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	<title>Arquivos Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>70% dos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro são homens brancos, revela estudo inédito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 22:40:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Grande Prêmio do Cinema Brasileiro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma análise inédita conduzida pelo <strong>Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA)</strong> revela as disparidades de gênero e raça no <strong>Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (GPCB)</strong>, expondo a falta de inclusão e diversidade na produção audiovisual nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde sua criação em 2002, o GPCB, organizado anualmente pela <strong>Academia Brasileira de Cinema (ABC)</strong>, tem como objetivo celebrar e promover filmes nacionais. Com os indicados para a edição de 2024 já anunciados, a cerimônia de premiação está marcada para o dia 28 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo intitulado &#8220;<strong>Diversidade de Raça e Gênero no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (2002-2023)</strong>&#8221; destaca a dominância de pessoas brancas em todas as categorias, especialmente nas áreas de Direção e Roteiro, onde homens brancos são maioria esmagadora. A pesquisa mostra que pessoas pretas, pardas ou indígenas (PPIs) raramente se destacam, salvo exceções notáveis como <strong>Dira Paes, Lázaro Ramos, Flávio Bauraqui e Fabrício Boliveira.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números são alarmantes: <strong>homens brancos receberam quatro vezes mais indicações na categoria &#8220;Melhor Ficção&#8221; do que todos os outros grupos combinados. </strong>Apesar de uma ligeira redução no domínio entre os vencedores, ainda assim, 70% dos prêmios foram para homens brancos, contrastando com 81% das indicações. A presença de PPIs na premiação é extremamente baixa, com apenas sete homens PPIs indicados na categoria de Direção em 22 anos de história. A primeira vitória nesse segmento ocorreu somente em 2023, com <strong>Gabriel Martins</strong>, diretor de “<strong>Marte Um</strong>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado que chama a atenção é a ausência total de mulheres PPIs na direção ou roteiro de filmes de grande público no Brasil nas últimas duas décadas. Mulheres brancas conseguiram conquistar prêmios na categoria &#8220;Melhor Ficção&#8221; em seis ocasiões, com destaque para <strong>Anna Muylaert</strong>, que venceu duas vezes. No gênero documentário, muitas vezes visto como mais inclusivo, apenas 1% das indicações na direção foram para mulheres PPIs: <strong>Tetê Moraes</strong>, em 2002, por &#8220;<strong>O Sonho de Rose – 10 anos depois</strong>&#8220;, e <strong>Camila Pitanga</strong>, em 2018, em parceria com <strong>Beto Brant</strong>, por &#8220;<strong>Pitanga</strong>&#8220;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desses dados, o GEMAA reforça a urgência de políticas públicas que promovam a diversidade no cinema brasileiro, tanto em termos de financiamento quanto de reconhecimento. Para <strong>Luiz Augusto Campos</strong>, coordenador do GEMAA, &#8220;cotas em editais e iniciativas específicas são fundamentais para corrigir o intenso desequilíbrio na representatividade de gênero e raça na indústria, de forma a refletir a diversidade do país também nesse setor.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento não só evidencia as desigualdades históricas no GPCB, mas também casos de pioneirismo, como o protagonismo de mulheres brancas em categorias de Direção e Roteiro, e a limitada participação de PPIs nos elencos. No entanto, esses exemplos de representatividade não mascaram as profundas disparidades que dificultam o acesso e a ascensão de grupos sub-representados na indústria cinematográfica. A pesquisa conclui que a falta de diversidade no cinema brasileiro reflete dinâmicas mais amplas de discriminação de gênero e racismo, enfraquecendo o potencial cultural do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo dos dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Homens brancos dominam as premiações de direção e roteiro do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Diretores homens brancos são 70% dos vencedores na categoria “Melhor Ficção”, 81% dos vencedores em “Melhor Documentário” e 74% dos vencedores em “Melhor Direção”.</li>



<li>Roteiristas homens brancos são 77,5% dos vencedores em “Melhor Roteiro Original” e 88% em “Melhor Roteiro Adaptado”.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pessoas brancas dominam as indicações para premiação do elenco do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, mas atrizes e atores pretos, pardos ou indígenas ganham destaque.</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Na categoria “Melhor Atriz”, mulheres brancas são 84% das indicadas e 81% das vencedoras, contra 16% de indicadas mulheres pretas, pardas ou indígenas e 19% de vencedoras.</li>



<li>Na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante”, mulheres brancas são 88% das indicadas e 91% das vencedoras, contra 13% de indicadas mulheres pretas, pardas ou indígenas e 9% de vencedoras.</li>



<li>Na categoria “Melhor Ator”, homens brancos são 80% dos indicados e 73% dos vencedores, contra 20% de indicados homens pretos, pardos ou indígenas e 27% de vencedores.</li>



<li>Na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”, homens brancos são 79% dos indicados e 78% dos vencedores, contra 21% de indicados homens pretos, pardos ou indígenas e 22% de vencedores.</li>



<li>Em mais de duas décadas, entre 2002 e 2023, excluindo 2006 por ausência de dados, a indicação exclusivamente de pessoas brancas ocorreu em 38% das vezes na categoria “Melhor Atriz”, 38% na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante”, 38% das vezes na categoria “Melhor Ator” e 24% na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo produzido pelo GEMAA conta com o apoio de divulgação da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) e +Mulheres no Audiovisual.</p>
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