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	<title>Arquivos Flipoços - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>‘Ela rompe o apagamento’: Autores explicam literatura marginal após fala preconceituosa na Flipoços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2025 14:18:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>Festival Literário Internacional de Poços de Caldas</strong> (Flipoços) tornou-se palco de um caso que reacendeu a discussão sobre o significado da literatura marginal. Durante uma mesa que dividia com o escritor <strong>Wesley Barbosa</strong> no dia 29 de maio, a escritora<strong> Camila Panizzi Luz fez</strong> declarações que associaram o movimento à criminalidade, gerando reações e levando à sua retirada do evento. O caso expôs a necessidade de se compreender essa produção literária que emerge das periferias como forma de resistência e expressão cultural.</p>



<p>A literatura marginal, também chamada de periférica, surgiu na década de 1970 como uma resposta ao apagamento das vozes das comunidades marginalizadas. Diferentemente do que sugeriu Camila em sua fala &#8211; &#8220;Nunca fui presa, mas agora sou da sociedade&#8221; -, tratam-se de obras que retratam as vivências das periferias urbanas, muitas vezes através de publicações independentes e distribuição alternativa em saraus e eventos comunitários. &#8220;Para mim, é mais do que um movimento. É uma forma de dizer: “nós também estamos aqui”. Ela nasce das brechas onde ninguém quis olhar, das vielas, dos quilombos urbanos, das aldeias que resistem cercadas por muros e silêncios. É uma escrita feita com a alma exposta, com o corpo presente, com as dores e delícias de quem vive à margem — mas nunca calado. Essa literatura importa porque ela rompe o apagamento&#8221;, destaca o escritor e diretor <strong>Rodrigo França</strong> para o <strong>Mundo Negro</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="613" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-1024x613.webp" alt="" class="wp-image-90005" style="width:647px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-1024x613.webp 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-300x179.webp 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-150x90.webp 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-768x459.webp 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-702x420.webp 702w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-696x416.webp 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil-1068x639.webp 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/tv-brasil-trilha-de-letras-rodrigo-franca-01-credito-divulgacao-tv-brasil.webp 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Rodrigo França &#8211; Foto: Reprodução/TV Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p>O escritor <strong>Ale Santos</strong>, autor de &#8220;Rastros de Resistência&#8221;, explicou em entrevista o equívoco da associação com criminalidade: &#8220;É, sem dúvida nenhuma, uma extravagante ignorância do significado da palavra marginal que é estar à margem de algo, afastado ou socialmente desprezado. O sentido que ela aplicou é o sentido racial, porque historicamente no nosso país, as populações marginais são negras e foi construído esse olhar enviesado pelo racismo de que essa marginalidade que deveria ser acolhida, é conectada ao crime&#8221;. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="696" height="390" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/whatsapp-image-2021-11-09-at-20.25.57-1.webp" alt="" class="wp-image-90006" style="width:594px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/whatsapp-image-2021-11-09-at-20.25.57-1.webp 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/whatsapp-image-2021-11-09-at-20.25.57-1-300x168.webp 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/whatsapp-image-2021-11-09-at-20.25.57-1-150x84.webp 150w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ale Santos &#8211; Imagem: Divulgação</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Obras e autores de literatura marginal</strong></p>



<p>À pedido do <strong>Mundo Negro</strong>, <strong>Rodrigo França</strong> e <strong>Ale Santos</strong> indicaram autores fundamentais para compreender a diversidade da literatura marginal, com ênfase em vozes indígenas, negras e periféricas. França destaca obras como <em>Metade Cara, Metade Máscara</em> (<strong>Eliane Potiguara</strong>), <em>Poemas da Recordação e Outros Movimentos</em> (<strong>Cuti</strong>) e <em>Negra Nua Crua</em> (<strong>Mel Duarte</strong>), Outros Contos Indígenas (<strong>Daniel Munduruku</strong>), Luanda, Lisboa, Paraíso (<strong>Djaimilia Pereira de Almeida</strong>), Eu sou Macuxi (<strong>Julie Dorrico</strong>) e Um Exu em Nova York (<strong>Cidinha da Silva</strong>), que abordam resistência, identidade e ancestralidade. Já <strong>Ale Santos</strong> menciona autores que estão despontando no cenário literário, como <strong>Thiago PHZ</strong>, um dos vencedores do Prêmio Conceição Evaristo de afrofuturismo pela Fundação Palmares,<strong> Sandra Menezes</strong>, que foi finalista do Prêmio Jabuti e <strong>Preto Michel</strong>, que trabalha com a literatura periférica nas baixadas de Belém do Pará. </p>



<p><strong>&#8220;Também nunca fui preso!&#8221;</strong></p>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DJDMUX_PMDh/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DJDMUX_PMDh/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DJDMUX_PMDh/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">Uma publicação compartilhada por Wesley Barbosa (@barbosaescritor)</a></p></div></blockquote>
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<p>Camila participava do painel &#8220;Raízes e Asas: Literatura e Artes Sem Fronteiras – O Encontro de Mãe e Filha na Terra Natal&#8221; ao lado de sua mãe, <strong>Ivana Panizzi</strong>, quando convidou o autor <strong>Wesley Barbosa</strong>, que acabara de conhecer, para se juntar à mesa e apresentar seu livro Viela Ensanguentada – ele, que é de Itapecerica da Serra e integra o Coletivo Neomarginais (com estande próximo ao palco), estava no festival para divulgar sua obra. Durante a fala de Wesley, Camila questionou: &#8220;Como que faz para ser uma neomarginal?&#8221;, ao que ele respondeu: &#8220;Ah, basta você ser você mesma&#8221;; ela então perguntou: &#8220;Ai, vocês querem ser minha editora ou gráfica?&#8221;, e Wesley disse: &#8220;Vamos conversar&#8221;, Camila então continua: &#8220;Vamos, por favor! Eu quero ser uma neomarginal, gente. Olha que tudo! Camila Luz, neomarginal. Nunca fui presa, mas agora sou da sociedade, né?&#8221;.</p>



<p>O trecho da conversa viralizou nas redes sociais e gerou críticas não só aos comentários, como também à postura de Camila durante a conversa. É possível notar o desconforto de Wesley durante os questionamentos da outra autora. Em suas redes sociais, Wesley compartilhou o vídeo do evento e escreveu na legenda a frase &#8220;Também nunca fui preso!&#8221;, em resposta à fala de Camila. Em outra publicação, ele destacou: &#8220;Não queria fiar conhecido por ter sofrido racismo e sim por meus livros.</p>



<p> A produção de Camila emitiu nota afirmando que houve &#8220;uma fala infeliz&#8221; que pode ter sido &#8220;mal interpretada&#8221;, mas que a escritora &#8220;tem consciência de seus privilégios&#8221;.</p>



<p>O caso no Flipoços revela os desafios que persistem para a literatura marginal, desde a dificuldade de acesso ao mercado editorial até o combate a estereótipos. O episódio termina por destacar justamente o que o movimento sempre defendeu &#8211; a necessidade de ampliar as vozes que contam as muitas histórias do Brasil: &#8220;É o elitismo, principalmente no circuito tradicional (feiras, bienais), as pessoas que ocupam esse espaço seguem padrões que às vezes são distantes dos autores marginais, vem da academia ou são <em>nepobaby</em>s literários de famílias de autores tradicionais&#8221;, destacou <strong>Ale Santos</strong>. &#8220;Não apenas quem está nos palcos, mas os curadores, quem escolhe os participantes e criam essa dissonância de colocar autores negros ao lado de pessoas completamente ignorante sobre nossos trabalhos&#8221;.</p>
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