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	<title>Arquivos Festival Latinidades 2024 - Mundo Negro</title>
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		<title>Festival Latinidades 2024 anuncia programação completa e convoca público para aclamar mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2024 08:30:03 +0000</pubDate>
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<p>O <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/16a-edicao-do-festival-latinidades-chega-em-sao-paulo-com-shows-oficinas-e-roda-de-conversa-sobre-bem-viver-da-mulher-negra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Latinidades</a></strong>, maior festival de mulheres negras da América Latina e responsável por amplificar a visibilidade do 25 de julho,<strong> Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha</strong> no Brasil, chega à 17ª edição fazendo um chamado: <strong>Vem Ser Fã Das Mulheres Negras</strong>. </p>



<p>Durante o mês de julho o evento passará por quatro territórios, começando por Salvador (BA), entre os dias 5 e 7 de julho, seguindo para um debate sobre produção cultural, racismo ambiental e justiça climática no Quilombo Mesquita (GO), em 20 de julho; no Distrito Federal a programação começa no dia 25 e encerra dia 27 com <em>shows</em>, que incluem as homenageadas<strong> Sister Nancy</strong> e <strong>Alaíde Costa</strong>, e na capital paulista haverá uma festa especial com <em>show</em> de <strong>La Dame Blanche</strong>, em 26 de julho. </p>



<p>Salvador, a primeira cidade a receber o Latinidades 2024, conta com uma programação que inclui música, debates, lançamentos literários, dança e feira afro. Este ano, o Concerto Internacional Contra o Racismo volta ao festival com uma novidade. Além da apresentação no dia 7 de julho, artistas e organizações se reunirão para um debate sobre a realidade do racismo no Brasil e no mundo, o seu impacto nas indústrias musical e cultural e como os artistas podem aproveitar talentos, posição e proeminência para combater o racismo.  </p>



<p>A capital baiana também terá um espaço literário, com o lançamento da versão em espanhol da obra <strong>La Radical Imaginación Política de las Mujeres Negras Brasileñas</strong>, desenvolvida por <strong>Ana Carolina, Anielle Franco, Vilma Reis</strong> e <strong>Chris Gomes</strong>, idealizadoras da <strong>Rede Nacional de Mulheres Negras na Política</strong>. A edição hispânica do livro também inclui novos textos de <strong>Ochy Curiel</strong>, antropóloga dominicana radicada no Chile, e de <strong>Juanita Bone</strong>, ativista feminista negra do Equador.</p>



<p>O Latinidades, idealizado por<strong> Jaqueline Fernandes</strong>, é uma iniciativa continuada de promoção de equidade de raça, gênero, plataforma de formação e impulsionamento de trajetórias de mulheres negras nos mais diversos campos de atuação. Para isso, seguindo um conceito de multilinguagens, o festival desenvolve diálogos com o poder público, organizações não-governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes, coletivos e outros grupos, com o propósito de convergir iniciativas do estado e da sociedade civil relacionadas ao enfrentamento do racismo, sexismo e promoção da igualdade racial.</p>



<p>Em 2024, com a temática Vem Ser Fã de Mulheres Negras, o evento faz um chamado pelo reconhecimento e celebração da força transformadora das mulheres negras. A proposta é convidar todas as pessoas a saberem mais sobre o impacto positivo estimulado por elas e a se engajarem em uma jornada de formação de público. “Ser fã de mulheres negras em uma sociedade racista e machista é revolucionário. Em todas as edições do Latinidades, nosso objetivo é resgatar e evidenciar o papel fundamental das mulheres negras no desenvolvimento da sociedade e na conquista de direitos”, destaca Jaqueline Fernandes, diretora geral e idealizadora do Festival Latinidades.&nbsp;</p>



<p>Este ano, o evento homenageará mulheres que abriram caminhos para artistas negras no Brasil e no mundo — como a rainha do <em>reggae</em> Rita Marley, cantora cubana e CEO de fundações em prol da luta contra pobreza e a fome, Sister Nancy, cantora, compositora e DJ jamaicana, conhecida como a rainha do <em>dancehall</em>, a mãe da bossa nova Alaíde Costa, e <strong>Sandra Sá</strong>, artista brasileira, intitulada a rainha do <em>soul</em>. </p>



<p>Em suas 16 edições o Latinidades tem trabalhado por amplificar vozes e talentos que muitas vezes são marginalizados ou apagados, reforçando a importância de políticas públicas que promovam equidade racial e de gênero. <strong>Em 2024, o foco estará na discussão sobre o trabalho das trancistas brasileiras, em defesa de sua regulamentação e de seu reconhecimento como patrimônio cultural</strong>. Com atividades em Salvador e Brasília, o festival terá mesas de debate sobre origens, significados culturais, sociais e econômicos, além da importância do ofício de trancista, com a participação de profissionais, ativistas e artistas. </p>



<p>Outro debate previsto para esta edição será sobre as estratégias e tecnologias ancestrais dos povos tradicionais para enfrentar as emergências climáticas e desafios socioambientais. O evento <strong>Guardiões do Amanhã: Diálogos sobre Produção Cultural, Racismo Ambiental e Justiça Climática</strong> será realizado no dia 20 de julho, no Quilombo Mesquita, em Goiás. Este quilombo tem 278 anos e, ao longo de sua história de ancestralidade e resistência, perdeu 80% de seu território: originalmente, ele chegava até a área atual da Esplanada dos Três Poderes. Criada em parceria com o festival<strong> CoMA &#8211; Consciência, Música e Arte</strong>, a atividade irá reunir lideranças indígenas, quilombolas, de terreiros e os considerados guardiões do futuro. </p>



<p>Em parceria com a <strong>Confraria dos Pretos</strong>, uma ação afirmativa idealizada por jovens negros de diversas áreas do conhecimento, o Festival Latinidades volta a São Paulo para uma festa especial em comemoração ao Mês da Mulher Negra. No dia 26 de julho, La Dame Blanche apresentará suas influências afro-cubanas nativas com batidas de <em>hip hop, trap, reggae </em>e<em> reggaeton</em> no palco da casa de <em>shows</em> Cine Joia. O<em> line up </em>da celebração ainda terá s<em>how </em>de <strong>Iké Melanina Jazz </strong>e participação especial de <strong>Bia Doxum </strong>e <strong>DJ Shonda</strong>. Os ingressos podem ser adquiridos no<em> site </em>do Cine Joia a partir de R$ 40.</p>



<p>Brasília, cidade original do Latinidades, recebe o festival a partir do dia 25 de julho, onde será inaugurada a exposição interativa-imersiva <strong>Afrolatinas – 30 anos em Movimentos, no Museu Nacional da República</strong>, que contará a história do Dia da Mulher Negra e das lutas coletivas após 30 anos de sua criação. </p>



<p>O evento também contará com uma sessão especial do documentário <strong>Afrolatinas – 30 anos em movimentos</strong>, dirigido por<strong> Viviane Ferreira</strong>, cineasta, ex-presidente da SPCine e diretora do filme Ó Paí Ó 2. O longa é acompanhado por uma experiência imersiva desenvolvida em uma plataforma de jogos de realidade virtual, que permite ao público acessar a partir da escolha de universos da natureza &#8211; a mata, a terra e a água, traduzidos como elementos mágicos, depoimentos de mulheres negras, ativistas e importantes lideranças na luta por equidade de gênero e raça que revivem a história dos movimentos sociopolíticos.</p>



<p>Resgatando a estratégia de engajamento para a realização do <strong>I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe</strong>, que ocorreu na República Dominicana em 1992, reunindo importantes nomes do ativismo negro, o Festival Latinidades firmou uma parceria inédita com o Correios. O público presente à programação no Museu Nacional da República será convidado a escrever uma carta para uma mulher negra que admire e enviá-la, utilizando um selo criado especialmente para a celebração do Dia da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha, estabelecido durante o evento de 30 anos atrás. </p>



<p>A programação de Brasília ainda terá um desfile de moda &#8211; <strong>Afro Fusion Modeling</strong> – realizado em colaboração com 35 embaixadas de países africanos, o <strong>Mostra Humor Negro</strong>, que reunirá artistas negras de Stand Up Comady, como <strong>Tatá Mendonça, Bruna Braga</strong> e <strong>Niny Magalhães</strong>, além de grandes <em>shows</em> como <strong>Sandra Sá, Alaíde Costa, Bia Ferreira, La Dame Blanche, Sister Nacy, Gaby Amarantos</strong> e<strong> Irmãs de Pau</strong>, encerrando 17ª edição do Festival Latinidades, na área externa do Museu Nacional.</p>
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