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	<title>Arquivos grávidas negras - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Após caso de negligência médica, mulher cria plataforma para gestantes negras nos EUA: &#8216;Quase morri por não ser ouvida&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 08:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A norte-americana <strong>Rayna Clay</strong> anunciou nesta semana a criação da plataforma <strong>Pregnant And Black</strong> (<em>Grávida e Negra</em>), dedicada a apoiar mulheres negras grávidas após sofrer um caso grave de negligência médica que quase tirou sua vida e a de sua filha. O projeto visa conectar gestantes negras a profissionais de saúde comprometidos com um atendimento adequado, mas a realidade que Clay enfrentou não é exclusiva dos EUA—no Brasil, dados mostram um cenário ainda mais crítico.</p>



<p>Clay estava com 30 semanas de gravidez quando começou a sentir fortes dores. Mesmo bebendo quatro litros de água por dia, recebeu repetidos diagnósticos de &#8220;desidratação&#8221; em um pronto-socorro. &#8220;Os médicos diziam que a gravidez era dolorosa e que eu precisava lidar com isso&#8221;, contou à revista <em>Essence</em>. Graças à insistência de sua família, descobriu uma apendicite necrosante aguda, que exigiu cirurgia de emergência. &#8220;Se tivéssemos sido mandados de volta para casa, eu provavelmente teria morrido&#8221;, afirmou.</p>



<p>A experiência negativa da norte-americana a inspirou a criar um aplicativo, que está em desenvolvimento, para que outras mulheres negras possam receber suporte e tenham suas necessidades atendidas por profissionais atentos. O que Clay viveu reflete a crise de mortalidade materna entre mulheres negras nos EUA, mas no Brasil, os números são ainda mais alarmantes, considerando que aqui elas morrem o dobro no pré e pós-parto, revelando a urgência de políticas públicas que tenham como foco o combate ao racismo no atendimento às mulheres negras grávidas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>No Brasil, mulheres negras morrem o dobro no pré e pós-parto</em></strong></h3>



<p>Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que mulheres negras têm quase o dobro do risco de morte materna em comparação com brancas. Dados do Ministério da Saúde confirmam que a população negra tem os piores índices gerais de saúde, incluindo as maiores taxas de mortalidade materna e infantil.</p>



<p>O estudo, publicado na <em>Revista de Saúde Pública</em> em junho de 2024, mostrou que, entre 2017 e 2022, a taxa de mortalidade materna foi de 125,8 por 100 mil nascidos vivos entre mulheres negras, contra 64 por 100 mil para brancas e pardas.</p>



<p>Débora Santos, professora e coautora da pesquisa, explica: <em>&#8220;No Brasil, nós percebemos que as principais causas são evitáveis. Essas taxas elevadas não estão ligadas às questões de idade ou de óbito em si, mas sim às questões sociais, em especial a racial.&#8221;</em></p>



<p>A pandemia de Covid-19 agravou o cenário, com aumento de mortes por causas evitáveis, como infecções e hipertensão, em 2020 e 2021.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um problema global</h3>



<p>Assim como nos EUA, onde Clay criou o Pregnant And Black para combater a negligência, no Brasil a intersecção entre racismo e saúde pública continua a custar vidas. Enquanto o aplicativo de Clay está em desenvolvimento (com atualizações em <a href="http://www.pregnantandblack.com/">www.pregnantandblack.com</a> e no Instagram @pregnantandblack), especialistas brasileiros reforçam a urgência de políticas públicas que enfrentem o viés racial no atendimento médico.</p>



<p><em>&#8220;Mulheres negras merecem ter suas vozes ouvidas e suas necessidades atendidas pelo sistema médico&#8221;</em>, disse Clay.</p>
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