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	<title>Arquivos história negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Fri, 26 Jun 2026 18:21:28 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos história negra - Mundo Negro</title>
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		<title>Durante a Segunda Guerra Mundial, 13 homens se tornaram os primeiros oficiais negros da Marinha com a maior nota da história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:24:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1944, treze homens negros se tornaram os primeiros oficiais da Marinha americana ap&#243;s serem convocados para falhar e provarem o contr&#225;rio. Em janeiro de 1944, dezesseis marinheiros negros foram convocados para a base naval de Great Lakes, em Illinois, sem que nenhum deles soubesse exatamente o que os esperava. A Marinha americana contava naquele [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Em 1944, treze homens negros se tornaram os primeiros oficiais da Marinha americana após serem convocados para falhar e provarem o contrário.<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro de 1944, dezesseis marinheiros negros foram convocados para a base naval de Great Lakes, em Illinois, sem que nenhum deles soubesse exatamente o que os esperava. A Marinha americana contava naquele momento com quase 100 mil marinheiros negros nas fileiras, e nenhum era oficial. Nos 146 anos anteriores, a instituição jamais havia comissionado um homem negro, e o curso que os aguardava deveria mudar isso, embora não fosse essa a intenção de quem o organizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso de formação de oficiais durava, em condições normais, dezesseis semanas, mas para aqueles dezesseis homens a Marinha cortou o prazo pela metade, reservando oito semanas para que absorvessem o que os candidatos brancos tinham quatro meses para aprender. A expectativa institucional era de uma taxa de reprovação de 25%, igual à das turmas brancas, e os homens entenderam o que aquilo significava na prática. Decidiram reagir de forma coletiva, porque sabiam que a reprovação de qualquer um deles não seria lida como fracasso individual, mas como evidência de que homens negros não tinham capacidade de liderar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Samuel Barnes, um dos dezesseis, descreveu a lógica que os uniu ao afirmar que o grupo decidiu não competir entre si, realizando sessões de estudo coletivas com a consciência de que eram a porta entreaberta para muitos outros marinheiros negros e que não poderiam ser os responsáveis por fechá-la. À noite, cobriam as janelas do alojamento e estudavam até a madrugada, num esforço solidário que não era apenas estratégia, mas a única resposta viável a um sistema construído para derrubá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as provas chegaram, os dezesseis passaram, e a turma fechou com média 3.89, a maior já registrada na história da estação de treinamento naval de Great Lakes, superior à de qualquer turma branca que havia passado por ali. A cúpula militar simplesmente não acreditou no resultado e mandou todos refazerem os exames, que os dezesseis repetiram com desempenho ainda melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em março de 1944, treze daqueles homens foram comissionados. Doze receberam o posto de alferes, Jesse Walter Arbor, Phillip George Barnes, Samuel Edward Barnes, Dalton Louis Baugh, George Clinton Cooper, Reginald Ernest Goodwin, James Edward Hair, Graham Edward Martin, Dennis Denmark Nelson, John Walter Reagan, Frank Ellis Sublett e William Sylvester White, enquanto Charles Byrd Lear foi nomeado suboficial. Os outros três que também passaram nos exames não receberam comissão e nenhuma explicação oficial foi dada. Especula-se que a Marinha, acostumada a uma taxa de reprovação entre candidatos, não quis que uma turma de negros figurasse com desempenho superior ao das turmas brancas nos registros institucionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Décadas depois, o grupo ganharia o nome pelo qual passou a ser conhecido, os Golden Thirteen, mas na época o cotidiano era outro. Oficiais brancos se recusavam a prestar continência a eles, não podiam entrar no clube de oficiais da base mesmo fardados e com a patente no ombro, e recebiam as funções mais subalternas dentro da estrutura segregada da Marinha, como treinar recrutas negros, supervisionar unidades de trabalho ou comandar embarcações menores tripuladas exclusivamente por marinheiros negros. A patente garantia o título, mas o sistema insistia em traduzir aquela conquista em isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase nenhum seguiu carreira na Marinha após o fim da guerra, sendo Dennis Nelson a exceção, tendo chegado ao posto de tenente-comandante e publicado em 1951 uma dissertação de mestrado sobre a integração racial na instituição. Os demais voltaram à vida civil e construíram trajetórias notáveis, com Samuel Barnes tornando-se diretor de atletismo na Universidade Howard e o primeiro homem negro no comitê executivo da NCAA, e William White atuando como promotor federal antes de presidir o tribunal juvenil do condado de Cook e chegar à corte de apelações de Illinois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto daquele grupo ultrapassou 1944 e alcançou 1948, quando o presidente Harry Truman assinou a ordem executiva que encerrou oficialmente a segregação nas Forças Armadas americanas, quatro anos depois de os Treze de Ouro terem demonstrado, com resultados documentados, que a premissa racista sustentando a exclusão não tinha qualquer fundamento. A história do grupo foi sistematizada pelo historiador naval Paul Stillwell, que a partir de 1986 gravou os depoimentos dos sobreviventes, reunindo-os num livro com prefácio de Colin Powell, o primeiro negro a chefiar o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos. Hoje, o prédio onde os novos recrutas chegam para o treinamento básico em Great Lakes leva o nome dos treze, e o último sobrevivente do grupo, Frank Ellis Sublett, morreu em 2006.</p>
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		<title>Trump assina ordens executivas para limitar ensino sobre racismo e cortar financiamento educacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 13:31:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Teoria Racial Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Donald Trump assinou, na quarta-feira (29), duas ordens executivas que impactam diretamente a forma como quest&#245;es raciais s&#227;o abordadas nas escolas dos Estados Unidos. As medidas incluem o bloqueio do financiamento federal para curr&#237;culos que ele classifica como &#8220;doutrina&#231;&#227;o&#8221; de estudantes em ideologias que chamou de &#8220;antiamericanas&#8221; sobre ra&#231;a e g&#234;nero, al&#233;m da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O presidente <strong>Donald Trump</strong> assinou, na quarta-feira (29), duas ordens executivas que impactam diretamente a forma como questões raciais são abordadas nas escolas dos Estados Unidos. As medidas incluem o bloqueio do financiamento federal para currículos que ele classifica como &#8220;doutrinação&#8221; de estudantes em ideologias que chamou de &#8220;antiamericanas&#8221; sobre raça e gênero, além da promoção da escolha dos pais na seleção de escolas privadas ou de ensino religioso com uso de verba federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes foram assinadas uma semana após sua posse no segundo mandato e fazem parte da agenda conservadora de reforma educacional defendida pelo presidente. A segunda ordem de Trump tem como objetivo impedir que escolas utilizem recursos federais para currículos e certificação de professores que abordem &#8220;ideologia de equidade discriminatória&#8221;. No documento, o governo federal acusa escolas de doutrinar alunos com conceitos como &#8220;privilégio branco&#8221; e &#8220;preconceito inconsciente&#8221;, o que, segundo a administração, fomenta divisões raciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Democratas e organizações de direitos civis alertam que as medidas podem comprometer a inclusão de narrativas negras e indígenas no ensino público. A decisão foi criticada por educadores e ativistas dos direitos civis, que afirmam que a ordem pode silenciar debates essenciais sobre o racismo e a história dos negros nos Estados Unidos. &#8220;O ensino da história afro-americana e das desigualdades raciais não é doutrinação, mas sim uma parte fundamental da compreensão do nosso país&#8221;, afirmou <strong>Christina Greer</strong>, professora de ciência política da Universidade Fordham, à agência<em><a href="https://www.reuters.com/world/us/trump-sign-orders-school-choice-antisemitism-white-house-says-2025-01-29/"> Reuters</a></em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ordem não menciona explicitamente a teoria crítica da raça (TRC), mas utiliza linguagem frequentemente associada a críticas contra o ensino do racismo institucional. A TRC, conceito acadêmico estudado principalmente em faculdades de direito, tem sido amplamente atacada por conservadores que alegam que seu ensino fomenta divisões raciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Críticos argumentam que a medida pode restringir o acesso a materiais que abordam a história dos afro-americanos e outros grupos racializados. Líderes comunitários alertam que o corte de financiamento pode resultar na remoção de programas que destacam a contribuição da população negra para a sociedade americana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mudanças no financiamento e impacto federal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das restrições ao ensino sobre raça, a primeira ordem assinada por Trump prioriza o financiamento de programas de escolha escolar, permitindo que famílias optem por escolas privadas ou religiosas com recursos federais. A medida é vista como uma forma de desvio de recursos das escolas públicas, que atendem majoritariamente estudantes negros e latinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a educação nos EUA é financiada principalmente por impostos estaduais e locais, sendo que apenas 14% dos recursos das escolas públicas vêm do governo federal. Estimativas apontam que as ordens de Trump podem afetar entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em subsídios federais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estados republicanos têm adotado, nos últimos anos, políticas de escolha escolar universal ou quase universal, abrindo caminho para vouchers que permitem o uso de recursos públicos para o financiamento da educação domiciliar e mensalidades em escolas privadas.</p>
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		<title>Fazem de tudo para silenciar a batucada dos nossos tantãs</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/fazem-de-tudo-para-silenciar-a-batucada-dos-nossos-tantas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 12:51:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[samba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criminaliza&#231;&#227;o de sambistas no Brasil &#233; uma manifesta&#231;&#227;o hist&#243;rica de um controle&#160; penal&#160; racializado&#160; que&#160; marginalizou&#160; pr&#225;ticas&#160; culturais&#160; afro-brasileiras. Surgido das tradi&#231;&#245;es trazidas por africanos escravizados, o ritmo origin&#225;rio do Lundu&#160; (ou&#160; Lundum),&#160; rotulado&#160; genericamente&#160; como&#160; &#8220;batuques&#8221;,&#160; identificados sobretudo nas dan&#231;asdeumbigada,o samba se tornou alvo de repress&#227;o sistem&#225;tica em um contexto p&#243;s-aboli&#231;&#227;o. Com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A criminalização de sambistas no Brasil é uma manifestação histórica de um controle&nbsp; penal&nbsp; racializado&nbsp; que&nbsp; marginalizou&nbsp; práticas&nbsp; culturais&nbsp; afro-brasileiras. Surgido das tradições trazidas por africanos escravizados, o ritmo originário do Lundu&nbsp; (ou&nbsp; Lundum),&nbsp; rotulado&nbsp; genericamente&nbsp; como&nbsp; “batuques”,&nbsp; identificados sobretudo nas <em>danças</em><em>de</em><em>umbigada,</em>o samba se tornou alvo de repressão sistemática em um contexto pós-abolição. Com a abolição formal da escravização em 1888, essas pessoas, antes privadas de liberdade, foram empurradas para a exclusão social e política, enquanto suas expressões culturais que já eram rotuladas como ameaças à ordem e criminalizadas, passaram a ser ainda mais reprimidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regulamentação social e penal do final do século XIX foi desenhada para estigmatizar e controlar práticas culturais que emergiam de comunidades negras. O Código Penal de 1890, por exemplo, tratava as rodas de samba como atividades ilegais,&nbsp; frequentemente&nbsp; associando-as&nbsp; a&nbsp; &#8220;vadiagem&#8221;&nbsp; e&nbsp; desordem&nbsp; pública. Autoridades policiais interrompiam eventos culturais e prendiam seus participantes sob a justificativa de manter a ordem pública e proteger os &#8220;bons costumes&#8221;. A justificativa para a repressão era profundamente influenciada por preconceitos sociais e visões de mundo que consideravam essas manifestações como inferiores ou incompatíveis com a ideia de progresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O samba não foi o único alvo desse processo. Ele compartilhou esse estigma com outras práticas afro-brasileiras, como o candomblé e a capoeira. Todas foram perseguidas e reprimidas porque eram classificadas como “africanismos” e formas de resistência cultural e social por uma população que continuava enfrentando marginalização e privação de dignidade. A repressão às manifestações culturais negras era um reflexo do medo de que essas práticas alimentassem movimentos de coesão e resistência entre comunidades afro-brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início do século XX, apesar da repressão, o samba encontrou espaço para se desenvolver nos centros urbanos, especialmente no Rio de Janeiro. Ele se transformou em uma das formas mais emblemáticas de resistência cultural. O</p>



<p class="wp-block-paragraph">gênero&nbsp; musical&nbsp; cresceu&nbsp; nas&nbsp; periferias,&nbsp; nos cortiços e nas festas populares,</p>



<p class="wp-block-paragraph">conquistando progressivamente maior visibilidade. No entanto, a aceitação do samba não ocorreu sem tensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a Era Vargas, na década de 1930, na missão de construir um projeto de Brasil “moderno e civilizado”, o governo brasileiro começou a institucionalizar o samba como um símbolo da <em>identidade</em><em>nacional</em>. Esse reconhecimento veio com um preço: para ser aceito pela “elite”, o samba passou por um processo de adaptação e embranquecimento, perdendo parte de seus elementos originais que carregavam as marcas das tradições afro-brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário nasceu o <em>samba-exaltação</em><em><sup>1</sup></em>, expressando o grande potencial do Estado Novo em impor seu projeto ideológico ao conjunto da sociedade, através de letras que vangloriavam a vida regrada e cultuavam o trabalho (em nítida oposição à figura do malandro até então exaltada nos sambas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo de assimilação resultou em uma coexistência paradoxal: o samba foi exaltado como patrimônio cultural brasileiro enquanto muitas das suas raízes e seus praticantes originais permaneceram sob criminalização. Embora o samba tenha alcançado o <em>status</em>de ícone cultural da <em>brasilidade</em>, ele nunca se desvinculou completamente das memórias de repressão que marcaram suas origens. Essa trajetória de exclusão, resistência e aceitação condicionada se repete com outras manifestações culturais contemporâneas, como o <em>funk</em>, que enfrentam preconceitos semelhantes por sua ligação com comunidades periféricas e majoritariamente negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O histórico de criminalização do samba é um capítulo emblemático de como o Brasil&nbsp; lida&nbsp; com&nbsp; suas&nbsp; identidades&nbsp; culturais&nbsp; marginalizadas.&nbsp; Embora&nbsp; hoje&nbsp; seja celebrado como patrimônio cultural, o samba carrega em suas melodias e versos a memória de uma longa luta por dignidade e respeito. Essa trajetória de exclusão e resistência evidencia como o controle penal atua sobre manifestações que desafiam as normas impostas, mas também como a cultura negra, em sua essência, persiste e se reinventa, resistindo aos esforços de silenciamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1</sup> A maior expressão deste período é o samba “Aquarela do Brasil”, composto em 1939 por Ary Barroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O samba sobreviveu à repressão porque é, acima de tudo, uma expressão de identidade e resistência das comunidades que o criaram, moldaram e carregaram consigo ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Samba, a gente não perde o prazer de cantar…</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ana</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Luíza</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Ọ̀pátórọ́bi</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Teixeira</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Nazário</strong>.&nbsp; Advogada.&nbsp; Mestre&nbsp; em&nbsp; Direitos Fundamentais&nbsp; e&nbsp; Justiça&nbsp; (UFBA).&nbsp; Especialista&nbsp; em&nbsp; Ciências Penais (PUCRS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coordenadora de Projetos Acadêmicos do JusRacial.</p>
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		<title>Dia da Educação: Jaciana Melquiades ressalta a importância do ensino de história e de afro-brasileira nas escolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 12:27:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[lei 10.639/03]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (28), a data celebra o papel da educa&#231;&#227;o na constru&#231;&#227;o do desenvolvimento de cada indiv&#237;duo&#160; Al&#233;m de ressaltar a import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o na vida do ser humano, j&#225; que &#233; o mecanismo mais valioso para a constru&#231;&#227;o de valores sociais, &#233;ticos e morais, o Dia Mundial da Educa&#231;&#227;o, celebrado nesta quinta-feira (28), tamb&#233;m [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Nesta quinta-feira (28), a data celebra o papel da educação na construção do desenvolvimento de cada indivíduo&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de ressaltar a importância da educação na vida do ser humano, já que é o mecanismo mais valioso para a construção de valores sociais, éticos e morais, o Dia Mundial da Educação, celebrado nesta quinta-feira (28), também provoca reflexões. E, com o intuito de promover equidade, a Lei 10.639/03, tornou obrigatório no país o ensino de história e de cultura africana e afro-brasileira nas escolas. Mas na prática, a realidade é outra. Afinal, já parou para pensar quantos negros foram usados como referência de ensino ao longo do seu tempo escolar?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/jacianamelquiades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jaciana Melquiades</a>, educadora social, historiadora e consultora educacional de igualdade racial, e sócia-fundadora e diretora executiva da<a href="https://www.instagram.com/eraumavezomundo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> &#8220;<strong>Era Uma Vez o Mundo</strong></a>&#8221; &#8211; Startup educacional e de impacto social, que desenvolve&nbsp; brinquedos e atividades educativas afrorreferenciadas, dedica sua trajetória profissional a encontrar meios de reduzir os impactos estruturais do racismo na educação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a população negra seja a maioria da habitação do Brasil, sendo representada por 56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela não ocupa todos os espaços da sociedade. O racismo, por sua vez, é peça-chave desse sistema discriminatório.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jaciana destaca que é fundamental a aplicação da Lei ainda na fase infantil do indivíduo, em prol de uma sociedade mais igualitária. &#8220;Essa é uma lei de janeiro de 2003, que entrou em vigor para alterar a Lei de Diretriz da Educação. Estamos falando de olhar diretamente para o apagamento que nossa história sofreu e construir um futuro saudável, o que só é possível com todos nós sabendo de onde viemos&#8221;, acredita.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A era colonial, a qual os negros eram escravizados, marginalizados, torturados e vistos como subalternos, em pleno século XXI, ainda impera por meio do racismo, que segue violentando negros e refletindo em várias esferas do cotidiano, sendo uma dessas, a educacional. &#8220;A evasão escolar é um sintoma de uma questão estrutural e aprofundada das desigualdades: o racismo. Ele é responsável pela desumanização de corpos pretos, é responsável pelas agressões cotidianas que sofremos e, consequentemente, pelas mazelas sociais que nos acometem. A evasão escolar é sintoma e uma das ferramentas de combate ao racismo é justamente uma educação de qualidade, que permita que que sejamos todos e todas educados para o respeito às diferenças&#8221;, ressaltou Jaciana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a historiadora, a aplicação da lei pode ajudar ainda na reconstrução da autoimagem negra. &#8220;Se aplicada corretamente, recuperamos as narrativas que tiram a história negra dessa redução que conhecemos. Insistem em reduzir a nossa história à escravidão. Nossa história começa muito antes e é isso que precisa estar nas escolas: um olhar afrocêntrico que permita a construção de nossa imagem com toda riqueza que nos cabe&#8221;, pontua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Jaciana, embora seja difícil a lei em exercício em todas as escolas públicas do país, acreditar em profissionais que &#8211; assim como ela &#8211; lutam por inclusão e escolas para todos, é indispensável. &#8220;Infelizmente a instituição, de uma maneira geral, é alicerçada nessa estrutura racista que forjou o Brasil. Conheço uma escola pública em São Paulo, modelo de aplicação da lei e sonho mesmo que seja replicada. É prova de que se toda equipe acredita no projeto, é possível fazer dar certo. A Escola Municipal Educação Infantil Nelson Mandela nos prova isso&#8221;, frisou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E prossegue dizendo: &#8220;Acho que a lei é uma ferramenta que serve para uma tentativa de correção das escolas que já temos em pleno funcionamento. Sonho com o tempo o qual teremos escolas afroncentradas, pensadas por nós e para os nossos. Muitos intelectuais trabalham para isso, inclusive. Mas para fins urgentes, é necessário que insistamos na aplicação da lei&#8221;, conclui.</p>
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		<title>Avaliada em 10 milhões de dólares, coleção pessoal sobre a história negra será leiloada nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kauan Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Feb 2022 11:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orgulho Ancestral]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[leilão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao longo dos &#250;ltimos 60 anos, a professora aposentada Elizabeth Meader (90), acumulou na sua casa em Staten Island, uma s&#233;rie de pe&#231;as que documentam a hist&#243;ria afro-americana. A enorme cole&#231;&#227;o pessoal inclui sapatos de Muhammed Ali, posteres raros dos Direitos Civis, e uma s&#233;rie de outros it&#233;ns: ao todo, 20 mil artefatos comp&#245;em a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos últimos 60 anos, a professora aposentada Elizabeth Meader (90), acumulou na sua casa em Staten Island, uma série de peças que documentam a história afro-americana. A enorme coleção pessoal inclui sapatos de Muhammed Ali, posteres raros dos Direitos Civis, e uma série de outros iténs: ao todo, 20 mil artefatos compõem a coleção de Elizabeth, de acordo com a casa Guernsey&#8217;s, responsável pelo leilão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta coleção foi feita como um instrumento patriótico de cura e ensino, e é de vital importância porque, como mais um insulto a um povo, nossa história foi realmente deixada de fora dos livros de história da América. Então, esta coleção é um preenchimento de lacunas&#8221;- declara Meaders, cuja a família foi uma das primeiras negras a viver em Staten Island, Nova Iorque. Hoje, o condado conta com quase 500 mil habitantes.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I.jpg" alt="" data-id="44433" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44433" class="wp-image-44433" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY.jpg" alt="" data-id="44434" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44434" class="wp-image-44434" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU.jpg" alt="" data-id="44435" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44435" class="wp-image-44435" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE.jpg" alt="" data-id="44436" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44436" class="wp-image-44436" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption">Imagens: Reuters</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o presidente da Guerney&#8217;s, a coleção já foi avaliada detalhadamente por especialistas, que colocaram ela em uma faixa entre 7 e 10 milhões de dólares. O leilão será online no próximo dia 28, e em forma de lote único. </p>
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		<item>
		<title>Editora paulistana resgata literatura africana contemporânea e espiritualidade como linha editorial</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/editora-resgata-literatura-africana-contemporanea-e-foca-na-espiritualidade-como-principal-linha-editorial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tassia di Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2020 05:17:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Ananse]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[Malcon X]]></category>
		<category><![CDATA[Pretos]]></category>
		<category><![CDATA[representatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espiritualidade Africana, Filosofia Kem&#233;tica e Afrofuturismo s&#227;o apenas alguns dos temas que a Editora Ananse publicar&#225; neste semestre. A editora, que em novembro lan&#231;ou o livro &#8220;Por Qualquer Meio Necess&#225;rio&#8221;, discursos e falas de Malcon X, ir&#225; trazer ao pa&#237;s livros in&#233;ditos que dialogam diretamente com a di&#225;spora africana, al&#233;m de publica&#231;&#245;es de autores pr&#243;prios [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Espiritualidade Africana, Filosofia Kemética e Afrofuturismo são apenas alguns dos temas que a Editora Ananse publicará neste semestre. A editora, que em novembro lançou o livro “Por Qualquer Meio Necessário”, discursos e falas de Malcon X, irá trazer ao país livros inéditos que dialogam diretamente com a diáspora africana, além de publicações de autores próprios do selo.</p>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/B6SiOa-nAa2/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Editora Ananse (@editorananse)</a></p>
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<p>Dentre as próximas publicações da Ananse está o livro “A Revolução Preta, Discursos e Falas de Malcon X, VOLUME 2” e já está disponível o livro “Amor Banto”, de Israel Neto: “O livro começou a ser escrito em 2008, teve sua primeira edição em 2011, após três anos de escrita e pesquisa, junto a espaços de cultura banto. Irmãos e irmãs de Angola que estavam estudando comigo em um curso de política na USP, e no dia a dia junto com o coletivo Literatura Suburbana, no projeto Escola da África”</p>
<p>Segundo Israel, a ideia do livro surgiu para recontar a origem dos quilombolas que construíram Palmares, a partir do filme &#8220;Quilombos&#8221; do Cacá Diegues, que trazia um quilombo Yorubá, históricamente impreciso, então o livro surge para evidenciar a contribuição Banto para a construção afrobrasileira, e isso, a partir de um romance, trazendo a questão mais humana e primordial que é o amor e como nosso povo sobreviveu e resistiu também pelo afeto.</p>
<p>“As pessoas devem ler o Livro porque ele traz nas entrelinhas diversas fontes de pesquisas (algumas dicas deixas nos anexos), mas também, porque ele reconstrói de maneira humanizada os e as lutadoras de Palmares e suas trajetórias em busca de liberdade”, aponta Israel.</p>
<p>https://www.instagram.com/p/B7GCFtFn5vN/</p>
<p>Dando início a publicação na linha principal da Editora que é a Espitirualidade já está disponível o livro &#8220;Ifá: Filosofia e Ciência de Vida&#8221;, de Otunba Adenkunle Aderonmu, que apresenta alguns conceitos sobre a milenar sabedoria de Ifá, abordando temas fundamentais como: Orí, Obi, Iyámi Ósórongá, Egungun e Abikú.</p>
<p>Segundo a Ananse, as publicações deste ano, que ainda não tiveram os nomes divulgados, em breve estarão no catalogo: “ Estamos trabalhando para apresentar aos leitores, seguidores de literatura negra e o público que está se formando, um conteúdo potente no campo da espiritualidade, estimulados pela troca de conhecimento e a possibilidade de trazer livros de escritores negros, inéditos ao País”</p>
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<p><strong>Confira os contatos da Editora Ananse</strong></p>
<p><a href="http://www.editoraananse.com.br/">www.editoraananse.com.br</a></p>
<p>Insta @editoraananse</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/editorananse">https://www.facebook.com/editoranans</a></p>
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		<title>Saiba como se inscrever no curso de História da Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/saiba-como-se-inscrever-no-curso-de-historia-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao-africana-e-afrodescendente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2018 17:58:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[áfrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Curso]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o proposito de promover o conhecimento da produ&#231;&#227;o tecnol&#243;gica dos povos africanos e descendentes na di&#225;spora, que por s&#233;culos foi ocultada, o professor mestre em Hist&#243;ria Social pela USP, pesquisador, e palestrante, Carlos Eduardo Dias Machado, se une a A&#231;&#227;o Educativa para a realiza&#231;&#227;o do curso de Hist&#243;ria da Ci&#234;ncia, Tecnologia e Inova&#231;&#227;o Africana [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o proposito de promover o conhecimento da produção tecnológica dos povos africanos e descendentes na diáspora, que por séculos foi ocultada, o professor mestre em História Social pela USP, pesquisador, e palestrante,<strong> Carlos Eduardo Dias Machado</strong>, se une a <strong>Ação Educativa</strong> para a realização do curso de <strong>História da Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente</strong>. As aulas acontecem durante todo o mês de maio, sempre aos sábados, das 9h às 13h. O investimento é de R$ 250,00.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8377 aligncenter" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n.jpg" alt="" width="828" height="315" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n.jpg 828w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-150x57.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-300x114.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-768x292.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-696x265.jpg 696w" sizes="(max-width: 828px) 100vw, 828px" /></p>
<p>Segundo ele, é impossível saber realmente história da ciência sem também aprender sobre o legado dos inventores de origem africana.</p>
<p>&#8220;<em>Durante séculos criou-se uma imagem negativa a respeito da inteligência da população negra como inexistente e uma gama de intelectuais brancos como Hegel, Montesquieu, Hume, Kant, Lineu, Weber, Marx, Darwin, Victor Hugo e Voltaire desenvolveram teses afirmando que mulheres e homens negros não são humanos nem dotados de inteligência, não criaram impérios, civilizações e ciência, sendo isto uma prerrogativa do homem branco e base do racismo científico&#8221;</em>.</p>
<p>A parceria mostra também a busca pelo autoconhecimento, a importância de perceber a história do povo preto através dos antepassados na história. A cultura africana é rica e diversificada e por meio do curso, será possível entender a relação da ciência e tecnologia com tudo isso. Para mais informações, basta contatar alexandre.suenaga@acaoeducativa.org.br, ligar para (11) 3151-2333 (ramal 177) ou acessar a <strong><a href="https://www.facebook.com/events/183318885645162/">página do evento</a></strong>.</p>
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		<title>#NegrasRepresentam- Flávia Rocha, retraçando  caminhos esquecidos!</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/negrasrepresentam-flavia-rocha-retracando-caminhos-esquecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2017 11:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[#NegrasRepresentam]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Por meio de perfis, a campanha #NegrasRepresentam tem o objetivo de apresentar os pensamentos de mulheres negras em diversas esferas sociais e como suas a&#231;&#245;es vem propondo mudan&#231;as na realidade racial do pa&#237;s. Historiadora destas que trazem a tona, as identidades invisibilizadas principalmente a partir do que esses&#160; n&#227;o s&#227;o. Fl&#225;via Rocha &#233;&#160; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
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<h5><strong><em><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-7477 alignleft" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2017/11/Flávia-268x300.jpeg" alt="" width="268" height="300" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/11/Flávia-268x300.jpeg 268w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/11/Flávia-134x150.jpeg 134w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/11/Flávia-375x420.jpeg 375w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2017/11/Flávia.jpeg 420w" sizes="(max-width: 268px) 100vw, 268px" />Por meio de perfis, a campanha #NegrasRepresentam tem o objetivo de apresentar os pensamentos de mulheres negras em diversas esferas sociais e como suas ações vem propondo mudanças na realidade racial do país.</em></strong></h5>
<p>Historiadora destas que trazem a tona, as identidades invisibilizadas principalmente a partir do que esses  não são. Flávia Rocha é  mestre em linguagem e identidade,  professora  e coordenadora de um dos  cursos da Uniafro e ativista plena de uma educação que resgate as identidades. Estamos falando de uma resgatadora de histórias negras, cuja atuação impacta principalmente em  temas como: educação étnico-racial, historiografia acreana e análise do discurso. Reintroduzindo os valores  e memorias negras nestas áreas, ela  vem contribuindo para a  reconstrução da  história negra e a retraçando os caminhos esquecidos ou invisibilizados.</p>
<p><strong>Mundo negro- Qual o papel da escola na discussão sobre as relações étnico raciais?</strong></p>
<p>A escola tem papel primordial na discussão sobre as relações étnico-raciais, uma vez que é neste espaço que as mentalidades são primordialmente construídas e fortalecidas sobre conceitos, relacionamentos sociais, dentre outros princípios que podem contribuir para gerar relacionamentos respeitosos, mesmo com a diversidade na qual estamos todos inseridos. Bem como, a falta de educação étnico-racial no ambiente escolar também contribui para a propagação do racismo, para o fortalecimento e a naturalização das desigualdades e as discriminações raciais.</p>
<p><strong>Mundo Negro &#8211; Você coordena um dos cursos da Uniafro. Como vê a aplicação da 10.639/03 e da lei 11.645/08 nas escolas? Ela está, efetivamente, sendo colocada em prática?</strong></p>
<p>A aplicação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 ainda estão muito longe de serem devida e amplamente aplicada, uma vez que a referida legislação não veio com os devidos incentivos para formação de professores e formação de profissionais da educação no geral. Os próprios materiais didáticos produzidos ainda não têm muita divulgação e nem existem em quantidade suficiente para que as escolas os usem em favor de uma educação antirracista.</p>
<p><strong>Mundo Negro- O que você percebe de mudança no discurso social desde aplicação da lei?</strong></p>
<p>Bem pouca e de caráter muito superficial. O discurso da comunidade escolar com relação ao negro, sobretudo com relação ao aluno negro ainda é extremamente discriminatória e as práticas racistas ainda são muito violentas. Entretanto, como temos em nosso país o mito da democracia racial, que tem como uma das características o “racismo cordial”, estas práticas, embora humilhantes e desumanas, se manifestam em forma de brincadeiras e numa cruel descontração.</p>
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		<title>A História africana pode resgatar a autoestima dos afrodescendentes</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/historia-africana-pode-resgatar-a-autoestima-dos-afrodescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Durval Arantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 00:03:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigo. durval arantes]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[deuses do egito]]></category>
		<category><![CDATA[egito]]></category>
		<category><![CDATA[egito negro]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em psicologia, autoestima &#233; definida como a caracter&#237;stica de uma pessoa que valoriza a si mesma, dando-lhe a possibilidade de&#160;agir, pensar e exprimir opini&#245;es de maneira confiante. Autoestima tamb&#233;m pressup&#245;e uma avalia&#231;&#227;o objetiva e subjetiva que uma&#160;pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. Ou ainda, a autoestima envolve [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em psicologia, autoestima é definida como a característica de uma pessoa que valoriza a si mesma, dando-lhe a possibilidade de agir, pensar e exprimir opiniões de maneira confiante. Autoestima também pressupõe uma avaliação objetiva e subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. Ou ainda, a autoestima envolve tanto crenças quanto emoções autoassociativas.</p>
<p><figure id="attachment_3942" aria-describedby="caption-attachment-3942" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3942" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/11/marcha3.jpg" alt="Foto: Coletivo Expressão" width="960" height="640" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/marcha3.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/marcha3-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/marcha3-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/marcha3-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/marcha3-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/marcha3-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-3942" class="wp-caption-text">Foto: Coletivo Expressão</figcaption></figure></p>
<p>Trata-se, portanto, de uma emoção ou de um sentimento que reflete a apreciação que uma pessoa faz de si mesma em relação à sua autoconfiança e seu autorrespeito. Através dessas percepções, podemos enfrentar desafios diversos e defender nossos interesses ante as mais variadas instâncias de nossas vidas. A autoestima é formada ainda na infância, utilizando o tratamento que se dá à uma criança como peça chave, ou seja, se uma determinada criança for sempre oprimida em relação às suas atitudes, muito provavelmente esta criança desenvolverá a &#8220;baixa autoestima&#8221; como um entendimento de si mesma. Por outro lado, se uma criança for sempre apoiada em relação à suas atitudes, dentro de parâmetros justos e edificantes de avaliação, também muito provavelmente terá a sua autoestima elevada em seu processo de amadurecimento pessoal.</p>
<p><strong>Reflexão: Qual a importância da autoestima nas estratégias e tratativas da comunidade afro-brasileira na legitimidade de suas demandas históricas de cidadania de primeira classe?</strong></p>
<p>De um histórico, onde toda a grandiosidade das tradições e estruturas Africanas foi dizimada e violentada pela colonização euro-cristã (período este massacrante e eficaz no sentido de oprimir e desvirtuar toda a essência e autoavaliação que outrora os povos da Diáspora Africana anteriormente faziam de si), o sentimento de autoestima para os afrodescendentes, notadamente os sequestrados para o Novo Continente, transformou-se profundamente, a partir do flagelo do comércio escravocrata, não obstante às muitas e honrosas páginas de resistência, ao longo do tempo.</p>
<p>Tornou-se, pois, em um paradigma quase que épico, na medida em que a dinâmica de vida dos Africanos e de seus descendentes na terra nova passou a &#8220;obedecer&#8221; a um modelo (ou padrão) opressivo em todos os seus aspectos e o qual viria a servir de parâmetro ou exemplo a ser seguido nesta ou naquela situação, fosse qual fosse a relação entre opressor e oprimido. As vidas dos pretos e pretas passaram a ser regidas por &#8220;normas orientadoras&#8221; de um grupo hegemônico que estabeleceu limites, a partir de preceitos, teses e doutrinas falaciosas e tendenciosas , que determinariam como um indivíduo de descendência Africana deveria agir dentro desses limites.</p>
<p>E, dentro desses limites, as pessoas habitantes e oriundas dos navios tumbeiros, das senzalas, dos engenhos de açúcar, das plantações agrícolas, das minas de exploração mineral, das periferias, dos morros, das favelas, dos cortiços e das comunidades passaram a ser estigmatizadas pelas elites de forma depreciadora e pejorativa.</p>
<p><figure id="attachment_4047" aria-describedby="caption-attachment-4047" style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-4047 size-full" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/12/n11.jpg" alt="n11" width="540" height="360" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/n11.jpg 540w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/n11-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/12/n11-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 540px) 100vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-4047" class="wp-caption-text">Foto do projeto &#8220;Cansei&#8221; de Larissa Isis</figcaption></figure></p>
<p>Some-se a isso, especificamente no Brasil, a degradação humana e os baixíssimos índices de cidadania nos quais esses contingentes humanos certamente se inseriam, principalmente nos períodos pré e pós-abolicionistas: desconhecimento e distanciamento de sua própria História, abuso de gênero contra as mulheres, desemprego entre os homens, proibição de voto, baixa expectativa de vida, ociosidade, desamparo republicano, etc&#8230;</p>
<p>Sem dúvida, um ambiente histórico pouco propício para qualquer projeto de cultivo sistemático de um sentimento de orgulho e amor próprio, em um povo.</p>
<p>Não sem surpresa, portanto, muitos dos antepassados das gerações atuais de afro-brasileiros e afro-brasileiras introjetaram uma percepção enviesada sobre si, passando a rejeitar e subestimar a sua autoimagem e o que ela representava ante a sociedade da época.</p>
<p>E essa &#8220;visão equivocada de si&#8221; foi sendo passada de geração a geração, causando efeitos danosos e de longo alcance na formação e no legado psicossocial das pessoas de pele escura habitantes deste lado do oceano.</p>
<p>Isto posto, a autoestima das pessoas afrodescendentes precisa ser construída sobre os pilares da verdade Histórica de seu passado:</p>
<p><strong>Os povos africanos são a primeira e a mais antiga etnia a caminhar sobre o planeta terra (TODAS as demais civilizações terrestres surgiram DEPOIS e A PARTIR dos contingentes humanos saídos da África), os povos Africanos inauguraram os conhecimentos de transformação de metais, estudaram e mapearam as estrelas, os ciclos da água; lançaram os fundamentos da Zoologia e da Botânica, através da observação sistemática da rica fauna verificada na imensidão do território Africano&#8230; desenvolveram técnicas de caça e pesca que são utilizadas até os dias de hoje, independentemente do uso de quaisquer tecnologias, fundaram reinos&#8230; formataram regras de linguagens e construíram pirâmides cujos níveis de sofisticação e complexidades são ainda um mistério até para o conhecimento científico contemporâneo&#8230; cobriram distâncias continentais e venceram obstáculos topogeográficos e climáticos inimagináveis&#8230; desbravaram e povoaram territórios outrora inóspitos&#8230; lançaram as bases para o aparecimento e a continuidade histórica das civilizações aborígenes, persas, gregas, romanas, ibéricas e do sudoeste asiático, todas tendo a África como ponto de origem!!!  </strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4281" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2016/02/african-queens-1.jpg" alt="african-queens" width="500" height="333" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/02/african-queens-1.jpg 500w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/02/african-queens-1-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/02/african-queens-1-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>Todo este patrimônio afro-antropológico, no entanto, foi suprimido e &#8220;desapropriado&#8221; pela dita historiografia eurocêntrica, que deslocou o eixo de entendimento do mundo para o foco de uma visão branca, capitalista e cristã. Somado a isto (ou até mesmo EM RAZÃO DISTO), acrescentem-se todas as influências filosóficas, econômicas, artísticas, acadêmicas, burocráticas e generalistas de conteúdos tendenciosos e protecionistas que visaram (e visam!) à manutenção de privilégios infundados que fundamentaram o controle dos feudos, da burguesia, das castas eclesiásticas, das forças militares, dos conglomerados e das ditaduras que cruzam o processo civilizatório do mundo, desde a Idade Média. E todos estes fatores citados, sem exceção, tornaram-se fatores de desfacelamento e prejuízo da autoestima dos povos representantes da Diáspora Africana.</p>
<p>O século 21 escancarou, via tecnologia virtual, o acesso e a massificação das diversas fontes de informação que oportunizam o contato dos afrodescendentes ao conhecimento real de fatos históricos. Acervo este que, antes da disseminação do mergulho à rede mundial de computadores, só estava disponível em círculos acadêmicos restritos e elitizados. De POSSE desta informação (como fator de revisão, retratação e reparação dos privilégios verificados), os movimentos representantes das demandas das populações afro-diaspóricas podem, também, fazer uso dos conteúdos resgatados via internet como plataformas de resgate e difusão da relevância histórica, social, filosófica, científica e sobretudo humanitária da África e dos seus filhos e filhas para o entendimento da existência da espécie humana sobre a face da Terra. Isso, seguramente, iniciaria um processo altruísta e revigorante no resgate da autoestima étnica de homens e mulheres de pele escura ao redor do planeta.</p>
<p>Após o holocausto que foi a intervenção e colonização europeia no continente Africano (cujos efeitos nefastos se fazem sentir até hoje na região), três indicadores históricos podem ser apontados como responsáveis pelos impactos corrosivos no senso de autoestima dos povos locais e de uma expressiva parte de seus descendentes ao redor do mundo, já a partir da dinâmica do ciclo escravocrata:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1) A arma de fogo</strong>: Instrumento que abatia um foco de resistência de forma imediata: rebelou-se, fuzilava-se e encerrava-se o embate. Aqui o efeito é instantâneo e opressor pela via rápida, inclusive para o amedrontamento de outros eventuais focos de resistências próximos e imediatos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://wagingnonviolence.org/wp-content/uploads/2010/09/Nat-Turner.jpg" alt="" width="567" height="480" /></p>
<p><strong>2) O açoite físico:</strong> Mecanismo que minava um foco de rebeldia ou de resistência de forma gradual e lenta. Indiscutivelmente abusivo (e exclusivamente do ponto de vista da mão no chicote), o açoite tinha um caráter &#8220;educador&#8221;. Durante a &#8220;Grande Travessia&#8221;, no desembarque em terra firme, nos leilões de venda, na quebra e violação de vínculos familiares, no estupro sistemático e bestialização das mulheres e crianças pretas, no trabalho assalariado e implacável, na Abolição (mais imposta do que conquistada), no abandono do Estado, na perseguição das forças policiais, desde a fundação da República&#8230; o abuso físico foi um fator de implosão e deterioramento do amor próprio dos povos afro-diaspóricos.</p>
<p><strong>3) A conversão às religiões monoteístas</strong>: As populações afrodiaspóricas inseridas no contexto escravocrata foram forçadas ou seduzidas a abrirem mão de suas doutrinas teo-espirituais seculares, mormente reverenciadoras da flora e das forças da natureza, para abraçarem uma outra doutrina cuja liturgia e retórica são calcadas na reverência a um poder único, no pecado, na punição, na seletividade e na penitência. A conversão religiosa de pessoas afrodescendentes às doutrinas eurocêntricas tem um efeito fisicamente menos traumático do que a arma de fogo e o açoite, mas produz resultados cataclísmicos na auto-percepção de pessoas de descendência Africana, uma vez que este fenômeno se apropria da &#8220;alma&#8221; e do discurso dessas pessoas, com a vantagem adicional de este &#8220;efeito doutrinador&#8221; ser repassado de geração para geração de uma mesma família. Um domínio e controle que se estende pelo tempo, pelo espaço e em escala geométrica. Talvez não seja de toda absurda a lógica de se afirmar que, ao defender o seu direito intrínseco (sobretudo legítimo) de defender a fé monoteísta que prega e acredita, uma pessoa afrodescendente está paradoxalmente fazendo a defesa da autoestima de uma tradição sufocante, que tira a África do centro do entendimento do que é, como é, e do &#8220;porquê é&#8221; o mundo. Em todas estas 3 instâncias do fenômeno afrodiaspórico (arma de fogo, açoite e conversão doutrinária) a autoestima ORIGINAL de pessoas Africanas e de sua descendência foi meticulosamente pisoteada, subestimada, corrompida, oprimida e relativizada.</p>
<p>Agora, ainda às portas do século 21, é chegado o momento de as pessoas herdeiras das tradições Africanas seculares promoverem um resgate da grandeza e da “maravilhosidade” de sua importância como pessoas e, assim, promover o revigoramento de sua autoestima.</p>
<p>Temos, sim, que manter o foco nas mazelas, ameaças e desigualdades que assolam a nossa gente todos os dias e em todas as facetas da sociedade moderna.</p>
<p>Mas temos, também, que pegar a nossa própria História pelas mãos e fazer dela um motivo de orgulho, exaltação, auto-satisfação, glória e honra.</p>
<p>Essa História, a nossa, rica e que abraça todo o mundo, não se inicia com a chegada dos colonizadores na Europa.</p>
<p>Nós NÃO SOMOS descendentes de escravos. Somos descendentes de seres humanos Africanos que foram ludibriados, manipulados e sequestrados em suas terras.</p>
<p><figure id="attachment_3877" aria-describedby="caption-attachment-3877" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3877" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2015/11/12240006_10153859212301435_6557563842359641428_n.jpg" alt="Imagem: Google Images" width="960" height="640" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/12240006_10153859212301435_6557563842359641428_n.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/12240006_10153859212301435_6557563842359641428_n-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/12240006_10153859212301435_6557563842359641428_n-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/12240006_10153859212301435_6557563842359641428_n-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/12240006_10153859212301435_6557563842359641428_n-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2015/11/12240006_10153859212301435_6557563842359641428_n-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-3877" class="wp-caption-text">Imagem: FlinkSampa &#8211; Google Images</figcaption></figure></p>
<p><strong>A nossa autoestima já reside dentro de nós. Se estava adormecida, já passou da hora de acordá-la. E que seja cedo, logo de manhã. Ao levantarmos, que cada um e uma de nós que vá para a frente de um espelho. E que só saia de lá quando amar e respeitar a imagem refletida diante de si.</strong></p>
<p>Nós, filhos e filhas da Diáspora Africana, viemos ao mundo com o direito de ter sonhos e sermos felizes.</p>
<p>Com todo o respeito às opiniões em contrário.</p>
<p>&nbsp;</p>
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