Santos</strong>, idealizadora e estilista da marca <strong>Liana d’Afrika </strong>— que está no mercado desde 2016 — já vestiu mulheres que representam, com muita importância, o dia de hoje. Suas criações carregam a missão de celebrar a autenticidade da moda africana e da cultura afro-brasileira, com um toque carioca. Com formação em Design de Moda pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduação em Figurino de Artes Cênicas pela Universidade Veiga de Almeida, ela, que é nascida em Niterói, atua como consultora de moda, estilista, figurinista e militante afro, apresentando o que há de mais belo e potente na moda.</p>



<p>“A moda afro-diaspórica surge como ferramenta poderosa de revolução, que vai muito além da estética. Ela se estabelece como forma de expressão cultural, resistência e empoderamento, ressignificando narrativas e reafirmando identidades. Eu costumo dizer que foi na moda e na cultura de matriz afro-brasileira que me conectei com minhas raízes africanas — &#8216;renasci&#8217;. Minhas criações não são só vestuário: cada peça carrega consigo histórias, memórias, símbolos e uma rica herança cultural”, informa Liana.</p>



<p><strong>Rosimeire Cruz</strong> é jornalista, graduada pela FMU – FIAM FAAM, atua como redatora e escritora, uma comunicadora que tem colaborado com o fomento da cultura, inserindo jovens periféricos no cenário cultural de São Paulo. Com especializações em Comunicação Digital pela ECA – USP, ela traz, em sua trajetória, expertises de suas vivências profissionais como técnica em eventos — formada pelo Centro Paula Souza —, produzindo e participando de eventos de médio e grande porte, como, por exemplo, a Virada Cultural.</p>



<p>“Escolhi ser jornalista pela convicção no impacto transformador que o trabalho pode gerar. Como comunicadora, vejo a oportunidade de trazer pautas como sustentabilidade, diversidade, equidade, inclusão e cultura para o centro das conversas — conectando essas temáticas a pessoas que desejam fazer a diferença”, afirma a redatora.</p>



<p>O protagonismo das mulheres negras na construção social, econômica e cultural da América Latina e do Caribe é inegável. No entanto, ainda hoje, essas mulheres seguem enfrentando racismo estrutural, desigualdade de oportunidades, invisibilidade na política, na mídia e no mercado de trabalho, além de violência doméstica e institucional.</p>



<p>“Através das estampas autorais africanas, cores vibrantes, adornos e modelagens sofisticadas, a marca promove a valorização da beleza e da identidade negra, desconstruindo padrões eurocêntricos e celebrando a ancestralidade. A moda é intrinsecamente política. Enfatizo: vestir mulheres intelectuais negras significa que as roupas se tornam um manifesto, um grito de resistência contra o racismo, a discriminação e a invisibilidade”, ressalta a estilista.</p>



<p>“O nosso poder está na construção de alicerces para criar nossas narrativas sem sermos interrompidas. Meus feitos são bem maiores que minhas dores — e são esses feitos, construídos com o protagonismo das mulheres da minha família, como a minha avó Maria, que me dizia insistentemente em nossos encontros: ‘minha filha, quem dá valor a nós, somos nós mesmas’, que me movem cheia de esperança”, ressalta a jornalista.</p>



<p>Toda vez que ouço histórias como essas, faço uma reflexão sobre tudo que construímos juntas até aqui. Liana, Rosimeire, Maria: por nossas mães, tias, avós, vizinhas, mestras. Somos muitas, e não vamos parar. Percebam a importância de darmos as mãos e seguirmos. A cultura que nos envolve é transformadora, e o nosso poder de criação nos oportunizou não apenas ocupar espaços, mas também reinventá-los — com afeto, coragem e propósito.</p>



<p>“Criar moda atemporal é um dos conceitos da marca, mas impactar mulheres periféricas, através da valorização da mão de obra local e prover inclusão oferecendo novas perspectivas, por meio de projetos sociais ofertados — como o <em>Costurando Memórias Ancestrais</em> —, demonstrando que costura e moda podem ser uma força transformadora, capaz de gerar valor cultural, social e econômico, é o meu grande feito”, enfatiza Liana.</p>



<p>“Há muitos talentos nas periferias, e eu acredito que há também uma oportunidade de conexão ampla entre realidades econômicas distintas. Acredito no acesso à pluralidade cultural, e isso só acontecerá de fato quando pararmos de isolar as pessoas e separá-las por estereótipos ou classe social. É preciso circular e conhecer a diversidade artística, musical e de vivência de cada indivíduo, e isso nos fortalecerá como nação. Nossa cultura é riquíssima, mas o acesso, limitado”, ressalta Rosimeire.</p>



<p>Esse não é apenas um desabafo ou uma homenagem. É um chamado. Um convite para reconhecermos, juntas, o que já conquistamos — e o quanto ainda podemos transformar. Cada nome citado carrega consigo uma história de luta, afeto, coragem e reconstrução. E por trás de cada nome, há centenas de outras mulheres que se levantam, todos os dias, com a força de quem cria o novo mesmo quando o mundo insiste em negar espaço.</p>



<p>Celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é reconhecer uma história de resistência, ancestralidade e potência. É também uma oportunidade de rever nossos papéis sociais, ouvir novas vozes e fortalecer a luta por uma sociedade mais justa, diversa e inclusiva.</p>



<p>Seguimos, por aquelas que resistiram e abriram caminhos para que hoje possamos sonhar com mais liberdade — e porque o futuro que sonhamos é coletivo e já começou a ser tecido por nós.</p>



<p><strong>Viva Tereza de Benguela!</strong></p>
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