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	<title>Arquivos história negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 24 Aug 2026 12:22:48 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos história negra - Mundo Negro</title>
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		<title>Luiz Gama: o que ler, ouvir e assistir para conhecer o legado do abolicionista</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/luiz-gama-obras-ler-ouvir-assistir-legado-abolicionista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 08:43:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[abolicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça livros e produções de filme e podcast que revelam a trajetória, a luta e o legado de Luiz Gama, um dos maiores abolicionistas do Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://mundonegro.inf.br/novas-evidencias-revelam-mais-detalhes-sobre-infancia-de-luiz-gama-e-a-historia-de-luiza-mahin/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luiz Gama</a></strong> faleceu em 24 de agosto de 1882, aos 52 anos, em São Paulo, devido a complicações causadas por diabetes. O advogado, jornalista, escritor, poeta e um dos principais nomes da luta contra a escravidão no Brasil, usou o seu conhecimento para conquistar a liberdade de centenas de pessoas escravizadas. Nesta data, o<strong> Mundo Negro</strong> reúne obras e produções que ajudam a conhecer melhor a sua trajetória, seu pensamento e a atualidade de seu legado.</p>



<h2 id="h-primeiras-trovas-burlescas-de-getulino-de-luiz-gama" class="wp-block-heading">&#8220;<strong>Primeiras trovas burlescas de Getulino&#8221;, de Luiz Gama</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado originalmente em 1859, o livro reúne a produção poética de Gama, assinada pelo pseudônimo Getulino. Seus versos satirizam a elite, denunciam o racismo e expõem as contradições políticas e sociais do Brasil escravista. Entre os textos mais conhecidos está “Quem sou eu?”, também chamado de “Bodarrada”. No poema, Gama utiliza ironia e provocação para questionar a sociedade que classificava pessoas negras de forma racista, enquanto dependia de seu trabalho e de sua presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura é essencial porque mostra que a luta de Luiz Gama não aconteceu apenas nos tribunais, ela também foi travada por meio da literatura, do humor e da linguagem pública. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="314" height="466" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_.jpg" alt="" class="wp-image-98296" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_.jpg 314w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-202x300.jpg 202w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-101x150.jpg 101w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-283x420.jpg 283w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-150x223.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-300x445.jpg 300w" sizes="(max-width: 314px) 100vw, 314px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-liberdade-1880-1882-de-luiz-gama" class="wp-block-heading">&#8220;<strong>Liberdade (1880–1882)&#8221;, de Luiz Gama</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O oitavo volume das &#8220;Obras Completas de Luiz Gama&#8221; reúne textos escritos pelo advogado nos dois últimos anos de sua vida. Organizada por Bruno Rodrigues de Lima, a obra apresenta artigos, cartas e textos políticos em que Gama defende a abolição imediata, denuncia a violência da escravidão e critica as autoridades que sustentavam o sistema escravista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro também inclui a carta autobiográfica enviada a Lúcio de Mendonça, na qual Luiz Gama narra sua infância, a venda ilegal para a escravidão, a conquista da própria liberdade e sua transformação em advogado e militante abolicionista. Ao reunir sua produção jornalística, jurídica e autobiográfica, &#8220;Liberdade (1880–1882)&#8221; revela um intelectual negro que utilizou a imprensa, o Direito e a literatura como instrumentos de luta por liberdade, cidadania e igualdade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="718" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-718x1024.jpg" alt="" class="wp-image-98297" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-718x1024.jpg 718w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-210x300.jpg 210w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-105x150.jpg 105w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-768x1096.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-294x420.jpg 294w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-150x214.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-300x428.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-696x993.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_.jpg 850w" sizes="(max-width: 718px) 100vw, 718px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-doutor-gama-dirigido-por-jeferson-de" class="wp-block-heading"><strong>&#8220;Doutor Gama&#8221;, dirigido por Jeferson De</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado em 2021, o filme acompanha a vida de Luiz Gama desde a infância até sua consagração como advogado e abolicionista. A produção é protagonizada por Angelo Fernandes, na fase jovem, e César Mello, na vida adulta. A narrativa destaca a trajetória de um homem negro nascido livre, vendido ilegalmente como escravizado ainda criança e que, depois de conquistar a própria liberdade, passou a atuar para libertar outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do interesse histórico, &#8220;Doutor Gama&#8221; ajuda a visualizar os obstáculos enfrentados por um homem negro que atuou em um sistema jurídico e político estruturado para proteger a escravidão. Disponível no YouTube.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="533" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9.png" alt="" class="wp-image-98299" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9.png 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-300x200.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-150x100.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-768x512.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-630x420.png 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-696x464.png 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-historia-preta-temporada-luiz-gama" class="wp-block-heading"><strong>História Preta — temporada Luiz Gama</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O podcast História Preta, apresentado por Thiago André, dedicou uma temporada à trajetória do abolicionista. A série revisita momentos marcantes de sua trajetória: a venda ilegal pelo próprio pai, a luta para conquistar a liberdade, a busca pela mãe, Luiza Mahin, e a transformação do jovem escravizado em advogado, jornalista e abolicionista. Ao longo de sete episódios, a série também aborda sua atuação nos tribunais, o uso dos documentos e das leis como ferramentas de resistência e a defesa da liberdade para outras pessoas negras escravizadas. Os episódios estão disponíveis em plataformas de áudio. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="559" height="559" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12.png" alt="" class="wp-image-98300" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12.png 559w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12-420x420.png 420w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Quando a inteligência artificial nos ajuda a preservar a memória da nossa família</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/inteligencia-artificial-ajuda-preservar-memoria-familia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 11:20:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra como a inteligência artificial ajuda a restaurar fotos antigas e preservar a memória de famílias negras, conectando gerações e histórias.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por: Letícia Sotero</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Minha família sempre foi grande e apaixonada por celebrações, tenho lembranças de estarmos sempre reunidos, comemorando alguma coisa, muitas vezes, nem existia uma data especial, eram os momentos mais ordinários que acabavam se transformando em memórias extraordinárias. Aos domingos, ir para a Penha na casa do vovô, era compromisso. Era o dia em que a família se reunia, para almoços fartos que começavam às 11h da manhã e ia além do horário do Faustão.<br><br>Os cinco filhos chegavam com suas esposas e maridos, os onze netos apareciam junto com seus namorados e namoradas, e a casa enchia. Sobrava espaço também para agregados e tudo virava uma grande festa, a nossa família se tornava ainda maior.<br><br>A cozinha lotava, a sala lotava, o quintal ficava tomado de gente conversando, rindo, comendo e contando histórias. Os aniversários nunca eram apenas “um bolinho”, a casa se transformava em um evento.<br><br>Além da casa do meu avô, as casas dos meus tios e tias também foram palco de inúmeros encontros: finais de ano, chás de bebê, almoços especiais de sábado e comemorações improvisadas que acabavam virando tradição familiar. O fim do ano era o meu momento favorito, não apenas pelos presentes que esperávamos do Papai Noel, mas porque significava, dormir tarde, encontrar e reunir toda a família, além de comer as melhores receitas preparadas pelas minhas tias, que sempre tiveram um tempero irresistível.<br><br>Quase todos esses momentos foram registrados e guardados como memórias. Talvez por isso eu goste tanto de fotografia.<br><br>A fotografia sempre esteve presente na história da minha família, e não apenas na minha geração, temos registros fotográficos que atravessam décadas: fotografias dos anos 1960, 1950 e até mesmo da década de 1940. Existem imagens das férias dos meus tios em Ribeirão Preto, da juventude dos meus avós em Minas, dos casamentos da família, da minha mãe ainda criança…<br><br>Para uma família negra, isso tem um significado ainda maior. Sabemos que, durante boa parte do século passado, fotografar era caro, possuir uma câmera era um privilégio distante da realidade de muitas famílias brasileiras, e por isso, cada uma dessas imagens se transformou em um documento precioso da história da nossa família. Algumas fotos resistiram muito bem ao tempo, outras nem tanto. <br><br>Existem fotografias que perderam cor, contraste e definição, algumas estão manchadas e outras já apresentam sinais claros do desgaste causado pelo tempo, mas, mesmo quando a qualidade da imagem desaparece, a memória continua ali, talvez seja por isso que, sempre que podemos voltamos naqueles álbuns antigos mantidos por minha tia e observamos foto a foto com cuidado, quase como quem tenta atravessar o tempo e retornar àquele instante congelado.<br><br>Recentemente, minha mãe decidiu recuperar uma fotografia antiga da minha avó, era uma imagem já bastante desgastada. O rosto estava pouco nítido e vários detalhes haviam se perdido com o passar das décadas, mas na tentativa de restaurar essa fotografia, minha mãe, aos 64 anos, decidiu experimentar uma ferramenta de inteligência artificial. O resultado foi muito além do que imaginávamos, a tecnologia conseguiu recuperar detalhes da imagem, reconstruir traços do rosto da minha avó e devolver nitidez a uma fotografia que já parecia quase indecifrável. Pela primeira vez, vi minha avó como nas memórias da minha mãe, e com uma qualidade próxima dos registros atuais. Foi emocionante, não apenas porque a fotografia estava mais bonita, foi emocionante porque, de alguma forma, parecia que uma parte da nossa história estava voltando para perto de nós, além da proximidade quase que real da imagem de como minha avó era, segundo minha mãe.<br><br>O uso da inteligência artificial ainda desperta muitas dúvidas, em alguns momentos é difícil distinguir o que é um registro fiel daquilo que foi reconstruído por algoritmos. Existem debates importantes sobre autenticidade, privacidade e sobre os limites éticos dessas ferramentas, mas existe também uma outra conversa que merece atenção: <strong>a possibilidade de usar a tecnologia para preservar memórias.</strong><br><br>Ao longo dos últimos meses, começamos a restaurar fotografias antigas da nossa família, algumas foram recuperadas em cores, outras ganharam definição, rostos que estavam desaparecendo voltaram a ser reconhecidos, expressões, roupas e cenários reapareceram depois de décadas escondidos sob os efeitos do tempo. Ver uma fotografia em preto e branco ganhar cores não muda a história, mas aproxima aquela história do presente e permite que novas gerações se conectem de maneira diferente com pessoas que vieram antes delas, e talvez esse seja um dos usos mais bonitos da inteligência artificial.<br><br>Não para criar algo novo, mas para preservar aquilo que já existe.<br><br>Hoje, mais de 50 fotografias da nossa família já passaram por algum processo de restauração com o auxílio da inteligência artificial, mas ainda temos um longo caminho pela frente. São mais de 200 imagens guardadas em álbuns que atravessaram gerações, algumas delas estão sendo recuperadas pela primeira vez, outras estão nos ajudando a redescobrir histórias que já estavam sendo esquecidas.<br><br>Existe algo particularmente bonito em acompanhar esse processo, ver minha mãe, uma mulher de 64 anos, explorando uma tecnologia que costuma ser associada aos mais jovens para proteger aquilo que ela tem de mais valioso, as memórias da nossa família.<br><br>Para mim ainda existem muitas perguntas sem resposta sobre inteligência artificial: Para onde vão essas imagens? Como garantir a segurança dos nossos dados? Como distinguir o que é um registro histórico do que foi reconstruído digitalmente? São questionamentos necessários, mas, enquanto essas respostas continuam sendo debatidas, uma certeza permanece dentro da minha família: <strong>nossas fotografias seguem vivas. E, graças à tecnologia, muitas delas terão a chance de atravessar mais algumas gerações.</strong></p>
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		<item>
		<title>Conhecido por “Diabo Negro”, ele se tornou o primeiro general negro a comandar um exército francês</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/conhecido-por-diabo-negro-ele-se-tornou-o-primeiro-general-negro-a-comandar-um-exercito-frances/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 14:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[alexandre dumas]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
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		<category><![CDATA[revolução francesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O militar franco-haitiano comandou dezenas de milhares de soldados durante a Revolu&#231;&#227;o Francesa, tornou-se o oficial negro de maior patente j&#225; registrado em um ex&#233;rcito ocidental at&#233; ent&#227;o e inspirou romances do pr&#243;prio filho, o escritor Alexandre Dumas. Thomas-Alexandre Dumas nasceu em 25 de mar&#231;o de 1762, na cidade de J&#233;r&#233;mie, col&#244;nia francesa de Saint-Domingue, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O militar franco-haitiano comandou dezenas de milhares de soldados durante a Revolução Francesa, tornou-se o oficial negro de maior patente já registrado em um exército ocidental até então e inspirou romances do próprio filho, o escritor Alexandre Dumas.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Thomas-Alexandre Dumas nasceu em 25 de março de 1762, na cidade de Jérémie, colônia francesa de Saint-Domingue, hoje Haiti, filho de Marie-Cessette Dumas, mulher negra escravizada, e do nobre francês Alexandre-Antoine Davy de la Pailleterie. Levado à França pelo pai em 1776, aos 14 anos, tornou-se homem livre e recebeu educação típica de filho de aristocrata, ingressando no Exército francês em 1786, aos 24 anos, como soldado raso e usando o sobrenome da mãe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dumas se engajou nos ideais republicanos assim que a Revolução Francesa começou, e sua trajetória militar acelerou junto com o novo regime. Em 1792, tornou-se tenente-coronel da Legião Negra, unidade formada por homens livres de cor. No ano seguinte, aos 31 anos, foi promovido a general de brigada e, semanas depois, a general de divisão, assumindo o comando-em-chefe do Exército dos Pirineus Ocidentais e, na sequência, do Exército dos Alpes, à frente de mais de 50 mil soldados. A vitória na abertura das passagens alpinas viabilizou o avanço francês na Segunda Campanha Italiana contra o Império Austríaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi nesse período que Dumas recebeu dos inimigos austríacos o apelido de Schwarzer Teufel, o Diabo Negro, em referência à sua força em combate. Em março de 1797, ao deter sozinho um esquadrão austríaco em uma ponte sobre o rio Eisack, na região do Tirol, ganhou de Napoleão Bonaparte a alcunha de Horácio Cocles do Tirol, numa referência ao herói romano que salvou Roma sozinho em uma ponte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1798, Dumas assumiu o comando da cavalaria francesa na expedição napoleônica ao Egito. As divergências com Bonaparte já vinham de campanhas anteriores, quando o general se posicionou contra saques cometidos por tropas francesas, e se aprofundaram durante a campanha egípcia. Em 1799, ao retornar à França, o navio em que viajava enfrentou uma tempestade e foi forçado a atracar em Taranto, no Reino de Nápoles, então hostil à França. Dumas foi capturado e mantido preso por quase dois anos, em condições que comprometeram permanentemente sua saúde, incluindo perda parcial da visão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele só foi libertado em 1801, após a intervenção militar francesa na região. De volta à França, encontrou um cenário político transformado. Napoleão, então cônsul, restabeleceu a escravidão em colônias francesas a partir de 1802 e editou uma série de decretos que restringiam direitos de pessoas negras e mestiças, incluindo a proibição de ingresso no Exército. Dumas foi alvo direto dessa reviravolta, teve pedido de pensão negado e nunca recebeu reconhecimento oficial pelos anos de cativeiro. Chegou a ser apagado de registros visuais da campanha egípcia, substituído por um oficial branco em uma pintura encomendada sobre a tomada do Cairo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Debilitado pelas sequelas do cativeiro e por dificuldades financeiras, Thomas-Alexandre Dumas morreu em 26 de fevereiro de 1806, em Villers-Cotterêts, aos 43 anos. Deixou a esposa, Marie-Louise Labouret, e três filhos, entre eles Alexandre Dumas, que tinha apenas quatro anos quando o pai morreu e cresceu ouvindo relatos sobre seus feitos. O escritor viria a se tornar um dos nomes mais lidos da literatura francesa, autor de &#8220;Os Três Mosqueteiros&#8221; e &#8220;O Conde de Monte Cristo&#8221;, romances que incorporam elementos da trajetória paterna, da ascensão heroica à queda em desgraça diante de um poder maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A biografia &#8220;The Black Count&#8221;, do jornalista americano Tom Reiss, reconstituiu em detalhes a vida do general francês e venceu o Prêmio Pulitzer de biografia em 2013, contribuindo para resgatar do esquecimento histórico um dos militares de maior patente ocupados por uma pessoa negra em um exército europeu até hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Durante a Segunda Guerra Mundial, 13 homens se tornaram os primeiros oficiais negros da Marinha com a maior nota da história</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-historia-dos-13-oficiais-negros-da-marinha-dos-eua-que-alcancaram-a-maior-nota-com-metade-do-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:24:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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		<category><![CDATA[segunda guerra mundial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1944, treze homens negros se tornaram os primeiros oficiais da Marinha americana ap&#243;s serem convocados para falhar e provarem o contr&#225;rio. Em janeiro de 1944, dezesseis marinheiros negros foram convocados para a base naval de Great Lakes, em Illinois, sem que nenhum deles soubesse exatamente o que os esperava. A Marinha americana contava naquele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Em 1944, treze homens negros se tornaram os primeiros oficiais da Marinha americana após serem convocados para falhar e provarem o contrário.<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro de 1944, dezesseis marinheiros negros foram convocados para a base naval de Great Lakes, em Illinois, sem que nenhum deles soubesse exatamente o que os esperava. A Marinha americana contava naquele momento com quase 100 mil marinheiros negros nas fileiras, e nenhum era oficial. Nos 146 anos anteriores, a instituição jamais havia comissionado um homem negro, e o curso que os aguardava deveria mudar isso, embora não fosse essa a intenção de quem o organizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso de formação de oficiais durava, em condições normais, dezesseis semanas, mas para aqueles dezesseis homens a Marinha cortou o prazo pela metade, reservando oito semanas para que absorvessem o que os candidatos brancos tinham quatro meses para aprender. A expectativa institucional era de uma taxa de reprovação de 25%, igual à das turmas brancas, e os homens entenderam o que aquilo significava na prática. Decidiram reagir de forma coletiva, porque sabiam que a reprovação de qualquer um deles não seria lida como fracasso individual, mas como evidência de que homens negros não tinham capacidade de liderar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Samuel Barnes, um dos dezesseis, descreveu a lógica que os uniu ao afirmar que o grupo decidiu não competir entre si, realizando sessões de estudo coletivas com a consciência de que eram a porta entreaberta para muitos outros marinheiros negros e que não poderiam ser os responsáveis por fechá-la. À noite, cobriam as janelas do alojamento e estudavam até a madrugada, num esforço solidário que não era apenas estratégia, mas a única resposta viável a um sistema construído para derrubá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as provas chegaram, os dezesseis passaram, e a turma fechou com média 3.89, a maior já registrada na história da estação de treinamento naval de Great Lakes, superior à de qualquer turma branca que havia passado por ali. A cúpula militar simplesmente não acreditou no resultado e mandou todos refazerem os exames, que os dezesseis repetiram com desempenho ainda melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em março de 1944, treze daqueles homens foram comissionados. Doze receberam o posto de alferes, Jesse Walter Arbor, Phillip George Barnes, Samuel Edward Barnes, Dalton Louis Baugh, George Clinton Cooper, Reginald Ernest Goodwin, James Edward Hair, Graham Edward Martin, Dennis Denmark Nelson, John Walter Reagan, Frank Ellis Sublett e William Sylvester White, enquanto Charles Byrd Lear foi nomeado suboficial. Os outros três que também passaram nos exames não receberam comissão e nenhuma explicação oficial foi dada. Especula-se que a Marinha, acostumada a uma taxa de reprovação entre candidatos, não quis que uma turma de negros figurasse com desempenho superior ao das turmas brancas nos registros institucionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Décadas depois, o grupo ganharia o nome pelo qual passou a ser conhecido, os Golden Thirteen, mas na época o cotidiano era outro. Oficiais brancos se recusavam a prestar continência a eles, não podiam entrar no clube de oficiais da base mesmo fardados e com a patente no ombro, e recebiam as funções mais subalternas dentro da estrutura segregada da Marinha, como treinar recrutas negros, supervisionar unidades de trabalho ou comandar embarcações menores tripuladas exclusivamente por marinheiros negros. A patente garantia o título, mas o sistema insistia em traduzir aquela conquista em isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase nenhum seguiu carreira na Marinha após o fim da guerra, sendo Dennis Nelson a exceção, tendo chegado ao posto de tenente-comandante e publicado em 1951 uma dissertação de mestrado sobre a integração racial na instituição. Os demais voltaram à vida civil e construíram trajetórias notáveis, com Samuel Barnes tornando-se diretor de atletismo na Universidade Howard e o primeiro homem negro no comitê executivo da NCAA, e William White atuando como promotor federal antes de presidir o tribunal juvenil do condado de Cook e chegar à corte de apelações de Illinois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto daquele grupo ultrapassou 1944 e alcançou 1948, quando o presidente Harry Truman assinou a ordem executiva que encerrou oficialmente a segregação nas Forças Armadas americanas, quatro anos depois de os Treze de Ouro terem demonstrado, com resultados documentados, que a premissa racista sustentando a exclusão não tinha qualquer fundamento. A história do grupo foi sistematizada pelo historiador naval Paul Stillwell, que a partir de 1986 gravou os depoimentos dos sobreviventes, reunindo-os num livro com prefácio de Colin Powell, o primeiro negro a chefiar o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos. Hoje, o prédio onde os novos recrutas chegam para o treinamento básico em Great Lakes leva o nome dos treze, e o último sobrevivente do grupo, Frank Ellis Sublett, morreu em 2006.</p>
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		<title>Trump assina ordens executivas para limitar ensino sobre racismo e cortar financiamento educacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 13:31:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Teoria Racial Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Donald Trump assinou, na quarta-feira (29), duas ordens executivas que impactam diretamente a forma como quest&#245;es raciais s&#227;o abordadas nas escolas dos Estados Unidos. As medidas incluem o bloqueio do financiamento federal para curr&#237;culos que ele classifica como &#8220;doutrina&#231;&#227;o&#8221; de estudantes em ideologias que chamou de &#8220;antiamericanas&#8221; sobre ra&#231;a e g&#234;nero, al&#233;m da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O presidente <strong>Donald Trump</strong> assinou, na quarta-feira (29), duas ordens executivas que impactam diretamente a forma como questões raciais são abordadas nas escolas dos Estados Unidos. As medidas incluem o bloqueio do financiamento federal para currículos que ele classifica como &#8220;doutrinação&#8221; de estudantes em ideologias que chamou de &#8220;antiamericanas&#8221; sobre raça e gênero, além da promoção da escolha dos pais na seleção de escolas privadas ou de ensino religioso com uso de verba federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes foram assinadas uma semana após sua posse no segundo mandato e fazem parte da agenda conservadora de reforma educacional defendida pelo presidente. A segunda ordem de Trump tem como objetivo impedir que escolas utilizem recursos federais para currículos e certificação de professores que abordem &#8220;ideologia de equidade discriminatória&#8221;. No documento, o governo federal acusa escolas de doutrinar alunos com conceitos como &#8220;privilégio branco&#8221; e &#8220;preconceito inconsciente&#8221;, o que, segundo a administração, fomenta divisões raciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Democratas e organizações de direitos civis alertam que as medidas podem comprometer a inclusão de narrativas negras e indígenas no ensino público. A decisão foi criticada por educadores e ativistas dos direitos civis, que afirmam que a ordem pode silenciar debates essenciais sobre o racismo e a história dos negros nos Estados Unidos. &#8220;O ensino da história afro-americana e das desigualdades raciais não é doutrinação, mas sim uma parte fundamental da compreensão do nosso país&#8221;, afirmou <strong>Christina Greer</strong>, professora de ciência política da Universidade Fordham, à agência<em><a href="https://www.reuters.com/world/us/trump-sign-orders-school-choice-antisemitism-white-house-says-2025-01-29/"> Reuters</a></em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ordem não menciona explicitamente a teoria crítica da raça (TRC), mas utiliza linguagem frequentemente associada a críticas contra o ensino do racismo institucional. A TRC, conceito acadêmico estudado principalmente em faculdades de direito, tem sido amplamente atacada por conservadores que alegam que seu ensino fomenta divisões raciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Críticos argumentam que a medida pode restringir o acesso a materiais que abordam a história dos afro-americanos e outros grupos racializados. Líderes comunitários alertam que o corte de financiamento pode resultar na remoção de programas que destacam a contribuição da população negra para a sociedade americana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mudanças no financiamento e impacto federal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das restrições ao ensino sobre raça, a primeira ordem assinada por Trump prioriza o financiamento de programas de escolha escolar, permitindo que famílias optem por escolas privadas ou religiosas com recursos federais. A medida é vista como uma forma de desvio de recursos das escolas públicas, que atendem majoritariamente estudantes negros e latinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a educação nos EUA é financiada principalmente por impostos estaduais e locais, sendo que apenas 14% dos recursos das escolas públicas vêm do governo federal. Estimativas apontam que as ordens de Trump podem afetar entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em subsídios federais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estados republicanos têm adotado, nos últimos anos, políticas de escolha escolar universal ou quase universal, abrindo caminho para vouchers que permitem o uso de recursos públicos para o financiamento da educação domiciliar e mensalidades em escolas privadas.</p>
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		<title>Fazem de tudo para silenciar a batucada dos nossos tantãs</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/fazem-de-tudo-para-silenciar-a-batucada-dos-nossos-tantas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 12:51:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[samba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criminaliza&#231;&#227;o de sambistas no Brasil &#233; uma manifesta&#231;&#227;o hist&#243;rica de um controle&#160; penal&#160; racializado&#160; que&#160; marginalizou&#160; pr&#225;ticas&#160; culturais&#160; afro-brasileiras. Surgido das tradi&#231;&#245;es trazidas por africanos escravizados, o ritmo origin&#225;rio do Lundu&#160; (ou&#160; Lundum),&#160; rotulado&#160; genericamente&#160; como&#160; &#8220;batuques&#8221;,&#160; identificados sobretudo nas dan&#231;asdeumbigada,o samba se tornou alvo de repress&#227;o sistem&#225;tica em um contexto p&#243;s-aboli&#231;&#227;o. Com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A criminalização de sambistas no Brasil é uma manifestação histórica de um controle&nbsp; penal&nbsp; racializado&nbsp; que&nbsp; marginalizou&nbsp; práticas&nbsp; culturais&nbsp; afro-brasileiras. Surgido das tradições trazidas por africanos escravizados, o ritmo originário do Lundu&nbsp; (ou&nbsp; Lundum),&nbsp; rotulado&nbsp; genericamente&nbsp; como&nbsp; “batuques”,&nbsp; identificados sobretudo nas <em>danças</em><em>de</em><em>umbigada,</em>o samba se tornou alvo de repressão sistemática em um contexto pós-abolição. Com a abolição formal da escravização em 1888, essas pessoas, antes privadas de liberdade, foram empurradas para a exclusão social e política, enquanto suas expressões culturais que já eram rotuladas como ameaças à ordem e criminalizadas, passaram a ser ainda mais reprimidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regulamentação social e penal do final do século XIX foi desenhada para estigmatizar e controlar práticas culturais que emergiam de comunidades negras. O Código Penal de 1890, por exemplo, tratava as rodas de samba como atividades ilegais,&nbsp; frequentemente&nbsp; associando-as&nbsp; a&nbsp; &#8220;vadiagem&#8221;&nbsp; e&nbsp; desordem&nbsp; pública. Autoridades policiais interrompiam eventos culturais e prendiam seus participantes sob a justificativa de manter a ordem pública e proteger os &#8220;bons costumes&#8221;. A justificativa para a repressão era profundamente influenciada por preconceitos sociais e visões de mundo que consideravam essas manifestações como inferiores ou incompatíveis com a ideia de progresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O samba não foi o único alvo desse processo. Ele compartilhou esse estigma com outras práticas afro-brasileiras, como o candomblé e a capoeira. Todas foram perseguidas e reprimidas porque eram classificadas como “africanismos” e formas de resistência cultural e social por uma população que continuava enfrentando marginalização e privação de dignidade. A repressão às manifestações culturais negras era um reflexo do medo de que essas práticas alimentassem movimentos de coesão e resistência entre comunidades afro-brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início do século XX, apesar da repressão, o samba encontrou espaço para se desenvolver nos centros urbanos, especialmente no Rio de Janeiro. Ele se transformou em uma das formas mais emblemáticas de resistência cultural. O</p>



<p class="wp-block-paragraph">gênero&nbsp; musical&nbsp; cresceu&nbsp; nas&nbsp; periferias,&nbsp; nos cortiços e nas festas populares,</p>



<p class="wp-block-paragraph">conquistando progressivamente maior visibilidade. No entanto, a aceitação do samba não ocorreu sem tensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a Era Vargas, na década de 1930, na missão de construir um projeto de Brasil “moderno e civilizado”, o governo brasileiro começou a institucionalizar o samba como um símbolo da <em>identidade</em><em>nacional</em>. Esse reconhecimento veio com um preço: para ser aceito pela “elite”, o samba passou por um processo de adaptação e embranquecimento, perdendo parte de seus elementos originais que carregavam as marcas das tradições afro-brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário nasceu o <em>samba-exaltação</em><em><sup>1</sup></em>, expressando o grande potencial do Estado Novo em impor seu projeto ideológico ao conjunto da sociedade, através de letras que vangloriavam a vida regrada e cultuavam o trabalho (em nítida oposição à figura do malandro até então exaltada nos sambas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo de assimilação resultou em uma coexistência paradoxal: o samba foi exaltado como patrimônio cultural brasileiro enquanto muitas das suas raízes e seus praticantes originais permaneceram sob criminalização. Embora o samba tenha alcançado o <em>status</em>de ícone cultural da <em>brasilidade</em>, ele nunca se desvinculou completamente das memórias de repressão que marcaram suas origens. Essa trajetória de exclusão, resistência e aceitação condicionada se repete com outras manifestações culturais contemporâneas, como o <em>funk</em>, que enfrentam preconceitos semelhantes por sua ligação com comunidades periféricas e majoritariamente negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O histórico de criminalização do samba é um capítulo emblemático de como o Brasil&nbsp; lida&nbsp; com&nbsp; suas&nbsp; identidades&nbsp; culturais&nbsp; marginalizadas.&nbsp; Embora&nbsp; hoje&nbsp; seja celebrado como patrimônio cultural, o samba carrega em suas melodias e versos a memória de uma longa luta por dignidade e respeito. Essa trajetória de exclusão e resistência evidencia como o controle penal atua sobre manifestações que desafiam as normas impostas, mas também como a cultura negra, em sua essência, persiste e se reinventa, resistindo aos esforços de silenciamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1</sup> A maior expressão deste período é o samba “Aquarela do Brasil”, composto em 1939 por Ary Barroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O samba sobreviveu à repressão porque é, acima de tudo, uma expressão de identidade e resistência das comunidades que o criaram, moldaram e carregaram consigo ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Samba, a gente não perde o prazer de cantar…</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ana</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Luíza</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Ọ̀pátórọ́bi</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Teixeira</strong><strong>&nbsp; </strong><strong>Nazário</strong>.&nbsp; Advogada.&nbsp; Mestre&nbsp; em&nbsp; Direitos Fundamentais&nbsp; e&nbsp; Justiça&nbsp; (UFBA).&nbsp; Especialista&nbsp; em&nbsp; Ciências Penais (PUCRS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coordenadora de Projetos Acadêmicos do JusRacial.</p>
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		<title>Dia da Educação: Jaciana Melquiades ressalta a importância do ensino de história e de afro-brasileira nas escolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 12:27:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[lei 10.639/03]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (28), a data celebra o papel da educa&#231;&#227;o na constru&#231;&#227;o do desenvolvimento de cada indiv&#237;duo&#160; Al&#233;m de ressaltar a import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o na vida do ser humano, j&#225; que &#233; o mecanismo mais valioso para a constru&#231;&#227;o de valores sociais, &#233;ticos e morais, o Dia Mundial da Educa&#231;&#227;o, celebrado nesta quinta-feira (28), tamb&#233;m [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Nesta quinta-feira (28), a data celebra o papel da educação na construção do desenvolvimento de cada indivíduo&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de ressaltar a importância da educação na vida do ser humano, já que é o mecanismo mais valioso para a construção de valores sociais, éticos e morais, o Dia Mundial da Educação, celebrado nesta quinta-feira (28), também provoca reflexões. E, com o intuito de promover equidade, a Lei 10.639/03, tornou obrigatório no país o ensino de história e de cultura africana e afro-brasileira nas escolas. Mas na prática, a realidade é outra. Afinal, já parou para pensar quantos negros foram usados como referência de ensino ao longo do seu tempo escolar?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/jacianamelquiades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jaciana Melquiades</a>, educadora social, historiadora e consultora educacional de igualdade racial, e sócia-fundadora e diretora executiva da<a href="https://www.instagram.com/eraumavezomundo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> &#8220;<strong>Era Uma Vez o Mundo</strong></a>&#8221; &#8211; Startup educacional e de impacto social, que desenvolve&nbsp; brinquedos e atividades educativas afrorreferenciadas, dedica sua trajetória profissional a encontrar meios de reduzir os impactos estruturais do racismo na educação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a população negra seja a maioria da habitação do Brasil, sendo representada por 56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela não ocupa todos os espaços da sociedade. O racismo, por sua vez, é peça-chave desse sistema discriminatório.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jaciana destaca que é fundamental a aplicação da Lei ainda na fase infantil do indivíduo, em prol de uma sociedade mais igualitária. &#8220;Essa é uma lei de janeiro de 2003, que entrou em vigor para alterar a Lei de Diretriz da Educação. Estamos falando de olhar diretamente para o apagamento que nossa história sofreu e construir um futuro saudável, o que só é possível com todos nós sabendo de onde viemos&#8221;, acredita.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A era colonial, a qual os negros eram escravizados, marginalizados, torturados e vistos como subalternos, em pleno século XXI, ainda impera por meio do racismo, que segue violentando negros e refletindo em várias esferas do cotidiano, sendo uma dessas, a educacional. &#8220;A evasão escolar é um sintoma de uma questão estrutural e aprofundada das desigualdades: o racismo. Ele é responsável pela desumanização de corpos pretos, é responsável pelas agressões cotidianas que sofremos e, consequentemente, pelas mazelas sociais que nos acometem. A evasão escolar é sintoma e uma das ferramentas de combate ao racismo é justamente uma educação de qualidade, que permita que que sejamos todos e todas educados para o respeito às diferenças&#8221;, ressaltou Jaciana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a historiadora, a aplicação da lei pode ajudar ainda na reconstrução da autoimagem negra. &#8220;Se aplicada corretamente, recuperamos as narrativas que tiram a história negra dessa redução que conhecemos. Insistem em reduzir a nossa história à escravidão. Nossa história começa muito antes e é isso que precisa estar nas escolas: um olhar afrocêntrico que permita a construção de nossa imagem com toda riqueza que nos cabe&#8221;, pontua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Jaciana, embora seja difícil a lei em exercício em todas as escolas públicas do país, acreditar em profissionais que &#8211; assim como ela &#8211; lutam por inclusão e escolas para todos, é indispensável. &#8220;Infelizmente a instituição, de uma maneira geral, é alicerçada nessa estrutura racista que forjou o Brasil. Conheço uma escola pública em São Paulo, modelo de aplicação da lei e sonho mesmo que seja replicada. É prova de que se toda equipe acredita no projeto, é possível fazer dar certo. A Escola Municipal Educação Infantil Nelson Mandela nos prova isso&#8221;, frisou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E prossegue dizendo: &#8220;Acho que a lei é uma ferramenta que serve para uma tentativa de correção das escolas que já temos em pleno funcionamento. Sonho com o tempo o qual teremos escolas afroncentradas, pensadas por nós e para os nossos. Muitos intelectuais trabalham para isso, inclusive. Mas para fins urgentes, é necessário que insistamos na aplicação da lei&#8221;, conclui.</p>
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		<title>Avaliada em 10 milhões de dólares, coleção pessoal sobre a história negra será leiloada nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kauan Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Feb 2022 11:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orgulho Ancestral]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[leilão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao longo dos &#250;ltimos 60 anos, a professora aposentada Elizabeth Meader (90), acumulou na sua casa em Staten Island, uma s&#233;rie de pe&#231;as que documentam a hist&#243;ria afro-americana. A enorme cole&#231;&#227;o pessoal inclui sapatos de Muhammed Ali, posteres raros dos Direitos Civis, e uma s&#233;rie de outros it&#233;ns: ao todo, 20 mil artefatos comp&#245;em a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos últimos 60 anos, a professora aposentada Elizabeth Meader (90), acumulou na sua casa em Staten Island, uma série de peças que documentam a história afro-americana. A enorme coleção pessoal inclui sapatos de Muhammed Ali, posteres raros dos Direitos Civis, e uma série de outros iténs: ao todo, 20 mil artefatos compõem a coleção de Elizabeth, de acordo com a casa Guernsey&#8217;s, responsável pelo leilão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta coleção foi feita como um instrumento patriótico de cura e ensino, e é de vital importância porque, como mais um insulto a um povo, nossa história foi realmente deixada de fora dos livros de história da América. Então, esta coleção é um preenchimento de lacunas&#8221;- declara Meaders, cuja a família foi uma das primeiras negras a viver em Staten Island, Nova Iorque. Hoje, o condado conta com quase 500 mil habitantes.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I.jpg" alt="" data-id="44433" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44433" class="wp-image-44433" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/LJ4ATYFNJNODBOFOI3354YVC2I-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY.jpg" alt="" data-id="44434" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44434" class="wp-image-44434" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/3NYCEQG4VRJDXFFSKXKJS2GGSY-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU.jpg" alt="" data-id="44435" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44435" class="wp-image-44435" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/4GEDLNPMBVIOPDCMP4GCA5WGKU-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE.jpg" alt="" data-id="44436" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=44436" class="wp-image-44436" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE.jpg 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/02/OOZNA4PTPJI5ZABHQCKA7RILTE-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption">Imagens: Reuters</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o presidente da Guerney&#8217;s, a coleção já foi avaliada detalhadamente por especialistas, que colocaram ela em uma faixa entre 7 e 10 milhões de dólares. O leilão será online no próximo dia 28, e em forma de lote único. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Editora paulistana resgata literatura africana contemporânea e espiritualidade como linha editorial</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/editora-resgata-literatura-africana-contemporanea-e-foca-na-espiritualidade-como-principal-linha-editorial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tassia di Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2020 05:17:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Ananse]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[Malcon X]]></category>
		<category><![CDATA[Pretos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espiritualidade Africana, Filosofia Kem&#233;tica e Afrofuturismo s&#227;o apenas alguns dos temas que a Editora Ananse publicar&#225; neste semestre. A editora, que em novembro lan&#231;ou o livro &#8220;Por Qualquer Meio Necess&#225;rio&#8221;, discursos e falas de Malcon X, ir&#225; trazer ao pa&#237;s livros in&#233;ditos que dialogam diretamente com a di&#225;spora africana, al&#233;m de publica&#231;&#245;es de autores pr&#243;prios [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Espiritualidade Africana, Filosofia Kemética e Afrofuturismo são apenas alguns dos temas que a Editora Ananse publicará neste semestre. A editora, que em novembro lançou o livro “Por Qualquer Meio Necessário”, discursos e falas de Malcon X, irá trazer ao país livros inéditos que dialogam diretamente com a diáspora africana, além de publicações de autores próprios do selo.</p>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/B6SiOa-nAa2/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Editora Ananse (@editorananse)</a></p>
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</blockquote>
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<p>Dentre as próximas publicações da Ananse está o livro “A Revolução Preta, Discursos e Falas de Malcon X, VOLUME 2” e já está disponível o livro “Amor Banto”, de Israel Neto: “O livro começou a ser escrito em 2008, teve sua primeira edição em 2011, após três anos de escrita e pesquisa, junto a espaços de cultura banto. Irmãos e irmãs de Angola que estavam estudando comigo em um curso de política na USP, e no dia a dia junto com o coletivo Literatura Suburbana, no projeto Escola da África”</p>
<p>Segundo Israel, a ideia do livro surgiu para recontar a origem dos quilombolas que construíram Palmares, a partir do filme &#8220;Quilombos&#8221; do Cacá Diegues, que trazia um quilombo Yorubá, históricamente impreciso, então o livro surge para evidenciar a contribuição Banto para a construção afrobrasileira, e isso, a partir de um romance, trazendo a questão mais humana e primordial que é o amor e como nosso povo sobreviveu e resistiu também pelo afeto.</p>
<p>“As pessoas devem ler o Livro porque ele traz nas entrelinhas diversas fontes de pesquisas (algumas dicas deixas nos anexos), mas também, porque ele reconstrói de maneira humanizada os e as lutadoras de Palmares e suas trajetórias em busca de liberdade”, aponta Israel.</p>
<p>https://www.instagram.com/p/B7GCFtFn5vN/</p>
<p>Dando início a publicação na linha principal da Editora que é a Espitirualidade já está disponível o livro &#8220;Ifá: Filosofia e Ciência de Vida&#8221;, de Otunba Adenkunle Aderonmu, que apresenta alguns conceitos sobre a milenar sabedoria de Ifá, abordando temas fundamentais como: Orí, Obi, Iyámi Ósórongá, Egungun e Abikú.</p>
<p>Segundo a Ananse, as publicações deste ano, que ainda não tiveram os nomes divulgados, em breve estarão no catalogo: “ Estamos trabalhando para apresentar aos leitores, seguidores de literatura negra e o público que está se formando, um conteúdo potente no campo da espiritualidade, estimulados pela troca de conhecimento e a possibilidade de trazer livros de escritores negros, inéditos ao País”</p>
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<p><strong>Confira os contatos da Editora Ananse</strong></p>
<p><a href="http://www.editoraananse.com.br/">www.editoraananse.com.br</a></p>
<p>Insta @editoraananse</p>
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		<title>Saiba como se inscrever no curso de História da Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2018 17:58:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o proposito de promover o conhecimento da produ&#231;&#227;o tecnol&#243;gica dos povos africanos e descendentes na di&#225;spora, que por s&#233;culos foi ocultada, o professor mestre em Hist&#243;ria Social pela USP, pesquisador, e palestrante, Carlos Eduardo Dias Machado, se une a A&#231;&#227;o Educativa para a realiza&#231;&#227;o do curso de Hist&#243;ria da Ci&#234;ncia, Tecnologia e Inova&#231;&#227;o Africana [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o proposito de promover o conhecimento da produção tecnológica dos povos africanos e descendentes na diáspora, que por séculos foi ocultada, o professor mestre em História Social pela USP, pesquisador, e palestrante,<strong> Carlos Eduardo Dias Machado</strong>, se une a <strong>Ação Educativa</strong> para a realização do curso de <strong>História da Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente</strong>. As aulas acontecem durante todo o mês de maio, sempre aos sábados, das 9h às 13h. O investimento é de R$ 250,00.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8377 aligncenter" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n.jpg" alt="" width="828" height="315" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n.jpg 828w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-150x57.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-300x114.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-768x292.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/04/30709738_1796312510463330_415705855900516352_n-696x265.jpg 696w" sizes="(max-width: 828px) 100vw, 828px" /></p>
<p>Segundo ele, é impossível saber realmente história da ciência sem também aprender sobre o legado dos inventores de origem africana.</p>
<p>&#8220;<em>Durante séculos criou-se uma imagem negativa a respeito da inteligência da população negra como inexistente e uma gama de intelectuais brancos como Hegel, Montesquieu, Hume, Kant, Lineu, Weber, Marx, Darwin, Victor Hugo e Voltaire desenvolveram teses afirmando que mulheres e homens negros não são humanos nem dotados de inteligência, não criaram impérios, civilizações e ciência, sendo isto uma prerrogativa do homem branco e base do racismo científico&#8221;</em>.</p>
<p>A parceria mostra também a busca pelo autoconhecimento, a importância de perceber a história do povo preto através dos antepassados na história. A cultura africana é rica e diversificada e por meio do curso, será possível entender a relação da ciência e tecnologia com tudo isso. Para mais informações, basta contatar alexandre.suenaga@acaoeducativa.org.br, ligar para (11) 3151-2333 (ramal 177) ou acessar a <strong><a href="https://www.facebook.com/events/183318885645162/">página do evento</a></strong>.</p>
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